segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Dom Antonio de Orleans e Bragança e sua família: um exemplo para os brasileiros

Causou grande interesse, por partes dos leitores brasileiros e estrangeiros, a participação ativa da família do Príncipe Dom Antonio no XXIV Encontro Monárquico do Rio de Janeiro. As postagens referentes ao tema tiveram grande número de acesso. Na página da Pró Monarquia, no Facebook, por exemplo, obteve-se inúmeros comentários, compartilhamentos e "curtidas". Já, na página da Associação Causa Imperial, também na mesma rede social, uma postagem referente a Dom Antonio, Dona Christine e seus filhos dinastas, alcançou quase 2.000 visualizações. No Blog Monarquia Já, não foi diferente: a postagem referente ao sucesso do último Encontro Monárquico, teve 3.500 acessos e 51 compartilhamentos em redes sociais como o Facebook, Twitter e outros blogs e sites. As imagens se reproduziram pela internet e as informações se multiplicaram... 

Pela grande procura dos leitores, o Blog Monarquia Já relembra detalhes da biografia dos membros da bela família:


Dom Antonio, acompanhado pelo Dr. Ciro D'Avino,  recebe Dom Rafael, Dona Maria Gabriela e Dona Christine durante o XXIV Encontro Monárquico do Rio de Janeiro


Sua Alteza Real, 
o Príncipe Dom Antonio de Orleans e Bragança

Dom Bertrand e Dom Antonio
 de Orleans e Bragança
Nascido em 24 de junho de 1950, no Rio de Janeiro, é filho do Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança (1909 - 1981), Chefe da Casa Imperial do Brasil de 1922 a 1981, e de Dona Maria (1914 - 2011), nascida Princesa da Baviera. O Príncipe Dom Antonio, assim como seus irmãos, recebeu educação de acordo com sua condição, tendo, desde cedo, aprendido sobre a história, a tradição e os valores que deveria encarnar como membro da Família Imperial do Brasil. Seu pai, sempre disse aos filhos que não poderia deixar-lhe fortuna ou bens materiais, contudo sempre afirmou que deixaria a eles a Fé Católica Apostólica Romana, a boa educação e a consciência da missão histórica da Família Imperial. Dom Antonio fez seus estudos em Jacarezinho e Vassouras e formou-se em Engenharia Civil na Universidade da Barra do Piraí. Embarcou para a Alemanha, onde fez estágio na cidade de Erlangen. 

Na Europa, frequentando as famílias reais e nobres aparentadas, conheceu sua esposa, a Senhora Dona Christine, nascida Princesa de Ligne. Casaram-se em 26 de setembro de 1981, numa bela cerimônia celebrada pelo Núncio Apostólico - Monsenhor Eugène Cardinale, em Bruxelas, na Igreja de São Pedro, podendo cumprir com parte de seu dever histórico de manter a sucessão imperial - prova de amor a pátria e aos brasileiros. Deste casamento, nasceram os Príncipes Dom Pedro Luiz (1983 - 2009), Dona Amélia (1984), Senhora Spearman, Dom Rafael (1986) e Dona Maria Gabriela (1989).

Dom Antonio, herdando a sensibilidade e refinamento dos antepassados, é exímio pintor de aquarelas, além de golfista de talento. Reside na cidade do Rio de Janeiro e empreende ações monarquistas representando seu irmão, o Chefe da Casa Imperial do Brasil.

É Grão-Cruz das Imperais Ordens de Dom Pedro I e da Rosa, além da Constantiniana de São Jorge, da Casa Real das Duas- Sicílias, Cavaleiro de Honra e Devoção da Ordem de Malta, sendo o atual Hospitalário para o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo e Cavaleiro da Ordem Equestre de Santo Sepulcro de Jerusalém.   

