domingo, 27 de março de 2016

Bandeira Imperial foi hasteada no Congresso Nacional: entrevista com o monarquista Vinícius Braceloti

Ele hasteou a bandeira imperial no mastro oficial do Congresso Nacional. O monarquista de 22 anos, Vinícius Braceloti Vilhena de Moura, protagonizou, em Brasília, este ato épico e simbólico durante as manifestações de 16 de março, que marcaram o repúdio popular à tentativa do governo da república em obstruir as investigações da Polícia e do Ministério Público Federal no combate a corrupção.

Vinícius Braceloti Vilhena de Moura com o 
Deputado Federal Paulo Eduardo Martins
Imagem: Arquivo pessoal de Vinícius Braceloti

  
Vinícius concedeu uma entrevista exclusiva ao Blog Monarquia Já, contando sobre sua ação. Acompanhe:
  
BMJ: Como surgiu a ideia de hastear a bandeira Imperial no mastro oficial do Congresso Nacional, em Brasília, durante as manifestações de 16 de março?

Vinícius Braceloti: Vou contar a história toda. Eu e meu amigo Matheus fomos às manifestações de domingo, 13/03, com a bandeira Imperial, onde encontramos vários monarquistas e pessoas que elogiaram e tiraram fotos com as bandeiras do Império. Em nosso grupo eram mais ou menos umas 10 pessoas e 4 bandeiras do Império, um casal de amigos estava com cartazes contra a república.

Monarquistas protestam em Brasília em 13 de março de 2016. Vinícius Braceloti aparece segurando a bandeira
Imagem: Arquivo pessoal de Vinícius Braceloti


Na quarta (16/03), depois que sai do meu estágio, quando cheguei em casa, por volta das 19h30min, o Matheus (amigo monarquista que acompanha nas manifestações) me mandou uma mensagem falando que o congresso estava cheio de manifestantes, disse que já estava a caminho pra irmos pra lá. Descemos a pé, com o Matheus liderando e chamando os carros para o Congresso. Eu, atrás, com a bandeira do Império ao vento, e nossos amigos nos seguindo. Pessoas pararam a gente pelo caminho para fazer vídeos de apoio para chamar as pessoas para rua e os carros buzinavam freneticamente com nosso convite. O gramado em frente ao Congresso estava lotado.

Os manifestantes tinham acabado de descer do Palácio do Planalto para o gramado do Congresso. Acabaram pegando a linha da polícia de surpresa, que ficou recuada na altura da rampa que sobe para teto do Congresso. Foi aí que eu vi o mastro. O mastro tinha um pixuleco enforcado. Tiramos o pixuleco e hasteamos a bandeira.

video
Assista ao vídeo 


BMJ: Por quanto tempo a bandeira esteve hasteada? Como a polícia reagiu a esta ação?

Vinícius Braceloti: Ela ficou tremulando até o final da manifestação.  Das 9h da noite até 1h da madrugada. O Sargento responsável disse que não a retirou a bandeira porque iria inflamar a manifestação se descerrasse.  A polícia retirou somente no final da manifestação. Não quiseram me devolver, tive que buscar na delegacia do Senado.  

Por 4 horas a bandeira Imperial tremula no céu de Brasília, colocada sobre o mastro oficial do Congresso Nacional
Imagem: divulgação   


BMJ: Houve alguma reação popular quando a bandeira tremulou lá no alto?

Vinícius Braceloti: Muitos apoiaram. O manifestante que enforcou o pixuleco tentou tirá-la, até me deu uma cotovelada na costela. Eu afastei minha namorada, para ele não nos agredir. Por um momento ele abaixou a bandeira do Império e levantou o pixuleco, mas ele retirou o boneco e pediu para erguer a bandeira Imperial de novo. E lá ela ficou. Me lembrou da queda do Império, após o golpe dos republicanos, mas agora, seguida da queda da república e nova ascensão do Império. E lá o Império ficou: altivo a tremular.

BMJ: Qual o significado de hastear a bandeira naquela ocasião e naquele local?

Vinícius Braceloti: Simboliza esperança. Quando a linha da polícia avançou e eu vi que ninguém ia tirar ela de lá, ficamos eu, Matheus e Madalena (namorada de Vinícius) sentados na grama, ao lado do Congresso, assistindo ela tremulando.

"E lá o Império ficou: altivo a tremular" afirma Vinícius Braceloti autor deste fato histórico
Imagem: divulgação


BMJ: Você é monarquista desde quando?

Vinícius Braceloti: Sou monarquista desde o final de 2014. Desde esta época, porque não sabia do nosso passado. Eu sempre senti que faltava algo. Foi através do Príncipe Dom Bertrand, o primeiro contato que tive com a Monarquia. Assisti a um vídeo de Dom Bertrand, no meio da roça, dando uma palestra sobre monarquia e sobre nosso passado. Aquilo me impactou, Ele era um Príncipe no meio do nada e mesmo assim dando total atenção pra pessoas humildes. Foi aí que tive curiosidade pra aprender. Depois eu comecei a ler a trilogia do Laurentino Gomes (1808, 1822, 1889). Li também a Declaração de Independência de Dom Pedro I e as cartas de despedida de Dom Pedro II com seu pai, recomendo pra todos que conheço.

