terça-feira, 9 de setembro de 2014

"Homenagem a S.A.I.R., a Princesa D. Maria Elizabeth de Orleans e Bragança: 100 anos do nascimento, 66 anos de devotamento ao Brasil"

Conferência realizada por Dionatan da Silveira Cunha, editor do Blog Monarquia Já, durante o XXIV Encontro Monárquico, no Rio de Janeiro. Com imagens do arquivo do Blog Monarquia Já

Nascida Maria Isabel Francisca Teresa Josefa, Princesa Real da Baviera, no Castelo de Nymphenburg, em Munique, a 9 de setembro de 1914, S.A.I.R., a Princesa Senhora Dona Maria era a segunda filha do Príncipe Francisco (Franz) da Baviera e da Princesa Isabelle, Princesa de Croy. S.A.I.R. era neta do último monarca da Baviera, o Rei Luís III (1845-1921), (foi regente do reino a partir de 1912, devido à incapacidade do Rei Oto I, assumindo a coroa com sua morte no ano seguinte, até 1918, quando da proclamação da república na Alemanha no final de 1918) e de sua esposa, a Rainha Maria Teresa Henriqueta, nascida Arquiduquesa da Áustria-Este.   

Ao nascer, portanto, a Princesa pertencia a uma prestigiosa família real reinante, referência em toda a Europa pela Cultura, pelo apoio as artes e refinamento, estando sempre ligados ao Papado, aos Império dos Habsburgo, à França, à Península Ibérica e a Europa de modo geral.  Efetivamente em 1914, ano de seu nascimento, o mundo experimentava os infortúnios do início da Primeira Guerra Mundial, a Família Real da Baviera não ficou imune aos acontecimentos e até mesmo o Príncipe Francisco envolveu-se na Guerra, sendo general do Exército bávaro. Em 1918, eclodiu na Alemanha a Revolução Espartaquista, com forte influência da terrível Revolução Russa de 1917, que acabou por assassinar o Czar Nicolau II e sua Família. Este movimento era de ideal comunista e conseguiu primeiramente controlar a região da Baviera. Em 7 de novembro daquele ano, o Rei Luís III e sua Família, entre eles a pequena Princesa Dona Maria, foram obrigados a partir de Munique. O Rei foi o primeiro a ser deposto e a Família passou a sofrer a hostilidade dos revoltosos. A Família Real da Baviera, contudo, conservou todo o seu prestígio, tendo-se inclusive falado em certa época na hipótese de uma restauração da monarquia na Baviera, integrando a República Alemã. 

A Rainha Maria Teresa, avó de Dona Maria, herdou de sua família um riquíssimo patrimônio, que incluía propriedades na Moravia e Sárvár, na Hungria. Neste último país, num castelo de mesmo nome da localidade, Dona Maria passou a infância. Seu avô, por ameaças, teve ainda de se transferir para o Liechtenstein e para a Suíça. Neste contexto a infância da Princesa Dona Maria foi bastante conturbada e até mesmo traumática. Na década de 30, a Família retornou à Baviera e parte de seus bens foram devolvidos pelo governo republicano. Seu avô, o Rei Luís III, faleceu em 1921 (mesmo ano da morte da nossa Princesa Dona Isabel, a Redentora), deixando como herdeiro o Príncipe Rupprecht - filho mais velho e tio de Dona Maria. Este se declarou contra o regime nazista, sendo sua esposa, a Princesa Antonieta, nascida Princesa do Luxemburgo – irmã da Grã-Duquesa Carlota do Luxemburgo, e seus filhos, capturados em 1944 e levados para o campo de concentração em Brandemburgo e, anos mais tarde, a Dachau (DARAU), sendo libertados pelo exército norte-americano. A Princesa não resistiu e faleceu anos depois. A Família teve de se exilar na Itália. O nazismo ensejava a Segunda Guerra Mundial.  

