quarta-feira, 20 de julho de 2016

Blog Monarquia Já nas redes

Com o objetivo de contribuir com a propagação do ideário monarquista, o Blog Monarquia Já lança seus perfis nas redes socais Facebook e Instagram.


Com mais de 7 anos de atuação na internet, o Blog Monarquia Já se firmou como um dos mais atuantes blogs sobre o tema, especializando-se em noticias, informações e história do Brasil e da Família Imperial. A página existente na plataforma blogger (http://imperiobrasileiro-rs.blogspot.com.br/) permanecerá como principal fonte de postagem da edição do Blog Monarquia Já e as redes sociais servirão como apoio na divulgação e contato com os leitores.

Para identificar, filtrar e refinar o conteúdo, todas as postagens serão acompanhadas da #monarquiaja.  

Contamos com seu acesso em mais esta nova etapa de nosso serviço. Acompanhe o Blog Monarquia Já nesta nova fase: 


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#monarquiaja      

sábado, 16 de julho de 2016

Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança completa 85 anos

No dia 16 de julho de 2016, completa 85 anos, Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança. O Blog Monarquia Já o homenageia com apontamentos biográficos:

Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança
Imagem: divulgação


Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança nasceu em Gmunden, Áustria, em 16 de julho de 1931, depois do exílio imposto a Família Imperial do Brasil, sendo registrado na Embaixada Brasileira, vindo a confirmar o ato aos 18 anos, na maioridade. É o atual Chefe do Ramo Dinástico de Saxe-Coburgo e Bragança, um dos Ramos da Família Imperial Brasileira.

Dom Carlos na década de 50
Imagem: Blog Monarquia Já
Brasileiro, Dom Carlos Tasso é o filho mais velho da Princesa Dona Teresa Cristina de Saxe-Coburgo e Bragança (1902-1990), a terceira filha do Príncipe Dom Augusto Leopoldo, e do Barão Lamoral Taxis de Bordogna e Valnigra (1900-1966). Ele tem duas irmãs, Dona Alice (falecida em 2012) e Dona Maria Cristina, e um irmão mais novo, Dom Filipe (que serviu como tenente na marinha brasileira e reside no Rio de Janeiro).

Dom Carlos descende da segunda filha do Imperador Dom Pedro II e da Imperatriz Dona Teresa Cristina, a Princesa Dona Leopoldina, casada em 1864 com o Príncipe Luiz Augusto de Saxe-Coburgo-Gotha, Duque de Saxe e Almirante da Marinha Imperial do Brasil. Deste matrimônio nasceram 4 filhos, dentre eles o Príncipe Dom Augusto Leopoldo, nascido em Petrópolis, criado como Príncipe brasileiro – recebendo, inclusive, a distinção de Dom e o tratamento de Alteza por parte do Imperador Dom Pedro II, seu avô. Dom Augusto Leopoldo foi exilado com toda a Família Imperial em 1889, e desposou em 1894, Dona Carolina Maria, nascida Arquiduquesa da Áustria-Toscana, com quem teve 8 filhos, dentre os quais a Princesa Dona Teresa Cristina que foi a única filha deste casal a conservar a nacionalidade brasileira e, consequentemente, direitos dinásticos ao Trono do Brasil.

Dona Isabel, Conde d'Eu, Dona Leopoldina e o Duque de Saxe, sentados, o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Dona Teresa Cristina
Imagem: Coleção Teresa Cristina Maria

O Duque de Saxe e a Princesa Dona Leopoldina, Duquesa de Saxe, com o primeiro filho do casaç, tio avô de Dom Carlos, o Príncipe Dom Pedro Augusto 
Imagem: Arquivo de Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança

Dom Augusto Leopoldo e Dona Carolina Maria, nascida Arquiduquesa da Áustria-Toscana com 3 dos seus 8 filhos
Imagem: Arquivo Arquivo de Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança


Ministro Thaler, Dom Pedro de Alcântara, Barão Lamoral, Capitão e sua esposa, Dona Maria Francisca (posteriormente Duquesa de Bragança), Dona Elisabeth, Dona Teresa Cristina, Dona Teresa, na década de 30, na cidade de Treze Tílias, em Santa Catarina, durante uma incursão ao interior do Brasil
Imagem: Arquivo de Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança


A Casa de Tasso, da qual também descende, pertence à antiga nobreza e era responsável pelos correios do Sacro Império Romano-Germânico, tendo dela pertencido o poeta Torquato Tasso. O pai de Dom Carlos, o Barão Lamoral Taxis de Bordogna e Valnigra, pertencente ao Ramo italiano da Casa Principesca de Tasso (Thurn und Taxis), faleceu em 1966, ocasião em que Dom Carlos deveria herdar os títulos do pai, porem seu senso de dever histórico e seu amor às tradições e a terra do Brasil, fizeram com que, aos 18 anos, confirmasse a decisão materna de tê-lo registrado na Embaixada do Brasil na Áustria, reconfirmando sua nacionalidade. Sua mãe, herdeira dos direitos dinásticos de seus antepassados, faleceu em 1992, deixando para Dom Carlos seus legítimos direitos. Portanto, em 1949, tendo reconfirmado a sua nacionalidade brasileira, Dom Carlos automaticamente perdeu seus direitos a utilização dos títulos de seu pai, muito especificamente o de Barão de Taxis de Bordogna e Valnigra, assumindo então a posição de herdeiro presuntivo de sua mãe, passando efetivamente a Chefia deste Ramo dinástico com o falecimento da Princesa Dona Teresa Cristina. 