Assista o vídeo do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança em: https://www.youtube.com/watch?v=mltN0ZTgo1Y

BMJ: Hoje, como o Brasil pode sair dessa terrível crise?


Vinícius Braceloti: A Monarquia é a engrenagem, roubada em 1889, que falta para essa grande máquina, chamada Brasil, funcionar.

Santa e Feliz Páscoa


O Blog Monarquia Já deseja a todos os seus colaboradores e leitores, uma Santa e Feliz Páscoa. 
O renascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo nos enche de esperança. 

Em Portugal, o Príncipe Dom Gabriel de Orleans e Bragança concede entrevista a rádio Renascença

Em Portugal para participar das celebrações em homenagem aos 200 anos do falecimento da Rainha Dona Maria I, o Príncipe Dom Gabriel de Orleans e Bragança concedeu entrevista a rádio "Renascença", acompanhe a transcrição:   

“O que está a acontecer é bom para o Brasil”, diz príncipe da Casa Imperial

Por Renascença, Portugal, 21 Mar, 2016 - 19:22 • Filipe d'Avillez
Em: http://rr.sapo.pt/noticia/49882/o_que_esta_a_acontecer_e_bom_para_o_brasil_diz_principe_da_casa_imperial

"O país está a tomar conhecimento de situações que antes não eram esclarecidas", diz D. Gabriel de Orléans e Bragança, descendente directo de D. Pedro II, imperador do Brasil. Espera que a "Lava Jato" possa levar a mudanças de fundo na política brasileira.

Dom Gabriel de Orleans e Bragança
Foto: Teresa Abecasis/RR


Em Portugal para participar numa sessão de homenagem a D. Maria I, que morreu no Brasil há 200 anos, o príncipe D. Gabriel de Orléans e Bragança, descendente directo de D. Pedro e sobrinho do actual chefe da Casa Imperial do Brasil, falou com a Renascença sobre a actual crise brasileira.

Esta situação que está a passar-se no Brasil apanhou-o de surpresa?

Apanhou de surpresa de certa forma, sim, mas não é mau para o país, pelo contrário. Imaginávamos que existissem situações tão más como estas e graças à operação "Lava Jato", sobretudo decorrente da iniciativa do Ministério Público Federal, que encontrou um bom juiz, Sérgio Moro, tivemos a grata surpresa de poder esclarecer a sociedade sobre tudo o que estava acontecer no que diz respeito à política no país e algumas empresas públicas, como é o caso da Petrobras, que já todos suspeitávamos que estivesse a ser vítima de administração incorrecta.

Diz-se que o Brasil está numa situação complicada, mas acho que está a melhorar porque a sociedade tomou conhecimento do que está a acontecer, a sociedade está a ir para as ruas, lutando contra o que acha errado, porque agora tem meios para lutar contra o que é errado, tem conhecimento do que está a acontecer. Por isso é salutar e espero que em pouco tempo consigamos fazer uma boa limpeza na situação actual, para que o país volte a crescer efectivamente.

Uma boa limpeza implica retirar os governantes actuais, mas existem alternativas?

O congresso já está a debater a possibilidade de retirar poderes ao Executivo e distribuir mais pelo Congresso Nacional. Seria uma forma de parlamentarismo.

Sou obrigado a dizer que o parlamentarismo só acontece de forma competente com uma monarquia. Acredito que há possibilidade de uma mudança do sistema, não sei se acontecerá em pouco tempo, mas tudo isto serve para que todos possamos reflectir um pouco mais sobre um sistema que não está a resultar, sem dúvida.

Estas manifestações têm dedo político ou são verdadeiramente populares?

Acredito que o movimento é popular. Tem sido uma iniciativa popular por parte dos brasileiros cansados de serem enganados pelo actual sistema e pelo actual Governo que não tem levado em consideração o bem maior para o país e acabam por ir para as ruas manifestar-se. É louvável que tenha acontecido.

Devo deixar claro que as manifestações, na grande maioria das vezes, têm sido pacíficas, apenas para expressar a opinião do brasileiro hoje. E é assim que têm de continuar.

As pessoas podem estar a pensar que só defende a monarquia por interesse. Qual é a sua posição dentro da família imperial?

O herdeiro do trono é o meu tio Luiz e respeito-o muito. Toda a família, irmãos e sobrinhos vêem-no como alicerce. Ele é a pessoa certa para poder conduzir o país na forma de uma monarquia, sobretudo parlamentarista. Eu não tenho interesse nem legitimidade para reclamar qualquer direito hereditário ou a possibilidade de vir a ser Rei ou Imperador. Digo isto por ideologia e por acreditar nas pessoas que conheço, que são meus parentes, tios e primos. Este é o melhor caminho.

Tem havido mais interesse na causa monárquica no Brasil por causa desta crise?

Tudo o que está a acontecer ajuda-nos a reflectir e a levar a um maior esclarecimento para todos os brasileiros sobre qual seria o sistema melhor: se uma República, que infelizmente tem uma democracia enganosa, representada pelas pessoas presentes no Planalto hoje, isto é, aquelas pessoas que acabam por se colocar à mercê de certas condições para chegar ao poder; ou se seria melhor contar com pessoas que foram educadas desde o princípio para poder conduzir a nação a uma situação melhor, obviamente levando em consideração também o Parlamento.

Desafio qualquer um que possa dizer o que quer que D. Pedro II tenha feito de prejudicial ao país. D. Pedro II esteve 48 anos no poder, foi um exemplo de pessoa que serviu ao país, que ouvia a todos, tinha audiências públicas.

É formado em Direito. Acredita que o sistema judiciário brasileiro vai funcionar neste processo?

Acredito que sim. Nestas acções criminais os maiores elementos de prova não são divulgados ao público em geral. Sabemos o que se passa pelo que a imprensa divulga e que tem deixado todo o povo brasileiro perplexo.

Não tenho conhecimento dos autos dos processos para dizer se estas pessoas devem ou não ser presas. Mas há obrigação de perseguir as provas e o que acontece neste processo porque, tratando-se de autoridades públicas e pessoas que são responsáveis pela condução e administração do nosso país, os factos devem ser levadas ao conhecimento do público para que se possa reflectir sobre se as pessoas envolvidas no processo merecem ou não merecem o voto para permanecerem à frente do nosso país.

Hoje tem-se provado que estas pessoas envolvidas no processo não estão aptas para conduzir o país, seja no poder executivo, seja no poder legislativo.

Se o processo sair frustrado, as manifestações se poderão tornar violentas?

Acredito que não. Estive em algumas das manifestações e o que vi foi uma manifestação de amor ao país, querendo o melhor para o país. Acho que isso de forma alguma se pode transformar em algo que seja violento, em algo que seja negativo para o nosso crescimento.

Conto, obviamente, que as autoridades também passem a reflectir e estejam mais atentas ao que os brasileiros entendam que é o melhor para o país e realizem as reformas que entendemos serem necessárias hoje para que o Brasil volte a estar no caminho correcto.

Como disse no início, o que está acontecer agora é salutar, o país está a crescer, está a tomar conhecimento de situações que antes não eram esclarecidas. Antes desta operação havia indícios que podiam ser levados ao conhecimento da população, mas somente agora, graças a este trabalho muito exaustivo e perspicaz, é que temos tido conhecimento de um país que tem sido enganado pelos seus actuais administradores.

Evocação de Dona Maria I: Grêmio Literário de Lisboa

Em celebração aos 200 anos de falecimento da Rainha Dona Maria I, a Pia, o Grêmio Literário de Lisboa promoveu um ciclo de palestras sobre a Soberana, que contou com a presença de membros da nobreza e da aristocracia portuguesa, além de renomados palestrantes e do Príncipe Dom Gabriel de Orleans e Bragança, representando seu tio, o Príncipe Dom Luiz, Chefe da Casa Imperial do Brasil.

o Professor Doutor Martin de Albuquerque, Catedrático da Universidade de Direito de Lisboa, preside a sessão comemorativa 
Imagem: José Filipe Sepúlveda

A assembleia do evento do Grêmio Literário de Lisboa
Imagem: José Filipe Sepúlveda

O grande monarquista brasileiro e professor da Universidade de Coimbra, Dr. Ibsen Noronha em sua palestra
Imagem: José Filipe Sepúlveda

Dom Francisco de Bragança Van Uden, filho da Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança, primo de Dom Duarte de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, assisti a conferência sobre sua tetravó
Imagem: José Filipe Sepúlveda

O Príncipe Dom Gabriel encerra o evento, repersentando seu tio, o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil
Imagem: José Filipe Sepúlveda

O Príncipe Dom Gabriel fala aos presentes sobre os feitos e a biografia de Dona Maria I, Rainha de Portugal, Brasil e Algarves
Imagem: José Filipe Sepúlveda

sábado, 26 de março de 2016

Princesa Alix de Ligne e Conde Guillaume de Dampierre: "o casamento real do ano"





Clique para ampliar e ler a reportagem


Reportagem e edição da revista Point de Vue, França
Digitalização do Blog Monarquia Já 

Como noticiado amplamente por meios de informação europeus e brasileiros, a Princesa Alix de Ligne noivou com o Conde Guillaume de Dampierre. O casamento deve ocorrer em junho próximo. A prestigiada revista Point de Vue, em sua edição nº 3526, que acaba de chegar ao Brasil, além da capa, dedica 6 páginas ao casal. Sob o título “O casamento real do ano (Le mariage royal de l’année)”, a revista conta a história dos noivos e de suas respectivas famílias. A Princesa Aliz de Ligne, que trabalha e mora no Rio de Janeiro, é sobrinha do Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, e seu noivo, o Conde Guillaume, que descende de importantes casas nobres da Europa, aparentado com os Bourbon, é também descendente, como a noiva, de Luiz IX, Grande Rei e Santo da França, conta a revista aos leitores em todo o mundo.

Point de Vue revela que os noivos se casarão no Castelo de Beloeil, mas irão morar no Brasil, no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, “juste à côte de la plage”, conforme a Princesa Alix afirma a revista.  


Em breve o Blog Monarquia Já divulgará um estudo genealógico acerca do Conde Guillaume de Dampierre, como tradicionalmente executa pelos casamentos da Família Imperial do Brasil.     

domingo, 20 de março de 2016

Rainha Dona Maria I: Revisão de sua biografia no bicentenário de morte

Artigo recomendado pela Casa Imperial do Brasil - Pró Monarquia
Por Dionatan da Silveira Cunha 

Sua Majestade Fidelíssima, a Rainha Dona Maria I
26ª Rainha de Portugal
Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
1816 - 2016


“Nenhum Soberano terá talvez subido ao Trono debaixo de maiores Aclamações do que a Senhora Dona Maria I; a nenhum talvez se terão feito honras fúnebres tão pomposas”, relembrava o memorialista António Feliciano de Castilho, 1º Visconde de Castilho, que há 200 anos, como admirador leal, tentava fazer justiça a biografia desta grande Estadista, decisiva no desenvolvimento e evolução dos países que governou como 26ª Rainha de Portugal e primeira Soberana a pisar nas Américas. O ano de 2016 marca o bicentenário de seu falecimento.

Dona Maria, como Duquesa de Barcelos, aos 9 anos, retratada por Francesco Padova
Imagem: divulgação


Nascida em 17 de dezembro de 1734, recebendo o título de Princesa da Beira, Duquesa de Barcelos, herdeira presuntiva do Trono de Portugal, Dona Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana de Bragança, era filha do Rei Dom José I e da Rainha Mariana Vitória de Portugal. Em suas veias, corria o sangue das mais distintas Famílias, descendendo dos construtores da Europa e dos maiores governantes do mundo, como Carlos Magno, Hugo Capeto, Dom Afonso Henriques, Guilherme I da Inglaterra e Fernando I de Leão e Castela. Recebeu educação profundamente católica, marcante na Família de Bragança, o que lhe apurou os sensos de justiça e piedade, além de ter exemplos diretos de probidade e de assistência aos necessitados do Reino, por parte dos pais. Mais velha de 4 irmãs, desde a infância já demostrava intensas habilidades motoras e, sobretudo, intelectuais. Aos 4 anos lia e escrevia em português e castelhano e aos 6, compreendia  o latim.
O Rei Dom José I de Portugal, em 1773, por Miguel Antonio do Amaral
Acervo do Museu do Hermitage


O Rei Dom José I, seu pai, foi um soberano austero que, mesmo enfrentando duras crises políticas e econômicas, remodelou e modernizou Portugal. Não descuidou das letras e da cultura, reorganizando o ensino superior e fundando centros de formação. Teve a difícil tarefa de reconstruir Lisboa, depois do grande terremoto de 1755. A Rainha Dona Mariana Vitória, sua mãe, nascida Infanta da Espanha, era filha de Dom Filipe V, Rei da Espanha, Nápoles e Sicília, e da Rainha Isabel, nascida Princesa de Parma. Tendo sido Regente em nome do marido, esta Rainha foi responsável por importantes decisões do último ano de reinado de Dom José I, além de ter contribuído com as tratativas dos acordos de paz com a Espanha. Estes personagens, a quem a então Princesa Dona Maria devotava extremo respeito e admiração, além de um afeto filial, foram responsáveis pela formação de sua personalidade. 

Já herdeira aparente do trono, tendo recebido os títulos de Princesa do Brasil e Duquesa de Bragança, Dona Maria casou-se, em 1760, com o tio, o Príncipe Dom Pedro de Bragança, irmão de seu pai, através de permissão pontifícia especialmente concedida para o ato, com fim de resguardar a dinastia portuguesa. Desta união nasceram 4 filhos e três filhas. Desmistificando a “maldição dos Bragança”, Dona Maria fez voto de construir uma igreja se tivesse um filho homem para dar continuidade à dinastia. Tendo sido a necessidade do Reino atendida com o nascimento de seu filho Dom José e, posteriormente, de Dom João, a Rainha promoveu a construção da Basílica que foi consagrada ao Sagrado Coração de Jesus, a primeira no mundo com esta exaltação, na Freguesia da Estrela, em Lisboa. Dona Maria também concluiu as obras da igreja da Memória, em agradecimento a Deus, por seu pai ter sobrevivido à tentativa de regicídio, em 1758.

Moeda comemorativas com as efigies da Rainha Dona Maria I e do Rei Dom Pedro III de Portugal
Imagem:divulgação

Com o falecimento do Rei Dom José I, em 1777, Dona Maria sucedeu-lhe no trono, sendo imediatamente aclamada e já coroada em março daquele ano Pela Graça de Deus, Maria I, Rainha de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhora da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. Durante seu governo, que durou 39 anos, Portugal experimentou uma intensa fase de evolução das instituições de governo, que aliavam competência técnica, probidade administrativa e magnificência régia.

Num episódio chamado a Viradeira, a Soberana afastou de imediato o Marques de Pombal da administração dos negócios portugueses e montou sua equipe de governo com grandes nomes, como Martinho de Melo e Castro, José de Seabra da Silva, Diogo Inácio de Pina Manique, Luís Pinto de Sousa Coutinho e Dom João Carlos de Bragança e Ligne de Sousa Tavares Mascarenhas da Silva, Duque de Lafões -  seu primo, que garantiram um governo coerente que muito bem abria espaço para as bases da já nascente fase constitucional da monarquia portuguesa, deixando o despotismo pombalino esquecido. 


Diego Inácio de Pina Manique
Imagem: Biblioteca Nacional de Portugal  


Durante seu reinando houve um intenso avanço econômico, com a extinção, por exemplo, dos monopólios mercantis estabelecidos pelo antigo Ministro Pombal, como a Companhia do Grão-Pará e Maranhão. Sob os auspícios da Rainha, foi fomentada a criação de novas manufaturas e se criou a Junta da Administração de todas as fábricas deste Reino e Águas Livres. As novas medidas de exportação, adotadas por Dona Maria I, transformaram o vinho do Porto num patrimônio nacional reconhecido em todo mundo. Durante o seu governo, favoreceu-se a livre iniciativa e respeitou-se a propriedade privada. 

Biblioteca Nacional de Portugal, antiga Real Biblioteca Pública
Imagem: divulgação

Biblioteca Nacional (Brasil), advinda da Real Biblioteca Pública
Imagem: divulgação 

Ao longo de seu reinado, planejou e promoveu a criação da Real Academia das Ciências de Lisboa, a Aula Pública de Debucho e Desenho, no Porto, e a Aula Régia de Desenho de Lisboa. Fundou a Academia Real de Marinha e a Real Biblioteca Pública, sediadas na capital. . No Brasil, Dona Maria I ordenou a fundação da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho do Rio de Janeiro, em 1792, primeira instituição de ensino superior do país, que posteriormente ramificou-se entre a Escola Polytechnica do Rio de Janeiro e o Instituto Militar de Engenharia, atualmente a terceira escola de engenharia mais antiga do mundo e a mais antiga das Américas.


Primeiro prédio ocupado pela Escola Polytehcnica do Rio de Janeiro
Imagem: divulgação 


Em Portugal e no Brasil, criou hospitais e casas de saúde. Foi a grande promotora da chamada loteria para o melhoramento dos serviços e das condições da Santa Casa de Misericórdia. Promovendo as artes e a cultura, lançou a pedra fundamental do famoso Teatro São Carlos. Lisboa deve a Rainha Dona Maria I a inauguração da iluminação pública.

Castelo de São Jorge, onde a Rainha Dona Maria fundou a Casa Pia 
Imagem: divulgação

Tem relevo, durante o governo de Dona Maria I, a criação da Casa Pia de Lisboa. Fundada no ano de 1780, sob o alto patrocínio da Rainha, a instituição destinava-se à educação de órfãos e à recuperação, através do trabalho, de mendigos e de outros sujeitos em situação vulnerável, tendo se tornado um importante centro de produção, fornecendo material para o Exército e para a Marinha. Os assistidos recebiam formação profissional que lhes assegurava sucesso e independência, tendo saído formados desta instituição, inúmeros professores, farmacêuticos, escriturários, desenhistas. A iniciativa se repetiu na cidade do Porto. Tal foi o sucesso desta obra, que o governo da república quis mantê-la.

Crianças assistidas pela Casa Pia de Lisboa. A república portuguesa manteve esta grande obra da Rainha Dona Maria
Imagem: Casa Pia de Lisboa   

Dona Maria I promoveu também importantes viagens de instrução e expedições científicas, como as de José Bonifácio pela Europa, Alexandre Rodrigues Ferreira às províncias que se estendiam do Amazonas ao Mato Grosso, de Manuel Galvão da Silva a Moçambique, de Frei João de Sousa a Argel e de Monsenhor Joaquim José Ferreira Gordo a capital da Espanha. Realizou grandes empreendimentos na Marinha, que chegou a contar, na sua época, com mais de 70 navios. Fomentou o estudo da Geodésia e de outras ciências inéditas no continente europeu.

A Rainha Dona Maria I também possibilitou um avanço social com a retomada da influência da Igreja e da boa nobreza sobre o Estado, que passaram a cumprir suas funções orgânicas na sociedade portuguesa e nas suas colônias. Não esquecendo seu senso de justiça, procurou libertar presos políticos e relaxar penas severas, como havia recomendado seu pai em carta redigida antes de sua morte. Atenta aos mais necessitados, reabriu as audiências populares, recebendo a todos no Palácio.


S.E.R., o Senhor Dom Frei Inácio de São Caetano, em 1788, retratado por Inácio da Silva Coelo Valente
Imagem: Biblioteca Nacional de Portugal 

Era grande conselheiro da Rainha, seu marido, o Rei (de jure uxoris) Dom Pedro III. Dom Frei Inácio de São Caetano, religioso da Ordem dos Carmelitas Descalços, iminente teólogo, que por sua capacidade foi nomeado membro da Real Mesa Censória, sendo feito Bispo de Penafiel e Arcebispo de Tessalônica, na região grega da Macedônia, foi Confessor e também norteador de Dona Maria I.   

Na diplomacia, a Rainha obteve grandes destaques. Evitando uma guerra sangrenta no Brasil contra a Espanha, Dona Maria I iniciou as negociações para o Tratado do Prado, em 1761 e 1778, e de Santo Ildefonso, em 1777, preponderantes na delimitação das zonas portuguesa e espanhola na América do Sul. Em 1787, depois de habilidosa negociação diplomática, a Rainha assinou o Tratado de amizade, navegação e comércio com a Rússia, quando Portugal tornou-se a primeira nação europeia a abrir os seus portos à navegação e ao comércio com aquele Império.

Para Ana Catarina Pinheiro dos Santos Necho, na defesa da Dissertação de Mestrado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em A ‘melancolia’ do Poder: representações e Imagens de D. Maria I, a Piedosa (1734 – 1799), no governo da Rainha se “caracteriza a brandura com que esta soberana governou, promovendo acima de tudo o bem-estar dos vassalos, e dos seus vassalos mais desprotegidos da fortuna”, completando que “D. Maria I seguiu estes trâmites: Rainha, Mãe, Esposa, fiel à Igreja, portanto, devota, ao poder que ‘Deus lhe atribuiu’, procurou nas suas atitudes governar com justiça, benignidade e virtude nas suas ações, elevando-se o seu amor a Deus e aos seus vassalos”.

Apesar de todos os triunfos, a vida da Rainha Dona Maria I foi de grandes provações e inúmeros sacrifícios: vivenciou os abalos do sismo de Lisboa, em 1755, e todo o empenho de seu pai para reconstruir a cidade, do qual jamais esqueceu. Ademais, num curto espaço de tempo, experimentou as dores da perda da mãe - a Rainha Dona Mariana Vitória, em 1781, do marido - o Rei Dom Pedro III, em 1786, e num ano de grandes tragédias familiares, o falecimento do filho e provável sucessor - Dom José, da filha - Dona Maria Ana Vitória, de seu genro - o Infante Dom Gabriel, do neto e filho destes – o Infante Dom Carlos José, do tio - o Rei da Espanha - Dom Carlos III, além de seu confessor - Dom Frei Inácio de São Caetano, todos no fatídico ano de 1788. Ainda na esfera familiar, política e religiosa, Dona Maria I, muito piedosa, viu-se aterrorizada pela carnificina empreendida pelos revolucionários durante a Revolução Francesa (1789). Sabendo das prisões de inocentes, execuções deliberadas e a ascensão da marginalidade, antes mesmo de ter notícia do assassinato de seus primos, o Rei Luís XVI e a Rainha Maria Antonieta da França, mandou celebrar missas e idealizou procissões para que tivesse fim aquela sangrenta batalha. 

Execução de Luís XVI, na Place de la Révolution. O pedestal vazio na frente dele tinha apoiado uma estátua de seu avô, Luís XV, então demolida durante a revolução. Os sanguinários expõem, para o choque geral, a cabeça do Rei, imagem de Isidore-Stanislas Helman
 Acervo da Biblioteca de Paris 

Em 1792, vítima indireta de tão trágicos acontecimentos, foi diagnosticada com doenças mentais, dita melancolia, cujos pareceres, não claros, impossibilitam saber a real gravidade. Crônicas daquele ano dão conta que multidões, em todas as Freguesias de Portugal e também no Brasil, reuniam-se em procissões, missas e outras celebrações religiosas pela cura da Soberana. José Anastácio da Cunha, grande matemático e poeta, destacou à altura: “O Reino deseja a recuperação da Sua Rainha. De facto, segundo o espírito da época, o Rei é um pai que protege os seus súbditos, razão pela qual estes se ressentem com a sua doença. Quando o Rei adoece, o Reino todo fica doente, por isso há que implorar aos céus remédio pronto para o mal”. No mesmo ano, a Soberana entregou a Regência ao filho e sucessor, o Príncipe Dom João, que pela morte do irmão, passou a ser seu herdeiro aparente.

Dom João, Príncipe Regente, passando revista as tropas de Azambuja. Pintura de Domingos Sequeira, em 1803
Imagem: divulgação

Em 1808, a Rainha Dona Maria I veio, juntamente com a Família Real Portuguesa, para o Brasil. Instalada no Paço dos Vice-Reis (posterior Paço Imperial), melhor acomodação brasileira de então, logo a Rainha quis o silêncio, a humildade e o recato do Convento do Carmo, pouco distante do Paço, onde então se instalou o filho, Dom João. Para uma maior aproximação e contato entre o filho e a mãe, um passadiço (já demolido) foi construído, ligando os dois prédios.