Em 19 de agosto de 1937, a Princesa Dona Maria foi desposada na capela do Castelo de Nymphenburg pelo Príncipe Dom Pedro Henrique Afonso Filipe Maria Gastão Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança, Herdeiro dos Imperadores do Brasil, Chefe da Casa Imperial, de jure, S.M.I., o Imperador Senhor Dom Pedro III do Brasil. A cerimônia foi assistida por dois Soberanos, a Grã-Duquesa Carlota do Luxemburgo e o Rei Alfonso XIII da Espanha, além do Chefe da Casa Real das Duas Sicílias (Ferdinando, Duque de Calábria, tio de Dom Pedro Henrique) e os Príncipes Herdeiros da França, Condes de Paris (ela Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança, prima irmã de Dom Pedro Henrique), além de outros da realeza e da nobreza. O tio de Dona Maria, o Príncipe Rupprecht, também presente, fez questão de mostrar o desprezo da Família Real, da Baviera aos comandantes nazistas, não os convidando para o enlace. O casamento de Dona Maria foi notícia também pelo fato do celebrante, o Cardeal Faulhaber, Arcebispo de Munique, ter aproveitado a ocasião para, no sermão, criticar firmemente o regime de Hitler.   

Pelos trágicos acontecimentos na Europa, impedidos de vir ao Brasil, e conseqüentemente afetados pelas sanções impostadas pelos nazistas aos parentes e as mortes derivadas das ações daquele grupo, o casal fixou-se primeiramente em Mandelieu, na França, onde habitava Dona Maria Pia, mãe de Dom Pedro Henrique. Ali nasceram o Príncipe Dom Luiz, atual Chefe da Casa Imperial do Brasil (1938), Dom Eudes (1939) e Dom Bertrand (1941), atual Príncipe Imperial do Brasil. Pelas precipitações da Segunda Grande Guerra, Dom Pedro Henrique teve de se refugiar com a esposa e os filhos em La Bourbole, em Puy-de-Dôme, região central da França, aonde as violências da guerra provavelmente não chegariam. Lá nasceu Dona Isabel (1944).  

O ano de 1945 foi decisivo para a vida de Dona Maria, visto que precisaria deixar a Europa, onde era cercada por parentes próximos e queridos, para finalmente fixar residência no Brasil, realizando o sonho de seu marido. Em maio daquele ano o navio Serpa Pinto deixou Portugal e rumou para a América do Sul, num roteiro raro naqueles tempos de guerra. Em 17 de maio de 1945 a Família Imperial assistiu a Primeira Comunhão da Princesa Diana de França, filha da Condessa de Paris, em Pamplona, na Espanha, embarcando depois Dom Pedro Henrique e Dona Maria (grávida) e seus cinco filhos, para o Brasil. O embarque não agradou inicialmente a Princesa Dona Maria Pia, que achava errado Dona Maria fazer esta longa viagem estando grávida.  Pelos acontecimentos da guerra e a dificuldade de se arranjar meio de transporte para o Brasil, Dona Maria Pia acabou consentindo e admitindo a necessidade da viagem.   

Em Petrópolis, Dona Maria deu a luz, no ano de 1945, ao Príncipe Dom Pedro de Alcântara. Na chegada ao Brasil ocorreu um doloroso episódio: o Príncipe Dom Pedro Henrique foi informado pelo primo, Dom Pedro Gastão, sobre sua condição de ex-sócio da Companhia Imobiliária de Petrópolis, a empresa constituída para administrar a antiga Fazenda Imperial. O Príncipe e sua família, com grandes dificuldades, foram acolhidos por amigos valorosos que prestaram auxílio. Sobre isso, inclusive, a Princesa Dona Maria, sempre disse que a Providência nunca abandona as famílias numerosas.  De fato, Dom Pedro Henrique residiu certo tempo em Petrópolis, numa casa no bairro do Retiro. Já no Rio de Janeiro, em 1948 nasceu Dom Fernando e, em 1950, Dom Antonio. Residiram por certo tempo também em casa alugada no bairro de Santa Teresa.  Apenas em 1951 conseguiu Dom Pedro Henrique comprar uma propriedade agrícola, que denominou Fazenda Santa Maria, na cidade de Jacarezinho, no Estado do Paraná. Lá nasceram Dona Eleonora (1953) e Dom Francisco (1955). E em Jundiaí do Sul, também no Paraná, nasceram Dom Alberto (1957) as Princesas gêmeas, Dona Maria Gabriela e Dona Maria Teresa (1959). Em 1965, necessitando estar mais próximo dos grandes centros, Dom Pedro Henrique vendeu a Fazenda Santa Maria e comprou, em Vassouras, o sítio Santa Maria, conservado na familia até os dias atuais. 

