segunda-feira, 22 de julho de 2013

Dom Bertrand de Orleans e Bragança: Improvisação, aventura e caos

Opinião - Folha de São Paulo - 19/07/2013
http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2013/07/1313380-bertrand-de-orleans-e-braganca-improvisacao-aventura-e-caos.shtml 

Por Dom Bertrand de Orleans e Brangança 

O Brasil vive um momento de incertezas que parece rumar para a improvisação, a aventura e quiçá o caos. Em todo o mundo, grupos revolucionários de diversos matizes de esquerda buscam ressurgir das cinzas de suas falidas ideologias e capitanear anseios ou descontentamentos populares investindo contra "tudo o que aí está".

Iludindo incautos, visam uma democracia direta das ruas, pela qual minorias de ativistas radicais imponham à sociedade e às autoridades (acuadas ou coniventes) um difuso despotismo, contrário à propriedade privada, destruidor da família, propugnador de estilos de vida alternativos e com notas crescentes de militância anticristã. Movimentos como o Occupy Wall Street ou os chamados Indignados na Espanha são disso exemplos recentes.

Os 20 centavos foram o estopim para que, no Brasil, grupos desse naipe (como o Movimento Passe Livre, originário dos fóruns sociais mundiais) articulassem mobilizações que rapidamente degeneraram em agressões e atos de violência.

Sem representatividade social, foram, porém, erigidos em "voz das ruas" por considerável parte da mídia e escolhidos como interlocutores oficiais, num jogo de prestidigitação político-ideológica.

Entretanto, a realidade no Brasil é sempre mais complexa do que a imaginam certos profissionais do caos. Tais ondas de choque vieram de encontro a um difuso, calado, mas autêntico e profundo descontentamento que, de há muito, fermenta na opinião pública. O que mudou, em boa medida, a conformação das manifestações de rua.

Em nossa cambaleante democracia, os reais anelos do "homem da rua" são ignorados pelo mundo político, e os debates sobre temas de interesse nacional, bem como os processos eleitorais são reduzidos a cambalachos de bastidores.

Imaginando equivocadamente que a opinião pública anseie por instituições e leis acentuadamente progressistas, sucessivos governos foram arrastando o Brasil para uma esquerdização dissolvente. Tal esquerdização foi somando fatores de inconformidade no Brasil real, nesse Brasil em ascensão, que labuta e produz, que quer ser autenticamente brasileiro, em continuidade com seus valores e seu passado.

Por ocasião da Constituinte, em 1987, Plinio Corrêa de Oliveira alertava para o divórcio que se gestava entre o país legal e o país real: "Quando as leis fundamentais que modelam as estruturas e regem a vida de um Estado e de uma sociedade deixam de ter uma sincronia profunda e vital com os ideais, os anelos e os modos de ser da nação, tudo caminha para o imprevisto. Até para a violência (...)".

Por um fenômeno mais psicológico do que ideológico, a imensa maioria de nossos conterrâneos quer segurança e não aventuras. Mas a determinação do governo parece ser a de incrementar o processo de esquerdização autoritária. Propagandisticamente, pode dar certo distorcer a realidade, mas no fundo das mentalidades só se agravará o divórcio entre o país legal e o país real.


DOM BERTRAND DE ORLEANS E BRAGANÇA, 72, é trineto de dom Pedro 2º, príncipe imperial do Brasil, segundo na ordem de sucessão, diretor nacional do Movimento Paz no Campo da Associação dos Fundadores da Tradição Família e Propriedade.

A Igreja é viva e jovem

Em São Paulo, na Livraria Martins Fontes, o Professor Hermes Rodrigues Nery lançou seu livro, "A Igreja é viva e jovem", na presença do Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança e de grande público.  

No dia 24 de julho, das 15h às 18h, durante a Jornada Mundial da Juventude - maior evento religioso do mundo, que será relizada no Rio de Janeiro, o Professor Hermes receberá o público em sessão de autógrafos no estande da Editora Loyola, na Expocatólica.  





Participe e adquira o seu exemplar.

sábado, 13 de julho de 2013

Casamento de Dom João Phillipe de Orleans e Bragança com Yasmim Paranaguá


Mais um casamento na Família Imperial do Brasil foi noticiado durante a semana. No dia 20 de julho, no civil, e no dia 3 agosto, no religioso, Dom João Phillipe de Orleans e Bragança se casará com Yasmim Paranaguá.