Sua Alteza Real,
a Princesa Dona Christine de Orleans e Bragança

Dona Christine, modelo de Princesa,
recebe a todos. Na imagem com o
Dr. Alberto Becker e com a
Dra. Maria Cristina Hofmeister Meneghini
  
Dona Christine nasceu em 11 de agosto de 1955, no Castelo de Beloeil, em Hainaut, Bélgica. É filha de Antonio (1925 - 2005), 13º Príncipe Titular de Ligne e da Princesa Alix, nascida Princesa de Luxemburgo, Nassau e Parma. Por sua mãe,  a Princesa é pentaneta do Rei Dom João VI de Portugal, Brasil e Algarves, e hexaneta do Rei Miguel I de Portugal, sendo desta forma, sobrinha-hexaneta do Imperador Dom Pedro I do Brasil. 

A Princesa Dona Christine estudou em Tournai, no conceituado internato administrado pelas Freiras Dominicanas de Froyennes. Passou certo tempo em Munique, na Alemanha e junto de sua prima e grande amiga, a Arquiduquesa Maria Astrid da Áustria, viajou para Índia, onde exerceu o voluntariado com as religiosas da Ordem de Santa Cruz, assistindo a crianças pobres e desvalidas. Morou em Madri e lá estudou filosofia e espanhol, retornando posteriormente para Bruxelas para concluir seus estudos superiores.

É Dama Grã-cruz de Justiça das Imperais Ordens de Dom Pedro I e da Rosa, no Brasil, e de Santa Isabel, em Portugal, além de Dama da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém. 

Sua Alteza Imperial, 
o Príncipe Dom Rafael

Dom Rafael, ao lado do Príncipe Imperial do
Brasil, Dom Bertrand, seu tio, discursa durante
do XXIV Encontro Monárquico do Brasil:
o público aplaude de pé
Nascido em 24 de abril de 1986, no Rio de Janeiro, Dom Rafael é o terceiro filho de Dom Antonio e de Dona Christine, sendo descendente, em linha direta, de Carlos Magno, Hugo Capeto, Fernando I de Leão e Castela, Guilherme I da Inglaterra e de Dom Afonso Henriques de Portugal. Uma ascendência refulgente e das mais elevadas da atualidade, dado os casamentos efetuados por seus antepassados - sempre com igualdade de nascimento.

Dom Rafael realizou seus estudos em Petrópolis e formou-se em Engenharia de Produção pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 2011. Trabalha na Companhia de Bebidas das Américas - AmBev, uma multinacional de grande prestigio em todo mundo. Mora em São Paulo, onde convive com seus tios, os Príncipe Dom Luiz e Dom Bertrand, além dos primos Dom Gabriel e Dona Maria Pia, que também residem naquele Estado. 

É visto desde pequeno em eventos monarquistas e com este fim visitou inúmeras localidades acompanhado dos país e tios. Sua primeira viagem oficial representando seu tio, o Chefe da Casa Imperial do Brasil, foi em 2010, onde realizou um circuito cultural e foi recebido por autoridades civis e religiosas, como o Cardeal Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz da Bahia, Dom Geraldo Magela. Em seu último discurso público, durante o XXIV Encontro Monárquico do Rio de Janeiro, ocorrido em setembro de 2014, afirmou que estará sempre, mais do que ninguém, a serviço do Brasil! De fato, os monarquistas brasileiros o apontam como grande esperança para a restauração da Monarquia no Brasil e cada vez mais o Príncipe se demonstra interessado sobre os assuntos da Família e do Brasil.

Sua Alteza Real,
a Princesa Dona Maria Gabriela

Dona Maria Gabriela
acompanha, com atenção,
as palestras
Dona Maria Gabriela, nascida em 8 de junho de 1989, destaca-se pela edução, refinamento e beleza. Sendo a quarta filha de Dom Antonio e Dona Christine. 

A Princesa realizou seus estudos em Petrópolis, tanto no Colégio São José, quanto no Ipiranga. Em 2012, formou-se em Comunicação Social, sendo habilitada em Publicidade e Propaganda pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Muito ativa e talentosa, trabalha com marketing na renomada empresa de Francesca Romana Diana. 

Assim como os pais e irmãos, compreende muito bem o dever histórico que lhe imputou o nascimento e parece querer se sacrificar para o bem da causa monárquica e, principalmente, para o Brasil. 
        
