segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Dom Bertrand de Orleans e Bragança em Porto Alegre

 
Participe.
Dúvidas, entre em contato através do e-mail blogmonarquiaja@gmail.com

domingo, 22 de setembro de 2013

Família Imperial do Brasil comparece a eventos na Europa

Membros da Família Imperial do Brasil puderam reencontrar parentes na Europa, em dois eventos festivos da monarquia: os casamentos de Marguerite de Nicolay, neta da Princesa Dona Pia Maria de Orleans e Bragança e do Conde René de Nicolay, com Alban Miller Mackay e do Príncipe Felix de Luxemburgo com Clair Lademacher. 

Marguerite de Nicolay, nascida em 1984, é filha do Conde Jean Louis e da Condessa Barbara de Nicolay, nascida Condessa d’Ursel de Boussies. Marguerite é, por isso, neta da Princesa Dona Pia Maria de Orleans e Bragança – irmã do Chefe da Casa Imperial do Brasil de 1922 a 1981 - o Príncipe Dom Pedro Henrique. Ela visita o Brasil com frequência, estando também presente nos importantes eventos da Família Imperial, como o casamento de sua prima, a Princesa Dona Isabel com o Conde Alexander de Stolberg-Stolberg em 2009, no Rio de Janeiro.
 
Alban Miller Mackay, Francesca Romana Diana, Marguerite de Nicolay e o Conde Loic d'Ursel no casamento de Dona Maria Elisabeth de Orleans e Bragança com Pablo Trindade, em 2011, no Rio de Janeiro
 

Alban Miller Mackay, nascido em 1979, é filho do escocês Brian Hugh Miller Mackay e Delphine Marie de Maistre. Sua mãe é descendente da Família dos Condes de Maistre, sendo seus avôs maternos o Conde Xavier Eugène de Maistre e a Condessa Magali d´Isoard de Chénerilles – filha do Marquês Pierre d’ Isoard de Chénerilles, e seu penta-avô o Conde Joseph de Maistre, grande escritor, filósofo, diplomata, advogado, pensador católico e monarquista francês. Alban é também descendente dos Condes de Sabran-Pontèves, família da qual faz parte a Duquesa Gersende de Orléans, da França, esposa do Príncipe Jacques, filho da Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança, Condessa de Paris. O pai de Alban é proprietário do histórico Castelo Puiseux le Hauberger, em Oise.
    
Castelo do Lude
 

O casamento ocorreu em 7 de setembro de 2013, na presença das Princesas Dona Luísa, Dona Maria da Gloria, Dona Maria Eleonora, Dona Maria Teresa, bem como de Dona Isabel e de Dona Maria Elisabeth de Orleans e Bragança, acompanhadas de seus respectivos maridos, o Conde Alexander de Stolberg-Stolberg e Pablo Trindade, propriedade dos Condes de Nicolay, o Castelo de Lude, em Sarthe. 

Já o outro casamento, ocorreu na Basílica de Saint-Maximin-la-Sainte-Baume, na França e uniu o Príncipe Felix de Luxemburgo e Claire Margareta Lademacher no dia 21 de setembro. O Príncipe Felix Leopoldo Maria Guilherme nasceu em 3 de junho de 1984, Príncipe de Luxemburgo, Nassau e Parma, é filho do Grão-Duque Henri e da Grã-Duquesa Maria Teresa de Luxemburgo. Seu pai, portanto, é primo irmão da Princesa Dona Christine de Orleans e Bragança. O Príncipe é formado em bioética e frequentou cursos oferecidos por empresas privadas, adquirindo experiência profissional. Desenvolveu, a partir da vivência organizacional, um importante trabalho de marketing e relações públicas numa empresa suíça especializada em eventos de cunho cultural e esportivo. 

Recem casados: os Príncipes Felix e a Princesa Claire do Luxemburgo


Claire Margareta Lademacher nasceu 21 de março de 1985, em Filderstadt, na Alemanha, sendo filha de Hartmut e Gabriele Lademacher. Seu pai é um empreendedor milionário, fundador da LHS Telecomunicações, possuindo castelos na Croácia e Saint-Tropez, na França. Formada em Comunicação Internacional, Claire trabalhou em importantes empresas do ramo, porem, decidiu estudar bioética, onde se pós graduou. Ainda em Roma, onde concluía sua tese, conheceu o Príncipe Felix.  

A celebração contou com a presença de membros de Famílias Reais e Nobres da Europa, incluindo-se os Príncipes de Ligne.

O Príncipe Michel, a Princesa Dona Eleonora, a Princesa Alix e o Príncipe Henri
 

Claire recebeu o título de Princesa de Luxemburgo, Nassau e Parma, com o tratamento de Alteza Real.  

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

IV Encontro Monárquico Sul Brasileiro - Florianópolis – 5 e 6 de outubro de 2013


Antes de chegar ao Rio Grande do Sul para extensa agenda, Dom Bertrand passa em Santa Catarina para o IV Encontro Monárquico Sul Brasileiro, em Florianópolis, conforme programa abaixo:  

 

IV Encontro Monárquico Sul Brasileiro
Florianópolis – 5 e 6 de outubro de 2013

 

5 DE OUTUBRO (SÁBADO)

 

 9h30 — Recepção aos participantes no salão de eventos do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (Avenida Hercílio Luz, 523 – Centro)

10h00 — Sessão de Abertura

10h20 — Marechal de Campo Barão do Batovi: herói sacrificado - Dr. Henrique d’Eça Neves

11h10 — Intervalo – coffee-break

11h20 Punição ao cidadão e liberdade ao ladrão — a verdadeira face do novo código penal Prof. Dr. Gilberto Callado de Oliveira

12h15 — Almoço

15h00 — Polícia Militar: do Império à República – Coronel PMSC Marlon Jorge Teza

16h00 — Constituição de 1824. Alvorada do pensamento liberal na América e construção de um verdadeiro Estado Constitucional - Prof. Dr. Laércio Lopes de Araújo

17h00 — Intervalo – coffee-break

17h30 — Barão de Gravataí: lealdade e generosidade em prol do Império - Acadêmico Mário Pereira

18h30 — Palavras finais de S.A.I.R. o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança — Entrega de diploma aos participantes

21h30 — Jantar de encerramento

 

6 DE OUTUBRO (DOMINGO)

 

10h00 — Missa tridentina em ação de graças na Igreja do Divino Espírito Santo (Praça Getúlio Vargas - Florianópolis), com a participação do grupo vocal Cantus Firmus.