Na década de 50, logo após a chegada no Brasil, os irmãos Dom Filipe e Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança. Ao fundo o Palácio de seus trisavó, o Imperador Dom Pedro II
Imagem: Arquivo Blog Monarquia Já    


Dom Carlos realizou seus estudos na Áustria, Itália e no Brasil, no tradicional colégio Santo Inácio e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, ambas as instituições localizadas na cidade do Rio de Janeiro. Sua dedicação ao estudo da História do Brasil começou quando ainda era jovem, destacando-se nos meios sociais e intelectuais como grande pesquisador e conhecedor da História de sua Família e do Brasil, publicando vários trabalhos, entre livros e ensaios e até hoje realiza pesquisas históricas e econômicas relativas ao Brasil. Dentre seus trabalhos, destacam-se:

Livros

“Vultos do Brasil Imperial na Ordem Ernestina da Saxônia”
 Anais do Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, vol. XII, 1961 

“O Ramo Brasileiro da Casa de Bragança”
Anais do Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, vol. XVIII, 1968 

“O Imperador e a Atriz” – Dom Pedro II e Adelaide Ristori
Editora Universidade de Caxias do Sul, 2007 

“A Princesa Flor” – Dona Maria Amélia, a filha mais linda de D. Pedro I do Brasil e IV do Nome de Portugal Edição Direção Regional Assuntos Culturais, Funchal, Madeira, 2009 - Prêmio “8º Conde dos Arcos“ da Academia Portuguesa da História, no ano de 2010 

Dom Carlos durante o lançamento do livro "Dom Pedro II em Viena", em Florianópolis, em 2010
Imagem: IHGSC


“Dom Pedro II em Viena 1871-1877”
Editora Insular, I.H.G.S.C., Florianópolis, 2010

 “Dona Maria Amélia de Bragança”
Academia Portuguesa da História Ed. e Conteudos S.A., Aveleda, Portugal, 2011

 “A Intriga” – Retrospecto de Intricados Acontecimentos Históricos e suas Consequências no Brasil Imperial Editora Senac, São Paulo, 2011

Ensaios
 
“Precioso Achado”
A aliança nupcial de Dom Pedro I na Suécia
“O Jornal”, Rio de Janeiro, 29 de novembro de 1953
“Rev. I.H.G.B.”, vol. 224, p. 316, ano 1954 

“Pio XII e a Redentora”
“O Jornal”, Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 1953
“Rev. I.H.G.B.”, vol. 225, p. 267, ano 1955 

“Poesias de Além Mar”
 Uma desconhecida glória do Brasil.
“O Jornal”, Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 1954
“Rev. I.H.G.B.”, vol. 226, p. 267, ano 1955 

“Joaquim Caetano da Silva” Contactos com D. Pedro II
 “O Jornal”, Rio de Janeiro, 6 de abril de 1958
“Diario de São Paulo”, 20 de abril de 1958
“Rev. I.H.G.B.”, vol. 240, p. 84, ano 1958
“Rev. I.H.G.e A.”, do Ceará – LXXIII 1959 

“Os Taunay e a Família Imperial do Brasil”
Palavras pronunciadas no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, no dia 22 de maio de 1958, na sessão solene em memória do Dr. Afonso de E. Taunay.
“Correio Paulistano”, 3 de junho de 1958
“Rev. I.H.G.B.”, vol. 241, p. 191, ano 1958 

“Cartas do Príncipe D. Pedro Augusto”
“Rev. I.H.G.B.”, vol. 238, p. 442, ano 1958 

“A Princesa Dona Leopoldina”
“O Jornal”, Rio de Janeiro, 23 de maio de 1954
“Rev. I.H.G.B.”, vol. 243, p. 72, ano 1959

“A formação artística da Imperatriz Dona Leopoldina"
“Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional”, vol. XV, 1961 

“O Barão de Japurá” Suas missões no exterior e a Convenção Matrimonial da Princesa Dona Leopoldina “Rev. I.H.G.B.”, vol. 255, 1962

“As visítas de Dom Pedro II a Coburgo”
“Rev. I.H.G.B.”, vol. 272, 1966

“Dom Pedro II Peregrino na Terra Santa”
“Digesto Econômico”, São Paulo, n.º 190, Julho/Agosto 1966
“Vozes”, Petrópolis, 8 de agosto de 1966
“Rev. I.H.G.B.”, vol. 271, 1966

 “Dom Pedro Augusto e Orville Derby”
“Rev. I.H.G.B.”, vol.277, 1967 

“São Pedro, uma Igreja do Brasil no Egito”
Anais do Museu Histórico Nacional, vol. XXI
 “Revista de História” n.º 66, vol. XXXII, São Paulo, 1966 

“Documentos Imperiais”
Todas as certidões de nascimento, casamento e falecimento da Família Imperial desde Dom João VI, entregues ao Arquivo do I.H.G.B. para serem ali conservadas.