Junto ao maior símbolo nacional, a bandeira do Império, a 
Família Imperial está a disposição dos brasileiros

Dom Luiz, Dom Bertrand, Dom Antonio, Dona Christine e os filhos representam para os brasileiros um belo modelo de família. Não deixam dúvidas quanto a capacidade de governar o Brasil, pois receberam preparação para tanto desde o nascimento, atentos aos problemas da população e conhecendo minunciosamente o Brasil real, visitado, em cada canto, por eles. Dentre todos os países das Américas, o Brasil é o único que goza de outra opção para combater a falta de ética, de moral e o desrespeito característicos da república, possuindo uma Família Imperial à inteira disposição. Informe-se, a Monarquia é a melhor opção. 

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Fotos: Dra. Cristina Froes

domingo, 21 de setembro de 2014

Escócia pernanece ligada ao Reino Unido

Em referendo realizado recentemente, os escoceses preferiram não negar os quase 500 anos de ligação ao Reino Unido, optando por não se desvincular daquele Estado Soberano.

Rainha Elisabeth II:
símbolo da eficiência e
de bom governo 
Alguns insufladores da desordem e do caos, argumentavam que a separação seria economicamente positiva para a Escócia, pois concentraria maior riqueza e consequente poder de decisão. Notadamente, o principal motivo para este plebiscito, era desestabilizar as estruturas da Monarquia britânica, (em principio) não através de sua representação máxima - a Rainha Elisabeth II, que permaneceria como Soberana da Escócia - mas atacando de forma mais profunda e, por isso, mais perigosa, a instituição monárquica,  com mais de mil anos de história, eficiência e bom governo. São os avanços graduais de uma revolução, dos quais o britânicos não poderiam sair ilesos. Primeiro, lança-se uma discussão, muito tendenciosa e nenhum pouco proveitosa, sobre a independência de um território já independente (que possui até mesmo primeiro ministro e corpo legislativo); gerando dúvidas e criando-se supostos benefícios à desanexação - em nome do "bem escocês", depois, com total ausência de escrúpulos, evoluindo na esteira desta conflagração, contesta-se o legítimo poder real e afronta-se o sistema monárquico de governo, em nome "do bem popular". As etapas desta desordem são muito bem conhecidas e, por isso, deve ser rechaçadas por todos.

A Rainha Elisabeth II, cumprindo seu dever de Monarca, alertou sobre as responsabilidades imputadas aos escoceses naquela importante data de escolha, e, não decepcionando S.M., os escoceses fizeram boa escolha.

Os escoceses festejam a vitória da população: a Escócia permanece ligada ao Reino Unido

Sinteticamente, Andrew Cairns, 34 anos, supervisor da estação central de ônibus de Edimburgo, referiu, "prefiro ter certos poderes nas mãos de um rei do que nas de um político... Acho que as famílias reais têm mais valores éticos", traduzindo uma dura realidade amargada por cidadãos do mundo todo onde vigora a república.

Point de Vue, da França, destaca o casamento de Dona Amélia de Orleans e Bragança com Alexander James Spearman

Acaba de chegar ao Brasil (e já está esgotada nas bancas nacionais), a revista francesa Point de Vue, número 3449, que dedica 6 páginas da edição ao casamento da Princesa Dona Amélia de Orleans e Bragança com Alexander James Spearman, no último dia 16 de agosto, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Antiga Sé e Capela Imperial, no Rio de Janeiro. 

A revista elogia a bela cerimônia e a festa subsequente, transcorrida no Palacete Modesto Leal, nas Laranjeiras. A publicação traz fotos inéditas dos convidados que vieram da Europa especialmente para a data.