 

Para participar do evento é necessário fazer a inscrição. O contato com o Círculo Monárquico Nossa Senhora do Desterro, pode ser através dos telefones (48) 3229-9009 e fax (48) 3229-9288, pelo e-mail goliveira@mp.sc.gov.br ou pelo endereço Rodovia Haroldo Soares Glavan, 1950, casa 12, Cacupé, Florianópolis, Santa Catarina.

domingo, 15 de setembro de 2013

Brasileiro enganado


Manifestantes violam a bandeira do Brasil com símbolos da Anarquia.
Quais são os objetivos destes grupos?
Foto: UOL
 

Enganado. Esse é o sentimento do cidadão que saiu de sua residência para protestar por melhores condições e pela dignidade nacional.  

Seduzidos por movimentos ligados a partidos políticos e até mesmo ao governo federal, a população ingênua serviu de “massa de manobra” para os espertos socialistas que voltaram a agir. Quem pensava que os ideais comunistas já haviam desaparecido no Brasil com a ascensão do PT à burguesia, viu que ele estão muito vivos e conseguem iludir milhares de pessoas.  

Era de se desconfiar de protestos iniciados somente em capitais governadas por outros partidos que não o PT.  O grupo mais atuante, o Movimento Passe Livre – MPL, de São Paulo, dito inicialmente sem liderança, apartidário e livre de ideologias, já em junho apresentava a famosa Mayara Vivian, estudante e garçonete – símbolo perfeito da desigualdade social, como cabeça do grupo. A jovem, que concedeu inúmeras entrevistas, rejeitava ser chamada de líder, mas ditava suas leis, afirmando que eram “anticapitalistas e contra qualquer tipo de opressão”.  No auge dos protestos, o Senador Eduardo Suplicy e outros membros do PT eram vistos com os líderes do MPL.  

No Rio de Janeiro e em Porto Alegre não foi diferente. Nesta última capital, grupos ligados a partidos políticos como PSOL e PSTU invadiram e sitiaram até mesmo a Câmara Municipal, mantendo lá uma espécie de QG do movimento. 

A agenda das reivindicações comunistas só poderia incluir demandas alopradas, tal qual a tarifa zero: como se um veículo de transporte coletivo fosse capaz de rodar sem combustível, sem o trabalho remunerado de Motoristas e Cobradores e sem a manutenção necessária, ou como se o governo pudesse subsidiar o tráfego de milhares de pessoas sem refletir diretamente em impostos cobrados dos cidadãos de bem. Outra característica marcante destes movimentos comunistas/socialistas é a baderna, o vandalismo, o quebra-quebra. Quando não conseguem atingir o seu intento apenas com gritos, acabam por depredar, anarquizar e aterrorizar, disso entende muito bem a presidente Dilma, conhecida guerrilheira. 

Em Porto Alegre, os jovens baderneiros, em sua maioria de classe média alta, estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, iam para os protestos utilizando seus carros. Ora, vão de carro reclamar do preço da passagem do ônibus?  

É no mínimo irracional esta prática. Reclamar da falta de ônibus e queimar os poucos que estão disponíveis. Censurar os gastos públicos e vandalizar o patrimônio nas ruas. Criticar a corrupção e se aliar aos ilegais. 

Infelizmente os que simpatizam com este movimento e com este tipo de protesto, estão alimentando a Besta. Aproveitando-se do claro e amplo descontentamento popular, esses jovens vermelhos conseguiram arregimentar uma população incauta e insatisfeita, que serviu para engrossar suas fileiras. Essa mesma população pode ver que hoje, nada de efetivo foi feito. A saúde, a educação, a segurança e a corrupção estão nos mesmos níveis de antes. O que mudou? 

E não para por aí. No último dia 7, feriado nacional da Independência do Brasil, novamente setores ligados a esquerda e a partidos políticos, como o PT, saíram as ruas para vandalizar. CUT, MST e outros movimentos tentaram transformar a data tão importante, no dia D do ideário comunista. Em São Paulo, jovens subiram em monumentos para hastear a bandeira de Cuba, enquanto, na frente, seus companheiros queimavam a bandeira do Brasil.
 

Bandeira de Cuba é levantada enquanto a bandeira barsileira é queimada.
Fotos: Blog do Aluízio Amorim
 

Em Porto Alegre, militantes comunistas ultrajam o Pavilhão Nacional com a colocção dos símbolos do comunismo - foice e martelo
Foto: Blog do Aluízio Amorim
 
 
Os manifestantes liagados ao PT defendem o programa da Dilma de
importação de médicos cubanos e destacam a bandeira
da Ilha comunista em faixa que é carregada pelas ruas.
Foto: Blog do Aluízio Amorim
 
 
Os que consideram um exagero o último comunicado do Chefe da Casa Imperial do Brasil, falando sobre sua crescente preocupação com a atual situação do país, estão alienados por estes sedutores.

Como dizem os manifestantes: não são apenas 20 centavos. Na verdade, é o retorno de uma ideologia torpe e assassina.   