“A Imperatriz Dona Leopoldina”
Sua correspondência com Maria Luisa de Parma
Rev. do Livro n.º 26, Setembro de 1964, Rio de Janeiro
“Rev. I.H.G.de São Paulo”, Edição Comemorativa da Independência, 1972 

“Nascita e Sviluppo delle Poste Tassiane”
“Realtà Nuova” Istituto Culturale Studi Rotariani, 1/2 – 1984 Milano 

“L’Arcipelago di Madeira”
Bollettino Rotary Udine Nord, Italia, -5 – 1997

“Príncipe Dom Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança”
Leilão em Viena “Rev. I.H.G.B.”, vol. 422 , 2004 

“As Confidências do Visconde de Itaúna a Dom Pedro II”
“Rev. I.H.G.B.”, vol. 424 – 2004 – vol. 429 – 2005. – vol. 430 – 2006 

“Dom Pedro I à procura de uma noiva”
“Rev. I.H.G.B.”, vol. 435 - 2007
“Rev. I.H.G.R.S.”, vol. 141 - 2006/7 

“Dom Pedro Augusto e seus contatos com a avó, Clementina Duquesa de Saxe”
“Rev. I.H.G.B.”, vol. 440 - 2008 

“Palácio Leopoldina”
“Rev. I.H.G.B.”, vol. 438 - 2008 

“A Imperatriz Dona Leopoldina”
- Sua presença nos Jornais de Viena entre 1797 e 1826 e a sua renúncia à Coroa Imperial da Áustria.  Anais do Museu Histórico Nacional, n.º 40 – 2008 

“O Duque de Santa Cruz”
Contribuição à sua biografia texto integral no site do Instituto Histórico de Petrópolis, www.ihp.org.br , palestra a 27/10/2008 ao ser empossado como associado correspondente. 

“Augusto de Leuchtenberg” Duque de Santa Cruz e Príncipe Consorte Conferência pronunciada na Academia Portuguesa da História em Lisboa, 2009 

“Uma Visitante Ilustre na Madeira. Sisi a Imperatriz da Áustria” (1860/61 – 1893/94)
ISLENIA, Ed. DRAC, Funchal, Madeira, 2011

Dom Carlos é membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, bem como de quase todos os institutos históricos nacionais. Membro da Real Academia Espanhola de História e da Academia Portuguesa de História. Também, foi presidente do Rotary International italiano entre 1992 e 1993. É Balio-Grão Cruz de Honra e Devoção da Ordem de Malta, tendo sido presidente da Associação para São Paulo. 

Foi presidente de várias companhias industriais e um dos Diretores do Centro de Indústrias do Estado de São Paulo.

O Diretor do Museu Imperial recebe o Chefe da Casa Imperial do Brasil, o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, e seu primo, Dom Carlos, mostrando a Coroa Imperial récem colocada em exposição
Imagem: Revista "O Cruzeiro"


No Brasil, assistiu e contribui com o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, de 1922 a 1981, engrandecendo o Movimento Monárquico e a representatividade do Príncipe, de quem, além de primo, era amigo.

Em 1956, Dom Carlos se casou, em primeiras núpcias, com a paulista Denyse Pais de Almeida (1936 - 2005), com quem não teve filhos e cujo matrimônio foi devidamente anulado pelo Vaticano. Em 17 de janeiro de 1969, Dom Carlos desposou a Arquiduquesa Walburga da Áustria-Toscana, Arquiduquesa da Áustria e Princesa da Toscana, filha do Arquiduque Jorge de Áustria-Toscana e da condessa Maria Valéria de Waldburg-Zeil-Hohenems, e bisneta do Grão-Duque Fernando IV da Toscana. Dona Walburga é trineta do Imperador Francisco José I da Áustria e também da Imperatriz Elisabth, a famosa Imperatriz Sissi. Pelo nascimento, ela possui estreitas ligações com a Família Imperial do Brasil. Seu pai, o Arquiduque Jorge era padrinho de batismo do Príncipe Dom Antonio de Orleans e Bragança. Dona Walburga é neta paterna da Princesa Maria Cristina de Bourbon das Duas-Sicílias, irmã da Princesa Maria Pia, esposa do Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, sendo, desta forma sobrinha neta desta Princesa, o que ocasiona um parentesco próximo com todos os filhos e netos de Dom Luiz, o Príncipe Perfeito, estando aí incluído o atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, Dom Luiz de Orleans e Bragança. O casamento gerou 8 filhos:

Dom Carlos e Dona Walburga com os filhos
Imagem: divulgação/internet


1. Dom Alfonso Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança (1970), casado, em 2000, com Dona Charlotte, nascida de Panafieu (1972), tendo como filhos:

Dona Pia (2004).

Dom Taddeo Augusto (2011).

2. Teresa Cristina Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança (1971), casada, em 2000, com o Senhor Christian Paul Hunt (1965), com a seguinte descendência:

Maria Helena (2003).

Gabriela Cristina (2005).

Eleonora Victoria (2008).

Catarina Aurelia (2010).

3. Dom José Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança (1972), casado desde 2013, com Dona Ielizaveta, nascida Pacheva (1983), tendo como filha:

Dona Maria Catarina (2013).

4. Dona Maria Leopoldina Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança (1974), casada, em 2004, com o Senhor Alessandro Pavone (1975), com a seguinte descendência:

Eugenia Carolina (2005 - natimorta).

Eduardo (2006).

Sofia Leopoldina Pavone (2008).

Vittorio (2010).

Isabella (2014).

5. Dona Carolina Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança (1976). Casada, desde 2006,  com o Senhor Sébastien Delcourt (1972), com a seguinte descendência:

Nicoló (2011).

Camilla (2013).

Paola (2015).

6. Dom Antonio Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança (1979), casado, em 2004, com Dona Gabrielle, nascida Tardieu de Maleissye-Melun (1977), dos Condes de mesmo nome:

Dom Armando (2006).

Dom Pedro Antonio (2008).

Dona Leopoldina (2011).

7. Dom Fernando Carlos Tasso de Saxe-Coburgo (1980-1990).

8. Dona Maria Aparecida Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança (1985).

Atualmente, Dom Carlos e Dona Walburga residem na Áustria, no entanto, com os filhos morando em diversos países da Europa e no Brasil, o casal faz constantes viagens, onde são recebidos por familiares amigos e monarquistas.

Dom Carlos e Dona Walburga são homenageados em Treze Tílias, Santa Catarina, 2012
Imagem: divulgação


Grande entusiasta e incentivador das boas ideias, Dom Carlos é um generoso apoiador do Blog Monarquia Já. Nos seus 85 anos, o blog reitera sua intensa admiração, respeito e orgulho por Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança honrar a todos os Brasileiros, igualando-se a seus antepassados, os Imperadores do Brasil, na sabedoria, nos valores e no amor a pátria.


Bibliografia

Lessa, Clado Ribeiro de. O Segundo Ramo da Casa Imperial e a nossa Marinha de Guerra, in Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 211, 1951, p. 118-133 (ISSN 0101-4366)

Bragança, Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e. A Princesa Dona Leopoldina, in Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 243, p.72, 1959. 

Bragança, Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e. O Ramo Brasileiro da Casa de Bragança, in Anais do Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, vol. XVIII, 1968

Dicionário Biográfico: Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança

(http://www.ihgb.org.br/dicbio.php?id=00053) - Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro 

Mais um escândalo da República: as mordomias ilegais da filha e do genro de Dilma Rousseff

Àqueles que se perguntam o que é mais caro ao contribuinte: Monarquia ou República.

A República, além de ser ineficiente e corrupta em sua essência, favorece a desonestidade, as vantagens ilícitas e a exploração do cidadão. Acompanhe a matéria de capa da revista ISTOÉ e veja a síntese da República no Brasil:

Mordomia: carros oficiais a serviço da família de Dilma

Em: http://istoe.com.br/mordomia-carros-oficiais-servico-da-familia-de-dilma/

Reportagem de ISTOÉ flagra Paula Rousseff e Rafael Covolo, filha e genro da presidente afastada, utilizando veículos pagos pelo governo para cumprir compromissos pessoais



SÉRGIO PARDELLAS

15.07.16 - 18h20

Como tantas outras Paulas filhas deste País, Paula levanta cedo da cama com o tilintar do despertador. Não raro, o marido, Rafael, já está de olhos abertos. Pela manhã, ela mantém uma rotina nada estranha à maioria das pessoas de classe média. Vai ao cabelereiro, faz compras para abastecer a despensa de casa, reserva uns minutos para o pilates e uma ida rápida à clínica de estética, e, eventualmente, dá uma passadinha no pet shop. Depois de almoçar, leva o filho à escola. À tarde, dirige-se ao trabalho, obrigação já cumprida pelo marido de manhã. Como tantas outras Paulas filhas deste País, Paula seria apenas mais uma brasileira se não carregasse em sua assinatura o sobrenome Rousseff.


Porto Alegre, 12 de julho. 13h40 O genro de Dilma Rousseff, Rafael Covolo, busca o filho na escola com carro oficial. A placa é fria para evitar identificação. Outro veículo também bancado pelo governo o escolta.