Destaque para presença de S.A.I.R., o Senhor Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, S.A.R, a Senhora Dona Isabel, Duquesa de Bragança, acompanhada dos filhos, SS.AA.RR., o Príncipe Dom Casimiro e a Princesa Dona Maria Cristina de Bourbon Duas-Sícilias e os filhos, S.A.R, a Princesa Maria Laura da Bélgica, SS.AA., as Princesas Maria Anunciata e Astrid de Liechtenstein, S.A.R, os Príncipe Ludwig da Baviera, a S.A., a Princesa Xênia de Croÿ, os Príncipes de Ligne, os Condes de Nicolaÿ, de Stolberg e d'Ursel.   

Revista Point de Vue
Edição 3449
Clique para aumentar 



  


Neste tocante, o Blog Monarquia Já aproveita para atualizar o acervo de fotografias do casamento, trazendo algumas já publicadas em diversos meios de informação e outras disponibilizadas pelo Secretariado da Casa Imperial do Brasil, exclusivamente para os leitores do Blog Monarquia Já.  

 Imagens exclusivas do Blog Monarquia Já
Agradecimentos a Pró Monarquia, Secretariado da Casa Imperial do Brasil







No detalhe, localizados na primeira fileira, a Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança, a Duquesa Dona Isabel de Bragança, esposa do Chefe da Casa Real de Portugal, e o Príncipe Dom Bertrand, Príncipe Imperial do Brasil. A frente (já no local reservado aos padrinhos), Dona Maria Francisca de Orleans e Bragança Ratto (filha de Dom Eudes e Dona Mercedes de Orleans e Bragança), as Princesas - gêmeas - Dona Maria Eleonora e Maria Theresa (filhas de Dom Francisco e Dona Claudia de Orleans e Bragança), na outra fileira, as Princesas Dona Luíza e Dona Maria da Gloria (filhas de Dom Fernando e Dona Maria da Graça de Orleans e Bragança) e na primeira fileira de padrinhos, Dona Maria Gabriela e Dom Rafael de Orleans e Bragança, irmãos da noiva, em companhia da Princesa Alix de Ligne e de seu irmão, o Príncipe Henri 
(que pode ser visto na foto anterior) 




Imagens de divulgação  


Dona Amélia e os pais: o Príncipe Dom Antonio e a Princesa Dona Christine de Orleans e Bragança



O pajem acompanha as graciosas daminhas

S.A.R., a Princesa Dona Christine entra acompanhada do Senhor Lochain Spearman 

Dona Pilar Spearman acompanha o filho até o altar 

O Padre Alessandro de Bourbon Duas-Sícilias celebra o matrimônio

Os padrinhos do noivo


  
Visão superior da nave da igreja

Casados, com a família do noivo

O noivo com os pais

Dona Amélia em fotografia com o noivo e os padrinhos

A beleza do Palacete do Conde Modesto Leal iluminado especialmente para a data

A tradicional valsa

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Príncipe Bertrand de Orleans y Braganza: "En Brasil con la República empezó el caos"


O jornal "Notimérica", editado pela EuropaPress, esteve no XXIV Encontro Monárquico do Rio de Janeiro e entrevistou o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança.


Durante a entrevista, o Príncipe faz importantes alertas sobre o governo do PT e a candidata Marina Silva, além de evidenciar a Monarquia como melhor forma de governo.


domingo, 14 de setembro de 2014

Mensagem do Chefe da Casa Imperial do Brasil, S.A.I.R., o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança sobre as eleições de 2014

Tendo sido consultado a respeito de orientações aos monarquistas com vistas às próximas eleições, gostaria de dizer: se acreditamos em Deus, devemos ser coerentes com este pressuposto relativamente a palavras, ações e até mesmo pensamentos. Assim, defendo que precisamos adequar as leis humanas à Lei de Deus e à Lei Natural, e que a observância aos 10 Mandamentos obriga não só aos homens individualmente, mas também aos Estados.

Para esclarecimento sobretudo dos mais jovens, tomo como definição de Lei Natural ou Direito Natural a de São Paulo: “É a lei escrita pelo dedo de Deus na alma do homem”. Podemos complementar com outras, como a de Cícero: “É o que emana da própria natureza, independentemente da vontade do homem”. E Aristóteles: O Direito Natural “é invariável no espaço e no tempo, insuscetível de variação pelas opiniões individuais ou pela vontade do homem. Ele reflete a natureza como foi criada”. E quais são os Direitos Naturais? Basicamente o direito à vida, à educação, à cultura, a constituir família, ao trabalho, ao salário justo e familiar, à propriedade, à prática da Religião. São direitos que antecedem ao Estado, que este deve garantir e sobre os quais não pode legislar a seu bel prazer; não são concessões dele.

