quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Monarquia no Brasil: uma visão política

Nas vésperas do XX Encontro Monárquico, postamos um artigo do renomado monarquista Sr. Dr. Carlos Eduardo de Artagão, extraído do Correio Imperial nº 65, de 10 de julho de 2005. O artigo foi assunto da palestra do XI Encontro Monárquico, possuindo especificações únicas, e que apesar de ter sido escrito há alguns anos, ainda se faz muito atual.


Correio Imperial





A MONARQUIA NO BRASIL
UMA VISÃO POLÍTICA




Carlos Eduardo de Artagão




A visão política da monarquia restaurada implica na abertura de uma janela para o futuro.

Sem a pretensão de esgotar o assunto, por si só amplo e abrangente, propomos um debate onde se agreguem outras idéias e outros conceitos, sempre sob o comando do chefe da nossa Casa Imperial.

O retrato do Brasil, nos dias de hoje, é desalentador.

A república destruiu o País e transformo-o em terra devastada: estradas, não as temos (nem algo que possa ter esse nome); não temos ferrovias; não temos portos nem aeroportos; a saúde pública está totalmente desaparelhada; o ensino não dispõe de verbas e vive o seu pior momento; a segurança pública desapareceu e o Povo está entregue à própria sorte; a previdência social é uma triste farsa; a Justiça está atolada na ineficiência e na morosidade, quando não na iniqüidade; as Forças Armadas estão totalmente desequipadas, operando nos limites de suas possibilidades, sem estimulo e sem remuneração adequada.

Desalentador é o estado das finanças públicas.

Estas – padrão de equilíbrio no Império – estão entregues à sanha de especuladores sibaritas e jogadores. A dívida interna alcança números estratosféricos e para manter-se sob algum controle, paga os juros mais altos do planeta, beneficiando apenas banqueiros e financistas em prejuízo de toda a nação. Vivemos em uma república de agiotas onde juros de 15 a 20 % ao mês são perpetrados e permitidos.

A dívida externa tem origem obscura, provavelmente ilegítima ou ilegal.

Modificações pontuais na legislação em vigor são necessárias e inevitáveis.

Tomemos apenas como exemplo a Segurança Pública: os Códigos Penal e de Processo Penal, bem como a lei de execuções penais, privilegiam apenas o infrator e o criminoso.

É, portanto, indispensável que uma nova legislação seja aprovada, no sentido da proteção da sociedade e não da pessoa do delinqüente e o Governo Imperial se empenhará firmemente nesse sentido.

Chegou o momento das forças vivas da Nação se unirem sob o ideal monarquista para dar um basta ao estado de calamidade que a todos aflige.

Tenhamos, pois, a coragem de assumir as nossas responsabilidades e expor à Nação o nosso pensamento.

A Monarquia é antes de tudo, um Projeto Nacional.

A Casa de Bragança, durante o período colonial, teve para o Brasil a política de mantê-lo unido, não permitindo o seu fracionamento, ao contrário do que viria a acontecer na América Espanhola.

Após a independência, a conservação da unidade nacional foi preocupação constante no Primeiro Reinado, lutando Dom Pedro I contra os diversos movimentos autonomistas que eclodiram.

Na primeira metade do Segundo Reinado, tiveram as forças monarquistas que se haver contra uma verdadeira guerra civil, separatista e republicana. Aludimos aqui à revolução farroupilha.

Vencidos e anistiados os revoltosos, fez-se a paz, mantidas as províncias do sul, sem quebra da unidade nacional.

Pacificado o País, dá inicio o Governo Imperial, ao único projeto de nação que já tivemos.

Sem alarde e sem confronto com as forças da época começamos o nosso projeto de potencia mundial, do qual fazia parte a abolição da escravatura, a modernização do país como um todo e a melhoria constante de suas instituições, projeto esse interrompendo pelo golpe de ’89 e nunca mais retomado.

Desde então, com uma república envergonhada, baseada nas tolices do positivismo e sem qualquer perspectiva de futuro, o Brasil atola-se nas contradições do novo regime.

Passamos de quase potencia mundial a um simples país periférico, dependente da monocultura cafeeira, sem bússola e sem destino.