É hora sim de um protesto verdadeiro, que nasça das ruas, que favoreça única e exclusivamente os brasileiros. Sem vícios, sem enganação, sem ilusão. Os brasileiros necessitam muito mais do que 20 centavos. Necessitam da restauração de sua dignidade, da afirmação da sua Soberania e de exemplos na vida pública.

Como seria bom viver nos tempos do Império, onde o governante servia ao povo e não se servia dele!

Sessão solene na Assembleia marca os 160 anos da Polícia Civil paranaense

13/09/2013 - 19h10min

Por Agência de Notícias do Paraná



A Polícia Civil do Paraná completa no próximo dia 28 de setembro 160 anos e recebeu homenagem do Poder Legislativo, em sessão solene realizada no final da tarde desta sexta-feira (13). A sessão solene aconteceu no Plenário da Assembleia Legislativa, conforme proposição do deputado Ney Leprevost. O secretário estadual da Segurança Pública, Cid Vasques, e o delegado chefe da Polícia Civil, Riad Braga Farhat, participaram da solenidade. Sessenta policiais, que ocuparam diferentes cargos na instituição, receberam menções honrosas da Casa. 

“A Polícia Civil merece o reconhecimento da sociedade. A maioria absoluta dos policiais é correta. E hoje fazemos esta solenidade pelo seu aniversário de fundação, prestando homenagem aos valorosos policiais que servem à população”, disse Leprevost. “É uma forma deste Poder, de forma republicana, e de respeito às instituições, fazer as devidas honras à Polícia Civil”, afirmou ele.   

O secretário estadual da Segurança Pública, Cid Vasques, disse que a polícia vive um período de mudanças pontuais para aperfeiçoar os seus quadros e melhorar sua estrutura, para melhor e mais eficiente combate à criminalidade. 

“É uma satisfação participar desta solenidade. A Polícia Civil passa por um momento de transição, ajudando o governo e as demais forças de segurança na manutenção da tranquilidade da população. A homenagem da Assembleia é justa, porque é aqui que o povo do Paraná também representado e esta instituição merece este reconhecimento”, afirmou o secretário. 

O superintendente da Delegacia de Campo Largo, Marcos Antônio Gogola, morto recentemente em serviço, também foi lembrado, assim como a de outros policiais que perderam a vida no exercício da função. “São 160 anos de história, de luta e de serviços ao povo paranaense. Tenho o maior orgulho em fazer parte da Polícia Civil”, afirmou o delegado chefe da PC, Riad Braga Farhat. “E ainda a homenagem aos policiais que perderam a vida combatendo a criminalidade. A polícia atua 365 dias ao ano, de forma incansável, para prestar bons e relevantes serviços aos cidadãos”, disse Farhat.    

ACADEMIA DE LETRAS - Na sessão solene houve a instalação, simbólica, da Academia de Letras da Polícia Civil. Única no País, a Academia de Letras da Polícia Civil tem atualmente 27 membros. “Eles escreverem não só sobre temas ligados ao serviço policial, mas também literatura de uma maneira geral”, explicou o presidente da Academia, delegado Rogério Antonio Lopes, que também é titular da Divisão de Polícia do Interior (DPI). Lopes é autor de dois livros. Um sobre a teoria e prática da Polícia Judiciária e outro diz respeito à gestão no setor público.    

A ideia de criação é do escrivão aposentado José Mínero Bittencourt, membro da União da Polícia Civil e presidente de honra da Academia. “Nossos objetivos são difundir corretamente a língua portuguesa e promover intercâmbios com outras instituições como a nossa”, explicou.   

O príncipe Dom Bertrand de Orleans de Bragança, herdeiro de Dom Pedro II, responsável pela criação da Polícia civil no Brasil, participou da sessão solene. Ele também faz parte da Academia da Polícia Civil do Paraná.  
“Meus antepassados criaram a Polícia Civil. E ela mudou muito desde então, juntamente com a sociedade. Mas certamente não mudou suas tradições e seus princípios”, afirmou.
 

 




Homenagem aos 160 anos da Polícia Civil do Paraná 
Fotos: ALEP

Sítio arqueológico é descoberto atrás da antiga Estação Leopoldina


Fonte: Jornal O Globo - 13 de setembro de 2013. 

Relíquias da Família Imperial estavam no subterrâneo do terreno, numa antiga área de descarte. 

 

Agradecimentos a Willian Xavier de Carvalho pela informação.

Noivado da Princesa Dona Amélia de Orleans e Bragança com Alexander James Spearman

Os Brasões da Família Imperial do Brasil e da Família dos Baronetes Spearman
 

No dia 25 de julho de 2013, o jornal britânico The Times anunciou o noivado da Princesa Dona Amélia de Orleans e Bragança, 5ª na linha de sucessão ao Trono do Brasil, com Alexander James Spearman, da Casa dos Baronetes Spearman, conforme nota abaixo:  
 
“James SPEARMAN & Amelia A. DE ORLEANS E BRAGANCA
 
The engagement is announced between James, son of Mr and Mrs Lochie Spearman of Perthshire, Scotland and Amélia, daughter of Their Royal Highnesses Prince Antonio de Orléans e Bragança and Princess Christine de Ligne of Rio de Janeiro, Brazil.
 
Published in The Times on July 25, 2013” 
 
No Brasil, a coluna de Marcia Peltier (irmã da Princesa Dona Maritza, esposa do Príncipe Dom Alberto) no “Jornal do Commercio”, do Rio de Janeiro, de 26 de agosto passado, também divulgou uma nota sobre o noivado:  
 
“Um por ano 
 
A família imperial brasileira, que festejou no início do mês, o casamento de dom João Philippe de Orleans e Bragança e Yasmine Paranaguá, já tem outra união para comemorar em 2014. A princesa Amélia Maria – filha de Dom Antônio e de dona Christine, princesa de Ligne – que ficou noiva, mês passado, do escocês Alexander James Spearman, planeja suas bodas para agosto do próximo ano no Rio. Os jovens têm, ambos, 29 anos e moram em Londres. A tetraneta de Dom Pedro II trabalha num escritório de arquitetura e Alexander, formado em História e Economia, em banco. 
 