O Papa Bento XVI, discursando em 30-3-2006 para participantes de congresso promovido pelo Partido Popular Europeu, denominou de “princípios que não são negociáveis” os referentes à Lei Natural. Entre os princípios inegociáveis, citou explicitamente a “tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até a morte natural; o reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como união entre um homem e uma mulher baseada no matrimônio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uniões que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu caráter particular e o seu papel social insubstituível; e a tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos”.

Em vista disso, é imprescindível que os monarquistas se abstenham de votar em candidatos que contrariem tais ensinamentos, bem como em partidos cujo conteúdo programático afronta a Lei de Deus.



Dom Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil

terça-feira, 9 de setembro de 2014

"Homenagem a S.A.I.R., a Princesa D. Maria Elizabeth de Orleans e Bragança: 100 anos do nascimento, 66 anos de devotamento ao Brasil"

Conferência realizada por Dionatan da Silveira Cunha, editor do Blog Monarquia Já, durante o XXIV Encontro Monárquico, no Rio de Janeiro. Com imagens do arquivo do Blog Monarquia Já

Nascida Maria Isabel Francisca Teresa Josefa, Princesa Real da Baviera, no Castelo de Nymphenburg, em Munique, a 9 de setembro de 1914, S.A.I.R., a Princesa Senhora Dona Maria era a segunda filha do Príncipe Francisco (Franz) da Baviera e da Princesa Isabelle, Princesa de Croy. S.A.I.R. era neta do último monarca da Baviera, o Rei Luís III (1845-1921), (foi regente do reino a partir de 1912, devido à incapacidade do Rei Oto I, assumindo a coroa com sua morte no ano seguinte, até 1918, quando da proclamação da república na Alemanha no final de 1918) e de sua esposa, a Rainha Maria Teresa Henriqueta, nascida Arquiduquesa da Áustria-Este.   

Ao nascer, portanto, a Princesa pertencia a uma prestigiosa família real reinante, referência em toda a Europa pela Cultura, pelo apoio as artes e refinamento, estando sempre ligados ao Papado, aos Império dos Habsburgo, à França, à Península Ibérica e a Europa de modo geral.  Efetivamente em 1914, ano de seu nascimento, o mundo experimentava os infortúnios do início da Primeira Guerra Mundial, a Família Real da Baviera não ficou imune aos acontecimentos e até mesmo o Príncipe Francisco envolveu-se na Guerra, sendo general do Exército bávaro. Em 1918, eclodiu na Alemanha a Revolução Espartaquista, com forte influência da terrível Revolução Russa de 1917, que acabou por assassinar o Czar Nicolau II e sua Família. Este movimento era de ideal comunista e conseguiu primeiramente controlar a região da Baviera. Em 7 de novembro daquele ano, o Rei Luís III e sua Família, entre eles a pequena Princesa Dona Maria, foram obrigados a partir de Munique. O Rei foi o primeiro a ser deposto e a Família passou a sofrer a hostilidade dos revoltosos. A Família Real da Baviera, contudo, conservou todo o seu prestígio, tendo-se inclusive falado em certa época na hipótese de uma restauração da monarquia na Baviera, integrando a República Alemã. 