Assim se passaram mais de 100 anos e até aqui chegamos aos tropeços.

Fiquem certos: o Projeto de Brasil potencia mundial, será corajosamente retomado e implementado pela Monarquia Restaurada.

A restauração da monarquia significa retomar o Brasil o seu destino histórico, iniciado com o descobrimento e interrompido no final do século XIX.

Não há qualquer merecimento intelectual em confrontar o que foi a nossa Monarquia com o regime vigente após 1889. E não há pelo simples fato de que a república instalada pelo golpe de alguns militares foi, na sua origem, uma cópia mal feita e pior executada do regime americano e há mais de 100 anos parasita e entorpece a Nação com sucessivas crises que empobrecem o Povo e desviam o país da sua rota na busca do progresso.

A república foi, e continua sendo, uma usina de crises e desmandos: crises cambiais, crises financeiras, crises econômicas, crises políticas, crises institucionais e, mais que tudo, crises morais.

Criticar a república é inútil e desnecessário – os fatos falam por si e, nós brasileiros, sentimos na pele o mal a que estamos submetidos.

Nesta oportunidade, os monarquistas dirigem-se a todos os brasileiros para propor uma séria reflexão sobre o futuro do Brasil, onde hão-de viver nossos filhos e netos.

Valerá a pena continuar com o atual regime que tanto mal fez e faz à Nação com o empobrecimento de todos, com a imoralidade eleita como atividade pública, com a submissão da vontade nacional a países estrangeiros, com o desemprego avassalador ou, ao reverso, melhor será retomar o caminho que conhecemos, sem aventuras, e que já demonstrou no passado o seu vigor e a sua excelência?

Aqueles que amam o Brasil já têm a sua resposta: sabem que a república é uma fonte de iniqüidades, desmoralização e enfraquecimento nacional.

O retorno à monarquia é uma imposição de sobrevivência.

São princípios basilares da Monarquia o Amor da Pátria, o respeito e o orgulho à sua Tradição histórica e a defesa e proteção da Família.

Com a Monarquia retomará o País o seu nome de origem: Império do Brasil. O monarca será o chefe da nação com o título de Imperador (ou Imperatriz) e, por ocasião da restauração será aquele (ou aquela) que, no ramo brasileiro dos Bragança, detiver a chefia da Casa Imperial.

O Império do Brasil assume a feição parlamentarista bicameral, com uma Câmara dos Deputados e um Senado eleitos pelo voto popular direto e terá como chefe de governo
um primeiro ministro escolhido pelos partidos majoritários, mantidos os direitos de ir e vir, livre credo religioso, nos moldes do século XIX quando as outras religiões foram tratadas com cordialidade e sem qualquer repressão, livre associação política, plena liberdade de imprensa e de expressão científica e artística e habeas corpus, com os partidos já existentes e os que vierem a se constituir conforme a lei eleitoral.

O Império do Brasil será regido por uma Constituição Imperial, jurada pelo Imperador, respeitada a legislação em vigor, enquanto esta perdurar.

A Constituição Imperial será elaborada e votada pela primeira legislatura eleita após a restauração em amplo e livre debate nacional.

Aos três poderes clássicos: executivo, legislativo e judiciário será somado o Poder Moderador, privativo da pessoa do Imperador e só por ele exercido, cujos limites e abrangência serão definidos na constituição.

O Governo Imperial respeitará os legítimos compromissos financeiros contraídos pela república.

Será o Imperador o Chefe da Nação e reinará sobre todo o território nacional, tal como existente.

Não pertencendo o Imperador a nenhum partido político, exercerá o Poder Moderador e a sua função de Chefe da Nação com total imparcialidade e visando sempre o bem comum.

Sendo perene a Nação e transitórios os governos, estarão afetos diretamente ao Imperador, assessorado por suas Casas Civil e Militar e por seu Imperial Conselho, todas as questões de Estado.

Assim: a defesa do território nacional e suas fronteiras, não só quanto à sua soberania, mas também no que respeita à proteção de suas riquezas naturais, as Forças Armadas e a política externa, serão áreas da competência exclusiva do Imperador.