Perante à lei, filhos de presidente da República são iguais a todos. Ombreiam-se aos demais cidadãos. Não deveriam merecer distinção ou receber tratamento especial, salvo em alguns casos de excepcionalidade. Mas a filha de Dilma, que hoje se encontra afastada, ou seja, nem o mandato de presidente exerce mais, não se constrange em cultivar uma mordomia ilegal. Diariamente, Paula Rousseff Araújo desfruta de uma regalia. A máquina do Estado a serve, bem como ao seu marido e filhos. As atividades narradas acima, como uma frugal ida ao cabelereiro, ao pilates e ao pet shop, são realizadas a bordo de um carro oficial blindado com motorista e segurança. Em geral, um Ford Fusion. Acompanha-os invariavelmente como escolta um Ford Edge blindado com dois servidores em seu interior, um deles um agente de segurança armado. O mesmo se aplica ao genro de Dilma, Rafael Covolo, e aos dois netos. No total, oito carros e dezesseis pessoas integram o aparato responsável pela condução e proteção da família da presidente afastada. Trata-se de um serviço VIP.



Quem banca essa estrutura é o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. Ou seja, o contribuinte. Nas últimas semanas, reportagem de ISTOÉ flagrou os carros oficiais entrando e saindo do condomínio Vila de Leon, zona sul de Porto Alegre, onde moram os familiares de Dilma, para levá-los a compromissos do dia a dia. A rotina dos Rousseff segue um padrão. O 6 de julho dos descendentes da presidente afastada não foi muito diferente dos dias anteriores. Às 18h30, uma quarta-feira, o Fusion blindado escoltado pelo Ford Edge também à prova de balas trouxe a família de volta ao lar, depois de transportá-la para uma série de atividades pessoais. No dia seguinte, às 9h da manhã, os mesmos carros já estavam de prontidão na porta da casa da filha de Dilma para mais uma jornada por Porto Alegre. No dia 12/07 às 13h40, Rafael Covolo, marido de Paula, foi buscar um dos filhos na escola. Como de praxe, com o carro oficial. Um automóvel pago com dinheiro público os escoltou até o retorno para casa. O Fusion levava a placa IVF – 3267 (normalmente é esta ou a IVG – 1376) e o Edge IUF – 3085. Se consultados nos registros do DETRAN, os prefixos figurarão como “inexistentes”. Sim, são placas frias ou vinculadas, inerentes aos chamados carros oficiais de representação.


7 de julho. 9h - Dois veículos oficiais, um para transporte e outro para escolta, buscam os familiares de Dilma no condomínio onde moram


Nos locais freqüentados por Paula Rousseff, em geral, há um alvoroço quando ela desembarca com o carro oficial e os seguranças em volta. Embora a filha da presidente afastada tente manter a discrição, não há como não reconhecê-la. O aparato em torno dela desperta a atenção dos funcionários. O atendente da unidade do “Bicho Pet Store”, localizada no bairro Menino de Deus, zona sul de Porto Alegre, diz que Paula é uma cliente assídua. Costuma levar para procedimentos de banho e tosa um cachorro de pequeno porte, semelhante a um shitzu. “A filha da presidente sempre vem ao petshop acompanhada de um monte de seguranças”. O mesmo serviço de transporte vip bancado pelo governo, composto por carro oficial e escolta, a conduz até o “Studio Martim Gomes Pilates”, na Vila Assunção. “Dona Paula vem aqui com freqüência. É nossa cliente”, atesta um funcionário da clínica. A equipe do salão Oikos Hair, também no bairro da Vila Assunção, é mais comedida ao falar de Paula. Questionada por ISTOÉ, uma secretária disse: “A Dilma já veio aqui também. Parou de vir faz tempo (…) Sobre a dona Paula …por razão de segurança não posso desmentir nem confirmar nada”.
6 de julho. 18h30 - Carros oficiais deixam os Rousseff em casa, um condomínio na zona sul de porto alegre


A mordomia de Paula Rousseff e Rafael Covolo, além de constituir inaceitável privilégio, é também uma benesse totalmente ilegal. A legislação é clara. Reza o artigo 3º do decreto 6.403 de março de 2008, baixado pelo ex-presidente Lula: os veículos oficiais de representação – como os que transportam a família de Dilma – são utilizados exclusivamente pelo presidente da República, pelo vice-presidente, pelos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica e pelo Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e por ex-presidentes da República. A única exceção que permitira que filhos de presidente desfrutassem desse privilégio é se fossem usados os chamados carros oficiais de transporte institucional. Com um condicionante: “se razões de segurança o exigirem”. Não é o caso, definitivamente. Primeiro porque carro institucional não possui escolta armada nem placa vinculada ou fria, como os veículos que servem a família de Dilma. Ainda de acordo com instrução normativa do Contran, veículo institucional é identificado com a expressão “governo federal” na cor amarelo ouro e tarja azul marinho. Nenhum dos carros usados por Paula e Rafael Covolo exibe esta inscrição. Mesmo que eles utilizassem esse tipo de veículo, haveria uma outra barreira de cunho legal.

7 de julho. 17h - veículos bancados pelo governo buscam o neto de Dilma na escola. no trajeto, o Ford Edge (acima) escolta o Ford Fusion blindado


Os Rousseff só poderiam ser enquadrados nessa situação totalmente excepcional se: 1) Comprovassem a existência de riscos à sua integridade física e 2) Fossem familiares de presidentes em exercício. Quer dizer, hoje o deslocamento da filha, genro e netos de Dilma a bordo de veículos oficiais compõe um mosaico de irregularidades. Se a mamata já seria desnecessária e ilegal com a presidente Dilma no pleno exercício do cargo, em se tratando da chefe do Executivo federal afastada a regalia ofertada à Paula Rousseff, Rafael Covolo e filhos afronta sobejamente a legislação em vigor. Por ironia, o decreto que estabelece regras para a utilização dos carros de governo foi reeditado com pequenas alterações por Dilma em outubro do ano passado, com o objetivo, segundo ela, de “racionalizar o gasto público no uso de veículos oficiais”. A racionalização, claro, não alcançou sua família, como se nota.
14 de julho. 11h30 - O Ford Fusion oficial aguarda um dos filhos de Paula Rousseff em frente à escola


Os serviços de transporte e segurança dos Rousseff em Porto Alegre estão a cargo de uma empresa terceirizada contratada pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República: a Prime Consultoria e Assessoria Empresarial, conforme documentos aos quais ISTOÉ teve acesso. Todo mês, a Prime encaminha ao Palácio do Planalto um relatório de abastecimento dos veículos. A última nota foi emitida no dia 1º de julho. Na prestação de contas estão listados os veículos, suas especificações, bem como as respectivas placas vinculadas, sem registro no DETRAN, e os motoristas responsáveis por atender aos familiares da presidente afastada na capital gaúcha. Em junho, por exemplo, foram gastos só com combustível R$ 13,8 mil. Os familiares de Dilma não precisariam de carros oficiais para o cumprimento de suas tarefas diárias. Paula Rousseff é procuradora do trabalho no Rio Grande do Sul. Entrou no Ministério Público do Trabalho em 2003 por meio de concurso público. Atualmente, recebe salário de R$ 25.260,20. Para quê a mordomia com dinheiro público? Por que o genro de uma presidente afastada precisa usar carro oficial para a execução dos afazeres cotidianos?

TUDO EM CASA 
Dilma com a filha e o neto, durante evento no Planalto


Na política, se não forem estabelecidos limites, necessários à liturgia do cargo, a família tem grande potencial para gerar constrangimentos. Sobretudo porque eventuais privilégios desfrutados por filhos dizem mais sobre os pais do que os próprios herdeiros. No Brasil, um País de oportunidades desiguais, regalias a parentes de políticos chamam muita atenção e, em geral, são consideradas inaceitáveis e despertam indignação e sensação de injustiça na população. Quando a prática é ilegal, a situação se agrava. Por constituir vantagem ilícita a terceiros e atentar contra os princípios da administração pública, o episódio em questão pode até render um processo contra Dilma por improbidade.



Procurado por ISTOÉ, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência afirmou que “permanece realizando a segurança da Presidenta Dilma e de seus familiares, de acordo com o disposto no inciso VII do Art 6º da Lei Nr 10.683, de 28 de maio de 2003”. O problema é que o referido “amparo legal” não prevê o uso de carros oficiais para fazer o transporte da família da presidente afastada. Em tese, apenas a escolta para segurança seria permitida.

Diz o inciso VII do Art 6º da Lei Nr 10.683: ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República compete zelar, assegurado o exercício do poder de polícia, pela segurança pessoal do Presidente da República, do Vice-Presidente da República e respectivos familiares, dos titulares dos órgãos essenciais da Presidência da República e de outras autoridades ou personalidades, quando determinado pelo Presidente da República, bem como pela segurança dos palácios presidenciais e das residências do Presidente da República e do Vice-Presidente da República.

Três dias antes de deixar a Presidência, em 2010, Lula fez questão de assegurar aos seus filhos a dispensável regalia do passaporte diplomático. Revelada pela imprensa, a esperteza engoliu o dono. Em novembro de 2013, a Justiça determinou a apreensão dos passaportes e o recolhimento dos mesmos pelo Itamaraty. Depois do impeachment de Dilma, o tema voltou à baila com a apimentada discussão sobre eventuais mordomias a que a presidente teria direito afastada do cargo. Uma ação civil pública questionou o uso por Dilma de aviões da FAB. A Justiça até permitiu o deslocamento com os jatos da Força Aérea Brasileira, desde que custeados pela própria mandatária afastada. Recentemente, apoiadores do PT se cotizaram para bancar as viagens. Pela trilha da carruagem, hoje já abóbora, haja crowdfunding militante (a popular vaquinha) para sustentar os privilégios de petistas e congêneres que ainda insistem em se refestelar com as benesses do Estado.



“É ilegal, mas eles usam mesmo assim”

Na quinta-feira 14, ISTOÉ conseguiu fazer contato com um dos responsáveis pela frota de carros oficiais que serve a família da presidente Dilma Rousseff em Porto Alegre. Com medo de retaliação, ele pediu para não ser identificado



ISTOÉ – Quantos carros oficiais a família de Dilma tem à disposição?
São oito carros blindados de fábrica. Quatro para o transporte e mais quatro que fazem a escolta armada. É um serviço VIP. No carro oficial e no veículo de escolta há um motorista e um segurança. No total, são quatro pessoas envolvidas para cada dupla de carros.

ISTOÉ – Desde quando a filha, o genro e os netos da presidente afastada contam com o serviço de transporte e segurança pago pelo governo?
Há pelo menos cinco anos. São carros de representação com placa vinculada ou placa fria para não serem identificados. Se você consultar no DETRAN, aparece como placa inexistente.

ISTOÉ – Além de se tratar de uma mordomia, a utilização de carros de representação por familiares de presidente da República é ilegal.
Sim. É ilegal. Mas eles usam mesmo assim. Eles até poderiam usar uma escolta. Não sou PMDB nem nada. Mas, por exemplo, a Marcela Temer (atual primeira-dama) usa a escolta para segurança. É normal. Mas sabemos que, quando morava sozinha em São Paulo, ela ia para compromissos pessoais com o carro dela. Não com carro oficial. Isso que a família de Dilma faz contraria a lei.

ISTOÉ – Nossa reportagem apurou que a filha de Dilma leva o filho à escola, vai para o pilates, pet shop, clínica de estética e até ao cabelereiro com os veículos pagos pelo governo. O genro também usa os carros oficiais para atividades semelhantes. O sr. confirma essa informação?
Confirmo. Os carros oficiais os levam para atividades do dia a dia.


Colaborou Pedro Marcondes de Moura
*Com fotos de Lucas Uebel e Itamar Aguiar

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Point de Vue: O casamento de amor de duas dinastias

A mais famosa revista – especialista em assuntos da realeza – elogia a cerimônia, marcada “pelo amor e pela emoção”. O belo casamento da Princesa Alix de Ligne com o Conde Guillaume de Dampierre ganharam a capa e outras 8 páginas da revista Point de Vue, nº 3534.

Descrevendo a cerimônia, oficiada por Monsenhor Guy Harpigny, Point de Vue destaca que a celebração teve leituras em diversos idiomas, sendo a primeira em português, em homenagem a Casa Imperial do Brasil e ao país da mãe da noiva, Dona Eleonora. Foram padrinhos, a Princesa Louise de Stolberg-Stolberg (prima do Conde Alexander), o Conde de Moustier, o Visconde de Baudoin de Chabot-Tramecourt, o Príncipe Eduardo de Merode e os Príncipes Dom Rafael e Dom Pedro de Orleans e Bragança. Destaque também para o cerimonial, que contou com a participação da Sociedade Real de Ommegang de Bruxelas, com serviço vestindo um impecável livrée, conforme a tradição. Na noite, durante o baile, Point de Vue menciona a beleza do castelo e da decoração, feita especialmente para o enlace. No cardápio, lagosta, codornas e foie d’oie. Para comemorar, homenageando o Brasil - samba e fogos de artifício.

Recém chegada ao Brasil, a publicação já esta esgotada nas bancas do Rio de Janeiro e de outras capitais, o Blog Monarquia Já disponibiliza para seus leitores a digitalização da revista. Acompanhe:   











O site http://www.luxarazzi.com/2016/06/guests-at-lignedampierre-wedding.html traz uma lista parcial de convidados. 


Nota: a revista Point de Vue nomeia erroneamente o Príncipe Dom Rafael de Orleans e Bragança , 4º na linda de sucessão ao Trono Imperial do Brasil, como "Príncipe Pedro". 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Exposição: Leopoldina, princesa da Independência, das artes e das ciências

Primeira Imperatriz do Brasil é homenageada em exposição no Rio de Janeiro
Imagem: arte MAR


O MAR, Museu de Arte do Rio, recém-inaugurado na Praça Mauá, homenageará a Imperatriz Dona Leopoldina com uma exposição que traz documentos, icnografias quadros e mobiliários inéditos.    

A exposição abre no dia 12 de julho de 2016, às 11h, no 3° andar do Pavilhão de Exposições, a curadoria é de Luis Carlos Antonelli, Paulo Herkenhoff e Solange Godoy e Pieter Tjabbes.

Dona Leopoldina e sporophila beltoni por Natterer 
Walmor Corrêa, 2016. Col. do artista

Palácio de São Cristovão, 1894. 
Belmiro de Almeida. Coleção MAR.

Dona Leopoldina, Arquiduqueza D' Austria, Aproximadamente 1817. 
Jules Antoine Vautier. Coleção MAR  Fundo Z.


Acompanhe o release:

CONVERSA DE GALERIA E APRESENTAÇÃO DE MÚSICA, 11h. 
O Museu de Arte do Rio inaugura Leopoldina, princesa da Independência, das artes e das ciências. Para apresentar ao público a vida de uma das personalidades mais importantes no processo de emancipação do Brasil às vésperas da efeméride dos 200 anos de sua chegada ao Rio, em 5 de novembro de 1817, a exposição reúne aproximadamente 350 peças – entre obras de arte, iconografia, documentos, vestuário e mobiliário, além de itens de botânica, zoologia e mineralogia. A exposição tem a Petrobras como patrocinadora via Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o Itaú como copatrocinador, além do BNDES, da Granado e da Andritz Group como apoiadores da mostra. 
Pela primeira vez uma mostra toma conta da passarela que liga a Escola do Olhar ao Pavilhão de Exposições. O espaço será ocupado com uma cronologia narrativa dos principais fatos da vida da Princesa Leopoldina, desde seu nascimento, em 1797, na Áustria, até sua morte em 1826. Nesse contexto, o grande destaque é a coleção de documentos, recém-adquiridos pelo museu, sobre o Congresso de Viena que, realizado em 1815, reorganizou os poderes do continente, então fragmentado por guerras e revoluções. O visitante também poderá entender que o próprio casamento – realizado inicialmente à distância, via procuração – era uma estratégia muito usada pelo país da Europa Ocidental e foi parte dessa tentativa de rever os poderes hegemônicos europeus, expandindo as relações diplomáticas entre Portugal e Áustria. 
A chegada da Princesa abriu as portas das Américas em termos tanto comerciais como culturais e sociais. A exposição faz uma ambientação com móveis da época, que poderiam ter sido usados no Palácio de São Cristóvão, assim como objetos que de fato faziam parte do enxoval, como peças de louça com o monograma do casal. Completar essa atmosfera ficará a cargo do visitante, que poderá usar telas interativas para escolher músicas do período. A vida de D. Leopoldina na cidade também será apresentada por meio de cartas que revelavam sua solidão – aguçada pelas dificuldades da língua e do lugar da mulher na sociedade colonial patriarcal –, suas angústias e estratégias para superar as condições de vida no Brasil, agravadas pelo forte calor e grande quantidade de insetos. 
Cabe ressaltar as relações de tensão e diversidade cultural vividas por Leopoldina no seu encontro com o contexto social marcado pela escravização de negros e indígenas, questão a qual se dedica um dos núcleos da exposição. 
A atuação da Princesa Leopoldina no processo de independência será evidenciada em pinturas e documentos do período que demonstram sua forte articulação política. A mostra lembra a reunião do Conselho de Ministros, presidida por ela, que decidiu pela emancipação do Brasil e terminaria dias depois com o ato simbólico de D. Pedro às margens do rio Ipiranga, declarando a Independência. Essa atribuição heroica ao príncipe regente, que deixa de lado o importante papel de sua esposa, será problematizada pela exposição. Por fim, a mostra lança um olhar para o legado e a forma como sua imagem e trajetória aderiram à história do país. Mesmo com sua morte prematura, aos 29 anos e somente nove após sua chegada aqui, Leopoldina inspirou o nome de ruas, cidades, estações de trem e até mesmo escolas de samba.
Leopoldina, princesa da Independência, das artes e das ciências tem curadoria assinada por Luis Carlos Antonelli, Paulo Herkenhoff e Solange Godoy, e curadoria adjunta por Pieter Tjabbes. A mostra ocupará integralmente o terceiro andar da instituição, que é dedicado ao Rio de Janeiro. 
Para marcar a abertura, às 11h, além da tradicional Conversa de Galeria aberta ao público, uma apresentação de música com Rosana Lanzelotte — em pianoforte, cópia do utilizado por Leopoldina, construído por Anton Walter em 1805 — e Anton Carballo, violinista integrante da Orquestra Sinfônica Brasileira. Na ocasião, será apresentada uma Sonata do austríaco Sigismund Neukomm (1778 – 1858), composta para pianoforte e violino, escrita no Rio de Janeiro em 1819. Este projeto foi contemplado pelo edital de Fomento Olímpico da Secretaria Municipal de Cultura, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Museu de Arte do Rio – MAR
De terça-feira a domingo, das 10h às 17h
Praça Mauá, 5, Centro, Rio de Janeiro/RJ
(21) 3031 2741

ATENÇÃO


Em caso de cópia do material exposto: considerando a lei 9610/98, o plágio é crime. As obras literárias e fotográficas existentes neste espaço são de uso exclusivo do Blog Monarquia Já. Ao copiar qualquer artigo, texto, fotografia ou assemelhado, o Blog Monarquia Já deve, obrigatoriamente, ser citado.

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