A Rainha Maria Teresa, avó de Dona Maria, herdou de sua família um riquíssimo patrimônio, que incluía propriedades na Moravia e Sárvár, na Hungria. Neste último país, num castelo de mesmo nome da localidade, Dona Maria passou a infância. Seu avô, por ameaças, teve ainda de se transferir para o Liechtenstein e para a Suíça. Neste contexto a infância da Princesa Dona Maria foi bastante conturbada e até mesmo traumática. Na década de 30, a Família retornou à Baviera e parte de seus bens foram devolvidos pelo governo republicano. Seu avô, o Rei Luís III, faleceu em 1921 (mesmo ano da morte da nossa Princesa Dona Isabel, a Redentora), deixando como herdeiro o Príncipe Rupprecht - filho mais velho e tio de Dona Maria. Este se declarou contra o regime nazista, sendo sua esposa, a Princesa Antonieta, nascida Princesa do Luxemburgo – irmã da Grã-Duquesa Carlota do Luxemburgo, e seus filhos, capturados em 1944 e levados para o campo de concentração em Brandemburgo e, anos mais tarde, a Dachau (DARAU), sendo libertados pelo exército norte-americano. A Princesa não resistiu e faleceu anos depois. A Família teve de se exilar na Itália. O nazismo ensejava a Segunda Guerra Mundial.  

Em 19 de agosto de 1937, a Princesa Dona Maria foi desposada na capela do Castelo de Nymphenburg pelo Príncipe Dom Pedro Henrique Afonso Filipe Maria Gastão Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança, Herdeiro dos Imperadores do Brasil, Chefe da Casa Imperial, de jure, S.M.I., o Imperador Senhor Dom Pedro III do Brasil. A cerimônia foi assistida por dois Soberanos, a Grã-Duquesa Carlota do Luxemburgo e o Rei Alfonso XIII da Espanha, além do Chefe da Casa Real das Duas Sicílias (Ferdinando, Duque de Calábria, tio de Dom Pedro Henrique) e os Príncipes Herdeiros da França, Condes de Paris (ela Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança, prima irmã de Dom Pedro Henrique), além de outros da realeza e da nobreza. O tio de Dona Maria, o Príncipe Rupprecht, também presente, fez questão de mostrar o desprezo da Família Real, da Baviera aos comandantes nazistas, não os convidando para o enlace. O casamento de Dona Maria foi notícia também pelo fato do celebrante, o Cardeal Faulhaber, Arcebispo de Munique, ter aproveitado a ocasião para, no sermão, criticar firmemente o regime de Hitler.   

Pelos trágicos acontecimentos na Europa, impedidos de vir ao Brasil, e conseqüentemente afetados pelas sanções impostadas pelos nazistas aos parentes e as mortes derivadas das ações daquele grupo, o casal fixou-se primeiramente em Mandelieu, na França, onde habitava Dona Maria Pia, mãe de Dom Pedro Henrique. Ali nasceram o Príncipe Dom Luiz, atual Chefe da Casa Imperial do Brasil (1938), Dom Eudes (1939) e Dom Bertrand (1941), atual Príncipe Imperial do Brasil. Pelas precipitações da Segunda Grande Guerra, Dom Pedro Henrique teve de se refugiar com a esposa e os filhos em La Bourbole, em Puy-de-Dôme, região central da França, aonde as violências da guerra provavelmente não chegariam. Lá nasceu Dona Isabel (1944).  

O ano de 1945 foi decisivo para a vida de Dona Maria, visto que precisaria deixar a Europa, onde era cercada por parentes próximos e queridos, para finalmente fixar residência no Brasil, realizando o sonho de seu marido. Em maio daquele ano o navio Serpa Pinto deixou Portugal e rumou para a América do Sul, num roteiro raro naqueles tempos de guerra. Em 17 de maio de 1945 a Família Imperial assistiu a Primeira Comunhão da Princesa Diana de França, filha da Condessa de Paris, em Pamplona, na Espanha, embarcando depois Dom Pedro Henrique e Dona Maria (grávida) e seus cinco filhos, para o Brasil. O embarque não agradou inicialmente a Princesa Dona Maria Pia, que achava errado Dona Maria fazer esta longa viagem estando grávida.  Pelos acontecimentos da guerra e a dificuldade de se arranjar meio de transporte para o Brasil, Dona Maria Pia acabou consentindo e admitindo a necessidade da viagem.   