Em 5 de julho de 1981, faleceu o Príncipe Dom Pedro Henrique, deixando viúva a Princesa Dona Maria. Ascendeu a Chefia da Casa imperial o seu filho, Dom Luiz.   

O Brasil, parece ter sido agraciado com as virtudes de nossa Rainhas e Imperatrizes. Foi assim com a primeira a pisar nas Américas, a Rainha Dona Maria I, que com sua fé e caridade, promoveu a religião, as artes e a cultura de modo geral. Foi também com a Rainha Dona Carlota Joaquina, que mesmo coadjuvante, defendeu os interesses de Portugal e gerou os herdeiros do Reino. No Império, o Brasil foi novamente abençoado com a Imperatriz Dona Leopoldina, dama de grande cultura, que sobre tudo versava,  conservadora e precursora de nossa independência, de cultura incrível. A Imperatriz Dona Amélia acolheu os filhos do Imperador Dom Pedro I, dando-lhes educação e amor, mesmo de longo na Baviera ou em Portugal, aconselhava sobre política e avida pessoal,  seu querido filho, o Imperador Dom Pedro II. Tivemos também Dona Teresa Cristina, que por suas características foi apontada como a Mãe dos Brasileiros, morrendo de desgosto por estar longe do Brasil, pátria que adotou como sendo sua. A filha desta, a Princesa Dona Isabel, reconhecida por todos como a Redentora, apesar de não ter sido coroada, teve sua vida marcada pelas virtudes. A prudência de seus atos, a justiça que a levou libertar os escravos, a fortaleza que demonstrou em sua regência e momentos como os de 1889, e temperança, demonstrada em seu equilíbrio de sempre amar e respeitar, mesmo àqueles que lhe deram as costas, lhe conferiram, recentemente, a possibilidade de abertura de inicio de processo de beatificação. Sua nora, a Princesa Dona Maria Pia, católica, exemplo de esposa, de mãe e de Princesa, criou seus filhos, mesmo com as dificuldades dos 53 anos de viuvez, com grande dignidade, transferindo-lhes os mais caros valores. A Princesa Dona Maria, homenageada com nossa conferência, reuniu o que havia de melhor nestas 7 grandes damas.  Já dizia o grande pensador e intelectual católico, Dr. Plinio Correa de Oliveira, numa das edições do prestigiado Legionário, que a Casa de Wittelsbach tinha verdadeira vocação para produzir grandes homens e grandes mulheres, portanto, o casamento de Dona Maria com o Herdeiro dos Imperadores do Brasil, foi uma grande dádiva, pois uniu o sangue dos Orleans e Bragança com o dos Wittelsbach. Verdadeiro ícone de uma geração de Grandes do Gotha, Dona Maria se junta a um seleto grupo que representam as tradições das antigas gerações da realeza das monarquias que governaram a Europa e o Brasil como o Grão-Duque João do Luxemburgo (90 anos), o Príncipe Phillip, Duque de Edimburgo (89 anos) e o Rei Miguel da Romênia (89 anos). Senhores e Senhoras de um passado majestoso e único, que levaram uma vida de grande dignidade.   

Depois da morte do marido, a Princesa Dona Maria passou a morar num apartamento na rua Custódio Serrão, na Lagoa, na cidade do Rio de Janeiro,  com sua filha, a Princesa Dona Isabel. Nos últimos anos foi enfraquecendo lentamente, sendo sempre sustentada por sua grande fé religiosa. Referência da Família, a Princesa sempre foi amada pelos 12 filhos, 25 netos e também pelos pequenos bisnetos e reverenciada pelos monarquistas brasileiros. O Clube de Engenharia, há anos atrás, a considerou a Mãe do Ano.  

