domingo, 8 de dezembro de 2013

Eles defendem a monarquia

Para falar sobre as vantagens do regime monárquico de governo, o idealizador do Blog Monarquia Já, Dionatan S. Cunha, a pedido do jovem estudante João Pedro Arrouque Lopes, concedeu entrevista ao Informativo Editorial J, da Famecos, Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Também contribuiu para a entrevista a Dra. Cristina Froes. Confira:

Eles defendem a monarquia

Apesar do regime político do Brasil ter sido alterado de monarquia para república há 124 anos, em 15 de novembro de 1889, ainda persistem, no país, alguns simpatizantes do sistema de governo implantado a partir da independência do país. Os grupos monarquistas são diversos e não há concordância na defesa de todos os pontos.

Uma voz importante deste movimento é a do dono do site Monarquia Já, Dionatan da Silveira Cunha. Para ele, após 124 anos de republica, está comprovado que este regime não deu certo no Brasil. “O país já teve dois estados de sítio, 17 atos institucionais, seis dissoluções do Congresso, 19 rebeliões, duas renúncias presidenciais, três presidentes impedidos de tomar posse, quatro presidentes depostos, sete Constituições diferentes, dois longos períodos ditatoriais e nove governos autoritários, são 124 anos de corrupção, roubos, inseguranças, incertezas”, enumerou Cunha.

Uma das principais vantagens da monarquia em relação à republica, na opinião de Cunha, é que o monarca é preparado desde seu nascimento para governar o estado. “Quando se fala em Índice de Desenvolvimento Humano, qualidade de vida, países como Noruega, Dinamarca e Suécia despontam como referências. Quando se fala em estabilidade política, o nome que aparece é o do Reino Unido da Grã-Bretanha, ou seja, países onde vigora a monarquia”. Cunha também comenta que o modelo que ele defende é a monarquia parlamentar pautada na constituição, em que o monarca representa o estado e o primeiro ministro o governo.

Quanto à força do movimento, Cunha diz que, desde que a promulgação da Constituição de 1988, permitindo a propaganda monarquista, ela só vem crescendo. “Além dos encontros, também nos comunicamos pela internet, temos grupos em redes sociais que juntam mais de dez mil pessoas”, relata. Quantas as acusações de que grupos monarquistas são de tendência ultraconservadores, Cunha faz questão de frisar que isso é uma acusação infundada, pois os monarquistas são pessoas de diversas classes sociais. Sobre a possibilidade da volta de um governo monárquico no futuro, Cunha diz acreditar que um dia, pela vontade popular, a monarquia voltará, pois “é um regime de excelentes resultados, moderno, eficaz e eficiente”.

Outra integrante de grupos monarquistas é a médica e monarquista Cristina Froes, de Porto Alegre. Com tendências para a monarquia desde a infância, ela diz que começou a entrar em contato com o movimento nos últimos anos, através do Orkut, e se surpreendeu com as pessoas que compartilhavam de sua opinião. “Eu defendo a monarquia porque é a ordem natural das coisas, entendo que a monarquia é como a criação de deus, onde ele é rei”. Ela acrescenta que isso pode ser visto até mesmo na natureza, onde até animais têm sua rainha, caso da abelha. “A monarquia é, inclusive, uma representação da família, pois nela o rei funciona como um pai e os súditos como seus filhos”. Cristina acredita que um dos mecanismos da monarquia que mais poderia beneficiar a política é o poder moderador (em que o imperador decide quando há pontos de vista divergentes entre os poderes). “O Poder moderador é importante, pois tem a função de evitar, que os outros poderes se sobrepõem, pois na republica, embora existam três poderes só o executivo realmente manda.

Texto: João Pedro Arroque Lopes (5º semestre)


Abaixo, o Blog Monarquia Já transcreve a entrevista completa:

EJ - Como tem sido a recepção do publico a seu site?

Resposta: O “Blog Monarquia Já” surgiu em 2009, na plataforma Blogger – do Google, como iniciativa particular de contribuir com o Movimento Monárquico Brasileiro. Hoje recebemos em torno de 4.000 visitas semanais, 16.000 mensais e mais de 500 mil visitas em 4 anos. Atingimos todos os Estados do Brasil e mais de 90 países. Fomos aconselhados pelo Blogger a adquirir um domínio especifico para suportar o tráfego de pessoas em nossa página. Desde 2010, editamos o “Anuário Monarquia Já”, a compilação dos principais fatos monarquistas no Brasil e no mundo, que alcança, através de distribuição eletrônica gratuita, mais 250 mil pessoas no Brasil, nas três Américas, na Europa e África, e, inclusive, em países da Ásia. Podemos dizer, portanto, que, com muito trabalho, tivemos uma boa procura e uma ótima aceitação.

