sábado, 24 de abril de 2010

Aniversário de Dom Rafael

Sua Alteza, o Príncipe Dom Rafael de Orleans e Bragança

Transcorre no dia 24 de abril o aniversário natalício de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Rafael de Orleans e Bragança, filho do Príncipe Dom Antonio e da Princesa Dona Christine (nascida Princesa de Ligne) e sobrinho do Príncipe Dom Luiz, Herdeiro do Trono do Brasil. Dom Rafael festejará 24 anos de idade. Ocupa ele, desde a morte de seu irmão Dom Pedro Luiz, no trágico acidente de aviação no ano passado, o 4º lugar na linha da sucessão ao Trono do Brasil, esperara-se, portanto, que um dia seja ele o Herdeiro do Trono e Chefe da Família Imperial, eis que seus tios Dom Luiz e Dom Bertrand não terão descendência.

Dom Rafael Antonio Maria José Francisco Miguel Gabriel Gonzaga, Príncipe de Orleans e Bragança, nasceu no Rio de Janeiro a 24 de abril de 1986. Estudou em escolas de Petrópolis (no Instituto Social São José e Colégio Ipiranga). Atualmente reside no Rio, com sua avó Dona Maria e a tia Dona Isabel, e está para concluir o Curso de Engenharia de Produção na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Três anos mais moço que Dom Pedro Luiz, tem ainda uma irmã mais velha, Dona Amélia, 26 anos, arquiteta, trabalhando num grande escritório de arquitetura em Madri, e uma irmã mais moça, Dona Maria Gabriela, que está para completar 21 anos, estudante de Comunicação Social, também na PUC/RJ.

Dom Rafael tem se feito presente, desde menino, em companhia dos pais ou dos tios, de eventos monarquistas. Como futuro herdeiro da Coroa imperial deve agora preparar-se de forma especial para assumir tal responsabilidade, sendo ele o último Orleans e Bragança dinasta.

De fato, não é fácil ser Príncipe na república e no ambiente de grande relaxamento em várias áreas em que se vive hoje. A condição de Príncipe tem certamente algum prestígio social em muitos ambientes, mas na verdade não dá nenhum direito, somente deveres. Os monarquistas brasileiros esperam que Dom Rafael tenha consciência da missão histórica da Família Imperial Brasileira e saiba manter as tradições de seus antepassados. Um ponto particularmente significativo é o do casamento, que no seu caso de Príncipe Herdeiro, não é uma questão particular sua, mas uma questão de interesse de toda a causa monárquica, pode-se dizer mesmo uma questão de Estado (haja vista os planos de Restauração da Monarquia, ideal que o Príncipe busca). Os monarquistas em geral esperam que ele mantenha o costume de um matrimônio com uma princesa. Alguns especulam um enlace com uma aristocrata européia, podendo talvez ser admitida por estes, nos dias atuais, uma aliança matrimonial com uma jovem brasileira descendente de alguma família tradicional, de alguma figura importante da História do Brasil, talvez de algum Titular do Império, além de ser católica praticante e monarquista convicta, podendo assim melhor coadjuvar a atividade do Príncipe. Na realidade, cabe a Dom Rafael, que fará 24 anos, decidir este importante passo de sua vida, desde que mantenha a consciência histórica de seu dever e leve em consideração o que sua condição representa a todos os que defendem a volta da Monarquia como forma de governo.  
       
Destaquemos, a propósito disto tudo que dissemos, o que escreveu Dom Luiz, chefe da Família Imperial, na nota que publicou a 5 de junho do ano passado, por ocasião da morte de Dom Pedro Luiz: “Se o momento é de apreensão e de tristeza, não pode ele ser desprovido de esperança. Esperança que se volta, de modo particular, para D. Rafael - irmão do desaparecido - a quem auguro ânimo e determinação diante do infortúnio, e exorto a que seja, na sua geração, um exemplo de verdadeiro Príncipe, voltado para o bem do Brasil e exemplo de virtudes cristãs.”

No ano em que se celebram 90 anos da morte do Príncipe Imperial Dom Luiz, Herdeiro de Dona Isabel, recordemos também as palavras do seu Manifesto de 1913:
Quanto a mim, colocado por minha mãe à testa do nosso partido, representante, depois dela, do principio monárquico do Brasil, estarei à disposição de nossa Pátria para desempenhar o papel que, por aclamação do povo, nos foi outrora atribuído. Para cumprir a meu dever, dever que resulta da própria história brasileira, que justificou, justifica e justificará os nossos direitos dinásticos, estou pronto a todos os sacrifícios, inclusive ao da própria vida.” Que estas palavras norteiem a vida do Príncipe, colocando-o como nosso futuro Imperador.   
    
Parabéns a Dom Rafael, muitas felicidades.



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Tiradentes: Um herói inventado

Assim como, depois de 1889, Zumbi dos Palmares foi elevado a herói, Tiradentes teve sua façanha inventada e logo, reconhecida, sendo transformada em dia de feriado nacional.

Todos os anos, dia 21 de abril, escolas, repartições públicas, empresas privadas, indústrias de todo tipo, comércios e outros serviços, fecham as portas para mais um feriado instituído pelo governo federal. Mas alguém lembra que feriado é este? Alguns diriam: “Ora, é o ‘dia’ de Tiradentes”. Dentre estes alguns, poucos diriam ao acrescentar que é feriado comemorativo a Tiradentes: “é feriado de Tiradentes, aquele herói que lutou pela independência do Brasil e foi morto e esquartejado”. A realidade mostra que ninguém sabe quem realmente foi Tiradentes e que a população pouco sabe a respeito, pois o feriado contenta a quase todos. Mas será que Tiradentes foi esse herói que os livros escolares apresentam aos alunos? Será que o objetivo de Tiradentes e dos outros inconfidentes era realmente a independência do Brasil? Será que este “herói” morreu em 21 de abril de 1792? Será que Tiradentes foi um herói nacional? A historiografia recente mostra que este homem não foi nada do que dizem ser.

Tiradentes: pintaram-no como Cristo, mas não há nem mesmo a certeza de que
tenha morrido em 21 de abril de 1792. Uma farsa pintada pela república


Uso, pois, excertos de uma entrevista na TV Capixaba, do Espírito Santo do historiador Clério José Borges de Sabt Anna, concedida a Marcelo Carlos em 21 de abril de 2008:

“Joaquim José da Silva Xavier, o nosso Tiradentes, herói nacional a partir da data da proclamação da República era considerado um vilão até 15 de Novembro de 1889. Tiradentes foi apenas um bode expiatório de uma revolução que estava mais preocupada com o quinto do ouro das Minas Gerais que era enviado à Portugal. Tiradentes nasceu na Vila de São Jose Del Rei (atual cidade mineira de Tiradentes) em 1746, porém foi criado na cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto). Tiradentes era alferes, na hierarquia militar antiga, a patente de oficial abaixo de tenente. Participaram da tentativa de derrubar o governo português, por exemplo, dois coronéis, Domingos de Abreu Vieira e Francisco Antônio de Oliveira Lopes, e dois poetas famosos até hoje, Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga.

A clássica imagem de Tiradentes (de barba e cabelo comprido) é fictícia. Ele nunca possuiu cabelos compridos, nem barba. Seja em sua época de militar (posto em que os membros do exército devem moderar sua quantidade de pelugem pelo rosto), seja em seu período na prisão (os pelos eram cortados a fim de evitar piolhos), ou mesmo no momento de sua execução (todos os condenados à forca deveriam ter a cabeça e a barba raspadas). A lembrança de Tiradentes e de seu movimento se tornaram importantes, a ponto de receberem interesse nacional, a partir da Proclamação da República (15/11/1889). Nesse momento, os novos governantes (Marechal Deodoro e Marechal Floriano) necessitavam criar um novo país, com novos valores, novas idéias e, especialmente, uma nova história e novos heróis, dos quais todas as pessoas deveriam se orgulhar e se submeter. A imagem cabeluda se construiu, para se assemelhar a figura do condenado à de Jesus Cristo, aumentando seu tom de mártir, vítima e herói bondoso. Para fazer com que as pessoas tivessem o seguinte pensamento: "da mesma forma que Cristo morreu pela humanidade, Tiradentes morreu para salvar o Brasil" E todos se orgulhariam do sujeito, da terra que ele supostamente defendeu, e procurariam espelhar-se em seu caráter heróico.”