Prima do Herdeiro do Trono Bávaro, Franz, Duque da Baviera, 77 anos (neto do Príncipe Rupprecht), Dona Maria teve cinco irmãos: o Príncipe Ludwig, falecido em 2008 com 95 anos, casado com sua prima, a Princesa Irmgard da Baviera (são os pais do Príncipe Luitpold, 60 anos, Herdeiro de Franz, Duque da Baviera, que é solteiro –  esteve recentemente no Brasil; a Princesa Aldegunda, falecida em 2004, com 87 anos, a Princesa Eleonora, falecida em 2009, com 91 anos, a Princesa Dorotéia, 91 anos, que casou com Gottfried, Arquiduque d´Austria, Grão-Duque de Toscana; o Príncipe Rasso, 85 anos, casado com a Arquiduquesa Teresa da Áustria (são os pais, entre outros filhos, da Princesa Gisela, esposa do Chefe da Casa Real da Saxônia, Alexander, Príncipe de Saxe-Gessaphe).  

A Princesa Senhora Dona Maria faleceu no dia 13 de maio de 2011. Foi velada na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, no centro de Vassouras, com missa de Corpo Presente, o sepultamento se deu no jazigo da Família Imperial no cemitério daquela cidade. Várias missas foram celebradas em sufrágio de sua alma. No Rio de Janeiro, a celebração oficiada por Dom Orani João Tempesta, Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, reuniu 600 pessoas. Publicações como o jornal “O Estado de São Paulo” e as revistas “Vogue” e “Point de Vue” renderam homenagens a Princesa. 

O ano de 2014 marca o centenário de nascimento da Princesa Senhora Dona Maria, que além de Princesa da Baviera e, de jure, Imperatriz do Brasil, foi um estandarte da caridade, bondade e fé cristã. 


Castelo de Nymphenburg, Munique

Castelo de Sárvár

Dona Maria, récem nascida, com com sua mãe, a Princesa Isabelle de Croÿ

Dona Maria em 1916



Dona Maria, com a mãe e o irmão, o Príncipe Ludwig




Com a família, pouco antes do casamento

Foto oficial do noivado
 

O casamento em Nymphemburg





A visita ao Santo Padre, no Vaticano

Com os filhos, na Fazenda Santa Maria

 

Na catequese da Primeira Comunhão para os filhos dos colonos, no estado do Paraná


Com a Rosa de Ouro, enviada pelo Papa Leão XIII à Princesa Dona Isabel e doada à Arquidiocese de São Sabastião do Rio de Janeiro pelo Príncipe Dom pedro Henrique


Com os irmãos e cunhadas na Alemanha

Em 2002, no Outeiro da Glória, com SS.AA.II.RR., os Príncipes Dom Luiz e Dom Bertrand

Dona Maria, de jure Imperatriz do Brasil

Castelo de Nymphenburg

Marcando o centenário de nascimento da Princesa Dona Maria, o Blog Monarquia Já visitou o Castelo de Nymphenburg, em Munique, onde nasceu e se casou a Imperatriz do Brasil.  

O Castelo encomendado ao conceituado Asgostino Barelli, foi contruido entre os anos 1664 e 1675, sob encomenda dos Príncipes eleitores Fernando Maria e Henriqueta Adelaide de Saboia. Maximiliano II Emanuel, herdeiro dos Duques Soberanos da Baviera, empreendeu diversas melhorias aos prédios, porem o Castelo atingiu sua magnificência, com o filho deste, o Sacro Imperador Romano-Germânico, Carlos VII Alberto, que mandou construir  oSchlossrondell, as belas mansões barrocas que ladeiam o frontão principal. O Palácio serviu de residência de verão para o Reis da Baviera.  

A parte interna do Palácio impressiona pela beleza da execução dos estilos barroco e rococó, reunindo o melhor das artes e da mobília deste estilo.  

Rodeia o Castelo, um parque de 800.000 m², que ao longo dos séculos assumiu os estilos italiano, francês e, finalmente, inglês, circundado por belos lagos, repletos de cisnes e patos. Na propriedade foram construídos pavilhões temáticos: o Dörfchen – uma pequena aldeia, o Salettl - uma cabana para as crianças reais, o Pagodenburg – com rica azulejaria, o Badenburg – o pavilhão dos banquetes, ricamente adornado em estilo rococó, o Magdalenenklause – espeço destinado ao retiro eremítico, o Amalienburg – um belo pavilhão de caça em estilo rococó e o Monopteros – um templo em estilo neoclássico. O Castelo de Nymphenburg possui uma das mais importantes coleções de porcelanas e de coches do mundo. 