EJ - E o que ele agrega a luta pela reimplementação da monarquia no Brasil?

Resposta: O “Blog Monarquia Já” pretende ser um referencial, a partir das notícias do Movimento Monárquico e da Família Imperial, para a população em geral. Incentivar na população a procura por uma nova opção e dispor a todos as vantagens deste regime.  

EJ - Porque você acredita que a monarquia é melhor que a república?

Resposta: Pelos 124 de república no Brasil, fica absolutamente comprovado que este regime não deu certo no Brasil. Neste período se somam 2 Estados de sítio, 17 atos institucionais, 6 dissoluções do Congresso, 19 rebeliões, 2 renúncias presidenciais, 3 presidentes impedidos de tomar posse, 4 presidentes depostos, 7 Constituições diferentes, 2 longos períodos ditatoriais e 9 governos autoritários. São 124 anos de corrupção, roubos, inseguranças, incertezas. Enquanto, no mesmo período de tempo, o Brasil teve 42 presidentes, o Reino Unido, por exemplo, teve apenas 5 Soberanos. O presidente quando se elege, deve favores a todos que contribuíram para seu sucesso pessoal, tem vínculos partidários e é ligado a empresas e organizações privadas. A troca de favores é facilitada e este cargo é encarado como uma ascensão política dentro do partido. A ordem é roubar pelos 4 anos e, se não se reeleger, deixar os cofres públicos vazios para o adversário. O Monarca é preparado desde o seu nascimento para governar o Estado. É a reserva intelectual, moral e ética da nação, verdadeira representação da Soberania (daí vem este termo) e da nacionalidade. Atualmente, conforme o ranking divulgado em setembro de 2013 pela “Maplecroft Global Risk Analytics”, os 10 países mais corruptos do mundo são repúblicas, em contraponto, dos 10 mais honestos, 9 são monarquias. Quando se fala em Índice de Desenvolvimento Humano, qualidade de vida, países como Noruega, Dinamarca e Suécia despontam como referências, o mesmo quando se fala em estabilidade política, o nome que aparece é o do Reino Unido da Grã-Bretanha, ou seja, países onde vigora a Monarquia. São bases do regime monárquico o amor à Pátria, o respeito e o orgulho à sua tradição e a defesa e proteção da Família.

EJ - Como seria, na sua opinião, o governo monárquico ideal para o Brasil?

Resposta: O que defendemos é uma Monarquia Parlamentar pautada na Constituição. Onde o Monarca representa o Estado e o Primeiro Ministro o governo. Um regime moderno e eficiente.  

EJ - Existem monarquistas que dizem que uma das vantagens da volta da monarquia seria a volta do poder moderador, como tu você essa questão e como tu avalia esse mecanismo?

Resposta: É um dispositivo que deverá ser julgado na nova Constituição. O soberano, pleno de suas capacidades, tendo as recomendações das Câmaras representativas, como reserva moral e ética, poderá muito bem utilizar esta onerosa tarefa, que lhe exigirá muito conhecimento e um incrível senso de justiça. O grande escritor João Camilo de Oliveira Torres, em sua obra “A democracia coroada”, de 1964, afirma que o "monarca, pela continuidade dinástica, não fazendo parte de grupos, classes, nem possuindo ligações regionais, não devendo seu poder a partidos, grupos econômicos, não tendo promessas eleitorais a cumprir, não precisando de 'pensar no futuro' – o futuro de sua família estará garantido se a paz e a grandeza nacional estiverem preservadas – que não está sujeito a tentação de valer-se de uma rápida passagem pelo seu governo para tirar benefícios e vantagens particulares à custa da nação, deixando o ônus a seus sucessores", pois o seu "sucessor é o próprio filho, sabendo que a História, muitas vezes, cobra de netos crimes dos avós”. Veja bem, é necessário repensar também a atual conjuntura da república no Brasil: o presidente hoje é o representante do Estado e do Governo, nomeia e demite ministros, não possui oposição alguma, árbitra, de acordo com suas conveniências, em situações que podem garantir benefícios a sua função ou partido e, principalmente, governa sozinho através das medidas provisórias. O Poder Moderador não nem um terço disso.  