‘Sir’ 
 
Alexander é descendente dos baronetes Spearman, de Perthshire. O título de baronete é uma distinção hereditária exclusiva da nobreza britânica, um grau acima de cavaleiro e inferior ao título de barão”. 
 
Para explicitar aos leitores, o Blog Monarquia Já, depois de breves considerações acerca dos antepassados da Princesa Dona Amélia, realizou também um estudo genealógico sobre a família do noivo:  
 
A Princesa Dona Amélia nasceu em Bruxelas a 15 de março de 1984, e foi batizada com o nome de Amélia Maria de Fátima Josefa Antônia Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga, sendo a segunda filha do Príncipe Dom Antonio (1950) e da Princesa Dona Christine de Orleans e Bragança (1955). Dom Antonio é o sétimo filho do Príncipe Dom Pedro Henrique (1909-1981), Chefe da Casa Imperial do Brasil de 1922 a 1981, e da Princesa Dona Maria (1914-2011), nascida Princesa da Baviera. De tal forma, Dona Amélia é bisneta do Príncipe Dom Luiz (1878-1920), o Príncipe Perfeito, trineta da Princesa Dona Isabel (1846-1921), a Redentora, tetraneta do Imperador Dom Pedro II (1825-1891), o Magnânimo, e pentaneta do Imperador Dom Pedro I (1798-1834), fundador do Império do Brasil e Rei de Portugal. É sobrinha do atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, S.A.I.R., o Príncipe Dom Luiz (1938), e do Príncipe Imperial, S.A.I.R., o Príncipe Dom Bertrand (1941), que sendo solteiros e sem descendentes, deixam a Dom Antonio, pai de Dona Amélia, a responsabilidade de ocupar a Chefia da Casa Imperial no futuro. A Família Imperial do Brasil descende das mais antigas Casas Reais europeias e Dona Amélia é, portanto, descendente, em linha direta, dos Grandes Reis e Construtores da Europa, tais como Carlos Magno (742 d.C.-814 d.C.), Hugo Capeto (940 d.C.- 996 d.C.), Fernando I de Leão e Castela (1016-1065), Guilherme I da Inglaterra (1028-1087) e Dom Afonso Henriques (1109-1185). 
 
Primas: A Princesa Dona Amélia de Orleans e Bragança
e a Princesa Alix de Ligne, em 2012
Foto: Divulgação
 
Por sua mãe, a Princesa Dona Christine, Dona Amélia descende também das mais antigas e ilustres Casas Reais e Principescas europeias. A Princesa Dona Christine é filha de Antione (1925-2005), 13º Príncipe Titular de Ligne, de Épinoy, de Amblise, e da Princesa Alix (1929), nascida Princesa de Luxemburgo, Nassau e Parma, irmã do Grão-Duque Jean de Luxemburgo (1921) e tia do atual Soberano luxemburguês, o Grão-Duque Henri (1955). Os Príncipes de Ligne, da Bélgica, se destacaram como diplomatas, articuladores políticos e como importantes figuras da sociedade, recebendo a distinção do Sacro Império Romano Germânico, ainda no século XVI. O tio de Dona Amélia, o Príncipe Michel, é o atual Chefe da Casa Principesca de Ligne, sendo o 14º Príncipe titular do nome, Príncipe de Épinoy, de Amblise e Grande de Espanha, casado com a Princesa brasileira Dona Eleonora de Orleans e Bragança (tia de Dona Amélia, irmã de seu pai, Dom Antonio).  
 
A união de seus pais, que são primos (compartilhando o Rei Dom João VI como antepassado) fez com que Dona Amélia reforçasse seus laços de parentescos com todas as Famílias Reais da Europa. Dona Amélia tem três irmãos, Dom Pedro Luiz (1983-2009) - falecido no trágico acidente do voo 447 da Air France, que ligava o Rio de Janeiro a Paris, em 2009, o Príncipe Dom Rafael (1986) - que atualmente é a esperança da restauração da Monarquia no Brasil, e a Princesa Dona Maria Gabriela (1989).  
 
Dona Amélia iniciou seus estudos nos Colégios São José e Ipiranga, em Petrópolis, onde passou sua infância. Fala além do português, francês, inglês e espanhol e como hobby, toca piano. Formou-se em Arquitetura, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e mora na Europa – onde tem se aperfeiçoado e adquirido experiência em sua área de formação, fixando residência primeiramente em Madri e, atualmente, em Londres, aonde trabalha no conceituado escritório de Arquitetura e Design de Interiores Camu & Morrison.  

Alexander James Spearman
O noivo, Alexander James Spearman, nasceu em 27 de março de 1984, é filho de Lochain Alexander e de Pilin Spearman. Pelo pai descende de importantes Famílias, e por sua mãe, descende dos Garrigues, que também se destacaram na cena política, social e cultural da Europa. James, como é chamado pelos amigos e familiares, estudou no renomado Eton College (1997-2002), onde também estudaram os Príncipes Willian e Harry, e na Universidade de Edimburgo (2003-2007), onde se graduou em Línguas Europeias Modernas. Viveu certo tempo em Madri. Fala, além do inglês, francês e espanhol. Atualmente reside em Londres e trabalha na Stanhope Capital Investimentos. Ele tem dois irmãos: Jack e A dau. 
 