Morreu no Castelo o Rei Maximiliano I José em 1825, e o seu bisneto, o Rei Luís II, nasceu ali em 1845. Em 1914, neste Castelo também nasceu a Princesa Dona Maria e, em 1937, lá também se casou com o Príncipe Senhor Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, em 1936.

Nymphenburg e suas belas mansões 


 
Símbolo máximo do barroco e rococó




Os salões onde eram recebidos os Reis e Nobres durante o período monárquico na Baviera


Jardins: o grande destaque de Munique 


O lago com seus patos e cisnes
 

MENSAGEM OFICIAL DO CHEFE DA CASA IMPERIAL DO BRASIL SOBRE A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL



Do Facebook da Pró Monarquia 



O Príncipe Dom Luiz, Chefe da Casa Imperial do Brasil, convidado pelo Grupo Monarquista “Maneco Dionísio” de Avaré, escreveu uma mensagem como lembrança desta data em que se comemora a Independência do Brasil pelo seu tetravô, o Imperador Dom Pedro I.

A Pró Monarquia, o Secretariado da Casa Imperial do Brasil, publica abaixo a mensagem endereçada ao “Maneco Dionísio” como a mensagem oficial do Chefe da Casa Imperial aos Brasileiros nesta especial data, sob o título de “O papel da Monarquia no processo da Independência do Brasil”:

“A convite do Grupo Monarquista “Maneco Dionísio”, atuante nesta importante Estância Turística de Avaré, tenho o prazer de enviar esta mensagem sobre um tema do qual infelizmente os livros didáticos não tratam com a devida imparcialidade, qual seja, o da nossa Independência.

Quando D. João VI, em 1808, desembarcou no Brasil com a Família Real portuguesa, já vinha com o plano de formar aqui um grande Império: abriu os portos para as nações amigas, constituiu várias academias e escolas militares; em suma, criou no Brasil instituições políticas, administrativas, judiciais e militares necessárias para o desempenho de uma nação.

Em 1821 D. João VI foi forçado a voltar a Portugal, mas deixou o seguinte recado para seu filho, D. Pedro: “Pedro, mais cedo ou mais tarde o Brasil se tornará independente. Toma tu a coroa, antes que um aventureiro o faça”. D. Pedro, muito fogoso e atirado, seguiu o conselho do pai e, apesar de todas as pressões recebidas das Cortes revolucionárias portuguesas, não quis voltar a Portugal, e assim tivemos o famoso “Dia do Fico”.

Porém, em setembro de 1822 as pressões se tornaram tais que, ou o Brasil se tornava independente, ou voltaria não para o domínio da Coroa Portuguesa, mas das Cortes de Lisboa, que queriam esfacelar o país em várias Províncias.

Neste momento D. Pedro estava em São Paulo, em viagem de reconhecimento aos Estados do Sul, deixando no Rio de Janeiro como regente sua esposa, D. Leopoldina, uma princesa da Casa d’Áustria. D. Leopoldina, aconselhada por José Bonifácio e por outros Conselheiros de Estado, diante da situação assim criada, assinou o Decreto de Independência em 2 de setembro. Em seguida enviou uma carta a D. Pedro -- José Bonifácio mandou outra --, relatando os fatos e demonstrando que era imperioso proclamar-se a Independência. D. Pedro, passando pelo Córrego do Ipiranga, em São Paulo, voltando de Santos, recebeu as cartas, as leu, tirou o chapéu, arrancou dele as cores de Portugal, e proclamou: “A sorte está lançada, o Brasil está independente, não temos mais vínculos com Portugal. Independência ou Morte”.

Proclamada a Independência, D. Pedro voltou ao Rio num galope de três dias, uma façanha para a época. Mas, passando por Aparecida, parou para consagrar a Pátria recém-nascida a Nossa Senhora Aparecida. Daí o título de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, título ratificado bem mais tarde pela Santa Sé. Mas de fato desde 1822 o Brasil já estava consagrado a Nossa Senhora Aparecida.

Vemos o papel fundamental da regente D. Leopoldina em nossa Independência. Posteriormente atuou também junto à Corte de seu pai, Imperador da Áustria, para que houvesse o reconhecimento do Império do Brasil. Assumiu por completo a nacionalidade brasileira, exigindo de seu pai que, caso não reconhecesse o Brasil como Império independente, seria inimiga da Áustria, sua pátria de origem. D. Pedro, com o auxílio de D. Leopoldina, fez com que nossa Independência se tornasse completamente efetiva.

É preciso salientar: o Brasil, ao contrário de outras nações das Américas, não se tornou independente como um filho revoltoso contra o pai, mas, pelo contrário, como filho emancipado pelo pai. Aquele recado de D. João VI era uma carta de emancipação. A Independência se tornou de tal maneira amigável, que no tratado de reconhecimento da Independência D. João VI recebeu o título de Imperador D. João I do Brasil. E quando D. Pedro se tornou Imperador, recebeu o título de D. Pedro I. Digo isso para mostrar como tudo foi familiar, característica tipicamente nossa, no qual o temperamento cordato, bondoso e amante da paz dos brasileiros e portugueses fizeram com que nossa Independência se realizasse sem traumas nem guerras fratricidas. É uma das glórias de nossa Pátria, é uma glória do temperamento luso-brasileiro, lamentando infelizmente que no resto da América do Sul, do Centro e do Norte o mesmo não ocorreu.

A Monarquia com isso nos deu uma Independência inteiramente pacífica, e em 1824 a melhor Constituição já escrita, com apenas 179 artigos, vigorando até 1889 (65 anos, portanto). Comparem com o período republicano, no qual já tivemos sete Constituições, e já se fala numa oitava... A Monarquia é, portanto, um regime que permite mais estabilidade, planejamento de longo prazo e segurança aos cidadãos.

A todos, grandes comemorações nesta magna data!

Dom Luiz de Orleans e Bragança”

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Monarquia: ética, honestidade e competência

No dia em que o Brasil comemorou seus 192 anos de independência, festa magna dos Brasileiros, os monarquistas se reuniram no Rio de Janeiro para homenagear o Chefe da Casa Imperial do Brasil, o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança e sua saudosa mãe, a Princesa Dona Maria, em Missa Solene, celebrada na Igreja de Nossa Senhora da Gloria do Outeiro, tradicional templo carioca da época do Rei Dom João VI.

A Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, Rio de Janeiro

A entrada solene dos Príncipes da Casa Imperial do Brasil

A devoção da Família Imperial e dos presentes



S.A.I.R., a Princesa Dona Maria é homenageada com um belo quadro

Dom Antonio e os filhos  


Compareceram monarquistas e amigos da Família Imperial de diversos Estados do Brasil. Em sua homilia, o Reverendíssimo Padre Anderson Batista da Silva evidenciou as virtudes de SS.AA.II.RR., o Senhor Dom Luiz e da Senhora Dona Maria, evidenciando as vantagens da Monarquia. Abrilhantou a celebração, o coral vindo especialmente de Uberaba, Minas Gerais, regido pelo maestro Fabrício Rodrigues Pereira. 


Dona Maria Gabriela, Dom Rafael e Dom Antonio com o maestro e demais músicos de Uberaba 


Depois da celebração, seguiu-se almoço comemorativo no hotel Windsor Florida. Na ocasião, Dom Antonio discursou sobre a importância da união dos monarquistas, agradecendo a presença e as demonstrações de afeto recebidas de todos os presentes. Dom Rafael e Dona Maria Gabriela também estiveram presentes no almoço e confraternizaram com os monarquistas.