Em Petrópolis, Dona Maria deu a luz, no ano de 1945, ao Príncipe Dom Pedro de Alcântara. Na chegada ao Brasil ocorreu um doloroso episódio: o Príncipe Dom Pedro Henrique foi informado pelo primo, Dom Pedro Gastão, sobre sua condição de ex-sócio da Companhia Imobiliária de Petrópolis, a empresa constituída para administrar a antiga Fazenda Imperial. O Príncipe e sua família, com grandes dificuldades, foram acolhidos por amigos valorosos que prestaram auxílio. Sobre isso, inclusive, a Princesa Dona Maria, sempre disse que a Providência nunca abandona as famílias numerosas.  De fato, Dom Pedro Henrique residiu certo tempo em Petrópolis, numa casa no bairro do Retiro. Já no Rio de Janeiro, em 1948 nasceu Dom Fernando e, em 1950, Dom Antonio. Residiram por certo tempo também em casa alugada no bairro de Santa Teresa.  Apenas em 1951 conseguiu Dom Pedro Henrique comprar uma propriedade agrícola, que denominou Fazenda Santa Maria, na cidade de Jacarezinho, no Estado do Paraná. Lá nasceram Dona Eleonora (1953) e Dom Francisco (1955). E em Jundiaí do Sul, também no Paraná, nasceram Dom Alberto (1957) as Princesas gêmeas, Dona Maria Gabriela e Dona Maria Teresa (1959). Em 1965, necessitando estar mais próximo dos grandes centros, Dom Pedro Henrique vendeu a Fazenda Santa Maria e comprou, em Vassouras, o sítio Santa Maria, conservado na familia até os dias atuais. 

Em 5 de julho de 1981, faleceu o Príncipe Dom Pedro Henrique, deixando viúva a Princesa Dona Maria. Ascendeu a Chefia da Casa imperial o seu filho, Dom Luiz.   

O Brasil, parece ter sido agraciado com as virtudes de nossa Rainhas e Imperatrizes. Foi assim com a primeira a pisar nas Américas, a Rainha Dona Maria I, que com sua fé e caridade, promoveu a religião, as artes e a cultura de modo geral. Foi também com a Rainha Dona Carlota Joaquina, que mesmo coadjuvante, defendeu os interesses de Portugal e gerou os herdeiros do Reino. No Império, o Brasil foi novamente abençoado com a Imperatriz Dona Leopoldina, dama de grande cultura, que sobre tudo versava,  conservadora e precursora de nossa independência, de cultura incrível. A Imperatriz Dona Amélia acolheu os filhos do Imperador Dom Pedro I, dando-lhes educação e amor, mesmo de longo na Baviera ou em Portugal, aconselhava sobre política e avida pessoal,  seu querido filho, o Imperador Dom Pedro II. Tivemos também Dona Teresa Cristina, que por suas características foi apontada como a Mãe dos Brasileiros, morrendo de desgosto por estar longe do Brasil, pátria que adotou como sendo sua. A filha desta, a Princesa Dona Isabel, reconhecida por todos como a Redentora, apesar de não ter sido coroada, teve sua vida marcada pelas virtudes. A prudência de seus atos, a justiça que a levou libertar os escravos, a fortaleza que demonstrou em sua regência e momentos como os de 1889, e temperança, demonstrada em seu equilíbrio de sempre amar e respeitar, mesmo àqueles que lhe deram as costas, lhe conferiram, recentemente, a possibilidade de abertura de inicio de processo de beatificação. Sua nora, a Princesa Dona Maria Pia, católica, exemplo de esposa, de mãe e de Princesa, criou seus filhos, mesmo com as dificuldades dos 53 anos de viuvez, com grande dignidade, transferindo-lhes os mais caros valores. A Princesa Dona Maria, homenageada com nossa conferência, reuniu o que havia de melhor nestas 7 grandes damas.  Já dizia o grande pensador e intelectual católico, Dr. Plinio Correa de Oliveira, numa das edições do prestigiado Legionário, que a Casa de Wittelsbach tinha verdadeira vocação para produzir grandes homens e grandes mulheres, portanto, o casamento de Dona Maria com o Herdeiro dos Imperadores do Brasil, foi uma grande dádiva, pois uniu o sangue dos Orleans e Bragança com o dos Wittelsbach. Verdadeiro ícone de uma geração de Grandes do Gotha, Dona Maria se junta a um seleto grupo que representam as tradições das antigas gerações da realeza das monarquias que governaram a Europa e o Brasil como o Grão-Duque João do Luxemburgo (90 anos), o Príncipe Phillip, Duque de Edimburgo (89 anos) e o Rei Miguel da Romênia (89 anos). Senhores e Senhoras de um passado majestoso e único, que levaram uma vida de grande dignidade.   

Depois da morte do marido, a Princesa Dona Maria passou a morar num apartamento na rua Custódio Serrão, na Lagoa, na cidade do Rio de Janeiro,  com sua filha, a Princesa Dona Isabel. Nos últimos anos foi enfraquecendo lentamente, sendo sempre sustentada por sua grande fé religiosa. Referência da Família, a Princesa sempre foi amada pelos 12 filhos, 25 netos e também pelos pequenos bisnetos e reverenciada pelos monarquistas brasileiros. O Clube de Engenharia, há anos atrás, a considerou a Mãe do Ano.  

Prima do Herdeiro do Trono Bávaro, Franz, Duque da Baviera, 77 anos (neto do Príncipe Rupprecht), Dona Maria teve cinco irmãos: o Príncipe Ludwig, falecido em 2008 com 95 anos, casado com sua prima, a Princesa Irmgard da Baviera (são os pais do Príncipe Luitpold, 60 anos, Herdeiro de Franz, Duque da Baviera, que é solteiro –  esteve recentemente no Brasil; a Princesa Aldegunda, falecida em 2004, com 87 anos, a Princesa Eleonora, falecida em 2009, com 91 anos, a Princesa Dorotéia, 91 anos, que casou com Gottfried, Arquiduque d´Austria, Grão-Duque de Toscana; o Príncipe Rasso, 85 anos, casado com a Arquiduquesa Teresa da Áustria (são os pais, entre outros filhos, da Princesa Gisela, esposa do Chefe da Casa Real da Saxônia, Alexander, Príncipe de Saxe-Gessaphe).  

A Princesa Senhora Dona Maria faleceu no dia 13 de maio de 2011. Foi velada na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, no centro de Vassouras, com missa de Corpo Presente, o sepultamento se deu no jazigo da Família Imperial no cemitério daquela cidade. Várias missas foram celebradas em sufrágio de sua alma. No Rio de Janeiro, a celebração oficiada por Dom Orani João Tempesta, Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, reuniu 600 pessoas. Publicações como o jornal “O Estado de São Paulo” e as revistas “Vogue” e “Point de Vue” renderam homenagens a Princesa. 

O ano de 2014 marca o centenário de nascimento da Princesa Senhora Dona Maria, que além de Princesa da Baviera e, de jure, Imperatriz do Brasil, foi um estandarte da caridade, bondade e fé cristã. 


Castelo de Nymphenburg, Munique

Castelo de Sárvár

Dona Maria, récem nascida, com com sua mãe, a Princesa Isabelle de Croÿ

Dona Maria em 1916



Dona Maria, com a mãe e o irmão, o Príncipe Ludwig




Com a família, pouco antes do casamento

Foto oficial do noivado
 

O casamento em Nymphemburg





A visita ao Santo Padre, no Vaticano

Com os filhos, na Fazenda Santa Maria

 

Na catequese da Primeira Comunhão para os filhos dos colonos, no estado do Paraná


Com a Rosa de Ouro, enviada pelo Papa Leão XIII à Princesa Dona Isabel e doada à Arquidiocese de São Sabastião do Rio de Janeiro pelo Príncipe Dom pedro Henrique


Com os irmãos e cunhadas na Alemanha

Em 2002, no Outeiro da Glória, com SS.AA.II.RR., os Príncipes Dom Luiz e Dom Bertrand

Dona Maria, de jure Imperatriz do Brasil

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