A criação do título de Baronete à Família Spearman, de Hanwell, no Condado de Middlesex, data de 28 de abril de 1840, em favor de Sir Alexander Young Spearman, nascido em 1793, em Pentridge, Dorset, na Inglaterra, filho do Major Alexander Young Spearman (1762-1808) e de Agnes Morton. Casou-se com Jane Campbell (m.1877), filha de Duncan Campbell. Sir Alexander foi Secretario Assistente do Tesouro, Controlador Geral e Secretario do Comissariado da Redução da Dívida Nacional. Em 1840, pelos relevantes serviços realizados em favor da pátria, foi agraciado com título de Baronete. Em 1869, passou a ser membro do Mui Honorável Conselho Privado de Sua Majestade a Rainha Victoria. Sir Alexander e Lady Jane tiveram seis filhos: Jane Alexandrina (m.1987), Augusta Herries (m.1907), Alexander Young (1832-1865), Edmund Robert (1832-1865 (casado com Lady Mary Louisa FitzMaurice (1837-1917), filha de Thomas John Hamilton FitzMaurice (1803-1877), 5º Conde de Orkney)), Horace Ralph (1840-1908) e Rudolph Herries (1845-1900). O noivo de Dona Amélia descende de Alexander Young, nascido em 1832, casado em 1855, com Mary Anne Bertha Bailey (m.1860), filha e Sir Joseph Bailey (1783-1858), primeiro Baronete do nome, e de Mary Anne Hopper (m.1874). Deste matrimonio nasceu Sir Joseph Layton Elmes Spearman (1857-1922), segundo Baronete do nome, de quem descende o atual titular. Em 1860, Mary Anne Bertha Bailey faleceu e Alexander Young se casou, em segundas núpcias (1861), com Louisa Anne Caroline Amelia Mainwaring (1842-1933), filha de Edward Pellew Mainwaring (m.1858) e Caroline Story. Do segundo casamento, teve dois filhos: o Comandante Alexander Young Crawshay Spearman e Charles Edward Spearman (1863-1945). Detendo-se na ascendência de James, o Comandante Alexander, nasceu em 20 de março e 1862, foi Comandante a Serviço da Marinha Real Britânica, sendo destacado com Comandante do Batalhão de Collingwood, lutando também na Primeira Guerra Mundial. Em 26 de maio de 1892, casou-se com Jese Aubrey Coker (1863-1933), filha do Reverendo Cadwallader Coker (1824-1894) e Emily Harriet Gould (1822-1894), com teve dois filhos, Marjorie Aubrey (1893-1951) e Alexander Cadwallader Mainwaring (1901-1982). O Comandante faleceu em 1915, em combate, durante a Batalha dos Dardanelos, na Turquia. Seu segundo filho, Alexander Cadwallader Mainwaring, nascido em 2 de março de 1901, recebeu o título de Sir, depois de ser educado nos famosos Colégios de Oxford, Repton e Hertforf. Foi Membro do Parlamento e recebeu o título de Cavalheiro Real. Casou-se em 11 de agosto de 1928, com Diana Violet Edith Constance Doyle (m.1991), filha de Sir Arthur Havelock James Doyle, com quem teve quatro filhos: Lochain Alexander (1952 (futuro sogro da Princesa Dona Amélia)), John Dominic (1954), Zara Ann Louise (1956), Andrew Mark (1960) e James (1964). Lochain, nascido a 09 de abril de 1952, foi educado no Abbey Miltom, casou-se em 25 de março de 1977, com Pilin de Garrigues, com quem tem três filhos, entre eles James, noivo da Princesa Dona Amélia. A família vive em Perthshire, na Escócia. 
 
O atual Chefe da Família, primo de James, e 5º Baronete Spearman, é Sir Alexander Young Richard Mainwaring Spearman, nascido em 03 de fevereiro de 1969, casado com Lady Theresa, nascida Jean Sutcliffe, com quem tem um filho: o herdeiro Alexander Axel Spearman, nascido em 1999. O 5º Baronete vive na África do Sul. 
 
Pelo pai, Alexander James descende diretamente dos Condes e Duques de Fife. Sua tetravó, Louisa Anne Caroline Mainwaring (1842-1933) é tetraneta de Willian Duff (1696–1763), primeiro Conde de Fife. A Família Duff foi agraciada, pelos relevantes serviços prestados à nação, com o título de Conde de Fife (em analogia a localidade na Escócia), porem em 1900, a Rainha Vitória do Reino Unido da Grã-Bretanha, em nova carta patente, atribuiu à família, o Ducado do mesmo nome no Pariato do Reino Unido. Em 1889, a Princesa Luisa de Gales (1867-1931), primogênita da Rainha Alexandra e do Rei Eduardo VII do Reino Unido, casou-se com Alexander Duff (1849-1912), Conde e 1º Duque de Fife. Deste casamento descende o atual Duque de Fife, também chamado Alexander (neto materno da Princesa Luisa de Gales). Os Duques de Fife também utilizam os títulos de Conde de Macduff, Conde de Southesk, Barão Balinhard e Lorde Carnegie de Kinnaird. 
 