Dom João Henrique e Dom João Phillipe no Egito
 

O noivo, Dom João Phillipe, é filho de Dona Stella Cristina Lutterbach e de Dom João Henrique de Orleans e Bragança. Neto de Dom João e Dona Fátima Scherifa Chirine, é, portanto trineto da Princesa Dona Isabel, a Redentora. Dom João Phillipe nasceu em Paraty em 27 de novembro de 1986, é formado em Administração e concluiu recentemente seu mestrado na área na Insead de Fontainebleau e acompanha, mesmo que discretamente, juntamente com seu pai, os assuntos ligados à história de sua Família e sobre a política do país.

A noiva, Yasmim Paranaguá, designer de joias (estudou Desenho Industrial na PUCRJ), é filha de Pedro Paranaguá, importante arquiteto do Rio de Janeiro e de Naná de Souza.


Naná, Pedro e Yasmim, no Instituto Moreira Salles, no Rio, no evento de lançamento da esposição Retratos do Império e do Exílio, com fotografias da Família Imperial
 
 
É neta paterna do diplomata Paulo Henrique de Paranaguá, que foi embaixador do Brasil no Kuwait, no Marrocos e na Venezuela, e de Glória Leite (conhecida como Glorinha Paranaguá), filha de Antonio Leite, empresário no Rio de Janeiro, que foi presidente do Fluminense Futebol Clube, de 1953 a 1955. Glorinha é conhecida da sociedade carioca, com fama nacional, especialmente por seu trabalho como empresária e designer de bolsas.

Yasmim é bisneta do Dr. Pedro de Paranaguá (nasceu em 1889), diplomata, e de Lina Lamberti Leão Teixeira (nascida em 1895), filha do Dr. Henrique Carneiro Leão Teixeira e de sua 1ª esposa, Idalina Eulália Sayão Velloso Lamberti (por mãe da família dos Viscondes de Niterói e de Sabará). Lina era neta do Visconde de Cruzeiro (título de 1888), Jerônimo José Teixeira Junior (1830-1892), filho por sua vez de Jerônimo José Teixeira (nascido em Portugal) e de Ana Maria Netto, irmã da Marquesa do Paraná e de Maria Henriqueta Carneiro Leão (+ 1913), filha do Marquês do Paraná, Honório Hermeto Carneiro Leão (1801-1857), Desembargador, Deputado, Senador, Ministro de Estado.

A noiva ainda é trineta do Dr. José Lustosa da Cunha Paranaguá (1855-1945), Conde romano, deputado, presidente das Províncias do Amazonas (foi quando começaram as obras do Teatro Amazonas) (1882) e de Santa Catarina (1884) e de Matilde Simonard (1862-1921), filha de Pedro Simonard (nascido na França) e de Carolina Resse (1841-1918), filha do Barão de São Vitor (1882), Vitor Guilherme Resse (filho de um engenheiro belga).

O Conde de Paranaguá era irmão de Maria Amanda de Paranaguá (1849-1931), esposa de Franklin América de Meneses Dória, Barão de Loreto (1836-1906). A Baronesa de Loreto foi amiga de infância e de toda a vida da Princesa Dona Isabel, a mais afagada, terna e constante amiga da Princesa. O casal acompanhou a Família Imperial no exílio e Amandinha, como era chamada, correspondeu-se sempre com a Redentora. O Barão de Loreto foi magistrado, presidente de três províncias, sendo também Ministro da Guerra (1881) e do Império (último Gabinete da Monarquia), professor do Colégio Pedro II.

Outra irmã do Conde de Paranaguá e da Baronesa de Loreto foi Maria Francisca Paranaguá (nascida em 1866), que excepcionalmente casou em 1883 na Capela do Palácio Isabel, presente toda a Família Imperial, com Dominique Horace de Barral, Conde de Barral, Marquês de Monferrat (1854-1914), filho da célebre Condessa de Barral e de Pedra Branca, Luisa Margarida Borges de Portugal e Barros (1816-1891), aia das Princesas Dona Isabel e Dona Leopoldina, grande amiga do Imperador Dom Pedro II.

É também tetraneta do Dr. João Lustosa da Cunha Paranaguá (1821-1912), Visconde com grandeza (1882), depois Marquês (1888) de Paranaguá, Chefe de Polícia, Juiz, Desembargador, Deputado geral (1859-1865), Senador, presidente das Províncias do Piauí (sua terra natal), Bahia, Maranhão Pernambuco, Ministro da Guerra (1866 e 1878), da Justiça (1866), de Estrangeiros (1867 e 1885) e da Fazenda (18882), conselheiro de Estado e presidente do Conselho de Ministros (1882), presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, enfim pessoa muito ligada à Família Imperial. Era irmão de dois outros titulares do Império, os Barões de Paraim e de Santa Filomena. Casado com Maria Amanda Pinheiro de Vasconcelos (1829-1873), filha do Visconde de Monte Serrate (1878), Joaquim José Pinheiro de Vasconcelos (1788-1884), Presidente do Supremo Tribunal, Presidente das Províncias da Bahia e de Pernambuco. Notadamente, pela miscigenação do povo brasileiro, o historiador Roderick Barman diz que “ele tinha notória ascendência africana”.

A nobre ascendência da noiva, que possui em sua genealogia, celebres nomes do Império, incluindo-se aí fieis amigos e servos da Família Imperial, traduzem o belo matrimônio que será realizado em Paraty. 

Novo livro de Dona Maria Cristina de Orleans e Bragança: "Siwa e meus companheiros do passado e do presente"



No sábado, 13 de julho de 2013, Dona Maria Cristina de Orleans e Bragança, conhecida defensora dos direitos das pessoas com síndrome de down, filha do Príncipe Dom João Henrique e de Dona Stella Cristina Luttebrach, lançou seu mais recente livro, Siwa e meus companheiros do passado e do presente, na Feira Literária de Paraty – FLIP.  

Na publicação, a jovem Princesa, que tem síndrome de down, fala de seus animais de estimação, tendo como título do livro, sua cadelinha, Siwa. Dona Maria Cristina já publicou Cartas de amor, um romance que mistura realidade com ficção, sendo também responsável pela edição do site Movimento Down, em http://www.movimentodown.org.br.

Lançamento do livro A Igreja é viva e jovem, de Hermes Rodrigues Nery

O Professor Hermes Rodrigues Nery, conhecido líder pró-vida e incentivador do início do processo de beatificação da Princesa Isabel, a Redentora, lançará seu livro, “A Igreja é viva e jovem”, em São Paulo, no dia 16 de julho de 2013, terça-feira, às 18h, na Livraria Martins Fontes, da Avenida Paulista, em São Paulo. 
Confira o convite para o evento e o release da obra: 
A IGREJA É VIVA E JOVEM 
Uma carta aos jovens do Século XXI sobre a
Igreja e a presença de Deus na história 

HERMES RODRIGUES NERY
 

Como o próprio nome - baseado em uma frase da 1ª Homilia de Bento XVI - demonstra, o livro fala da importância dos valores perenes da Igreja Católica e do próprio cristianismo. A Igreja é jovem porque esses valores não envelhecem. Trata do trabalho dos últimos papas na divulgação e fortificação da mensagem da Igreja, baseados em seu Magistério e Tradição, fatores que ajudaram a construir a Civilização Ocidental.  

Destinado aos jovens cristãos, e não necessariamente apenas aos católicos, trata-se de um alerta contra modismos perigosos da atualidade, que desviam a juventude do caminho da moral, do comportamento ético e da virtude, de maneira diferente das usuais, pois se baseia não na visão do Papa atual, mas do conjunto da obra dos papas, dos quais Francisco é sucessor e herdeiro.  

O leitor que deseje conhecer a base de sua fé terá à sua disposição já a partir do próprio sumário, um bom quadro de situações explicadas sob a ótica da doutrina católica em sua base; em seguida, se envolverá na narrativa que lhe explica detalhadamente porque os modismos citados acima são tão perniciosos à própria sociedade.  

O AUTOR  

Hermes Rodrigues Nery nasceu em Curitiba-PR em 15/06/1965. Especializou-se em Bioética (2010) pela PUC do Rio de Janeiro (PUC-RJ) em curso promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e Pontifícia Academia para a Vida. Graduado em História pela PUC-SP, com atuação no magistério, jornalismo (Jornal da Tarde–SP, entre outros) e como gestor público no campo legislativo (2009-10) e na Pastoral da Comunicação. Desde 2005 é coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté. Diretor da Associação Nacional PROVIDAFAMÍLIA e Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto, e membro da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB. É casado, pai de dois filhos e catequista.  

A IGREJA É VIVA E JOVEM – Uma carta aos jovens do século XXI sobre a Igreja e a presença de Deus na história
Autor: Hermes Rodrigues Nery |136 pp. | 12 X 17 cm | R$17,90 | ISBN: 978-85-65854-03-0 | CB: 97885| Peso: 0,150 kg
Editora: Linotipo Digital | Acabamento: Brochura | Laminação: Fosca | Capa: Cartão Supremo 250g | Miolo: Polen Soft 80g
Categoria: Religião | Assunto: Relacionamento social da Igreja.
Sinopse: O que pretendeu Bento XVI em sua relação com os jovens, como abordou a questão, em breve resumo histórico.

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