Tiradentes é um herói inventado.

A partir de 15 de novembro de 1889, houve um trabalho significativo por parte do governo republicano nacional para transformar Tiradentes em herói nacional, precursor da Independência do Brasil, caracterizando-o como Cristo, sendo Tiradentes um ser quase sobrenatural, que apesar de todas as imperfeições, deveria inspirar as virtudes do homem, sendo um verdadeiro mártir, símbolo da resistência, da divisão, da independência do Brasil. Tudo isso para substituir a figura de Dom Pedro I, que a 7 de setembro de 1822 proclamou a independência, indispondo-se com o pai, Dom João VI e com a terra em que havia nascido, Portugal. Queriam os republicanos, substituir todas as figuras nacionais de relevo, obviamente monárquicas (sistema de governo, até 1889, utilizado pelo Brasil), por criaturas inventadas, revolucionários anarquistas, homem fictícios, verdadeiros semideuses inexistentes.
Conforme Thais Nívea de Lima Fonseca, da Universidade Federal de Minas Gerais, dissertou na Revista Brasileira de História, “há muito tempo os jornais têm dado espaço ao tema da Inconfidência Mineira, quase sempre para a exaltação de Tiradentes como herói e mártir, usando-o como modelo em discursos em geral de natureza nacionalista e/ou moralista. A história de Tiradentes passou a ocupar espaço na imprensa com o crescimento do movimento republicano na segunda metade do século XIX e, mais ainda, com a instalação da própria República. Desde então, artigos, poemas, reportagens, ensaios e outras modalidades de textos têm sido publicados prodigamente, sobretudo no momento da celebração da morte do herói, a 21 de abril”. Relata ainda “Se a Inconfidência Mineira tem sido elemento de suporte a uma determinada construção historiográfica e a projetos e posicionamentos políticos desde as últimas décadas do século XIX, Tiradentes desponta como seu símbolo, síntese das idéias das quais o movimento seria o precursor, no Brasil. Ele se tornou, talvez, o personagem mais popular da história nacional, adquirindo contornos heróicos e status de mito político. Apesar de muito marcada pela ação dos republicanos e de seus interesses, a construção desse perfil de Tiradentes não se deveu apenas a eles. Da popularidade presumida à transformação em herói e mito político, Tiradentes percorreu um caminho sulcado pela ambiência cultural de seu próprio tempo e pela herança deixada por ela em tempos posteriores. Muitas de suas representações foram, sem dúvida, construídas e manipuladas”... “Alguns poucos trabalhos têm buscado esse manancial e têm aberto as fronteiras para os avanços neste campo. José Murilo de Carvalho já havia indicado alguns caminhos para a pesquisa dessa problemática, discutindo, em ‘A formação das almas’, a construção do mito de Tiradentes pelos republicanos no final do século XIX. Seguindo a trilha traçada por Maurice Agulhon para a França, Carvalho tratou da apropriação, no Brasil, de um conjunto de símbolos e mitos republicanos de matriz francesa, no processo de estruturação da República brasileira. Inspirados por esse trabalho, temos, já na década de 90, as análises de Eliana Dutra e de Sérgio Vaz Alkmin, que se preocuparam, especialmente, com o processo de formulação de uma imagem sacralizada e cristianizada da Inconfidência Mineira e de Tiradentes, tomando como base os relatos dos frades que assistiram os inconfidentes em seu período de prisão no Rio de Janeiro. Esse tipo de abordagem representa, de fato, um retorno aos documentos, a valorização de uma pesquisa empírica mais apurada, a busca de uma nova leitura, de aspectos ainda não tratados nestas fontes que, apesar de já muito utilizadas, ainda têm muito a revelar”. Diz ainda: “ficam claros alguns aspectos importantes na construção do perfil heróico de Tiradentes, que acaba por utilizar suas fraquezas, sua situação social inferior, e até mesmo seus supostos erros, como elementos de valorização de sua pessoa e de sua atuação. No fim, todos acabam por concordar que, pela morte, ele superou todas as restrições, qualquer que fosse sua natureza, e fez despontar, postumamente, todas as suas "verdadeiras" qualidades. Não é difícil perceber as possibilidades de aceitação dessa representação — e, também, de sua manipulação — junto ao público em geral, a partir de uma percepção deste Tiradentes que, apesar de pobre e fraco, poderia simbolizar as conquistas de toda uma nação.” Thais Fonseca ainda crítica os que tentam inutilmente alimentar a estória de que Tiradentes foi realmente um herói: “Especialmente em Minas Gerais, os jornais acabaram por tornar-se porta-vozes de uma versão oficial da história, e de uma posição francamente favorável à exaltação patriótica de Tiradentes. Entre os que foram pesquisados, o único ainda remanescente, o Estado de Minas, mantém essa postura, não obstante publique entrevistas com historiadores da vertente revisionista, em matérias nas quais procura polemizar as divergências historiográficas. Mas a "voz" do jornal se faz ouvir, por meio de editoriais e de algumas colunas assinadas, dos seus quadros fixos. E nelas, não raro, apela-se ainda para os clássicos defensores de uma história da nação: ‘O Brasil é o único país da América em que existe, há mais de um século, uma campanha sistemática de desmoralização do precursor da independência.’ Essa frase de Waldemar de Almeida Barbosa resume um dos paradoxos da historiografia brasileira. Paradoxo que não chega a ser espantoso porque volta a comprovar o complexo de inferioridade e síndrome de catástrofe que envolvem a cultura nacional. Esse é o pretexto para o jornalista, ferrenho defensor de uma representação heróica de Tiradentes, retomar sua série de investidas contra o que ele considera paradoxos da historiografia brasileira, ou seja, o revisionismo”.  
Os que ficaram pasmos com a desconstrução feita em relação a figura mítica de Tiradentes, espantar-se-ão ainda mais com o estudo de Laura Pinca, no artigo “Tiradentes, o bode expiatório” para a Associação Cultural Montfort, o qual transcrevemos integralmente abaixo:
 Novos estudos históricos apresentam uma inconfidência mineira diferente daquela que nos narram os livros didáticos.

Embora a historiografia oficial considere a inconfidência mineira (1789) como uma grande luta para a libertação do Brasil, o historiador inglês Kenneth Maxwell, autor de "A devassa da devassa" (Rio de Janeiro, Terra e Paz, 2ª ed. 1978.) que esteve recentemente no Brasil, diz que "a conspiração dos mineiros era, basicamente, um movimento de oligarquias, no interesse da oligarquia, sendo o nome do povo invocado apenas como justificativa", e que objetivava, não a independência do Brasil, mas a de Minas Gerais.

Esses novos estudos apresentam um Tiradentes bem mudado: sem barba, sem liderança e sem glória. Segundo Maxwell, Joaquim José da Silva Xavier não foi senão o "bode expiatório" da conspiração. (op.cit., p. 222) "Na verdade, o alferes provavelmente nunca esteve plenamente a par dos planos e objetivos mais amplos do movimento." (p.216) O que é natural acreditar. Como um simples alferes (o equivalente a tenente, hoje) lideraria coronéis, brigadeiros, padres e desembargadores?

A Folha de S. Paulo publicou um artigo (21-04-98) no qual se comentam os estudos do historiador carioca Marcos Antônio Correa. Correa defende que Tiradentes não morreu enforcado em 21 de abril de 1792. Ele começou a suspeitar disso quando viu uma lista de presença da Assembléia Nacional francesa de 1793, onde constava a assinatura de um tal Joaquim José da Silva Xavier, cujo estudo grafotécnico permitiu concluir que se tratava da assinatura de Tiradentes. Segundo Correa, um ladrão condenado morreu no lugar de Tiradentes, em troca de ajuda financeira à sua família, oferecida pela maçonaria. Testemunhas da morte de Tiradentes se diziam surpresas, porque o executado aparentava ter menos de 45 anos. Sustenta Correa que Tiradentes teria sido salvo pelo poeta Cruz e Silva (maçom, amigo dos inconfidentes e um dos juízes da Devassa) e embarcado incógnito para Lisboa em agosto de 1792.

Isso confirma o que havia dito Martim Francisco (irmão de José Bonifácio de Andrada e Silva): que não fora Tiradentes quem morrera enforcado, mas outra pessoa, e que, após o esquartejamento do cadáver, desapareceram com a cabeça, para que não se pudesse identificar o corpo.

"Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria pelo Brasil". Como só tinha uma, talvez Tiradentes tenha preferido ficar com ela.”

Bandeira da "Inconfidência" Mineira: símbolos maçônicos influenciaram o suposto movimento. 
A maçonaria estava presente na "Inconfidência", planejou a fuga de Tiradentes para a Europa.
Um herói falso


A proclamação da república, em 1889, iniciou a desvalorização da história nacional, tentando seus precursores, inventar personagens e dignificá-los para assim poderem justificar em seus atos, a grandeza de feitos inexistentes. Mentiras que documentos contrariam. Atribui-se a Tiradentes um falso perfil, falsos atos, quando na verdade não existe nem mesmo a certeza de que ele tenha sido morto na data em que se celebra o feriado nacional. 120 anos de mentira. A ele Floriano Peixoto atribui igualmente uma célebre frase, mas que ele nunca disse (ao menos não deixou comprovação alguma disso), mas que foi copiada tal qual a Redentora, a Princesa Dona Isabel, disse em 1888, quando assinou a lei Áurea: “mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar uma raça”, adulterando-se e copiando-se a frase como sendo proferida por Tiradentes, que teria dito: “Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria pelo Brasil”.

Diante de tantos argumentos, estudos históricos de relevância, complicações, revisões dos textos e artigos escritos, torna-se ridículo alimentar uma farsa que ainda se mantém pela ignorância popular e pelas mentiras republicanas. Seria 21 de abril o dia da Mentira?    

domingo, 11 de abril de 2010

Rainha Giovanna da Bulgária: início do processo de beatificação

      
    
Os súditos búlgaros, durante o mês de fevereiro e março relembraram a Rainha Giovanna, cujo histórico evoca Santidade.

A Rainha Giovanna da Bulgária, nascida Princesa da Itália em 1907 e falecida em 2000, foi destacada lutadora das causas sociais, chegando, na II Grande Guerra, a financiar um hospital infantil, participando ativamente das ações de caridade, protegendo judeus das hostilidades nazistas, ajudando-os a se refugiar em territórios favoráveis.

Em 26 de fevereiro, data de morte da Rainha, missas foram realizadas na Bulgária em sufrágio a alma da última Rainha daquele país. As comemorações se estenderam até março, nas ruas, os seus antigos súditos cogitavam o pedido de sua beatificação, acompanhe o que diz o portal ZENIT.org sobre a vida da Rainha e as celebrações da data:


Pedido início do processo de beatificação

Por Carmen Elena Villa

ROMA, domingo, 14 de março de 2010 (ZENIT.org).- Tanto na Itália quanto na Bulgária, centenas de fiéis e amigos recordaram nesses dias a rainha Giovanna da Bulgária (nascida Joana de Savoia), nas celebrações da primeira década de sua morte, dia 26 de fevereiro.

Com uma missa solene no rito extraordinário na basílica Santa Maria ad Marthyres (Panteon de Roma), celebrada no dia 28 de fevereiro e organizada pela associação “Giovanna e Mafalda de Savoia”, centenas de fiéis recordaram a rainha. Entre os presentes estavam, o príncipe Mauricio de Hesse (Maurizio d’Assia), sobrinho de Giovanna e os príncipes Amedeu e Silvia de Savoia-Aosta, duques d´Aosta (reivindicando a chefia da casa real italiana ele passou a adotar o título de duque de Savoia).

Uma outra missa foi celebrada na Basílica de São Francisco, em Assis, na presença do rei Simeão e sua esposa a rainha Margarida da  Bulgária, e da princesa Maria Luisa da Bulgária, filhos da rainha Giovanna.

Após uma década de sua morte, a figura dessa rainha da dinastia dos Savoia “continua sendo muito querida no coração de muitos pelo testemunho de uma vida autenticamente cristã até o heroísmo, e rica das maiores virtudes”, segundo indicou a ZENIT o hagiógrafo, padre Riccardo Petroni. Ao celebrar a missa pela memória de Giovanna no Panteon, ele garantiu que são muitos os fiéis que pediram para iniciar o processo de beatificação.

A capacidade de perdoar os que se exilaram de seu país após queda da monarquia e a diligência com que agiu para impedir que os judeus da Bulgária fossem conduzidos ao campo de concentração, são alguns dos atos que mostraram a grandeza do coração da rainha Giovanna.

Tanto ela como seu marido, o rei Boris III, arriscaram suas vidas e sua segurança pessoal para proteger os judeus da deportação, e para dar passagem segura até lugares que não estavam ocupados pelos nazistas. “Graças a isso, nenhum judeu na Bulgária foi deportado”, recorda o padre Petroni.

A princesa Giovanna nasceu em 13 de novembro de 1907 em Roma, filha de Vittorio Emanuele III da Itália e de Elena Petrovich Niegotch, princesa de Montenegro. Ela cultivava um amor pela literatura, cultura, e se preocupava pela formação humana e cristã.

A educação que sua mãe lhe deu a levou a nunca se separar de sua formação intelectual da caridade, entendida como um sentimento de amor e partilha com o próximo. Viver o amor de Deus e envolver outras pessoas.

“A liberdade deriva da moral cristã, vive de generosidade e perdão”, dizia a rainha. 

Da mão de São Francisco

A rainha Giovanna tinha uma profunda devoção para São Francisco de Assis, tanto que se fez terciária franciscana, quis que seu casamento fosse realizado na terra natal do santo, e seu corpo está enterrado lá.

Por que a devoção de uma rainha ao simples santo de Assis? Porque quando tinha 16 anos, tanto ela como sua irmã Mafalda (que posteriormente foi assassinada no campo de concentração de Buchenwald), contraíram um grave tipo de tifo.

Dois frades da Ordem de São Francisco as assistiram, e ao ver sua reverência e cuidado, elas ficaram muito impressionadas com a espiritualidade franciscana. Os médicos disseram que não havia nada para fazer, e ela prometeu que se fosse curada seria devota de São Francisco e seu casamento seria celebrado em Assis.Tanto ela como sua irmã se recuperaram. No ano seguinte ambas peregrinaram até Assis para agradecer ao santo pela sua intercessão. 

Amiga do “Papa bom”

Giovanna e seu marido, o Rei Boris III da Bulgária, com quem se casou em 1930, tiveram uma grande amizade com Dom Angelo Giuseppe Roncalli, quando este era núncio apostólico na Bulgária, entre 1925 e 1934, e que logo passou a ser o Papa João XXIII.

A rainha da Bulgária lhe disse: “Meu marido e eu vamos ao Vaticano para prestar-lhe homenagem quando o senhor for Papa”. E  Dom Roncalli respondeu: “Pobres mulheres quanto se enganam”.

Dez dias depois da eleição do Papa João XXIII, Giovanna o visitou no Vaticano. “Aqui  o meu desejo se torna realidade, dia 3 de janeiro de 1935”, disse. “Desde então, junto com meu marido, como havia prometido, aqui estou, lamentavelmente sem meu Boris (que já havia morrido), mas com todos os meus votos e de meus filhos Maria Luisa e Simeão”.

Reconhecimento na vida

Além do amor do povo pela rainha Giovanna, tanto ela como seu marido receberam alguns reconhecimentos importantes em âmbito mundial. A Câmara de Representantes dos Estados Unidos lhes outorgou o título de “salvadores dos judeus búlgaros”. O prêmio foi recebido no dia 12 de maio de 1994, pelo seu filho Simeão II, ex-primeiro-ministro da Bulgária. O judaísmo mundial e a fundação nacional judia ainda lhes concederam a Legião de Honra, também recebida por Simeão II.

Em 1993, completaram 50 anos da morte do rei Boris, que faleceu em plena Segunda Guerra Mundial. Alguns historiadores afirmam que foi envenenado pelas forças soviéticas. Na celebração do cinquentenário da morte do marido, Giovanna visitou a Bulgária pela primeira vez desde o exílio. Sua filha Maria Luisa narrou depois essa viagem: “Temos uma cadeira de rodas mas não a utilizamos porque minha mãe encontrou uma incrível força. O povo foi tão acolhedor que nem mesmo ela poderia imaginar”.

“A nova ideologia imposta às novas gerações”, continua Maria Luisa, “falhou ao remover a antiga cultura, as aspirações nacionais sadias, os velhos sentimentos que despertaram os poetas e escritores da Bulgária livre. E para o povo, ela continuava sendo a mãe da Bulgária”. 

domingo, 4 de abril de 2010

Museu Imperial completa 70 anos



O Museu Imperial de Petrópolis foi criado em 1940, o objetivo inicial era acumular a História do Brasil Império. Passados 70 anos o Museu é o mais visitado do Brasil.

A bela residência de verão dos Imperadores, outrora chamada de Palácio Imperial de Petrópolis, situada na Serra Fluminense, tornou-se Museu Imperial pelo decreto de Getulio Vargas, conservando e recebendo objetos pessoais da Família Imperial e do áureo período monárquico brasileiro. O Palácio, que por mais de 50 anos (anteriores a fundação do Museu) ficou no ostracismo, foi reformado e teve seus ambientes recompostos tal qual o Imperador conservou por mais de 40 anos. Mais tarde o Museu pôde contar com peças que hoje são símbolos de nossa nacionalidade, representando personagens e épocas que demarcaram nossa identidade. A Coroa que pertenceu a Dom Pedro I e outra que pertenceu a Dom Pedro II são duas dessas peças de destaque absoluto. Completam o quadro, o Cetro e objetos pessoais de nossos Monarcas. A pena com que a Princesa Dona Isabel assinou a Lei Áurea está no Museu, foi adquirida há poucos anos e é uma das peças que mais chamam a atenção. Os visitantes, quase 350 mil por ano, além de se encantarem com as peças raríssimas, também podem desfrutar dos cômodos onde o Imperador Dom Pedro II viveu com a Imperatriz, as filhas e os netos. Cômodos onde Dom Pedro II despachou e recebeu várias autoridades. A sala do Trono, copiada conforme a sala de mesmo nome do Palácio de São Cristóvão, tem na majestade da cadeira do Imperador, seu maior charme, elegância e pompa. Em visita ao Museu, pode-se ver o violino StradiVarius de Dom Pedro II, além de seus objetos tecnológicos, incluindo o primeiro telefone do Brasil, e outros de pesquisa, como uma luneta.

A Coroa de Dom Pedro II


O Trono Imperial


O Cetro do Imperador


Pena usada pela Princesa Dona Isabel para assinar a Lei Áurea,
que deu a liberdade a raça negra

É de se destacar que além do acervo de quadros, tapetes, mobílias, objetos pessoais e do arquivo de imagens, o Museu Imperial conserva os jardins de Dona Teresa Cristina, este composto por árvores centenárias, flores belíssimas e peculiaridades da época Imperial, espaço que hoje é palco dos eventos de Som e Luz promovidos pelo Museu, além do Sarau Imperial, uma encenação relembrando a época em que o Museu era Palácio, trazendo aos espectadores a oportunidade de reviver o século XIX.

No dia 29 de março de 2010, numa cerimônia que contou com a presença de autoridades civis, militares e eclesiásticas, o Diretor do Museu, Senhor Maurício Vicente Ferreira Junior, fez discurso elogioso, citando os benfeitores, os que ajudaram o Museu desde seu início, reafirmando o compromisso da instituição e conclamando os brasileiros a irem visitar o Museu Imperial de Petrópolis. Destacamos parte do discurso, que pode ser acessado na integra através do site, o qual recomendamos, http://www.museuimperial.gov.br/portal/palavra-da-direcao.html:

“E todos que hoje comparecem a esta celebração o fazem, porque acreditam na importância do Museu Imperial no cenário nacional. É por isso que aqui estão. Desde a sua criação, o Museu Imperial tem como funções básicas a preservação, a pesquisa e a comunicação de peças relativas ao período imperial brasileiro e à formação histórica de Petrópolis. E as equipes do Museu têm sido fiéis ao compromisso, desenvolvendo suas atividades em consonância com essas duas dimensões: a nacional e a local. A nacional é a mais evidente, uma vez que o Museu preserva objetos-símbolo da monarquia e da fundação do Estado Nacional brasileiro que, como sabemos, foi criado sob a égide do regime monárquico. E a memória produzida sobre o eterno idealizador e proprietário desta casa muito contribui para que entendamos o Museu como um polo irradiador de princípios éticos e morais válidos para a nossa nação. Mas o palácio deu origem a uma cidade; Petrópolis nasceu como destino da vilegiatura do imperador, de sua corte e dos grupos médios urbanos beneficiados pelo advento das vias de penetração que transformaram a região em um ponto de conexão entre o centro (representado pela capital do Império) e o interior do país. São modelos de ocupação que produziram objetos, formas e práticas específicas que passaram a integrar o cotidiano de gerações de brasileiros e cuja preponderância superou até mesmo uma mudança de regime político. E esse caráter regional (e mesmo local) também está representado no acervo da instituição, fazendo dela um museu de pluralidades temáticas.

[...]

O Museu Imperial registra em sua trajetória incrível número de atendimentos e serviços prestados a grupos de estudantes durante as visitas monitoradas ou nos projetos educativos de média e longa duração; espetacular visitação, com média de 300.000 pessoas ao ano, que se deslocam para a cidade de Petrópolis a fim de conhecer o Museu e seus acervos histórico, artístico e paisagístico; cursos e seminários com conteúdo programático para a reciclagem de profissionais de áreas afins e temas de interesse para formação de estudantes de diversos segmentos; doações, com destaque para a Coleção Carlos Gomes, doada pela filha do compositor, Ítala Gomes Vaz de Carvalho em 1946, o Arquivo da Casa Imperial, doado pelo príncipe d. Pedro de Orleans e Bragança em 1948, o legado Cláudio de Sousa, entregue ao Museu Imperial pela viúva do ex-presidente da Academia Brasileira de Letras em 1956, a Coleção Maria Cecília e Paulo Fontainha Geyer, doada pelo casal em 1999; as conferências, como a ministrada pelo acadêmico francês André Maurois em 1950 e a do Secretário de Cultura Aloísio Magalhães sobre o decreto presidencial, concedendo a Petrópolis o título de “Cidade Imperial” em 1981; eventos, como as comemorações do Sesquicentenário da Independência em 1972; projetos culturais, como o espetáculo Som e Luz que se notabilizou como um instrumento de estímulo à economia local, especialmente os setores de serviços e o segmento do turismo; os catálogos de exposições, as publicações seriadas, os guias e instrumentos de pesquisa que consolidaram o Museu Imperial como uma marca editorial respeitável; o oferecimento do jardim do Museu como um espaço para atividades educativas e de recreação por parte de diversos segmentos da sociedade petropolitana; e a ação da Sociedade de Amigos do Museu Imperial, criada para auxiliar o Museu no desempenho de suas funções institucionais.

[...]

E para finalizar, gostaríamos de anunciar a disponibilização do acervo do Museu Imperial como parte do esforço representado pelo projeto DAMI – Digitalização do Acervo do Museu Imperial, patrocinado pela IBM Brasil. O projeto prevê a disponibilização, via portal do Museu na internet, de todo o acervo da instituição; ou seja, 250 mil documentos, 55 mil livros e folhetos e mais de 7 mil objetos de arte e história em um período de 10 anos. Os primeiros conjuntos de peças constituem coleções doadas ao Museu em diferentes momentos da história da instituição.  Com o projeto DAMI, o Museu Imperial consolida a sua posição como um museu do século XXI, na medida em que aprimora a preservação de seu acervo, cria novos instrumentos de gestão de suas coleções e oferece a totalidade das informações que produz, sobre os bens históricos e artísticos, para a população em um ambiente favorável à participação de todos os cidadãos.

Nós, do Museu Imperial, costumamos repetir a seguinte frase:

NOSSO MUSEU, NOSSA HISTÓRIA.

Muito obrigado!

Maurício Vicente Ferreira Júnior

29 de março de 2010”

Nas palavras do Diretor da instituição tem-se certeza da continuidade do serviço prestado a população, as mesmas ainda garantem o futuro acesso ao Museu, através da digitalização de todo o acervo, quando então todos os brasileiros terão a chance conhecer nosso passado.   

O jornal “O Estado de São Paulo”, em 4 de abril, traz a reportagem  “Símbolo nacional, Museu Imperial chega aos 70 anos”, onde transfere ao grande público a importância dos 70 anos do Museu.

Assim é este patrimônio nacional, criado para guardar as memórias de um país-continente, trazendo às novas gerações a História de um país rico, grande, monárquico. Em Petrópolis, na Rua da Imperatriz, podemos retornar aos tempos do Império, com NOSSO MUSEU, com NOSSA HISTÓRIA.


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Visite o Museu Imperial

Páscoa: votos do blog Monarquia Já

Desejamos aos leitores, colaboradores e amigos do blog Monarquia Já, uma feliz Santa Páscoa.


Que Cristo Ressuscitado derrame sobre nós suas bênçãos e nos encha de fé, saúde e paz.

quarta-feira, 31 de março de 2010

A missa por Dom Luiz no Rio de Janeiro

A missa em sufrágio a alma de Dom Luiz de Bragança, o Príncipe Perfeito, celebrada em 27 de março, às 12h, contou com a presença de autoridades e de uma representante da Família Imperial.

A Princesa Dona Isabel, Dom José Palmeiro Mendes e a Presidente do Círculo Monárquico do Rio de Janeiro, Senhora Lêda Machado.


Na celebração estavam presentes Dom José Palmeiro Mendes, OSB; Abade Emérito do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, o deputado estadual João Pedro Figueira e por parte da Família Imperial, foi representando os Orleans e Bragança, a Princesa Dona Isabel. Estavam presentes também os membros do Círculo Monárquico do Rio de Janeiro. A missa contou com considerável número de pessoas, as quais puderam ouvir a bela homilia do Monsenhor Sergio Costa Couto e as palavras de Gustavo Cintra do Prado, um dos dirigentes do Pró-Monarquia.

Monsenhor Sergio Costa Couto profere a homilia, ao pé a Princesa Dona Isabel, o dr. Gary Bon Ali e Gustavo Cintra do Prado.


O representante do Pró-Monarquia discursa aos presentes, ao lado, os irmãos da Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro
 
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As fotos são de Luís Mendes, cedidas por Sua Excelência Reverendíssima Dom José Palmeiro Mendes.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Site Noblesse et Royautés homenageia Dom Luiz de Bragança

O site belga Noblesse et Royautés publicou no dia 26 de março uma homenagem ao Príncipe Dom Luiz de Bragança. Confiram o texto original e as fotos, seguidos da tradução:

90ème anniversaire du décès du prince Luiz d’Orléans-Bragance


Les monarchistes brésiliens célèbrent cette semaine, le 90ème anniversaire du décès du prince Luiz d’Orléans-Bragance, Prince impérial du Brésil, connu comme “le Prince parfait”. Le prince Luiz, Maria, Filipe, Pedro de Alcantara, Gastao, Miguel, Rafael, Gonzaga d’Orléans-Bragance a vu le jour le 26 novembre 1878 à Petropolis. Il est le deuxième fils de la princesse Isabelle (1846-1921), fille et héritière de l’empereur Pedro II du Brésil et du prince Gaston d’Orléans, comte d’Eu (1842-1922).


Il a 11 ans lorsque la république est proclamée et que la famille impériale du Brésil part en exil. Il poursuit dans un premier temps ses études en France puis entre comme ses frères à l’Académie militaire de Vienne (1895-1908).

Le prince aimait les voyages et a écrit plusieurs livres contenant ses impressions de voyage “Dans les Alpes”, “Tour d’Afrique”, “A travers l’Indu-Kush”, prix de la Société de Géographie de France et de l’Académie française,… Son récit de son voyage aux Etats-Unis est encore inédit.

En 1907, il souhaite s’arrêter au Brésil mais le gouvernement républicain empêche son débarquement à Rio de Janeiro. Il poursuit alors son périple dans d’autres pays d’Amérique du Sud.

Le 30 octobre 1908, son frère aîné le prince Pedro de Alcantara renonce à ses droits à la Couronne du Brésil. Le prince Luiz lui succède en tant que prince impérial. La princesse Isabelle, sans renoncer formellement à sa position d’héritière du trône, transmet à Luiz la charge de s’occuper de l’action monarchiste au Brésil.

En 1909 et en 1913, le prince Luiz écrit deux manifestes avec un grand retentissement au Brésil. Il publie en outre en portugais son livre avec ses impressions de voyage en Amérique du Sud. Une active correspondance avec des Brésiliens s’établit.


Au moment de la Première Guerre Mondiale, il souhaite s’engager dans l’armée française ce qui lui est refusé par le Président Poincaré en raison de son ascendance Orléans. Il intègre alors l’armée britannique en tant que capitaine du 23 août 1914 au 15 juillet 1915. Sa santé fragile le contraignant à se retirer.


Au niveau des décorations et distinctions militaires, il a reçu la Croix de Guerre, la Médaille de l’Yser par le roi Albert I et pour la Grande-Bretagne la British War Medal, la Victory Medal et la Star Medal. A sa mort, il fut fait Chevalier de la Légion d’Honneur.

Le prince Luiz s’est marié à Cannes en 1909 avec la princesse Maria Pia de Bourbon-Deux-Siciles (1878-1973), fille du comte de Caserte. Le couple a eu 3 enfants : Pedro Henrique (1909-1981) qui est le père de l’actuel héritier au trône et le grand-père du prince Pedro Luiz décédé dans le crash de l’avion Rio-Paris, Luiz Gastao (1911-1931) et Pia Marie (1913-2000) qui épousera le comte René de Nicolay.

Après la guerre, le prince demeure très fragile de santé, souffrant notamment de rhumatismes contractés lors de la bataille de l’Yer. Il est aussi très marqué par la mort de son frère le prince Antonio décédé en 1918 dans un accident d’avion quelques jours après l’Armistice.

Le prince Luiz est décédé le 26 mars 1920 à Cannes à l’âge de 42 ans. Il est inhumé en la Chapelle royale de Dreux, à côté de son épouse et proche de son fils Luiz Gastao et de son frère Antonio.

Le Cercle monarchiste de Rio de Janeiro invite à uen messe pour l’âme du prince Luiz le samedi 27 mars 2010 à la Chapelle de la Fraternité impériale de Outeiro da Gloria, très liée à l’histoire de la famille impériale du Brésil. (Merci beaucoup à José et à Dionatan pour le texte et les photos)


Tradução:

90º aniversário de falecimento de Dom Luiz de Orleans e Bragança

Os Monarquistas brasileiros celebram esta semana, o 90 º aniversário da morte do Príncipe [Dom] Luiz de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, conhecido como o “príncipe perfeito”. O Príncipe [Dom] Luiz Filipe Maria Pedro de Alcântara Gastão Miguel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança nasceu em 26 de novembro de 1878, em Petrópolis. Foi o segundo filho da Princesa [Dona] Isabel (1846-1921), filha e herdeira de D. Pedro II do Brasil e do Príncipe Gastão de Orleans, Conde d'Eu (1842-1922).

Ele tinha 11 anos, quando foi proclamada a república e a Família Imperial do Brasil foi para o exílio. Ele estudou inicialmente na França e, entrou como seus irmãos para Academia Militar de Viena (1895-1908).

O príncipe gostava de viajar e escreveu vários livros contendo suas impressões de viagem “Dans les Alpes”, “Tour d’Afrique”, “A travers l’Indu-Kush” premiado pela Sociedade Geográfica de França e pela Academia francesa ... Seu relato de sua viagem para os Estados Unidos ainda é inédito.

Em 1907, tentou desembarcar no Brasil, mas o governo republicano impediu o desembarque no Rio de Janeiro. Em seguida, continuou sua jornada em outros países da América do Sul.

Em 30 de outubro de 1908, seu irmão mais velho Príncipe [Dom] Pedro de Alcântara renúncia aos seus direitos a Coroa do Brasil. O Príncipe [Dom] Luiz sucedeu-lhe como Príncipe Imperial. A Princesa [Dona] Isabel, sem renunciar formalmente a sua posição como herdeira do trono, transmitiu a [Dom] Luiz a carga das responsabilidades de cuidar de ação monárquica no Brasil.

Em 1909 e 1913, Príncipe [Dom] Luiz escreveu dois manifestos muito apreciados no Brasil. Ele também publicou seu livro em português, com suas impressões de viagem a América do Sul. Mantinha uma correspondência ativa com os brasileiros.

Quando estourou a Primeira Guerra Mundial, ele quis se alistar no exército francês, que o que foi negado pelo presidente Poincaré por causa de sua ascendência Orleans. Ele então se juntou ao exército britânico como capitão a 23 de agosto de 1914 a 15 de julho de 1915. Sua saúde frágil o forçou a se aposentar.

Em níveis de prêmios e condecorações militares, ele recebeu a Cruz da Guerra, a Medalha do Yser, pelo Rei Albert I e pela Grã-Bretanha, a British War Medal, a Medalha da Vitória e a medalha de Star. Na sua morte foi feito Cavaleiro da Legião de Honra.

O Príncipe [Dom] Luiz casou-se em Cannes em 1909 com [Dona] Maria Pia de Bourbon-Duas Sicílias (1878-1973), filha do Conde de Caserta. O casal teve 3 filhos: [Dom] Pedro Henrique (1909-1981), que é o pai do atual herdeiro ao trono e avô de [Dom] Príncipe D. Pedro Luiz que faleceu no acidente de avião Rio-Paris, [Dom] Luiz Gastão (1911-1931) e [Dona] Maria Pia (1913-2000) que se casou com o Conde René de Nicolay.

Após a guerra, o príncipe ficou com a saúde muito fragilizada, notadamente pelo reumatismo contratado na Batalha de Yer. Foi também muito marcado pela morte de seu irmão o Príncipe [Dom] Antonio faleceu em 1918 num acidente de avião apenas alguns dias após o armistício.

O Príncipe [Dom] Luiz faleceu em 26 de março de 1920 em Cannes, na idade de 42 anos. Ele está enterrado na Capela Real de Dreux, Ao lado de sua esposa e perto de seu filho [Dom] Luiz Gastão e seu irmão [Dom] Antonio.

O Círculo Monárquico do Rio de Janeiro convida para missa pela alma do Príncipe [Dom] Luiz, sábado, 27 de março de 2010 na Igreja da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, intimamente ligada à história da Família Imperial do Brasil. (Obrigado a José e Dionatan pelo texto e pelas fotos).

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Acesse o site Noblesse et Royautés

sexta-feira, 26 de março de 2010

"MORTE DO PRÍNCIPE DOM LUIS: Repercussão no Rio de Janeiro"

Hoje, 26 de março de 2010, data em que se relembra os 90 anos da morte de Dom Luiz, publicamos um artigo sobre a morte e o funeral do Príncipe Perfeito, de autoria de Sua Excelência Reverendíssima Dom José Palmeiro Mendes, OSB, Abade Emérito do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, que escreveu especialmente ao blog Monarquia Já:


MORTE DO PRÍNCIPE DOM LUIS
Repercussão no Rio de Janeiro

A princesa Dona Pia Maria de Orleans e Bragança, condessa René de Nicolay, filha mais moça do príncipe Dom Luis, de que estamos comemorando os 90 anos de morte, publicou na França, onde vivia, em 1990 um interessante livro de lembranças, de circulação restrita apenas para o meio da família e de pessoas amigas: “Le temps de ma mère – souvenirs”. Neste dia em que lembramos o “Príncipe Perfeito”, achamos bom traduzir a página desta obra em que Dona Pia Maria recorda, de forma discreta, singela, a morte do pai. Ela, recordamos, no início de 1920 era uma menina de 7 anos, enquanto seus irmãos D. Pedro Henrique e D. Luiz Gastão, estavam com 10 anos e meio e 8 anos, respectivamente.

“Após a guerra, os reumatismos que meu Pai tinha contraído no barro das trincheiras, enquanto ia de um regimento a outro, agravaram-se e pouco a pouco o paralisaram, impedindo-o de caminhar. Ele pode, com a ajuda de minha Mãe, colocar-se numa cadeira de rodas e se deslocava pedalando, esperando assim manter um pouco de vida em suas articulações. Minha mãe pensou que o sol do “Midi” lhe seria propício, e partimos para Cannes, recebidos de braços abertos por Nonno e Nonna (o conde e a condessa de Caserta, pais de Dona Maria Pia) na cara Villa Marie-Thérése.

Papai se pôs então a nos ensinar português.

No grande quarto que ocupava com Mamãe, havia um destes grandes birôs ingleses, com gavetas de cada lado, um largo espaço no meio, onde as pernas podiam ficar estendidas. Ele ali permanecia, nós três, seus filhos, o escutando com atenção. Meus irmãos começavam já a escrever em seu caderno. Eu apenas escutava, sabiamente agachada junto dele. Meu privilégio era de colocar-lhe suas pantufas, quando voltava de um passeio. O inverno se passou assim, mas infelizmente no mês de março de 1920 ele tomou sem dúvida frio e contraiu uma congestão pulmonar. A medicina da época era primária, se conhecia apenas a aspirina. Cuidava-se com cataplasmas de mostarda, com cobertas, e se esperava com angústia o fatídico nono dia. Sentindo que ele não tinha tido nenhuma melhora, na noite deste dia fatídico, ele nos fez chamar para nos abençoar, dizendo a Mamãe: “Quero que meus filhos me vejam receber os últimos sacramentos, a fim de conservar em sua memória a lembrança deste grande dever realizado por seu pai”. Eu tinha sete anos. Tudo isto está ainda presente em minha memória, como está presente o desespero que me torturou o coração durante muitos anos.
     
Minha mãe tinha quarenta e dois anos. Ela tomou o luto que não deixou mais ao longo de sua vida. Eu não a vi usar se não o preto, o cinza ou o branco, e sei que não foi para exteriorisar seu luto, mas porque a ferida que sentiu aquela noite nunca ficou curada. Meu pai foi enterrado em Dreux na capela edificada por Luis Filipe, para ele e seus descendentes”.

            
Dom Luis faleceu na noite de 26 de março, uma sexta-feira. A notícia irá sair nos jornais brasileiros só no domingo, 28, através de um telegrama da agência Havas. Houve, porém, uma lamentável confusão da informação, de forma que a notícia é que tinha morrido o filho de Dom Luis, Luis Gastão, e não o pai. Eis a nota de “Última Hora” do “Jornal do Brasil”: Nice, 27 (H.) – Faleceu ontem à noite, em Cannes, em conseqüência de uma pneumonia, o Príncipe Don Luiz de Bourbon e Bragança, descendente de D. Pedro II, último imperador do Brasil. O corpo do Príncipe vai ser trasladado para Paris, onde será sepultado em jazigo da família.

N.R. – D. Luiz de Bourbon e Bragança era o terceiro filho de D. Luiz de Orleans e Bragança e neto do Conde e Condessa d´Eu”.

O “Jornal do Brasil” do dia 29, já esclarecia o equívoco, embora cometendo outros erros: “A notícia da morte do Príncipe D. Luiz de Orleans, pretendente ao trono do Brasil, começou a circular anteontem ao anoitecer, causando surpresa. Foi um telegrama da Havas que a trouxe. Mas a notícia correu entre confusão, estabelecida pela própria agência informadora. O seu primeiro telegrama, fornecido aos vespertinos, informava ter falecido em Cannes, o Príncipe filho dos Condes d´Eu, das casas Orleans e Bragança. Era D. Luiz, o pretendente ao trono do Brasil, com a abdicação do Príncipe D. Antonio, que morreu num acidente, não de automóvel como foi noticiado em notas dos matutinos de ontem, mas sim de aeroplano.

Mas um segundo telegrama da Havas foi fornecido à imprensa matutina à última hora, informando que  morrera D. Luiz de Bourbon. Estava a confusão estabelecida. Os jornais, em sua quase totalidade, exceção feita somente do “Jornal do Brasil”, noticiaram assim mesmo como se o passamento fosse do ilustre rebento da casa Orleans Bragança. Não se aperceberam do engano. A retificação da agência falava num Bourbon-Bragança, que é justamente a descendência do autor do “Sous la croix du sud”. Não se tratava mais de Dom Luiz de Orleans e Bragança, filho dos Condes d´Eu e neto de Pedro II. Era o segundo filho do pretendente ao trono do Brasil, na sua aliança matrimonial com a casa Bourbon, pois ele se uniu à Princesa Maria Pia, filha da Condessa de Caserta. Tratava-se de D. Luiz de Bourbon e Bragança. Com a morte de seu genitor, nem mesmo seria ele o presumido herdeiro, e sim o primeiro rebento de D. Luiz, o seu filho Pedro Henrique.

Estava assim estabelecida a confusão, com os informes contrastantes da agência. Entretanto, a versão que ainda perdura é que o morto é D. Luiz de Orleans. Os jornais da tarde ainda admitiam. 

Nestas condições, procuramos colher informações mais precisas. Estivemos na residência a baronesa de Loreto. Estava fazendo uma estação d’água em Poços de Caldas. Uma pessoa de sua família pôde, porém, dar-nos alguns esclarecimentos. A família da baronesa não recebera nenhum telegrama a respeito. Mas há uns oito dias a baronesa recebera uma carta do príncipe D. Luiz de Orleans, agradecendo-lhe os cumprimentos pela passagem de seu aniversário a 26 de janeiro e informando que ia para uma estação em tratamento de dolorosos males adquiridos na trincheira. Era reumatismo. Entretanto acrescentava que ia sempre melhor.

Na residência do Conde de Afonso Celso nenhuma informação pudemos colher. Sabia S. Excia. somente o que vira pelos jornais, mas estava inclinado a acreditar, infelizmente, que quem morrera fora o filho dos Condes d´Eu. Telegrafara pela manhã de ontem para Boulogne, mas nada ainda havia recebido. 

(...)

Para maior esclarecimento, ainda falamos para o Cons. Silva Costa, o procurador da família dos Condes d´Eu. O Conselheiro ainda se encontra em Petrópolis, e nos atendeu ao telefone com a gentileza que lhe inspira a sua simpatia pelo “Jornal do Brasil”. Também nada mais pôde adiantar. Nenhuma comunicação recebera. Telegrafara para Paris, e esperava receber hoje alguma informação. E acrescentou: - Infelizmente quer me parecer que a notícia é relativa a D. Luiz de Orleans. O seu estado de saúde era bem precário, conforme as últimas cartas”.
    
Enfim, o “Jornal do Brasil” explica o que se passou na agência Havas. O telegrama vindo da França referia que havia falecido em Cannes “D. Luiz de Bourbon, descendente de D. Pedro II”. “E das explicações que nos deu um dos seus redatores, concluímos que, na primeira tradução, a palavra descendente foi interpretada por neto”.

Tudo se esclareceu no dia seguinte. Eis a matéria do “Jornal do  Brasil” do dia 30 de março:

“A morte de D. Luiz de Bragança – Confirma-se a triste notícia – Confusão desfeita
        
Para os amigos da família imperial, para os admiradores de D. Luiz de Bragança, a dúvida sobre se o óbito ocorrido em Cannes era a deste príncipe ou de D. Luiz de Bourbon e Bragança, seu filho, desapareceu por completo. Quem morreu foi realmente D. Luiz de Orleans e Bragança, filho dos Srs. Conde e Condessa d´Eu e neto de D. Pedro II. Para os Srs. Condes d´Eu o golpe foi terrível, pois, com o coração ainda chagado pela morte recente de seu filho, o príncipe D. Antonio, eis que se lhes abre uma outra ferida cruel com a morte de um outro filho estremecido, que tanto sabia honrar e engrandecer o nome ilustre de que era portador.

A certeza da morte do príncipe D. Luiz de Bragança tivemo-la ontem. Veio trazê-la pessoalmente à redação do “Jornal do Brasil” o Sr. Dr. Octavio da Silva Costa, procurador da família imperial, que, por um requinte de gentileza para conosco, nos mostrou o seguinte telegrama vindo no domingo último:

Cannes, 27 – Dr. Octavio Silva Costa – Comunique aos amigos grande desgraça. Nosso querido filho Luiz faleceu de congestão pulmonar, mostrando admirável piedade, resignação, coragem e lucidez. – Conde e Condessa d´Eu”.
     
Esse telegrama só ontem chegou  às mãos do destinatário porque foi endereçado para o seu escritório, o qual esteve fechado desde a tarde de sábado até ontem pela manhã, visto não funcionar aos domingos.

(...)

Nesta cidade serão celebradas exéquias por alma de D. Luiz de Bragança, mas só depois da Semana Santa, pois justamente nesta semana se torna impossível a celebração deste ato.”
                             
Na mesma edição do “Jornal do Brasil” saia, na primeira coluna editorial, um belo artigo do Conde de Affonso Celso sobre D. Luiz, muito grande para transcrevê-lo aqui. O ilustre filho de visconde de Ouro Preto, como historiador e monarquista, muito ligado à família imperial, estava, graças a Deus, bem informado sobre a situação dinástica brasileira. Trata D. Luiz de Príncipe Imperial do Brasil. Lembra que seu primogênito, a quem, pela Constituição Imperial de 25 de março de 1824, caberia o título de Príncipe do Grão-Pará, era o Príncipe Dom Pedro Henrique Afonso Felipe. O direito de D. Luiz à coroa brasileira proveio da renúncia do seu irmão mais velho, D. Pedro de Alcântara, renúncia efetuada em Cannes a 30 de outubro de 1908. Recorda, enfim, longamente a viagem de D. Luiz ao Brasil, chegando ao Rio de Janeiro a 12 de maio de 1907, sendo impedido de desembarcar. Recorda os livros que publicou e menciona a carta de 1908 aos membros do Diretório Monarquista expondo suas idéias políticas. Lembra a correspondência de D. Luiz com muitos brasileiros, transcrevendo uma carta de 1912 a Vicente de Ouro Preto.

No dia seguinte, dia 31 de março, novo artigo do conde de Afonso Celso (assinava ele apenas as iniciais A.C. O título da matéria era revelador: “Príncipe Perfeito”.

Citemos só o início do artigo: “Houve, na história de Portugal, um príncipe que, por seus talentos e virtudes, mas principalmente em razão das esperanças despertadas pela sua peregrina individualidade, mereceria a designação de – príncipe perfeito. Igual antonomásia cabia, em justiça, ao filho de Isabel, a Redentora e neto de D. Pedro II, o Magnânimo, e herdeiro presuntivo da coroa do Brasil, esse que a fatalidade acaba de arrebatar de entre os viventes. Dotado das mais raras e elevadas qualidades de inteligência, coração e caráter, digno era, em verdade, de empunhar o cetro e ocupar um grande trono. Não o permitiu o Supremo Árbitro, na sua sabedoria infinita e inescrutável. Mas a passagem dele sobre a terra foi nobre, pura, exemplar, merecedora dos maiores tributos de admiração, acatamento e saudade. Era atualmente o mais ilustre, o mais auspicioso e encantador dos Braganças do Brasil e de Portugal, dos Orleans, das muitas famílias régias, de cuja linhagem participava”
                      
Neste dia, 31 de março, foi celebrada missa em sufrágio da alma de Dom Luiz, mandada dizer pelos amigos da família imperial. A missa foi celebrada às 9h, por Dom Octaviano Pereira de Albuquerque, bispo do Piauí, na Igreja da Lapa.
                     
No dia 1º de abril novo artigo (não assinado) no “Jornal do Brasil”, junto de uma grande foto da Princesa Isabel e do Conde d´Eu com o netinho Dom Pedro Henrique. O artigo critica o banimento da Família Imperial e fala da dor dos condes d´ Eu pela morte de mais um filho.  E elogia D. Luiz: “Moço, inteligente, culto, cativante nas maneiras, cheio de fascinação pessoal, D. Luiz era uma dessas creaturas nascidas para senhorearem o êxito, onde quer que aparecesse. (...) Os nossos compatriotas, que trataram com D. Luiz, todos guardam da sua convivência uma recordação enternecida. Não se podia ser mais atraente. Ele encantava pela amabilidade, pelo interesse da conversação, que sempre procurava encaminhar para os assuntos do Brasil, como um espírito que não era nem queria ser estranho a nada do que se passava na sua terra. Porque o traço dominante, a nota tônica do temperamento do malogrado príncipe, era o patriotismo. (...)”

Na mesma página do jornal é publicada uma notícia da missa celebrada no dia anterior na Igreja da Lapa. Como é costume dos jornais da época, é publicada a lista das pessoas presentes. Seria interessante publicar a longa lista na íntegra, mas impossibilitados de copiar todos os nomes neste momento, eis porém, alguns de pessoas ou famílias conhecidas:
Mons. Dr. Fernando Rangel de Mello, Alice Smith de Vasconcellos, Dr. Hilário de Gouvêa e filha, Dr. A. Felício dos Santos, Dr. Fernando Mendes de Almeida, Conde e Condessa Mendes de Almeida, Condessa de Mota Maia, Mota Maia e senhora, viúva Santos Dumont e filho, Dr. Toledo Dodsworth e senhora, Dr. Alfredo Ferreira Lage, Dr. João Soares Brandão, Desembargador J. Moreira da Rocha e família, Francisco de C. Soares Brandão e senhora, Alfredo de Paranaguá Muniz e senhora, M. Fleuiss e senhora, Miguel de Bearepaire Rohan e filhos, Amadeu de Beaurepaire Rohan, Dr. José Maria de Beaurepaire Pinto Peixoto, Luiz Maria de Beaurepaire Pinto Peixoto, Eliza de Beaurepaire Pinto Peixoto, Dr. Sabino Ignácio Nogueira da Gama, Mac Dowell, Nelson Guillobel, Renato Guillobel, Condessa de Souza Dantas, Helena de Lima e Silva, Senador Carlos Peixoto,, viúva Almirante  Fontes Vidal, Maria Paranaguá Moniz, viúva Conselheiro Costa Pereira, Capitão Tenente César da Silva, Capitão de Mar e Guerra Pedro Cavalcanti de Albuquerque e Senhora, Mariana Monteiro de Barros Leão, Miguel Calógeras e senhora,viúva Lage, Corina Lage da Silva,Condessa Diniz Cordeiro,Conde de Affonso Celso e família, A.C. Parreiras Horta, Lucilia de Holanda Cavalcanti de Albuquerque, Amélia Cavalcanti de Albuquerque, M. Bernardino Moniz de Aragão, Rego Barros, Dolores R. R. Mac Dowell, Dr. Luiz Cruls, Stella Crulz, Dr. Godofredo Taunay, Conde de Laet, Almirante Guillobel e senhora, barão e baronesa de Vasconcellos, Lucrecio Fernandes de Oliveira, por si e sua família e pela baronesa de Pinto Lima, Paulo Monteiro de Barros e família, Ugo Pinheiro Guimarães.

Enfim, dia 26 de abril foram celebradas imponentes exéquias por Dom Luiz, agora na Catedral Metropolitana. O “Jornal do Brasil” do dia 27 dá uma noticia da missa. “O templo apresentava um aspecto triste e sereno. Na nave foi erguido um riquíssimo catafalco, ladeado de tocheiros acesos e sobre o qual se via um grande pano de veludo preto, em que estava bordado a ouro uma grande cruz. Altares, portas e tribunas ostentavam cortinas de veludo preto com franjas e galões dourados. Às 10 horas entrou a missa solene. Oficiou o Rev. Cônego Dr. Francisco de Assis Caruso, Cura da Catedral, servindo de diácono e subdiácono os Revs. Cônegos José Caminha e Epaminondas Rolim e Mestre de Cerimônias Rev. Padre Pedro Fossel. De Capelos serviram outros sacerdotes. Finda a missa solene, o Rev. Celebrante cantou o “De Profundis” em torno do cadafalco e deu a absolvição. No coro da igreja, excelente e magistral orquestra sob a direção do Rev. Padre Romualdo da Silva, se encarregou da parte musical, executando escolhidos trechos fúnebres, sendo também digno de nota o exímio corpo de cantores”.

E publica novamente o jornal a lista das pessoas presentes, figurando em primeiro lugar a baronesa de Loreto. Alguns outros presentes: Deputado Leão Velloso, Vice-Almirante José Carlos de Carvalho, Conselheiro J. Duarte, Conselheiro Dr. José da Silva Costa, Barão de Maia Monteiro, Dr. Fernando Mendes de Almeida, Condessa de Motta Maia, Conde e Condessa Candido Mendes de Almeida, Stella Mendes de Almeida e seu filho, Almirante Guillobel e senhora, Dr. Octavio da Silva Costa, Senador Irineu Machado, Comendador Abílio José de Andrade, Pia União das Filhas de Maria da Escola de Santa Teresa da Lapa, Capitão de Corveta Juvêncio Nogueira de Moraes e senhora, Comissão de Liceu de Artes e Ofícios, Senador Carlos Peixoto, Miguel Calogeras e senhora, Viúva Almirante Chaves,  1º Tenente Alberto Alvim Chaves,Barão de Saavedra, vários membros da família Beaurepaire Rohan, Conde e Condessa de Affonso Celso, A.C. de Ouro Preto, Maria Argemira Paranaguá Moniz, Cônego José Gonçalves de Rezende,Conde e Condessa Paulo de Frontin, Adelaide Taunay Dória, Dr. Godofredo d´Escragnolle Taunay, Dr.Augusto Telles, Barão de Mucio Teixeira, Coronel Miguel Vasco, Dr. Manoel Marcondes de Andrade Figueira e filhas, J. A. de Rego Barros MacDowell, Laura Jacobina Lacombe, Izabel Lacombe, Viúva Capitão Salomão,  V. de Paula Monteiro de Barros e senhora, Affonso Bandeira de Mello e senhora, Paulo Gomide e senhora,  Diretoria do Recolhimento dos Desvalidos de Petrópolis, Capitão Almeida Chaves, , Dr. João Soares Brandão e senhora, João Soares Brandão Filho, Dr. Carlos Botto, Alberto Bettim Paes Leme e senhora, Tenente Juarez Távora, Carmen Belisário Távora, Irmã Superiora e Irmã Júlia, do Colégio da Imaculada Conceição, acompanhadas das Moças da Obra de Proteção Benemérita Lina Rego Barros, vários membros da família MacDowell, Tenente Antonio Correa Bandeira, Dr. Oscar Motta Maia e senhora, Baronesa da Estrella, Joaquim de Souza Leão e senhora, Dr. Lineu de Paula Machado, Dr. Enéas de Arrochellas Galvão, Ministro do Supremo Tribunal Militar, Coronel José de Miranda Monteiro Martins e família, Confraria das Mães Cristãs da Catedral Metropolitana, , Viúva Almirante J. F. Gonçalves, Capitão Álvaro do Amarante e senhora, Comissão do Instituto Luso-Brasileiro, Irmã Maria Auxiliadora Belleus de Vasconcellos, Barão e Baronesa de Vasconcellos, Isabel de Capanema, Barão e Baronesa de Smith de Vasconcellos, Dr. Leitão da Cunha, senhora e filhos, Comissão da V. O. 3ª de Nossa Senhora do Carmo da Lapa, , Dr. Olympio Valladão, Comendador Jacintho Alves da Silva, 1º Tenente Lima e Silva, Comandante Caetano Taylor da Fonseca Costa e família, União Católica Brasileira, Conde de Laet, família Santos Dumont, Liga Monárquica Dom Manoel II, Desembargador Luiz Caetano Muniz Barreto, Fluminense Foot Ball Club, representado pelo Dr. Mario Pollo, Dr. Marcos Leão Velloso e família, Luiz Filipe de Souza Leão e família, Viúva Almirante Foster Vidal, Manuel de Araújo Porto Alegre.
         
Nestas notas seguimos as notícias do “Jornal do Brasil”. Mas igualmente outros jornais do Rio de Janeiro deram notícias e artigos sobre a morte do Príncipe. Por exemplo, “O Paíz”, que deu vários detalhes sobre as missas celebradas por Dom Luiz.

                                       
                                      Dom José Palmeiro Mendes, OSB.

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