Sir Francis Baring, seu irmão John e Charles Wall, por Sir Thomas Lawrence
Imagem: Reprodução
 
 
Ainda por parte da família de seu pai, o noivo de Dona Amélia descende de Sir Francis Baring, famoso banqueiro e investidor inglês. A família Baring, natural de Bremem, na Alemanha, tem como patriarca Johann Baring (1697-1748), pai de Francis e John Baring, irmãos que imigraram para Londres, onde fundaram uma companhia comercial, que deu origem a um dos maiores conglomerados da Europa. Francis Baring (1740-1810) foi membro do Parlamento por Grampound, Wycombe e Calne e Assessor para Assuntos Comerciais do Governo do Primeiro Ministro William Petty-FitzMaurice (1737-1805), segundo Conde de Shelburne, durante o Reinado do Rei George III do Reino Unido, período em que teve grande influência política e social. Em 1767, Francis Baring se casou com Harriet Herring (1750-1804), filha de Willian Herring, prima do prestigiado Arcebispo de Catembury, Thomas Herring (1693-1757). Francis e Harriet tiveram dez filhos, dentre os quais se destacam membros da aristocracia, da nobreza e da realeza britânica. Em 1793 recebeu o título de Baronete. Sir Francis Baring era o pai de Alexander Baring (1774-1848), primeiro Barão Ashburton e de Sir Thomas Baring (1772-1848), segundo Baronete Baring, que era pai de Francis Thornhill Baring (1796-1866), primeiro Barão de Northbrook. Sir Francis Baring também era o pai de Henry Baring (1776-1848) e o avô de Edward Baring (1828-1897), primeiro Barão Revelstoke de Membland, e Evelyn Baring (1841-1917), primeiro Conde de Cromer. Edward Baring (1828-1897) era pai de Margaret Baring (1868-1906) casada com Charles Robert Spencer (1857-1922), 6º Conde Spencer, bisavôs da Princesa Diana de Gales (1961-1997) e tataravó do Príncipe Willian (1982), Duque de Cambridge e futuro Rei do Reino Unido da Grã-Bretanha. Outros descendentes de Sir Francis Baring, além dos Baronetes Spearman, os Barões Ashburton, Barões e Conde de Northbrook e Condes de Cromer, foram agraciados com títulos nobiliárquicos, tais como os Viscondes Baring e os Barões Howick de Glendale.  
  
A Família Garrigues, da qual James descende por sua mãe, é um antigo clã da Europa. O sobrenome tem sua origem na região de Les Garrigues, no centro-sul da França. O primeiro registro feito neste sobrenome apareceu no século XII, com Jean Garrigues. Da França, muitos membros da família imigraram para Alemanha, Espanha e Estados Unidos. Neste último país, estabeleceu-se o famoso Matthieu Garrigues (1679-1726), que, perseguido na França, depois da revogação do Édito de Nantes, pelo Rei Luiz XIV, encontrou asilo nos EUA, deixando numerosa descendência nas Américas. Os antepassados maternos de James se estabeleceram na Espanha, onde foram elevados a nobreza na pessoa de Don Antonio Garrigues Díaz-Cañabate (1904 - 2004), tio-avô de James, renomado advogado e habilidoso diplomata que foi agraciado com título de Marquês de Garrigues. 

Don Mariano Garrigues Diaz-Cañabate
A Família Garrigues goza de muito prestígio na Espanha. Durante todo o século XX, os irmãos Garrigues, como eram conhecidos o avô e os tios avôs de James, foram símbolos de sucesso financeiro, político e social. Seu avô, Don Mariano Garrigues Diaz-Cañabate (1902-1994) foi um conceituado arquiteto, responsável pela construção e reconstrução de importantes prédios na Cidade Universitária de Madri (Faculdades de Medicina, de Farmácia, de Veterinária e o Hospital Anglo-Americano). Projetou a Casa da Suécia, dirigiu a Embaixada dos Estados Unidos, foi arquiteto do Banco Exterior da Espanha e realizou notáveis promoções de conjuntos urbanos em algumas regiões do país. Era casado com Dona Catalina Carnicer Guerra (m.1987). São tias de James, irmãs de sua mãe, portanto: Dona Belén, casada com Don Gonzalo de Armas y Serra, 5º Marquês de la Granja de San Saturnino, e de Dona Catalina, casada com o político inglês William Armand Thomas Tristan Garel-Jones, Barão Garel-Jones (par vitalício - 1997), membro do Partido Conservador, deputado de 1979 a 1997 e Ministro para a Europa (1990-1993). 
 
Don Joaquin Garrigues Díaz-Cañabate (1899-1983), tio-avô de James, era um prestigiado jurista, conhecido como pai do Direito Comercial espanhol, por vezes mencionado como fundador da moderna Escola espanhola de Direito Comercial. Foi catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Complutense de Madri, ganhou o Prêmio Mundial do Ensino de Direito em 1975 e foi autor de várias obras conceituadas, como um “Tratado de Direito Mercantil” em 3 volumes. Foi Grão-Cruz da Ordem de Carlos III, que lhe foi imposta pessoalmente pelo Rei Don Juan Carlos I, sendo também patrono da Fundação dos Amigos do Museu do Prado. 
 
Também eram tios-avôs de James Spearman, Don José Luis Garrigues Díaz-Cañatabe, próspero empresário e homem de negócios (falecido em 2008 com 96 anos) e Don Emilio Garriges Diaz-Cañatabe (1911-2006), diplomata e escritor, Embaixador na Guatemala, junto a UNESCO, na Turquia e na Alemanha, autor de várias obras, entre as quais “Un desliz diplomático”, “Los tiempos en lucha”, “The oneness of the Americas” e “Segundo viaje a Turquía”. Emilio era casado com Paz Flórez, mencionada no famoso jornal espanhol “El País” como uma das mulheres mais fascinantes de sua geração, de beleza cinematográfica, de grande sensibilidade e finura (falecida em 2005), sendo pais de Javier Garrigues (1949), Embaixador da Espanha na Suécia.  
 