Não teremos, pois, um Imperador meramente ornamental ou protocolar. O Imperador do Brasil estará diuturnamente empenhado nas suas funções de Chefe de Estado, desonerando o Chefe de Governo e seu Gabinete, de tais encargos, permitindo-lhes a melhor administração da Coisa Pública.

Nestas condições, a nomeação e a exoneração dos ministros militares e das Relações Exteriores serão atribuições exclusivas do Imperador.

Será o Imperador o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas com as patentes de Grande Marechal, Grande Almirante e Grande Major Brigadeiro do Ar. Terá o Imperador assento permanente no Estado Maior das Forças Armadas a cujas reuniões presidirá, quando estiver presente, exercendo o voto de desempate, sempre que necessário.

As Forças Armadas, como parte integrante da Nação deverão ser satisfatoriamente remuneradas, deverão ter seus efetivos aumentados e imediatamente reequipadas e modernizadas.

Será, desde logo, extinto o Ministério da Defesa, estranho aos nossos costumes e criado para atender pressões externas e reinstaurados os Ministérios da Marinha, Guerra e Aeronáutica.

O Governo Imperial não reconhecerá qualquer patente obtida por meio de biopirataria, ou seja, nenhuma patente obtida através de material vegetal ou animal subtraído ou contrabandeado do território nacional.

A Monarquia deplora e repudia a divisão do território nacional e a criminosa criação de enclaves, sejam indígenas ou de qualquer outra etnia.

Entende a Monarquia que a Nação é de todos os brasileiros, ou seja, de todos os nascidos no Brasil e considera lesiva aos interesses e Soberania nacionais a criação de territórios destinados a povos ou pessoas.

Assim, fica bem clara a intenção de extinguir todas as reservas ou enclaves criados em verdadeiro crime contra a Nação, entendida esta como instituição perene e indivisível.

Não obstante, não criará o Governo Imperial quaisquer transtornos às comunidades indígenas porque será programa de orientação nacional (e não apenas programa de governo) a proteção extremada das populações autóctones e o respeito aos seus usos e costumes.

O serviço público será total e integramente profissional, comprometendo-se os monarquistas a lutar contra qualquer brecha legislativa que permita a admissão de pessoal sem concurso, já que serão extintos e rigorosamente proibidos os chamados cargos de confiança, responsáveis pelo nepotismo e pela desordem administrativa.

Assim, o servidor público adequadamente remunerado, será admitido por concurso de provas ( e não de títulos ) e terá carreira própria com ampla possibilidade de ascensão conforme a sua capacidade, assiduidade e empenho profissional.

No entanto, nomeações serão permitidas para os cargos de Ministro de Estado, secretário geral de cada ministério, diretoria das empresas estatais, Banco do Brasil, Banco Central, Conselho Imperial, Casas Civil e Militar e eventuais secretarias de comunicação, nomeações essas a serem feitas pelo Imperador e pelo Primeiro Ministro em cada área de sua competência.

Da maior importância, o Conselho Imperial será órgão de assessoria, consultoria e aconselhamento direto da pessoa do Imperador.

Seus componentes, escolhidos pelo Imperador serão recrutados entre aqueles que se destacarem por seus conhecimentos, experiência e virtudes.

Como funcionará o Conselho?

Quantos membros terá?

Serão eles vitalícios ou não?

Se vitalícios, serão demissíveis?

Serão remunerados ou atuarão graciosamente?

Quando e onde se reunirá o Conselho?

Em datas previamente estabelecidas ou quando convocado pelo Imperador? Ou em ambos os casos?

Poderão participar do Conselho estrangeiros residentes no País ou só brasileiros o poderão compor?

A resposta a todas estas perguntas ( e ainda a outras ) só o Imperador a dará, pois só ele terá o poder de organizar o seu Conselho como quiser e como as circunstâncias políticas o indicarem.

A política industrial, a dívida externa, a política energética e a questão previdenciária são preocupações constantes dos monarquistas que sobre as mesmas têm opinião formada que irão expressar quando necessário.

A verdadeira política agrária que incentive o imenso potencial produtivo nacional,será , de imediato implementada.