Entre o S.E.R., o Senhor Dom José Palmeiro Mendes, o Padre Anderson e demais amigos, Dom Antonio confraterniza com os monarquistas 

SS.AA.RR., Dona Maria Gabriela e Dom Rafael também confraternizam com as novas lideranças monarquistas


A demonstração de civismo e admiração à história do Brasil eram característicos nos dois dias de reuniões dos monarquistas no Rio de Janeiro. A presença dos Príncipes Dom Antonio e Dom Rafael e da Princesa Dona Maria Gabriela evidenciavam que a despeito de toda a corrupção, desordem e incompetência do governo republicano (eleito através de conchavos e acordos escusos), a Família Imperial, representada na figura de seu Chefe, o Príncipe Dom Luiz (educado e preparado para ser Imperador), é verdadeiro estandarte da ética, honestidade e da competência. A Família Imperial está à disposição para servir o Brasil, representando a família de cada um dos brasileiros.

sábado, 6 de setembro de 2014

XXIV Encontro Monárquico do Rio de Janeiro: um grande sucesso

Cerca de 70 pessoas estiveram presentes no XXIV Encontro Monárquico do Rio de Janeiro, durante o sábado (06/09).

Na oportunidade, monarquistas de todas as partes do Brasil se reuniram para falar sobre temas de relevância nacional. S.A.R., o Príncipe Dom Antonio de Orleans e Bragança foi o responsável pela abertura.

O primeiro conferencista foi o Professor José Ubaldino Mota do Amaral, que falou sobre os Príncipes Dom Luis e Dom Antonio, filhos da Princesa Dona Isabel e do Conde d'Eu, na I Guerra Mundial. Em seguida, o Dr. José Carlos Sepúlveda da Fonseca palestrou sobre a situação brasileira frente aos países vizinhos, o desprestígio da diplomacia e o desgoverno da república. 

Às 14h30, o Príncipe Dom Rafael de Orleans e Bragança iniciou os trabalhos e, mencionando a monarquia como opção para os brasileiros, afirmou categoricamente: "Estarei sempre, mais do que ninguém, a serviço do Brasil!" Após o discurso do Príncipe, Dionatan da Silveira Cunha fez uma conferência sobre a Princesa Dona Maria (1914 - 2011), enaltecendo suas virtudes e homenageando-a com uma série de fotografias inéditas, que foram expostas aos participantes do evento e entregues ao Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança. 

Seguindo o programa, o monarquista Dr. Gilberto Callado de Oliveira, falou sobre o importante tema "Objeções de consciência às decisões legiferantes do STF". 

Neste Encontro, foi marcante a presença de novos monarquistas e, sobretudo, de novas lideranças dos Estados brasileiros. Falaram sobre as ações e perspectivas Guilherme de Faria Nicastro - responsável pela página da Pró Monarquia no Facebook, Natan de Oliveira - militante monarquista nas redes de ensino e na internet, e Dionatan da Silveira Cunha - editor do Blog Monarquia Já.

O Professor Rogério Tjader abrilhantou o evento com suas palavras de verdadeiro entusiasmo por seus mais de 70 anos de lutas em prol da Causa Monárquica.

Fechou o evento, o Príncipe Dom Bertrand, com uma brilhante palestra sobre o Brasil que queremos, destacando a missão da nação como país forte e independente.  

Dom Antonio abre os trabalhos

O Professor José Ubaldino Amaral da Mota fala sobre Dom Luis e Dom Antonio 

Dr. José Carlos Sepúlveda da Fonseca fala sobre a realidade política do Brasil

Dom Rafael discursa sobre a opção monárquica e sua disponibilidade em atender as demandas do Brasil e dos brasileiros 

Dionatan da Silveira Cunha falou sobre a Princesa Dona Maria em seu centenário de nascimento 

O Professor Rogério Tjader falou sobre a importância da militância monarquista e seu trabalho realizado há 70 anos

Natal Oliveira falou sobre sua contribuição nas salas de aula e na internet para formação de jovens monarquistas 


Os componentes da mesa atentos a fala de Dom Bertrand

Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, na palestra sobre a atual situação do Brasil


Dom Antonio, ao término do evento monarquista, concede entrevista a jovens monarquistas

S.A.R., a Princesa Dona Maria Gabriela em foto para o Blog Monarquia Já


A conferência ministrada pelo editor do Blog Monarquia Já, Dionatan da Silveira Cunha, sobre a Princesa Dona Maria, será disponibilizada no blog a partir de 9 de setembro, data do centenário de nascimento da Princesa. 

ATENÇÃO


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