O 1º Marquês de Garrigues, Don Antonio Garrigues Díaz-Cañabate (1904-2004), tio-avô de James, foi Diretor Geral de Registros e do Notariado do Ministério da Justiça, foi Embaixador da Espanha nos EUA e junto à Santa Sé, mantendo ótimas relações com a família Kennedy e com a Cúria Romana e o Papa. Em 1975 foi nomeado Ministro da Justiça no primeiro ministério do governo do Rei Juan Carlos I. Era membro da Real Academia de Ciências Morais e Politicas e foi presidente da Citroën Hispania S.A., Eurofinsa e da Sociedade Espanhola de Radiodifusão, foi também o fundador, juntamente com seu irmão – Dom Joaquim, do escritório de advocacia Garrigues, um dos maiores do mundo em atuação e presença internacional, contando com sedes de trabalho e profissionais em mais de 15 países, incluindo-se o Brasil. De marcante fé católica, Don Antonio participou da criação da revista Cruz e Raya e dedicou sua juventude à Igreja. Casou-se com Helen Anne Walker (m.1944), americana, filha do antigo engenheiro chefe da ITT em Madri, com quem teve nove filhos, sendo os mais conhecidos Joaquin e Antonio.   
 
Joaquim Garrigues Walker (1933-1980), primo-irmão da mãe de James, foi advogado, empresário e político. Deputado em 1977 (reeleito em 1979), Ministro das Obras Públicas e Urbanismo (1977-1979), e Ministro adjunto no Governo de Adolfo Suárez.  Como empresário foi presidente da Liga Financeira, uma empresa dedicada à construção de autopistas. Casou com uma filha de José Maria de Areilza y Martinez de Rodes, 3º Conde de Rodes, Marquês de Santa Rosa del Rio, Conde consorte de Motrico (1909-1998), importante político e um dos artífices da transição espanhola, membro da Falange e líder monárquico, foi Embaixador na Argentina, Estados Unidos e França. Foi secretário do Conselho Privado do Conde de Barcelona, Ministro do Exterior no primeiro governo da monarquia (1975-1976), fundador do Partido Popular, integrado depois na UCD. Membro da Real Academia de Ciências Morais e Políticas e da Real Academia Espanhola da Língua. É seu filho Don Joaquin Garrigues Areilza, 2º e atual Marquês de Garrigues. 
 
Antonio Garrigues Walker (1934), outro primo-irmão da mãe de James, é financista, advogado e politico que criou em 1982, o Partido Democrata Liberal, do qual foi presidente. Foi professor da Universidade de Navarra e é um dos responsáveis pela direção do famoso Escritório da Família, fundado pelo pai e pelo tio em 1941, que conta hoje com cerca de 2.000 profissionais em várias partes do mundo. 
 
O enlace entre a Princesa Dona Amélia e Alexander James tomou as páginas das publicações monarquistas e especializadas em Famílias Imperiais e Reais e na Nobreza, na Europa. O famoso site Noblesse et Royautés, da Bélgica, alcançou mais de 70 comentários na notícia publicada em 27 de julho. Em quase todos os comentários, são notadas muitas dúvidas com relação ao futuro matrimônio. Uma das constatações dos leitores é o fato de que “embora o noivo possua ascendência aristocrática e até mesmo nobre, pertencendo a uma família de Baronetes, nem seus pais, nem ele, possuem título”, afirma um dos comentários em francês. A Casa Imperial do Brasil já se deparou com situações similares durante a segunda metade do século XX, com os casamentos dos filhos do Príncipe Dom Pedro Henrique. Naquela época o Príncipe, na qualidade de Chefe da Casa Imperial, institui que seus filhos, nas mesmas condições, deveriam renunciar a seus eventuais direitos ao Trono Imperial, permanecendo com o título de Príncipe de Orleans e Bragança, sendo suas esposas também tituladas, o que era extensivo à descendência legítima daqueles Príncipes. Naturalmente, o Chefe da Casa Imperial, Imperador de jure, de acordo com o direito atribuído a ele pela herança, apesar de se orientar pela constituição de 1824, dispõe também de regimento interno e tem os poderes necessários para anuir ou não as decisões dos Príncipes de sua Casa, sobretudo os Dinastas, cabendo a ele, portanto, a importante decisão de retificar ou ratificar os regimentos. 
 
A Casa Imperial do Brasil, através de seu site oficial (www.monarquia.org.br), noticiou, em nome de SS.AA.RR., o Príncipe Dom Antonio e a Princesa Dona Christine, o noivado. A nota revela que o casamento deve ocorrer em agosto de 2014, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé Catedral, no Rio de Janeiro, tradicional templo que já serviu como Capela Real e, depois, Imperial, onde foram Coroados o Rei Dom João VI de Portugal e os Imperadores do Brasil e onde foram batizados e casados a maior parte dos membros da Família Imperial durante o período monárquico no Brasil. 
  
____________________________
 
Referências bibliográficas:  
 
Clarke, John (1993) [1975]. Fraser, Antonia, ed. A VIDA DOS REIS E RAINHAS DA INGLATERRA. London: Weidenfeld and Nicolson.  
 
Charles Mosley, editor, BURKE'S PEERAGE, BARONETAGE & KNIGHTAGE, 107th edition, 3 volumes. 
 

domingo, 8 de setembro de 2013

Entrevista do Chefe da Casa Imperial do Brasil ao jornal Gazeta do Povo, de Curitiba

S.A.I.R., o Príncipe Dom Luiz
Frederico Mielenhausen/Divulgação
"FOI UMA EMANCIPAÇÃO
DENTRO DA MESMA FAMÍLIA"



Publicado em 07/09/2013 | YURI AL'HANATI
 
Jornal Gazeta do Povo

A independência do Brasil, em sete de setembro de 1822, foi o desfecho lógico de uma extensa negociação de origens econômicas. O grito do Ipiranga, cena emblemática e simbólica da história brasileira, foi a alternativa encontrada por Dom Pedro I para permanecer no poder ante o movimento insurgente por parte dos comerciantes brasileiros que, subitamente, se viram na iminência de terem os portos fechados para negociações exclusivas com a metrópole. “Não foi uma ruptura sangrenta, mas uma emancipação dentro da mesma família, com todos os bons efeitos que isso pode trazer para uma nova nação”, acredita o chefe da Casa Imperial, Dom Luís Gastão Maria José Pio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Wittelsbach.
 