Serão ainda atribuições do Governo, a Saúde, Educação, Agricultura, Transportes, Obras Públicas, Segurança Interna, Economia, Finanças, Proteção Ambiental, Justiça, Comercio, Indústria, Infra-estrutura, Previdência, Banco do Brasil, Banco Central, Estatais e todas as demais aéreas da competência exclusiva do executivo em cuja política o Imperador não deverá intervir.

Embora ausente das questões político-partidárias será o Imperador o grande advogado do Povo junto ao Governo, agindo sempre em sua defesa e fazendo chegar ao Gabinete as suas críticas aspirações e desejos.

Será o principal instrumento de tais atribuições a Fala do Trono, discurso proferido pelo Imperador na abertura anual dos Trabalhos Legislativos, quando este se dirige às duas Casas Legislativas sublinhando os interesses e as necessidades do Povo e da Nação.

Finalmente, sabem os monarquistas que a restauração não se fará sem traumas. Tentativas de desqualificação e a reação daqueles muitos que se servem das contradições da república ( sem obrigatoriamente ser republicanos ) serão fortemente opostas às nossas idéias. Exatamente por isso, estão os monarquistas prontos para um amplo debate nacional onde se discuta o futuro do Brasil e onde possam demonstrar o valor do ideal monarquista, sonho e anseio de verdadeiros patriotas.


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Publicado com a gentil concessão.


"O Correio Imperial, o mais antigo veículo monárquico do Brasil, é dentre os veículos de divulgação da boa causa monárquica, o pioneiro e o maior da mídia eletrônica. Hoje, pela Internet alcança, principalmente, o Brasil, Portugal e outras terras lusófonas, e também, em escala menor, outros países por todo o mundo. Este crescimento somente tem sido possível com o seu apoio".

Correio Imperial



15 comentários :

Sara Rozante 10 de setembro de 2009 21:27  

Ótimo artigo, Dionatan. Quem o escreveu está de parabéns, realmente.
Fique com Deus!

Sara Rozante

Dionatan da Silveira Cunha 11 de setembro de 2009 10:08  

Sara, o Sr. Fernando Mascarenhas Silva de Assis fez essa gentil concessão do Correio Imperial e o Dr. Artagão é autor do artigo. Ambos dispensam comentários.

Obrigado. Ficamos todos com Deus!

Dionatan da Silveira Cunha

MARCELO ROBERTO FERREIRA 11 de setembro de 2009 16:22  

Caro Dionatan,

O Artagão é o nosso Chanceler, Você aos poucos está encontrando todos os membros do Diretório Monárquico do Brasil!

Abs,

Marcelo Ferreira

Dionatan da Silveira Cunha 12 de setembro de 2009 19:00  

Caro Marcelo,

O Sr. Dr. Artagão é um monarquista que muito admiro. Estamos muito bem amparados!

Obrigado

Forte Abraço,

Dionatan da Silveira Cunha

° 8 de dezembro de 2009 06:24  

Qual o Objetivo de fazer o Meu Rio Grande um Estado Monarquista? já que no passado ele fez uma Grande Revolução contra a tirania de um reino que se esqueceu, de nossas virtudes? Atenciosamente gostaria de debater esse assunto, com toda clareza e sem insultos .

Dionatan da Silveira Cunha 8 de dezembro de 2009 13:32  

Sr. (a) “º”

Obrigado por procurar o blog e comentar. Podemos com certeza debater sobre qualquer assunto, sem violência alguma, usando do máximo respeito, como prezamos aqui neste espaço.

Bom, primeiramente devo dizer que nossos esforços não se concentram em apenas transformar o Rio Grande do Sul num estado Monarquista, mas todo o Brasil. Começamos a transformar, logicamente, nossa casa, depois nosso bairro, nossa cidade, logo nosso estado e por fim, nosso país. Esse não é apenas uma vontade minha, mas de um imenso grupo de pessoas (das mais diversas classes sociais, profissões...).

A Revolução Farroupilha não ocorreu de fato como nos contam nas escolas, onde também tentam nos vender um herói como Tiradentes. A revolução feita aqui no sul foi feita em nome, principalmente, da vaidade pessoal. Tanto de Bento Gonçalves como de seus companheiros de valores. Foi uma pseudo-revolução que se inspirou nas ideologias separatistas e carbonárias. Contou com a luta de escravos dos estancieiros, ludibriados que ganhariam a alforria de seus donos, o que aconteceu somente quando o Império concedeu a liberdade aos chamados lanceiros em 1845.

O Império não se esqueceu das virtudes do Sul, apenas negou o enriquecimento a Bento Gonçalves e a outros “magnatas” da época. O Império não atentou contra a economia gaúcha, Bento Gonçalves e seus colegas, sentiram-se lesados e resolveram depor o governo da província (que não era a favor da revolução, prova cabal de que a economia do sul não estava sendo afetada), fazendo de uma briga pessoal, uma revolta regional (pequena amostra do poder político que tinha ou tentava ter, Bento Gonçalves). É muito bonito dizer que um “herói lutou bravamente contra a tirania de um Império opressor”, parece-me contos de fadas, mas não é verdade. Não podemos nos contentar com oq ue contam os livros do ensino fundamental e médio.

Bento Gonçalves foi nomeado por Dom Pedro I, em 1929, como coronel de estado-maior, não satisfeito revolveu servir de “caudilho-mártir” e hoje é reverenciado por muitos. Bento Gonçalves queria ser notado, celebre, queria ser lembrado. Note, que mesmo este Sr. Bento Gonçalves, “grande revolucionário”, nutria admiração por Dom Pedro II e que o recebeu em sua casa em Rio Grande, com toda a pompa e honra possível.

Bom, deixando o aspecto histórico e falando do político:

Dionatan da Silveira Cunha 8 de dezembro de 2009 13:32  

Porque a Monarquia:

Honestidade:

Dos 10 países mais honestos do mundo, 6 são monarquias e os outros 4, repúblicas parlamentaristas. Nenhum deles é república presidencialista. O mesmo número repetiu-se no relatório sobre a corrupção global em 2008.

Desenvolvimento Humano:
Dos 10 países com melhor Índice de Desenvolvimento Humano, 6 são monarquias e os outros 4, repúblicas parlamentaristas. Nenhum deles é república presidencialista.

Observações:

* Quantas monarquias há no mundo? Apenas: 44 – 21% dos países
* Quantas repúblicas há no mundo? 164 – 79% dos países.
Apesar disso, 60% dos dois rankings são compostos por monarquias. Coincidência?

E mais:

Desde o início do século XX, das 14 nações que mantiveram regimes democráticos, 11 são Monarquias, 78,5%. As outras 3 são os EUA, San Marino e a Suíça. Coincidência?

Após a II Guerra Mundial, somente 21 países (12,2%) daqueles que existem hoje, mantiveram regime democrático ininterrupto desde 1945. Destes, 14 (66,7%) são Monarquias. Coincidência?

Ditaduras atuais:
Cuba – República presidencialista;
Egito – República semi presidencialista;
Gabão – República presidencialista;
Sudão – República presidencialista;
Líbia – República presidencialista;
Zimbábue – República presidencialista;
Turcomenistão – República presidencialista;
Coreia do Norte – República Presidencialista;
China – República presidencialista;
Irã – República presidencialista;
Todas as ditaduras atuais são repúblicas, e todas são presidencialistas. Coincidência?

Fica aí algo para se pensar…

(Dados dispostos no blog Del-Rei).

É a Monarquia, o sistema político que melhor reapresenta a população, a vontade política e sacia as necessidades de um país. Veja os casos da Espanha, Reino Unido, Noruega, Dinamarca, Canadá, Austrália, Japão, entre outros.

Se o Sr (a). engrandece tanto a revolução aqui do sul, está mais do que na hora de voltarmos a discutir e lutar por novas saídas, por um Brasil melhor. Eu sugiro a Monarquia.

Obrigado.

Uma pergunta: Qual seu nome?

° 9 de dezembro de 2009 23:15  

Eu como cidadão Gaúcho, amo a história do Meu Rio Grande do sul , sou fã de um Grande vulto que pisou este solo, chamado Bento Gonçalves, e não me esquecendo dos seus,grandes e amados seguidores, Netto , Corte Real, enfim, a história Gaúcha é repleta de heróis (meus heróis),heróis do povo, do farrapos , e eu sou fã deles porque eles lutavam por ideal e eu invejo essa época, invejo com ardor, pois queria lutar ao lado deles, mas hoje, não há pelo o que lutar, há tanta corrupção, não existe homens a quem se aliar , não existe mais Bento, Netto, Garibaldi, eles se foram , mas quando eu li sobre a monarquia, uma chama invadiu meu coração,uma curiosidade me tomou, Eu quero o melhor para o meu estado, se monarquia é uma solução,que ela seje Bem Vinda, mas se a monarquia fizer vã a luta dos Meus Heróis farroupilha , que ela passe largo daqui.enfim para haver novamente uma monarquia, nada mais do que um novo golpe de estado, com ajuda de homens leais ao povo, enfim eu não sei se sou a favor ou contra, estou dividido, mas é um assunto super interessante!

Obrigado pela atenção.
Meu Nome : Felipe da Trindade Carvalho.

° 9 de dezembro de 2009 23:18  

Sim, leio bastante sobre a revolução e busco filmes, documentários, sou amante desse período, porque é o que eu quero hoje em dia, na verdade todos temos vaidades, a minha vaidade é andar por minha cidade com um povo civilizado, sem criminalidade,minha vaidade é um dia ter a oportunidade de conhecer outros lugares,e erguer , a Bandeira do meu estado, do meu país e ser , invejado assim, como no passado, nós quando criança , invejamos ser alguém,mas os anos passam , e nós amadurecemos, e notamos que não podemos ser de um país abastado de tranqüilidade,onde temos muito dinheiro, mas podemos, diminuir isso,dando cultura as pessoas, dando uma vida melhor, mas nessa vida tudo é possível (dentro do real) desde que haja luta, assim como houve luta pela república, pode haver êxito numa causa, não sou monarquista , mas estou super interessado, o Rio Grande do sul , é um estado forte,assim como no passado, é hoje porque nós fomos educados assim, desde criança fomos catequizados a amar e idolatrar o Rio Grande acima de tudo,e eu acho isso ótimo, tornar ele um estado monarquista é o maior passo da monarquia, mas fazer isso é muito difícil, ou fácil,depende da forma como abordar o assunto, e quanto a história, pela minha crença, o Grande Bento não queria separar o RGS,ele foi obrigado, não teve escolha, éramos menosprezados, os impostos eram altos sobre o charque, não havia dialogo, não havia acordos , enfim, a monarquia aqui dentro do Rio Grande tem uma grande arma ( Um Povo com Virtudes , Que Honra sua terra),basta eles saberem lidar com isso. Obrigado!

Dionatan da Silveira Cunha 11 de dezembro de 2009 14:10  

Caríssimo Sr. Felipe de Trindade Carvalho,

Que bom novamente receber seus comentários.

Pois bem, eu também amo a História do Rio Grande do Sul e de nosso país, tanto assim que estamos aí, lutando por um mundo melhor. Acreditando que cada um de nós, mesmo que pouco, podemos fazer algo, na nossa casa, comunidade, enfim no meio em que vivemos. Como monarquista gaúcho posso lhe adiantar com toda certeza que nosso estado nunca foi menosprezado por Dom Pedro I e Dom Pedro II, que aqui, apesar da distância, estiveram muitas vezes. É inegável que a revolução que foi feita no Rio Grande do Sul, em 1835, teve certo caudilhismo, mas muito mais do que isto foi uma guerra para saciar os interesses dos ricos fazendeiros [estancieiros] da época e não uma guerra pelo povo gaúcho. Numa hipótese remotíssima: o Sr. acha sinceramente que seria bom para o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina, ficar separado do resto do Brasil? Hoje o que seriamos? Ficaríamos semelhantes a estes micros países vizinhos?

Bom, as vaidades que o Sr. aponta no comentário anterior (“a minha vaidade é andar por minha cidade com um povo civilizado, sem criminalidade,minha vaidade é um dia ter a oportunidade de conhecer outros lugares,e erguer , a Bandeira do meu estado, do meu país e ser , invejado assim, como no passado”), na verdade não são bem vaidades, são direitos essenciais, dos quais não gozamos na república. Como já lhe disse e o Sr. pode constar por nossas propostas, não só as deste blog mas também de outros (ao lado o Sr. pode conferir uma lista de sites e blogs amigos, onde vai encontrar muita coisa boa), que a Monarquia é a melhor saída para o Brasil. Por todos estes fatos e comprovações que coloquei no meu comentário anterior. Claro que a monarquia na primeira hora não poderá acabar com todas as problemáticas existentes, mas com ela caminharemos para a solução. Retomando o melhor governo que tivemos na nossa História, na monarquia.

O Sr. diz que a monarquia é possível com muita luta, e cita que a república foi possível com muita luta também, nesta colocação descordo do Senhor, mas somente onde diz que a república foi possível com muita luta. A república no Brasil, surgiu com um golpe forçado, contra a vontade popular, quando um pequeno grupo do Exército resolveu depor um Gabinete, acabaram por depor o Imperador. A população ficou bestializada, pois nunca se imaginou tal ação e isso nem Deodoro da Fonseca, amigo pessoal do Imperador, queria. Foi uma ação que resultou noutra. Nem os republicanos da época, na dita convenção de Itu, conseguiram dar amplos argumentos e muito menos uma plataforma política para a república no Brasil. Um dos motivos para a “proclamação da república” foi também a assinatura da Lei Áurea, que Dona Isabel assinou contrariando os ricos fazendeiros do Brasil, que passaram então a apoiar a república. Peço que o Sr. veja aqui mesmo no blog os textos que postei na semana da proclamação da república (15 de novembro), são trechos de livros e artigos de autores renomados que apontam as causa da república.

(Contínua)

Dionatan da Silveira Cunha 11 de dezembro de 2009 14:12  

Sr. Felipe de Trindade Carvalho

De minha parte posso dizer, com certeza, que me tornei monarquista, além de muitos outros fatores, porque não me conformo com que está estabelecido há 120 anos. Não me conformo com a política atual, com um presidente que governa por medida provisória e manda mais que as monarquias absoltas do século 18. Não me contento com a crise ética, moral do governo e da população. Enquanto todos ficam calados, consentindo os recorrentes escândalos, alguém, um grupo, precisa trabalhar. É isso que os monarquistas brasileiros, ao menos os mais ativos, estão fazendo. O Movimento dos monarquistas do Brasil pode não sair em jornal, TV ou assemelhado, pois não satisfaz os interesses da mídia, mas existe e está muito bem formado, cheio da juventude politizada e consciente e dos mais velhos que nos servem de exemplo. Se o Sr. acredita que o nosso estado e o nuhyoosso país pode mudar, junte-se a nós. Nós queremos uma Monarquia Parlamentar Constitucional, um sistema moderno, enxuto, eficaz e honesto. Sejamos, hoje, os lutadores pelo nosso Rio Grande e pelo nosso Brasil.

Sr. Felipe estarei sempre a sua disposição, seja via e-mail ou comentários, ou ainda se morar em Porto Alegre ou região metropolitana e quiser discutir pessoalmente, estou igualmente pronto. É um prazer e uma alegria.

Obrigado.

Dionatan da Silveira Cunha

Felipe carvalho 12 de dezembro de 2009 06:10  

caro Dionatan Cunha.
na verdade esse movimento monarquista éres uma grande novidade para mim, descobri olhando uns videos na internet, e me chamou muita atenção ,e fui procurando sites sobre o assunto, e achei teu blog, o que me chamou atenção foi a Bandeira que pra mim é sagrada (Bandeira de São Pedro do Rio grande do Sul)e comecei a meditar muito sobre isso , se isso é a solução de nosso estado e país,um dia eu fui separatista confesso, achei que nossa solução era separar, mas analisando bem separar não é a solução como tu falaste, nós tornaria mos um minúsculo país a mais , não é o caminho apesar de eu ser novo, me preocupo demais, eu penso um país tão rico e abastado como o nosso Brasil,tão lindo como nosso estado (RS)cheio de beleza ao nosso redor, como os estados vizinhos,e o nosso próprio presidente acobertando corrupção a décadas que nosso país poderia ser uma super potência mundial,mas infelizmente é o contrario do que vemos, sou da região metropolitana de Porto Alegre,e gostei muito do assunto, vou ler tudo no teu blog relacionado a isso,se esse é o caminho para a evolução do nosso país, estarei do lado do que é melhor para nosso estado e pátria! estou aberto a receber emails também.

Obrigado!

Dionatan da Silveira Cunha 25 de dezembro de 2009 20:09  

Sr. Felipe,

O Movimento Monarquista brasileiro é desconhecido para muitos, pois não aparecemos a todo o momento na televisão, rádio, jornais famosos e etc, pois não atendemos a vários pré-requisitos da troca de favores existentes nestes meios. Porem, há inúmeros órgãos, instituições monarquistas, algumas bem famosas no Brasil, obviamente seguimos a hierarquia: temos então a Casa Imperial do Brasil, como Chefe, Dom Luiz de Orleans e Bragança (a biografia pode ser acessada clicando na sua foto ao lado), logo temos os Círculos Monárquicos (espalhados por todo o Brasil), além de outras organizações independentes, mas que também lutam pela monarquia. Temos muitos sites, vídeos, e livros sobre o assunto, os bem informados costumam achar este material de forma muito fácil. A cada dia ganhamos mais e mais pessoas para a Causa. Uma Causa honesta, séria e comprometida com o povo, uma Causa a que devotamos nosso trabalho, sem remuneração nenhuma, dispomos nosso trabalho simplesmente pelo idealismo, pela luta, pela vontade de termos um país melhor.

Lembro que o país, quando era monarquia, era a segunda potência econômica das Américas, e estava em vésperas de se tornar uma potencia mundial. Dom Pedro II, nosso maior estadista, foi citado como um dos 20 homens mais cultos do século 19. Um estadista a qual a histografia republicana brasileira não ousa fazer críticas.

Perdemos muito, perdemos praticamente tudo, depois de 1889. Mas sempre é tempo de recomeçar, de fazer de nossa casa, nosso bairro, nossa cidade, nosso estado e nosso país um lugar melhor. E por que não o melhor lugar?

Sr. Felipe, gostei muito de receber seus comentários e gostaria que o Sr. prosseguisse contestando com o que não concorda e apoiando o que acha certo. Se ficar em dúvida em alguma postagem, não deixe de perguntar, se eu não souber explicar ao Sr., há inúmeros amigos que com certeza irão nos ajudar.

Se gostou de nossas propostas, conte aos familiares, aos amigos. O Brasil tem solução.

Um forte abraço.

Dionatan da Silveira Cunha.

Camila Dorneles 4 de janeiro de 2011 12:58  

"O serviço público será total e integramente profissional, comprometendo-se os monarquistas a lutar contra qualquer brecha legislativa que permita a admissão de pessoal sem concurso, já que serão extintos e rigorosamente proibidos os chamados cargos de confiança, responsáveis pelo nepotismo e pela desordem administrativa."

Essa parte me chamou muito a atenção, gostei demaiss! Sou estágiária do DMAE em Porto Alegre e aqui só se houve falar no tal do CC. Sempre tem um de olho no cargo para proveito pessoal, e a remuneração vai acumulando, acumulando, quanto mais cargos tiver maior o salário.

Esse Brasil que o Sr. Artagão escreveu é um sonho de país, realmente gostaria de ver isso nessa vida!

Carlos Eduardo 26 de junho de 2011 17:49  

Sublime! Simplismente sublime! A clareza das propostas; a argumentação de cada quesito; o amor para com o nosso, já esquecido, mas sempre sapientíssimo povo; a visão de futuro; a nobreza do tratamento; sublime! Todavia certas coisas precisam de algum esclarecimento. Primeiro: o Poder Moderador, não deveria ser apenas para moderar, ou seja, intervir, resolver, problemas de Estado? Não que haja de minha parte, qualquer desconfiança na capacidade do Imperador, mas não seria algo como o regime absolutista? Segundo: o Conselho Imperial teria alguma competência legal, cívica, ou militar? Terceiro: ambas as Câmeras, teriam seus respectivos presidentes? Quarto: o Primeiro-Ministro seria o presidente do Senado? Quinto: o padroado não existiria certo? Sexto: a Religião Católica da Santa Mãe Igreja, seria a oficial do Império?
Abraços cordiais,
Carlos Eduardo Sindona de Oliveira

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