EJ - Em sua opinião, qual é o grau de união entre os grupos monarquistas atualmente?

Resposta: os monarquistas estão por toda parte. Com os Encontros Monarquistas Nacionais e os que ocorrem nas cidades, bem como com a visita dos Príncipes a cada canto do país, os monarquistas têm composto uma grande força.

EJ - E como anda a força do movimento monarquista brasileiro?

Tínhamos uma cláusula pétrea nas Constituições republicanas, mantida até a adoção da nova Carta Magna de 1988, que proibia a propaganda monarquista no Brasil. Com sucesso, o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, enviou uma carta a todos os deputados constituintes para que esta cláusula fosse derrubada. Desde então, os monarquistas, que sempre foram atuantes e firmes em seus ideais, puderam se manifestar e o Movimento só cresceu. Existem os Encontros Monarquistas Nacionais e Regionais. Os Príncipes são requisitados em todas as partes do Brasil e do exterior. A internet aproximou as pessoas e temos grupos em redes sociais que congregaram mais de 10 mil pessoas ativas em discussões. É um Movimento crescente, principalmente dentro dos círculos jovens.         

EJ - Quais são atualmente as estratégias que o movimento vem tomando para atrair atenção e adeptos para a causa?

Resposta: A situação do país faz com que a Monarquia seja a solução. A Monarquia é a ordem natural das coisas. Quando falamos de Monarquia para as crianças, citamos o exemplo da sociedade animal, onde o próprio nome dado já diz tudo: Reino animal. Lá temos o Rei Leão e a Abelha Rainha, por exemplo, que com seu bom trabalho e competência, destacaram-se e foram reconhecidos. Não são o Presidente Leão ou a Abelha Presidente. O mesmo ocorre quando falamos em religião: Jesus Cristo é o Reis dos Reis, pois é filho de Deus, não foi “eleito”. Eu, particularmente, tenho certeza de que a Monarquia, mais cedo ou mais tarde, será a procura de todos. Para, além disso, apostamos na conscientização da população, que permaneceu enganada por muitos anos pelas mentiras inventadas pela república. Obras literárias, palestras, conferências, sites, blogs, visitas as escolas, o contato com a população, tem sido o foco.        

EJ - Vocês sofrem preconceito ou falta de vontade da maioria das pessoas com relação ao assunto?

Resposta: Não. Ocorre que a estória contada pela república e os 124 anos de invenções, fez com que o brasileiro de hoje não conhecesse a verdadeira História. Então, temos que trazer os verdadeiros heróis nacionais à tona, contar novamente a história. Ademais, a ideologia dominante, na falta de argumentos, procura desqualificar seus adversários através da ridicularizarão, tentado coibir a liberdade de expressão e, o pior, de pensamento. Posso dizer que todos aqueles que escutam nossos argumentos, estudam sobre o tema, costumam concordar conosco.

EJ - Como é a relação de troca entre os atuais descendentes da família real e os grupos monarquistas?

Resposta: Os membros da Família Imperial que são dinastas, ou seja, que possuem direito ao Trono, caso a Monarquia seja restaurada, viajam por todo o Brasil, são prestigiados por monarquistas e pela população de modo geral. Possuem contato próximo com os grupos monarquistas e interagem com todos que os procuram.

EJ - Como você avalia as acusações de que os grupos monarquistas são em geral de tendências ultraconservadores?

Resposta: Se existem, são acusações infundadas. É necessário avaliar o que seria ultraconservador. Os monarquistas são pessoas de diversas classes socais, de diferentes formações e aspirações. São pessoas diferentes, mas que defendem a Monarquia prioritariamente.   

EJ - Você vê a possibilidade da volta da monarquia algum dia, se sim, como?


Resposta: Muitos admiram as Famílias Reais estrangeiras e ignoram que temos uma Família Imperial tão preparada quanto aquelas. A Família Imperial do Brasil representa uma das dinastias mais respeitadas e tradicionais do mundo. São séculos de história que se confundem com a história do nosso país e do mundo. Estão à disposição da população e somente a população tem o poder de chama-los de volta. Relembro que em 1889, quando houve o golpe republicano, não foi o povo que o quis, mas sim uma minoria ligada à oligarquia que depois se estabeleceu. Tenho certeza que a Monarquia voltará pela vontade popular. É um regime de excelentes resultados, moderno, eficaz e eficiente. Faço o convite para que todos possam pesquisar sobre o tema.  

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