 
Ele é trineto de Dom Pedro II e atual herdeiro do trono brasileiro, caso a monarquia fosse instaurada hoje no Brasil.
 
 
Nesta entrevista concedida por e-mail com exclusividade à Gazeta do Povo, D. Luís fala sobre suas visões sobre a independência do Brasil, a monarquia e o papel de seus herdeiros em uma República democrática. Para Luís de Orléans e Bragança, monarquia é o regime que melhor garante as três condições básicas para a existência e desenvolvimento de uma Nação: unidade, estabilidade e continuidade. “Meu papel — como o de todo Chefe de Casa não reinante — é o de preservar o rico legado de nosso passado imperial, fazendo-o transitar de geração em geração para que se mantenha vivo e conhecido entre os brasileiros.”
 
O Brasil foi o único país das Américas que, quando se tornou independente, não se tornou uma república. Por que isso aconteceu e por que isso foi importante para o país na época?
 
Essa diversidade de rumos esteve em boa medida determinada pelo anterior curso dos domínios português e espanhol na América. A atitude pífia do [espanhol] Rei Fernando VII face a Napoleão insuflou os ambiciosos, conduzindo à ruptura com a Espanha e à adoção da forma republicana de governo. Diferentemente de seu cunhado espanhol, o Príncipe Regente de Por­tugal, futuro D. João VI, não se submeteu ao ditador, transferindo a Corte e o governo real para o Brasil e impulsionando aqui uma vigorosa transformação das instituições públicas. D. João VI gostava muito de nossa terra, se tornara benquisto e aqui queria ficar, mas as cortes portuguesas impuseram seu regresso a Portugal. Aconselhou ele então ao filho primogênito D. Pedro, que aqui deixava como eegente, a tomar a Coroa. A independência brasileira foi assim: não uma ruptura sangrenta, mas uma emancipação dentro da mesma família, com todos os bons efeitos que isso pode trazer para uma nova Nação.
 
 
Por que a monarquia seria o melhor regime para o Brasil?
 
A monarquia é o regime que melhor corresponde à boa ordem colocada por Deus na Criação, garantindo as três condições básicas para a existência e desenvolvimento de uma Nação: unidade, estabilidade e continuidade. Prevaleceu largamente ao longo da história dos povos civilizados. Ano após ano os primeiros lugares nos índices de renda per capita e do IDH são ocupados por monarquias. Durante o 2º Reinado, o Brasil foi um dos países mais respeitados do mundo, com instituições sólidas, moeda estável, crescimento acelerado e grande prestígio do Imperador D. Pedro II, que chegou a ser árbitro de litígios entre potências europeias.
 
 
Qual o papel do senhor hoje enquanto chefe da Casa Imperial e herdeiro do trono?
 
Meu papel — como o de todo Chefe de Casa não reinante — é o de preservar o rico legado de nosso passado imperial, fazendo-o transitar de geração em geração para que se mantenha vivo e conhecido entre os brasileiros, alimentado, ademais, a apetência para o retorno da monarquia entre nós. A formação da nova geração de príncipes brasileiros, meus sobrinos, é assim um cuidado constante.
 
Quem são os monarquistas brasileiros hoje?
 
No plebiscito de 1993, sobre regime e forma de governo, apesar de termos contra a máquina de propaganda do Governo, 13% dos votos válidos foram pela monarquia. Hoje não se encontra um brasileiro que em sã consciência diga que a república deu certo. E há um número crescente de brasileiros que veem a restauração do regime monárquico, que deu tão certo no passado, como sendo uma grande alternativa para a crise moral que assola o país.
 
Quais são as características de um bom soberano?
 
A principal característica de um bom soberano é saber encarnar as virtudes de seu povo, sendo delas espelho e ao mesmo tempo favorecedor. Como um bom pai, o soberano deve incentivar as qualidades de seus filhos, ampara-los em suas debilidades e coibir os seus erros. Deve ser muito respeitoso das autonomias dos indivíduos e dos grupos sociais e ao mesmo tempo um padrão inatacável de moralidade.
 
Por quais meios a monarquia poderia ser implantada no Brasil? O senhor acha que este processo pode acontecer em breve?
 
Uma verdadeira monarquia não pode ser implantada pelo golpe de força de um grupo, mas deve vir organicamente da aspiração de conjunto da Nação. Aspirações dessas ocorrem na vida dos povos em diferentes circunstâncias, o mais das vezes p|ela irremediável falência de uma situação anterior. No Brasil de hoje há um profundo descontentamento, patenteado aqui nas recentes e surpreendentes manifestações de rua, um grande anseio por algo diferente, algo melhor, algo que já existiu e que perdemos... Quando esse anseio se tornar majoritário, a monarquia — acabada expressão política da civilização cristã — poderá ser reestabelecida no Brasil de modo estável e benfazejo. Quando isso se dará, só Deus Nosso Senhor o sabe, mas, creio, bem antes do que poderia parecer à primeira vista.

ATENÇÃO


Em caso de cópia do material exposto: considerando a lei 9610/98, o plágio é crime. As obras literárias e fotográficas existentes neste espaço são de uso exclusivo do Blog Monarquia Já. Ao copiar qualquer artigo, texto, fotografia ou assemelhado, o Blog Monarquia Já deve, obrigatoriamente, ser citado.

Contador de visitas mundial


contador gratis

Contador de visitas diárias


contador gratis

  © Blogger template 'Isfahan' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP