sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Igreja de Santo Agostinho, em Coburgo, Alemanha, recebe trabalhos de restauros

St. Augustinkirche
Imagem: divulgação
A Igreja de Santo Agostinho, construída em Coburgo, na Alemanha recebe trabalhos de restauros. O templo abriga, em sua cripta, os despojos da segunda filha de Dom Pedro II, a Princesa Dona Leopoldina, assim como dos netos e do genro do último Imperador do Brasil.

A cidade de Coburgo,  com seus templos milenares - fundados por monges beneditinos, então propriedade do Margrave de Meissen, sofreu com a revolução imposta por Martinho Lutero. O líder protestante determinou o fechamento de igrejas católicas e a última missa foi celebrada em 1528, na Capela de São Nicolau. Em 1818, Coburgo passou a ser propriedade da família Ducal de Saxe-Coburgo-Gotha, cuja linha Ernestina havia se transformado em Luterana. Apenas parte da família, o Ramo de Koháry, da qual descendia o Príncipe Luiz Augusto, genro de Dom Pedro II, conservou-se católica. Em 1803, quase 300 anos depois das determinações de Lutero, a igreja de São Nicolau voltou a celebrar missas. A cidade contava com cerca de 600 fieis que resistam na fé.

Consternado com o baixo número de católicos em Coburgo, o Príncipe Augusto, pai do genro de Dom Pedro II, inaugurou o comitê, que sob seu imediato patrocínio, teria a incumbência de construir uma nova igreja naquela cidade. Do projeto de Vincenz Fischer-Birnbaum, em estilo neogótico, com órgão e 3 sinos, a igreja foi consagrada no dia de Santo Agostinho, em homenagem ao Príncipe benfeitor, em 28 de agosto de 1860, pelo Arcebispo de Bamberg, Monsenhor Michael Deinlein.

A igreja de Santo Agostinho no século XX
Imagem: © Archiv St. Augustin


A igreja em dia de 1ª comunhão. A construção do templo fez ressurgir a fé católica em Coburgo
Imagem: © Archiv St. Augustin


Funerais do Czar Fernando I da Bulgária, em 1948
Imagem: © Archiv St. Augustin

Túmulo da Princesa brasileira Dona Leopoldina de Bragança, Duquesa de Saxe-Coburgo-Gotha
Imagem: divulgação


Dona Leopoldina, segunda filho do Imperador Dom Pedro II e da Imperatriz Dona Teresa Cristina do Brasil, casou-se com o Príncipe Luiz Augusto de Saxe-Coburgo-Gotha, em 1864. Este casamento acabou por iniciar um novo ramo da Família Imperial Brasileira, os Saxe-Coburgo e Bragança, como passaram a ser conhecidos os descendentes desta linhagem. Falecidos os Príncipes deste ramo da Família Imperial, foram sepultado na igreja de Santo Agostinho. A primeira foi Dona Leopoldina, que precocemente morreu no Palácio da cidade, em 1871, aos 23 anos de idade, vítima de um surto de tifo. Lá estão sepultados o Príncipe Augusto, grande benemérito, e sua esposa, a Princesa Clementina, sogros de Dona Leopoldina, além do marido desta, o Príncipe Dom Luiz Augusto, e os filhos do casal, Dom Pedro Augusto, Dom Augusto Leopoldo, que foram criados no Brasil por Dom Pedro II, além do Príncipe Luiz Gastão, do Czar Fernando I da Bulgária e de outros membros da família.

Dom Carlos Tasso de
Saxe-Coburgo e Bragança
Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança realiza visitas regulares a Coburgo para prestar homenagens aos familiares. É comum encontrar outros brasileiros, que sabendo da interessante história desta igreja construída abaixo do monte fortificado, vistam-na descobrindo parte da história do Brasil.

Segundo a administração, pertencente a Diocese de Würzburg, com a construção da igreja, depois da Segunda Guerra Mundial, houve um grande crescimento e ressurgimento da fé católica na cidade, levando à necessidade da criação de cinco paróquias ligadas a igreja de Santo Agostinho.

A Fundação de Proteção Patrimonial Alemã patrocina a restauração do templo, que está temporariamente fechado.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A superioridade da Monarquia

Explicando a superioridade da Monarquia, Sua Alteza Real, o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, Chefe da Casa Real de Portugal, explica no prefácio do livro “Reis sem Reino”, de Gérard Rancinan, o qual o Blog Monarquia Já transcreve em parte:   


Dom Duarte, Duque de Bragança
Imagem: Real Associação do Médio Tejo

"Terão, porventura, concluído que o oásis de paz no mundo quase se confundem com os espaços onde vigora a monarquia.
Terão verificado que a instituição real, qualquer que seja o cenário geográfico ou o estado de desenvolvimento socioeconômico, onde existe, é por excelência um instrumento nacional de coesão e de progresso.
Terão revisto na coroa o seu próprio princípio, a instituição familiar - a todos igualmente acessível - que lhes recorda a construção do estado, a dignidade e o equilíbrio institucionais, a salvaguarda da independência e o prestígio exterior.
Terão, finalmente, reconhecido que aquela instituição familiar é, em primeiro lugar, servida pelo Príncipe.
Não será excessivo dizer-se que as pessoas reais, reinantes ou não, têm por cultura, também familiar, a defesa dos valores permanentes dos seus povos. É neste ponto que se constata a excelência do governo monárquico, pois deixa claro que não há exílio nem outra pena que demova o rei do serviço da pátria, da defesa dos seus valores permanentes, isto é, da tradição, das várias identidades (espirituais, culturais e ambientais) que constituem a identidade nacional.
Os príncipes são educados para servir!"

Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil
Imagem: Casa Imperial do Brasil  


Sobre esta incontestável superioridade, Dom Luiz, Dom Bertrand, Dom Antonio e Dona Christine, assim como os herdeiros, Dom Rafael e Dona Maria Gabriela de Orleans e Bragança, dão prova em todas as circunstâncias. Enquanto o presidente da república representa parte do povo, daí seu vínculo a partidos e a ideologias, o Monarca representa todos.

Na edição nº 27 de Herdeiros do Porvir, a jovem Princesa Dona Maria Gabriela fala sobre sua missão como membro da Casa Imperial do Brasil: http://www.monarquia.org.br/PDFs/HP-27-WEB.pdf 

Já a edição nº 37, traz uma entrevista com Dom Rafael de Orleans e Bragança que, apesar da pouca idade, traz ensinamentos que  contrastam severamente com as práticas dos políticos de hoje: http://www.monarquia.org.br/PDFs/HP-27-WEB.pdf

E a edição nº 39 do boletim Herdeiros do Porvir, conta com a entrevista de Dona Christine de Orleans e Bragança, que fala sobre as vantagens da monarquia e como criou o futuro herdeiro do Trono Imperial do Brasil:

domingo, 17 de janeiro de 2016

Nhá Chica sentenciou a república

Nhá Chica, em Baependi
Imagem: divulgação 
Famosa por suas profecias e inabalável fé, Nhá Chica, filha e neta de escravos, foi uma legitima brasileira que resguardava a humildade, a caridade e a sabedoria. Nascida em Minas Gerias, em 1812, e beatificada em 2013, a Venerável Nhá Chica, antecipou, já em 1894, 5 anos depois do golpe, o caos em que a república transformaria o país, chegando a afirmar: “estou vendo a república como uma coisa sem consolo, nem sossego”.

O Blog Monarquia Já transcreve do livro “Caxambu”, de 1894, um trecho da entrevista concedida ao Dr. Henrique Monat: 

Henrique Monat: conte-nos suas profecias, Nhá Chica.

Nhá Chica: tinha-se feito aqui uma eleição do governo, estavam conversando comigo cinco doutores, juízes de direito, eleitores, juiz de paz e outros; um deles recebeu um papel do candongueiro (ela se refere ao marechal Deodoro da Fonseca), que tinha tocado da Corte; ele ficou branco e pediu-me que rezasse a Deus, para ajudar a por o Imperador Dom Pedro II para fora.  Vieram outros ainda me perguntar se devia ajudar. Por quê? , disse eu, é uma ingratidão, o Imperador é pai de todos. O doutor ficou abatido, e eu fui fazer uma oração. Saíram todos gritando "viva a república". Depois eu soube que o papel de arame candongueiro era de um tal Deodoro, que queria ser rei. Mas eu estou vendo a república como uma coisa sem consolo, nem sossego. A república não tem cipó, está amarrada com capim."


Veja a cobertura do Blog Monarquia Já sobre a beatificação de Nhá Chica:  

ATENÇÃO


Em caso de cópia do material exposto: considerando a lei 9610/98, o plágio é crime. As obras literárias e fotográficas existentes neste espaço são de uso exclusivo do Blog Monarquia Já. Ao copiar qualquer artigo, texto, fotografia ou assemelhado, o Blog Monarquia Já deve, obrigatoriamente, ser citado.

Contador de visitas mundial


contador gratis

Contador de visitas diárias


contador gratis

  © Blogger template 'Isfahan' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP