quinta-feira, 21 de abril de 2016

A Rainha Dona Maria I e Tiradentes

No ano em que a Rainha Dona Maria, a Piedosa, completa seu 200º ano de falecimento, cabe relembrar a postura adotada pela Soberana diante do episódio conhecido como Inconfidência Mineira.    

Tiradentes, uma grande farsa pintada pela república


Quem foi Tiradentes?
Tiradentes já foi pesquisado, tendo sido alvo de dois extensos artigos publicados no Blog Monarquia Já, um de autoria do iminente professor de história Otto Alencar de Sá Pereira, intitulado “Tiradentes,um dos mais graves enganos da história”, outro escrito pelo editor deste Blog, Dionatan S. Cunha, “Tiradentes: um herói inventado”, que permanece há dois anos como uma das publicações mais lidas nesta página (mais de 30 mil visualizações).

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, passou a ser herói nacional depois de 1889. Assim como Zumbi dos Palmares foi elevado a herói, Tiradentes teve sua façanha inventada e logo, reconhecida, sendo transformada em dia de feriado nacional. Livros de história foram fabricados e historiadores republicanos se esforçaram para cunhar uma estória que engrandecesse o Aferes Tiradentes, numa vã tentativa de substituir os verdadeiros heróis nacionais por outros, mesmo que sem méritos nenhum.

Em sua biografia contesta-se inúmeros pontos, desde sua alegada pobreza até mesmo sua existência de fato. Porem, verdade incontestável é que a história contada sobre Tiradentes foi inventada. Veja alguns dos pontos relevantes

- Tiradentes, era um homem pobre e honesto?
Não. Estudos recentes, realizados por renomados historiadores, como Kenneth Maxwell, mostram um Tiradentes membro de família abastada, com projeção no exército e status na rica Minas Gerais de então.

A lembrança de Tiradentes e de seu movimento se tornaram importantes, a ponto de receberem interesse nacional, somente partir da Proclamação da República em 15 de novembro de 1889. Nesse momento, os novos governantes (Marechal Deodoro e Marechal Floriano) necessitavam criar um novo país, com novos valores, novas ideias e, especialmente, uma nova história e novos heróis, dos quais todas as pessoas deveriam se orgulhar e se submeter.

da mesma forma que Cristo morreu pela humanidade, Tiradentes morreu para salvar o Brasil"

- Tiradentes foi o grande líder da Inconfidência Mineira?
Não. Este movimento separatista era formado por pessoas de relevo na sociedade mineira, tais como coronéis, brigadeiros, desembargadores, religiosos e ricos proprietários de terras. Como poderia um Alferes, alegadamente pobre e membro de família inferior, liderar os grandes homens daquele movimento?

Esta afirmação de historiadores republicanos é contratante com a imagem humilde que tentam passar a Tiradentes, que num momento aparece pobre (executor de ofícios mecânicos) e, ao mesmo tempo, um grande líder capaz de arregimentar as maiores fortunas mineiras.

- Tiradentes foi o mártir da Independência?
Obviamente não. Nem a Inconfidência Mineira e muito menos Tiradentes objetivavam a independência do Brasil. O historiador Kenneth Maxwell, revela que a Inconfidência Mineira era um “movimento de oligarquias, no interesse da oligarquia, sendo o nome do povo invocado apenas como justificativa”. A população nunca esteve neste movimento, que não passou de uma conspiração, uma vez não teve ações próprias.  A tentativa de revolução em Minas Gerais se apropriou de uma série de elementos e símbolos copiados do Iluminismo, tal qual a Revolução Francesa, com o intuito de separar Minas Gerais da metrópole e do resto do Brasil. A América espanhola sofreu com estas graves crises de vaidade, similares a de Tiradentes, onde o caudilhismo fomentou a criação, através de batalhas sangrentas, de inúmeras pequenas repúblicas pobres e frágeis.

- Tiradentes deu sua vida por uma causa?
Não. A história registra que Floriano Peixoto cunhou a frase "Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria pelo Brasil", entregando a autoria desta ao Tiradentes. Um detalhe importante é que 47 anos separam a morte de Tiradentes e o nascimento de Peixoto, tratando-se, dentro da perspectiva da fabricação de novos heróis para a república, uma cópia da celebre frase da Princesa Isabel: “mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil”.

Sobre a existência de Tiradentes, ninguém tem certeza. Entre estudos que comprovam que sofria de severos problemas mentais, adquiridos durante sua fracassada campanha para angariar recursos que garantiriam o sucesso da sua ideia de separar Minas Gerais do restante do Brasil, outros dão conta que Tiradentes frequentava as reuniões da Assembleia Nacional francesa, em 1793, ano posterior a de seu enforcamento.

Em suas memórias, Martim Francisco de Andrada, irmão de José Bonifácio, relata que “não fora o homem a que chamavam de Tiradentes quem morrera enforcado, mas outra pessoa, e que, após o esquartejamento do cadáver, desapareceram com a cabeça, para que não se pudesse identificar o corpo”.


Ainda sobre Tiradentes, é necessário relembrar que não recebeu sua pena derivada da livre vontade da Coroa Portuguesa, mas teve todas as chances de defesa e argumentação. Descoberta a tentativa de revolução, o governador das Minas Gerais, Luís António Furtado de Castro do Rio de Mendonça e Faro, 6.º Visconde e 1.º Conde de Barbacena, ordenou que se abrisse um processo judicial, com petições, termos de audiências, certidões e depoimentos com fim de apurar os fatos existentes. As investigações acabaram por concluir que houve o crime de lesa-majestade, configurando uma traição à Pátria, ao governo e a figura real.

Ainda durante o processo de investigação, onde absolutamente todos os envolvidos foram ouvidos e negaram a participação na conjuração, Tiradentes, onze vezes interrogado, assumiu, não só a participação, mas a liderança daquele movimento.

Os julgados culpados receberam o degredo como punição, apenas Tiradentes, por se recusar a colaborar, autointitulado mentor, incentivador e executor da conjuração, recebeu a pena máxima. No entanto, como a historiografia moderna registra, não há nem mesmo a certeza de que ele tenha morrido.

A Rainha Dona Maria I, piedosa, que tocada por sua fé e levada por seu senso de justiça, inúmeras vezes relaxou penas e absolveu culpados, como no caso do Marquês de Pombal, acusado de grandes crimes, ou dos Távora, sobre os quais recaiam a culpa da tentativa de assassinato do pai da Rainha, Dom José I. Historiadores portugueses pesquisam documentos que revelam a intenção de relaxar a pena de Tiradentes. Fato é que mesmo sendo um possível alvo da piedade da Rainha, na vila de São João Del Rei, Tiradentes era muito mal visto pela tentativa de lesar a Pátria e a Rainha, a quem o povo dedicava intensa admiração. Prova desta admiração é a grande comoção popular que gerou a morte de Dona Maria I, em 1816, conforme atesta o retrato biográfico elaborado pelo bicentenário de sua morte, que pode ser lido aqui neste Blog. A cidade revestiu-se de um luto profundo, onde a população e as autoridades prestaram as mais vultosas homenagens, equiparadas as recebidas no Rio de Janeiro e em Lisboa.

A rede Globo acaba de lançar a série “Liberdade, Liberdade”, na qual tenta engrandecer Tiradentes, uma grande farsa nacional. Misturando fatos históricos com ficção, a Globo presta um desserviço a uma sociedade que desconhece sua própria história.

Mergulhada em tantos escândalos, farsas, mentiras, a república insiste em reescrever as biografias do tirano Zumbi dos Palmares, do ditador populista Getúlio Vargas e do farsante Tiradentes. No entanto, sobrevive na memória nacional, quase que de forma sobrenatural, a boa Princesa Isabel, o maior estadista de todos os tempos - Dom Pedro II e o herói da Independência pacífica – Dom Pedro I.

Parece que prevendo o lamaçal republicano, escreveu Dom Pedro II, em seu poema “Terra do Brasil”: “sereno aguardarei no meu jazigo. A justiça de Deus na voz da história”!  

domingo, 3 de abril de 2016

Missa de réquiem em sufrágio da alma de Dona Maria I, pelos seus 200 anos de falecimento

CONVITE DA CASA IMPERIAL DO BRASIL



“S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil

Profª Drª Nelly Martins Ferreira Candeias
Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

Comendador António dos Ramos
Presidente da Casa de Portugal

Têm a honra de convidar a todos para a Missa de Réquiem que farão celebrar em sufrágio da alma de Dona Maria I, A Piedosa, Rainha de Portugal, Brasil e Algarves pelo transcurso dos duzentos anos de seu falecimento.

O evento, parceria entre a Pró Monarquia – Casa Imperial do Brasil, o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e a Casa de Portugal será realizado na próxima sexta-feira, oito de abril, às dez horas da manhã, na Igreja Nossa Senhora do Brasil, no bairro Jardim América em São Paulo.

Coincidindo neste ano a data de falecimento da Rainha Dona Maria I — vinte de março — com o Domingo de Ramos, fixou-se a celebração para a semana subsequente à Oitava da Páscoa.

Durante a ocasião será executada a Missa de Réquiem em ré menor composta em 1816 para as exéquias da Rainha pelo Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), Mestre da Capela Real.”



Para mais informações disponibilizamos o e-mail cerimonial@missadonamaria.org

Príncipe Dom Gabriel de Orleans e Bragança representa a Família Imperial na Europa

Da página do Pró Monarquia no Facebook:  

No final do mês passado, o Príncipe Dom Gabriel de Orleans e Bragança, representando seu tio S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, esteve em Portugal, para participar das solenidades que marcaram o bicentenário da morte de sua sétima avó, Sua Majestade Fidelíssima a Rainha Dona Maria I de Portugal, Brasil e Algarves.
Acompanhado pelo Professor Dr. Ibsen Noronha, amigo da Casa Imperial do Brasil e primeiro brasileiro a lecionar na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, e pelo Dr. Ronald Bicca, Dom Gabriel fez uma parada no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, onde rezou pelo Brasil e acendeu uma vela para Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, pedindo-Lhe que proteja nosso País neste momento tão difícil.

Em Coimbra, Sua Alteza, que também é advogado, foi recebido na Faculdade de Direito por seu Diretor, o Professor Catedrático Rui de Figueiredo Marcos, que fez questão de salientar a ligação entre a Universidade e os antepassados de Dom Gabriel, os Reis de Portugal. O Diretor acompanhou o Príncipe à famosa Biblioteca Joanina e à Capela da Universidade, lembrando que o Padre Antônio Vieira pregou o Sermão de Santa Bárbara no púlpito daquela Capela. À noite, foi oferecido um jantar em homenagem a Dom Gabriel, por vários professores da Faculdade de Direito.

No Domingo de Ramos, dia 20, na Basílica da Estrela, em Lisboa, o Príncipe Dom Gabriel assistiu à Santa Missa em sufrágio da alma da Rainha Dona Maria I e, em seguida, prestou homenagem à sua ancestral, depositando um coroa de flores com as cores do Brasil sobre seu túmulo, localizado na mesma Basílica, o primeiro templo do mundo dedicado ao Sagrado Coração de Jesus e construído por ordem da própria Rainha Dona Maria I.

Ao longo da Santa Missa e da homenagem, Dom Gabriel esteve acompanhado por S.A.R. a Senhora Dona Isabel de Bragança, Duquesa de Bragança, esposa de S.A.R. o Senhor Dom Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança e Chefe da Casa Real de Portugal, e pelo filho primogênito do casal, S.A.R. o Senhor Dom Afonso de Santa Maria de Bragança, Príncipe da Beira. O Chefe da Casa Imperial do Brasil e o Duque de Bragança são primos em segundo grau, partilhando a Princesa Imperial Dona Isabel e o Conde d’Eu como ancestrais em comum mais recentes.

No dia seguinte, segunda-feira, dia 21, foi realizada a Evocação da Rainha Dona Maria I, no Grêmio Literário de Lisboa, onde foram feitos diversos discursos sobre a vida e as virtudes da Rainha Piedosa. O Príncipe Dom Gabriel leu mensagem pessoal de seu tio, o Chefe da Casa Imperial do Brasil, encerrando o concorridíssimo evento, que reuniu mais de cento e cinquenta pessoas na biblioteca do Grêmio Literário, incluindo Dom Francisco de Bragança Van Uden, filho da Infanta Dona Maria Adelaide de Portugal (1912-2012) e primo-irmão do Duque de Bragança. Na sequência, o clube ofereceu um banquete, ao qual compareceram figuras expoentes da sociedade lisboeta.

Na terça-feira, dia 22, antes de embarcar de volta para o Brasil, Dom Gabriel ainda visitou a Academia de Ciências de Lisboa, a convite de seu Presidente, Dr. Artur Anselmo. A Academia foi fundada pela própria Rainha Dona Maria I, em finais do século XVIII, e teve José Bonifácio de Andrada e Silva, Patriarca da Independência do Brasil, entre seus membros de maior relevo – por coincidência, Dom Gabriel também descende de José Bonifácio, por parte de mãe. Na Sala do Brasil da Academia, o Príncipe posou para fotografia junto aos bustos do Imperador Dom Pedro I e de José Bonifácio, seus ancestrais.

A Rainha Dona Maria I de Portugal, Brasil e Algarves foi a primeira Soberana europeia a por os pés em solo americano, quando desembarcou em Salvador, no final de janeiro de 1808. Tendo falecido no Rio de Janeiro, Sua Majestade Fidelíssima também foi a única dentre os Monarcas brasileiro a morrer em nosso País.

Para um relato biográfico e das virtudes da Rainha Dona Maria I, recomendamos a leitura do excelente texto "Rainha Dona Maria I: revisão de sua biografia no Bicentenário de sua morte", escrito pelo Sr. Dionatan da Silveira Cunha e publicado no Blog Monarquia Já.

A Pró Monarquia – Casa Imperial do Brasil agradece ao Dr. Ibsen Noronha pelo relato e pelas fotografias.

SS.AA.RR. o Príncipe Dom Gabriel de Orleans e Bragança e o Príncipe da Beira, junto ao túmulo de sua ancestral, a Rainha Dona Maria I de Portugal, Brasil e Algarves.

Dom Gabriel na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Dom Gabriel acende uma vela para Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, pedindo-Lhe que proteja nosso País neste momento tão difícil.

Dom Gabriel almoçando em companhia de S.A.R. a Senhora Duquesa de Bragança (à sua esquerda).

 A Evocação da Rainha Dona Maria I, no Grêmio Literário de Lisboa.

Dom Gabriel na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, junto a retrato de seu ancestral, o Imperador Dom Pedro I do Brasil, Rei Dom Pedro IV de Portugal, e ao busto de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, também seu ancestral.

Dom Gabriel na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, acompanhado por sua comitiva.

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