Sobre a chegada da Rainha, numa franca demonstração do quanto era admirada e amada pelos brasileiros, o Padre Luís Gonçalves dos Santos, em sua obra “Memórias para servir à História do Reino do Brasil”, considerado o primeiro livro de história do país, relata: “Se no interior do Paço se desenvolvia a mais grata satisfação, contentamento pelo motivo da entrada de Sua Majestade no seu novo palácio, onde se reuniu com toda a Real Família, depois da fatal separação, que houve no embarque em Lisboa, não menores eram as demonstrações, que os moradores do Rio de Janeiro davam, não só do seu prazer, mas também de ufania, por terem a honra de receber na sua cidade, e gozar da real presença de uma soberana tão augusta, a senhora Dona Maria I, cujo nome, apenas pronunciado, excitava nos corações dos seus vassalos ternos, e gratos afetos de respeito, veneração, e amor, recordando-se todos que esta real senhora fora as delícias dos portugueses, o mais completo exemplar de todas as virtudes, especialmente aquelas, que mais brilham sobre o trono, e que constituíam verdadeira mãe dos seus povos”, considerando ainda, que “depois que Sua Majestade, a Rainha Nossa Senhora, foi recolhida ao seu quarto, apareceu na janela do palácio o Príncipe Regente Nosso Senhor acompanhado de toda a Real Familia, ... que pela primeira vez foi apresentada aos nossos olhares neste lugar, a tropa toda se formou em grande parada, e depois das continências às Reais pessoas se seguiu uma salva de vinte e um tiros do parque de artilharia, ... e logo a descarga de toda a infantaria com muitos vivas, e aplausos da tropa, e do imenso povo que se achava presente; ... passou a tropa a fazer as continências ao Príncipe Regente Nosso Senhor, dando juntamente com o povo multiplicados Vivas a Sua Majestade, a Sua Alteza Real, e a Real Família com grande prazer, e cordial satisfação de todos”.

A chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, em 1808, por Armando Martins Viana
Acervo do Palácio da Cidade do Rio de Janeiro 



Participando timidamente das decisões do Estado e confiando plenamente no filho, a Rainha permaneceu reclusa na sua residência real, de onde saia para fazer pequenos passeios no bairro do Cosme Velho, apreciando o rio Carioca (onde há uma fonte em sua homenagem – a “Bica da Rainha”), ou dando a honra de sua presença em poucos eventos, geralmente ligados à caridade. Habitualmente assistia a Santa Missa em sua capela privada ou na vizinha Capela Real. As importantes decisões que marcaram a Regência de Dom João, tiveram a anuência da Rainha.

A "Bica da Rainha", no bairro do Cosme Velho, é ponto turístico 
Imagem: Rio Antigo 

No ano de 1815, com a criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, a Rainha Dona Maria I, incorporou a seu título a nova condição brasileira.


Em 20 de março de 1816, aos 81 anos, dos quais 39 dedicados exclusivamente à Nação, descansou. Em Portugal e em todos os cantos do Brasil, sentiu-se a perda da Rainha, que foi a primeira a falecer em solo brasileiro. Na atual cidade de Tiradentes, em Minas Gerais, a Matriz de Santo Antonio foi revestida de grande luto pelo seu povo, que acompanhados da municipalidade, reuniram-se na celebração de um Requiem Sollemnis, e na contemplação respeitosa de um mausoléu simbólico para a Rainha. Exéquias similares, mais ou menos faustosas, se multiplicarem d'Aquém e d'Além-Mar. No Rio de janeiro, capital do Reino, assim como em Lisboa, celebrou-se com grande cerimônia os funerais de Dona Maria I. Na Capela Real, atual igreja de Nossa Senhora do Carmo, no centro do Rio, foi celebrado Requiem composto exclusivamente para homenagear a Rainha defunta, pelo sacerdote José Mauricio Nunes Garcia, com música do célebre compositor e organista Marcos Portugal, que planejou e executou partitura própria para a ocasião, cujo conjunto representa, nos dias atuais, segundo os críticos e especialistas, verdadeira obra prima. Um cortejo fúnebre, inédito e extraordinário, foi encabeçado pela Família Real, acompanhado pelo povo que, sentido, chorava a morte de sua Rainha, acompanha-a da Antiga Sé Catedral ao Convento da Ajuda, onde foi sepultada. Em 1821, a Rainha foi trasladada para a Basílica da Estrela.  

Matriz de Santo Antônio da Vila de São José do Rio das Mortes, atual cidade de Tiradentes, recebeu pomposa e extraordinária cerimônia de exéquias da Rainha Dona Maria I
Imagem: Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes  

O convento da Ajuda, no Rio de Janeiro, onde foi sepultada Dona Maria, até 1822. O convento foi demolido em 1909
Imagem: Fundação Biblioteca Nacional

Mausoléu da Rainha Dona Maria I na Basílica da Estrela, em Portugal
Acervo do Blog Monarquia Já


Seus descendentes ocuparam os tronos de Portugal, do Brasil, da Bélgica, Romênia e de Luxemburgo, além das Chefias das Casas Reais da França, Áustria, Hungria e da Baviera, da Casa Ducal de Parma e do Principado de Thurn und Taxis.


A Rainha Dona Maria I, ladeada por seus descendentes, os Soberanos e Chefes de Casas Reais e Imperiais
Imagem; arte do Blog Monarquia Já 


No Brasil, a Rainha Dona Maria I foi uma das maiores vítimas do revisionismo histórico. Enquanto em Portugal é alcunhada como a Piedosa, por sua digna biografia, na terra que ajudou a desenvolver, passou a ser reconhecida, depois da proclamação da república, como a Louca. Mas não foi o pioneirismo feminino com que assumiu a Chefia de Estado há quase 250 anos, nem mesmo sua doença mental que fizeram glorioso seu Reinado. Terá, no entanto, segundo este “revisionismo” republicano, mais importância a melancolia do que a fortaleza, a justiça, a prudência e a temperança que a Rainha detinha? Com efeito, não haverá quem possa diminuir suas realizações e sua grande distinção, ela que dedicou sua existência para reparar as ofensas a Deus, moralizar a vida pública e elevar o nome de Portugal, Brasil e Algarves.


Epitáfio no ataúde da Rainha Dona Maria I, na Basílica da Estrela
(extraordinariamente transcrito na internet pelo Blog Monarquia Já)
A DEUS DE INFINITA BONDADE
A Maria I, filha de José I, neta de João V, trineta do corajoso João IV, Rainha sempre Fidelíssima dos portugueses, augusta mãe da pátria, exímia na piedade para com Deus e para com o culto da religião, da justiça e da paz, desveladíssima na bondade e na clemência para com todos, protectora, mais do que ninguém, do amor das ciências e das belas artes e incomparável na munificência para com os literatos, pelas muitas e sumptuosas obras que foram construídas, sobretudo por esta esplêndida e imortal Basílica.
Viveu oitenta e um anos, três meses e três dias e, atravessando o Oceano, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, para onde a calamidade da pátria, causada pelo ferocíssimo inimigo invasor a impeliu, morreu nas XIII calendas de abril do ano de 1816.
Para aqui transladada por João VI, Fidelíssimo Rei dos portugueses, querida e saudosíssima mãe o respeitoso e obedientíssimo filho neste sepulcro, em que repousa, a depositou com tristeza e lágrimas. Epígrafe Aquela cujos filhos feitos, os portugueses só com alegria puderam ver, vendo agora a confirmação de que está morta – quem olhará para ela sem chorar?


Rainha Dona Maria I
200 anos de falecimento 

Bibliografia:

SANTOS, Luiz Gonçalves dos, in Memórias para servir à história do Reino do Brasil: divididas em três épocas da felicidade, honra, e glória: escritas na Corte do Rio de Janeiro no ano de 1821. Impressão Régia, Lisboa, 1825.

BRAGA, Paulo César Drumond, “Comportamentos colectivos perante a doença régia em Portugal em meados do séc. XVIII”, in Anastácio da Cunha. 1744/1787. O matemático e o Poeta. Actas do Coloquio Internacional seguidas de uma Antologia de Textos. Imprensa Nacional, - Casa da Moeda, s.l. [Lisboa], 1990.

BRAGA, Paulo César Drumond, in Preces públicas no Reino pela saúde de D. Maria I (1792), Revista da Faculdade de Letras. História, II série, vol. XI, Universidade do Porto, Porto, 1994.

ZÚQUETE, Afonso E. Martins. In Dom José Primeiro e sua descendência. In: Nobreza de Portugal. Editorial Enciclopédia, Lisboa, 1960.

NECHO, Ana Catarina Pinheiro dos Santos, in A ‘melancolia’ do Poder: representações e Imagens de D. Maria I, a Piedosa (1734 – 1799), Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2012, apresentado também no IV EJIHM Porto - IV Encontro Internacional de Jovens Investigadores em História Moderna - IV Internacional Meeting of Young Researchers in Early Modern History, Porto, 2015.


SOUSA, Dom António Caetano de, História Genealógica da Casa Real Portuguesa, Atlântida – livraria – Editora, Lda, Coimbra, 1946/1955.

ATENÇÃO


Em caso de cópia do material exposto: considerando a lei 9610/98, o plágio é crime. As obras literárias e fotográficas existentes neste espaço são de uso exclusivo do Blog Monarquia Já. Ao copiar qualquer artigo, texto, fotografia ou assemelhado, o Blog Monarquia Já deve, obrigatoriamente, ser citado.

Contador de visitas mundial


contador gratis

Contador de visitas diárias


contador gratis

  © Blogger template 'Isfahan' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP