segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Entrevista de Dom Bertrand de Orleans e Bragança - 02-10-2011

S.A.I.R. Dom Bertrand de Orleans e Bragança, em visita ao Estado de Santa Catarina para o III Encontro Monárquico Sul Brasileiro, concedeu entrevista ao jornalista Marcelo Tolentino do ND Online. Nesta oportunidade, o Príncipe Imperial do Brasil aproveitou para comprovar as falhas do sistema republicano e, com maestria, focalizou suas respostas, apesar das perguntas tendenciosas do repórter. Confira a entrevista com adaptações feitas pelo Blog Monarquia Já.


Por que restaurar a monarquia? Quais os defeitos do sistema republicano?
O objetivo da monarquia é criar na nação o clima de uma grande família, estimulando as qualidades do povo e inibindo suas más tendências. Há uma grande diferença entre a moralidade pública dos tempos do império e dos dias atuais. Ruy Barbosa, que redigiu o decreto que proclamou a república, depois se arrependeu do que fez. Dizia que enquanto na monarquia havia uma escola de estadistas a república era uma praça de negócios.


Na época havia mais liberdade de imprensa e uma democracia mais autêntica. Havia quatro poderes, Executivo, Legislativo, Judiciário e o Moderador, conduzido pelo imperador que dava a harmonia entre os poderes. Hoje o Executivo é quem manda. Além do mais, constitucionalmente, o imperador tinha menos poderes que o presidente da república tem hoje. Tinha grande influência, isso sim, principalmente para o bem. No Brasil, a república fracassou. Basta ver os atuais escândalos e o caos político em que vivemos.

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No Brasil, a república fracassou. Basta ver os atuais escândalos e o caos político em que vivemos.
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Em 1993, 13% da população disseram sim ao retorno da monarquia, em plebiscito. A maioria esmagadora optou pela permanência do república. Ainda acredita no retorno do sistema mesmo assim?

Não foi derrota. Foi a primeira batalha. Antes do plebiscito o retorno do império era encarado como um sonho. Agora pode ser visto como alternativa e, para muitos, a solução. Hoje é difícil encontrar alguém que diga que a república deu certo. A monarquia não é algo para agora, é algo para o futuro. Um dia, durante palestra nos Estados Unidos, criticaram a monarquia, dizendo que no regime republicano qualquer um pode ser presidente e que todos podem votar para escolhê-lo. Dizer que qualquer um hoje pode ser presidente é a mesma coisa que dizer que qualquer pessoa pode ganhar na mega-sena. E é questionável o argumento de que nós escolhemos o chefe de Estado. O que a gente faz é optar por duas ou três opções postas pelos partidos.

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É questionável o argumento de que nós escolhemos
o chefe de Estado. O que a gente faz é optar
por duas ou três opções postas pelos partidos.
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Como é ter um nome tão grande hoje, em um mundo globalizado?

Meu nome completo é dom Bertrand Maria José Pio Januário Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança e Wittelsbach. As pessoas reclamam. Não cabe nos cadastros. Mas claro que eu uso abreviado. Só dom Bertrand Orleans e Bragança.


O governo brasileiro dá algum tipo de ajuda financeira aos príncipes herdeiros?

Nada. Quando a república foi proclamada o governo confiscou todos os bens da família real. O processo mais antigo da Justiça brasileira é o nosso, pois a princesa Isabel tinha um bem pessoal que era a sua residência, hoje o Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro. Pedimos reintegração de posse em 1891, então o processo já dura 120 anos.


Nas famílias reais é natural o príncipe casar com alguém da mesma linhagem real. Mas o senhor é solteiro. Não encontrou a companheira ideal?

Normalmente casamos com pessoa do mesmo nível social, no caso uma princesa. Isso é tradição. Mas eu sou solteiro. É uma posição pessoal. Em casa somos em 12 irmãos. Se eu tivesse 12 filhos não teria tempo pra as minhas atividades.


Como é a sua rotina?

Sou formado em direito. Mas hoje me dedico principalmente ao movimento monárquico, dando palestras, participando de encontros. E também participo do movimento Paz no Campo, que visa lutar pelos direitos de propriedade.

O senhor tem algum hobby?

Gosto de ler. Mas quando mais jovem praticava equitação e alpinismo. Gosto de livros sobre a história, que é tão interessante que não vale a pena perder tempo com histórias fictícias. Hoje estou lendo um livro sobre a Revolução Francesa.

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Hoje me dedico principalmente ao movimento
monárquico, dando palestras, participando de encontros.
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domingo, 2 de outubro de 2011

Jovens vão ao encontro do Príncipe Dom Bertrand em Santa Catarina

Realizado nos dias 1º e 2 de outubro em Florianópolis, o III Encontro Monárquico Sul Brasileiro, com encontro de debates e palestras no primeiro, sendo o segundo dia reservado para a celebração da Santa Missa no rito tridentino. Estes dois dias serviram para confirmar que a juventude está ao lado da monarquia, pois um grande número de jovens foi ao encontro do Príncipe Dom Bertrand. É, na verdade, um pedido de socorro desta juventude para que o Brasil passe a ter a honestidade, a moralidade, a ética, enfim, os melhores valores, como prática. Atualmente, como demonstra o crescente número de jovens engajados, a melhor forma de manifestar o civismo e o amor pela Pátria é aderindo o movimento monárquico, na luta por um país melhor.

Fotos de O Possível e O Extraordinário:



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dom Bertrand em visita à Europa




S.A.I.R. o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança acaba de retornar de uma viagem a Europa. Dentre suas atividades pode ser destacado um jantar com S.A.R. o Príncipe Dom Miguel de Bragança, de Portugal, acompanhado do Dr. Marcus de Noronha da Costa, de outros membros da nobreza portuguesa, alemã e francesa, no Instituto Dom João VI, em Portugal.

Rede Globo lançará série sobre a Família Real Portuguesa


A Globo está investindo em séries e a próxima será sobre a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil. Segundo o jornalista Daniel Castro, a série será uma coprodução com a produtora  paulista Primo Filmes e terá 20 episódios.

A série será focada no público infantil. Atualmente, está em fase de roteirização e promete ser séria, com amplas pesquisas e não depreciativa da História.

O seriado terá a supervisão de Cao Hamburger, diretor de Castelo Rá-Tim-Bum (1995) da TV Cultura e do filme O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006).

O projeto ”Família Real”, (título provisório), já tem a liberação da Ancine (Agência Nacional de Cinema) e já dispõe de R$ 3 milhões em recursos de incentivos fiscais. Ainda não há previsão de ir ao ar, mas já conta também com o apoio do canal Futura.

domingo, 18 de setembro de 2011

III Encontro Monárquico Sul Brasileiro

Prezado (a) monarquista


O Círculo Monárquico Nossa Senhora do Desterro tem a grata satisfação de convidar Vossa Senhoria e distinta família para o III Encontro Monárquico Sul Brasileiro (programa anexo), que será realizado nos dias 1º e 2 de outubro de 2011, no Hotel Blue Tree Towers Florianópolis.

Nesse Encontro, o candente tema dos direitos humanos será debatido sob diversos matizes, mas convergentes a um sistema político cada vez mais vivo no imaginário social – a monarquia –, incomparável sistema de defesa dos interesses do povo brasileiro contra a avassaladora corrupção dos agentes públicos.

Nós monarquistas catarinenses e de outros Estados da federação estaremos reunidos em torno do Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, e de palestrantes de grande envergadura intelectual, para analisar e debater a conjuntura brasileira à luz da História e da política do Direito, a par de outros temas afins, com vistas ao futuro do País.

Esperando contar com sua grata presença no próximo dia 1º de outubro em nossa cidade, outrora felizmente chamada Nossa Senhora do Desterro, subscrevemo-nos com grande apreço.


Gilberto Callado de Oliveira
Presidente
Círculo Monárquico Nossa Senhora do Desterro


III Encontro Monárquico Sul Brasileiro - Florianópolis

PROGRAMA

1º de outubro de 2011 (sábado)

9h30 - Recepção aos participantes
Salão de eventos do Hotel Blue Tree Towers Florianópolis (Rua Bocaiúva, 2304)

10h00 - Sessão de Abertura -- Discurso do Presidente do Círculo Monárquico Nossa Senhora do Desterro, Prof. Dr. Gilberto Callado de Oliveira

10h20 - Perseguição religiosa na antiguidade cristã - Pe. Dr. Edinei da Rosa Cândido

11h10 - Intervalo - coffee-break

11h20 - Propostas básicas da Monarquia de 1991 em 2011 - Dr. Juan Carlos Voiseau y Jardón

12h15 - Almoço

15h00 - Direitos humanos e política - Dr. Martim Afonso de Haro

16h00 - O papel desempenhado pelo Papa Pio XII diante da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto: o Imperativo da Verdade Histórica - Prof. Msc. Marcelo Walsh

17h00 - Intervalo - coffee-break

17h30 - Direitos humanos e proteção da Amazônia - General de Exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira

18h30 - Palavras finais de S.A.I.R. Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil -- Entrega de diploma aos participantes

21h30 - Jantar de encerramento

2 de outubro de 2011 (domingo)

9h30 - Missa tridentina em ação de graças na Igreja de Nossa Senhora das Necessidades (Santo Antônio de Lisboa - Florianópolis), com a participação do grupo vocal "Cantus Firmus"


Formulário completo
e valores de adesão em


Participe!

sábado, 17 de setembro de 2011

"Dona Maria Beatriz de Orleans e Bragança e Glória Severiano Ribeiro"

"Integrantes da alta-roda carioca, elas arregaçam as mangas e fazem da filantropia uma atividade rotineira

por Lula Branco Martins | 14 de Setembro de 2011 | VEJA Rio


Elas têm ascendência poderosa, mas, em vez de se acomodar com o bem-bom do berço esplêndido, preferiram pautar sua vida pela máxima jobiniana de que “é impossível ser feliz sozinho”. O trabalho social faz parte da atividade rotineira de Glória e [Dona] Maria Beatriz, que circulam por paróquias e creches. A primeira é casada com Luiz Severiano Ribeiro, dono de um império de cinemas com mais de 200 salas pelo país. A outra, como mostra seu sobrenome, é tataraneta da princesa Isabel. Popular entre seus pares e carismática, Glória demonstra habilidade para reunir pessoas em prol de causas sociais. Católica praticante, costuma usar sua influência e o vasto círculo de amizades na alta-roda carioca para estimular doações e gestos filantrópicos. A jovem segue caminho semelhante e sempre que pode vai contar histórias às crianças de uma creche e conversar com elas. Na infância, [Dona] Maria Beatriz viajava para a fazenda da família em Vassouras, no interior do estado, onde brincava com dezenas de primos. Hoje, leva uma vida comum: estuda direito e faz estágio num escritório de advocacia. O noviciado profissional deu a ela uma noção mais clara sobre como funciona o mundo. “Agora, sempre que vou comprar algo, penso em quantos dias terei de trabalhar para poder pagar com meu próprio dinheiro”, diz a moça, que pode ser vista tanto à mesa do Sushi Leblon como na pista do bar Londra e mesmo em jogos de futebol, na torcida pelo Fluminense."

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Os [ ] são nossos.

Falece o Príncipe Rasso da Baviera


Faleceu em 12 de setembro de 2011, o Príncipe Rasso da Baviera, o irmão mais moço da saudosa Princesa Dona Maria, de jure Imperatriz Mãe do Brasil.



Nascido Rasso Maximilian Rupprecht Prinz von Bayern em 24 de maio de 1926, casou-se em 17 de outubro de 1955 com a Arquiduquesa Theresa da Áustria, tendo deste casamento sete filhos, 28 netos e bisnetos. Entre suas filhas está a Princesa Gisela, esposa do Príncipe Alexander de Saxe-Gessaphe - Herdeiro do Trono da Saxônia - que recentemente se encontrou com o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança.

Fotos: MURILLO CONSTANTINO
A Princesa Gisela da Baviera, com o primo, o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança

Com a morte do Príncipe Rasso, dos irmãos da Princesa Dona Maria, apenas a Princesa Dorothea, Arquiduquesa da Áustria por casamento, está viva.

Que descanse em paz!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

OS LAÇOS DO GOTHA


Ainda sobre o casamento do Herdeiro do Trono da Prússia e da Alemanha, Príncipe Jorge Frederico, com a Princesa Sofia de Isenburg, é de se ressaltar a presença da Princesa brasileira, Dona Isabel de Orleans e Bragança, e de seu esposo, o Conde Alexander de Stolberg-Stolberg á cerimônia.

Em Potsdam, o Conde e a Condessa de Stolberg-Stolberg prestigiam o casamento do Herdeiro do Trono da Prússia e da Alemanha

Com antepassados em comum, tanto pelos Isenburg, quanto pela Prússia, o Conde Alexander mantém grande relação de amizade com os recém-casados. O Conde e a Condessa de Stolberg retribuíram a presença da Princesa Sofia de Isenburg no casamento deles, em outubro de 2009, no Rio de Janeiro.

Na Igreja de Nossa Senhora da Gloria do Outeiro, Rio de Janeiro, da esquerda para a direita: Princesa Dona Maria Carolina de Bourbon-Parma, Stephanie de Preux, Pincesa Sofia de Isenburg, e as Princesa Dona Claúdia e Dona Maria Elisabeth de Orleans e Bragança | Foto: Luis Mendes | IDII  

Falecimento do Arquiduque Felix da Áustria


Faleceu no México, aos 95 anos, o último filho vivo do Beato Imperador Carlos da Áustria e da Bem Aventurada Imperatriz Zita.

O Arquiduque Felix era viúvo da Princesa Eugênia Anna de Arenberg, falecida em 1997. Deixa 7 filhos, 26 netos e bisnetos.

Seu irmão, o Arquiduque Otto, faleceu em 4 de julho de 2011. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

7 de setembro: a data máxima do Brasil

A data de 7 de setembro é a data que deve ser mais exaltada pelos brasileiros. Comemoração de uma data genuinamente nacional.

S.M.I., o Imperador Dom Pedro I | Museu Histórico Nacional | Foto: Dionatan da Silveira Cunha

Sob o aspecto histórico do 7 de setembro, pode-se dizer que com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil em 1808, a transformação da então colônia em Reino Unido à Portugal e Algarves, bem como a criação de instituições que transformaram o Brasil num potencial país, culminaram na Independência do dia 7 de setembro de 1822.

Em 1821, a mando do parlamento português, a Família Real foi obrigada a voltar a Portugal. O Rei Dom João VI deixa como regente no Brasil, o herdeiro da Coroa, o Príncipe Dom Pedro, seu filho. Em janeiro de 1822, também a mando do parlamento português, Dom Pedro recebeu uma carta instruindo-lhe o seu regresso e o retorno do Brasil à qualidade de colônia, ele recusou dizendo que não iria voltar. O parlamento português manifestava grande preocupação, pois temia a iniciativa de Dom Pedro em proclamar a Independência do Brasil.

Em setembro de 1822, deixando como regente a Princesa Dona Leopoldina, Dom Pedro partiu para São Paulo, numa expedição de alguns dias. Sob lombo de mulas, iam, o Príncipe e sua comitiva, tratar de assuntos importantes naquela província. Neste dias, Dona Leopoldina recebeu, no Rio de Janeiro, uma extensa carta do parlamento português ordenando a volta imediata do Príncipe Dom Pedro. Dona Leopoldina, artífice da Independência, através de um emissário, manda as últimas notícias ao marido, acompanhado de um parecer seu, sobre o que achava que o Príncipe deveria fazer diante da situação. O bilhete dizia, entre outras coisas, que o marido deveria, a qualquer custo, desobedecer ao parlamento português, dando ao Brasil a Independência. Assim fez Dom Pedro. 

No dia 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, Dom Pedro acatou os conselhos da esposa, resolveu então ceder as suas próprias vontades e criou a nacionalidade brasileira. Queria a Independência ou a Morte! Era um brado de homens como poucos, um daqueles que mais amou o Brasil e os brasileiros. O brado daquele homem já esquecido e, por vezes, ridicularizado, além de difamado nos livros escolares. Aquele homem que teve a Constituição como livro mestre de sua vida e por ela enfrentou batalhas, abdicou de tronos e concedeu a liberdade ao povo irmão. Aquele homem cujo brado transformou a colônia em nação e os colonos em brasileiros. Era o mesmo homem que não custou em se indispor com o pai, Rei de Portugal, para defender o país que adotou como sendo seu.

Depois do dia 7 de setembro, teve-se muito o que fazer para pavimentar o caminho do Brasil como país independente. O Brasil ainda era visto como colônia pelos países da Europa. Como mudar tal realidade?

Aclamado Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, na janela do Paço Imperial, quando a América espanhola se fragmentava em pequenos pedaços, sendo invadida pelos ideais do caudilhismo criminoso dos ditadores que surgiam como pragas assoladoras, criando miséria e divisão territorial, o Imperador foi a essência do Brasil pós Independência. Enquanto o Brasil surgia como país independente, fratricídios ocorriam em países vizinhos. A Monarquia para o Brasil surgiu como tábua de salvação, capaz de resolver os problemas e manter um país continental, não fosse Dom Pedro I, estaríamos hoje numa América portuguesa impregnada de revanchismos ocasionados pela divisão em micro países. Mas não se constrói uma nação da noite para o dia... Haveria-se de constituir organismos, criar estruturas de Governo e de Estado, articular como se dariam as transformações, era necessário arregimentar pessoas – braços fortes – para a construção do país. Tudo estava por fazer. Como mudar esta realidade?

Para o Imperador Dom Pedro I tudo era muito fácil. Jovem, animado, firme em suas convicções, não lhe era difícil esta empresa. Para tanto, o Imperador inaugurou um modelar esquema de negociações, diplomacia primitiva do Brasil, em situações que muito teve que dar para poder obter o reconhecimento desejado. Na estrutura interna, visou fortalecer, através da Carta Magna de 1824, as instituições criadas por Dom João VI, quando este esteve no Brasil.

O Brasil honrou dívidas e protocolos internacionais. Indenizou quem precisava e foi reconhecido como nação forte e soberana. Situação que mais tarde, outro Pedro, o segundo Imperador, fez perpetuar até 1889.

Os que renegam esta parte da história, preferindo crer nas invenções pós Deodoro da Fonseca, devem crer em nossa “Independência atual”, onde se preza estrutura diversa daquela de 1822, cuja preferência não é a Independência de nosso país e de seus cidadãos, mas a Independência particular, onde políticos – aqueles arrivistas sociais – procuram lograr êxito a qualquer custo, roubando do Estado em beneficio próprio, sendo esta a única independência por eles conhecida – a financeira pessoal. Mas é exatamente como escreveu Maria Cornelsen em seu brilhante artigo, “Independência ou...” para o jornal “Paraná Online” no ano passado: “Hoje dá vontade de ressuscitar aquele homem valente e pedir socorro. Pedir para que novamente decretasse a independência deste Brasil, resgatando valores como a honestidade, a preocupação com o todo e o respeito pelo próximo. Quem sabe ele pudesse nos dar uma aula de moral, civismo e lealdade, bastante propícia para este período eleitoral [2010 foi ano eleitoral]”. E completa, “Pensando bem, é melhor que Dom Pedro descanse em paz em seu túmulo. Afinal ele já fez o que tinha que fazer. A responsabilidade agora é de outros para por este ‘tremzão’ na linha e fazê-lo não perder o rumo. E também nossa, que devemos continuar ensinando às criancinhas que Sete de Setembro não é feriado só para emendar com o Dia da Padroeira de Curitiba e todo mundo sair para um mega congestionamento na BR-277 e chegar nas praias que estão sem estrutura, sem segurança e sem perspectiva de melhoras”. 
  
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Nota: o texto foi utilizado como réplica para mensagens e eletrônicas e postagens em veículos da internet sobre a Independência do Brasil.

Os Dragões da Independência e o bom uso dos símbolos nacionais

O capacete da Imperial Guarda de Honra dos Mosqueteiros do Imperador Dom Pedro I do Brasil | Museu Histórico Nacional | Foto: Dionatan da Silveira Cunha

Criado, em 1808, pelo então Príncipe Regente Dom João, recém chegado de Portugal, o 1º Regimento de Guarda do Exército, era uma das divisões militares mais prestigiosas até o golpe que impôs o fim da Monarquia no Brasil. Em 1822, com a Independência do Brasil, o regimento foi denominado Imperial Guarda de Honra dos Mosqueteiros do Imperador Dom Pedro I do Brasil ou Dragões da Independência. Depois de 1831, com a abdicação de Dom Pedro I e a futura ascensão de Dom Pedro II como segundo Imperador, a Guarda foi mantida, conservando seu sentido original de oferecer proteção ao governo Imperial. 


No início da república, a Guarda foi relegada ao ostracismo, o uniforme, característico do Regimento – belo e altivo, foi modificado e o prestigio decaiu. Em 1927, o grande historiador Gustavo Barroso, célebre diretor do Museu Histórico Nacional, iniciou uma ação para exaltar os símbolos nacionais, quando então a Guarda foi alvo de restauros. No mesmo ano, o Museu Histórico Nacional recebeu estudiosos para a feitura de moldes de uniformes da antiga Guarda Imperial, utilizando-se ainda as estampas de Debret – artista que procurou homenagear a Imperatriz Dona Leopoldina no desenho dos uniformes, feitas no período Imperial, sendo mudadas alguns símbolos como o Brasão do Império e o Monograma de S.M.I, o Imperador Dom Pedro I, ainda em 1927 o 1º Regimento de Cavalarias de Guardas passou a envergar a nova farda. 


Hoje, no entanto, este Regimento é pouco comentado e empregado em poucas funções, dentre as quais muitas não se aplicam, instituídas pela presidência da república, podendo ser citado o “circo” montado na data da Independência na esplanada dos Ministérios, em Brasília, quando a Guarda foi obrigada a entoar músicas populares que em nada tem  a ver com a data em questão. Veja o vídeo:


"É o amor"



"Chora me liga"
  

"Pássaro de fogo"

 Apenas no Brasil republicano os símbolos nacionais são motivos de deboche, chacota, alvos do desrespeito das instituições públicas. É uma vergonha a exposição errada a que os politiqueiros submetem símbolos tão caros a História nacional.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Jornada Monarquista do Estado do Rio de Janeiro

Confira o programa da Jornada Monarquista do Estado do Rio de Janeiro que ocorrerá no dia 3 de setembro de 2011 no South American Copacabana Hotel.

(Clique para ampliar)


Participe, maiores informações em diretoriomonarquicodobrasil@gmail.com

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