domingo, 13 de setembro de 2009

Um dia para relembrar...





Precisamente neste dia, há 100 anos, nascia Dom Pedro Henrique



Dom Pedro Henrique Afonso Filipe Maria Gastão Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança e Bourbon, nascido Príncipe do Grão-Pará (de 1909 a 1920), passou a Príncipe Imperial (de 1920 a 1921), e Chefe da Casa Imperial do Brasil a partir de 1921, nasceu no exílio em 13 de setembro de 1909, em Blougne-Billacourt, na França. Batizado com as águas do Chafariz do Largo da Carioca, na capela do Castelo d’Eu, Dom Pedro Henrique, teve como padrinhos sua avó paterna, Dona Isabel, a Redentora e seu avô materno, Dom Alfonso, Conde de Caserta e Chefe da Casa Real de Bourbon Duas-Sicílias.

Como sabemos o Príncipe Dom Pedro Henrique sofreu a ausência do pai, Dom Luiz Maria, desde muito cedo. Dom Luiz morreu em 26 de março de 1920, vitimado de uma grave doença, contraída nas trincheiras da I Guerra Mundial, deixando viúva a jovem Princesa Dona Maria Pia e faltando aos filhos. Então a partir de 1920, Dom Pedro Henrique passou a ser o Príncipe Imperial. Ainda em 1920 o presidente da república, Epitácio Pessoa, revogou a lei de banimento que proibia membros da Família Imperial de pisarem no território brasileiro. Vieram ao Brasil uma comitiva de membros da Família Imperial, excursionados pelo Conde d’Eu. Porem logo voltaram a França onde Dona Isabel havia ficado, já idosa e adoentada. Em 1921, mais uma vez a morte assola a Casa Imperial, desta vez levando Dona Isabel. Por este motivo, Dom Pedro Henrique, que havia recebido educação apropriada por parte da mãe, Dona Maria Pia, da avó Dona Isabel, do avô o conde d’Eu e da Família de sua mãe, além é claro do apoio do Príncipe Dom Pedro de Alcântara, veio a se tornar por direito, Chefe da Casa Imperial do Brasil, apenas com 12 anos de idade.


Mesmo com a lei de banimento revogada a Família Imperial continuou a morar na França, pois já haviam concretizado bens materiais e lá Dom Pedro Henrique adquiriria grau superior em um dos institutos mais respeitados da época: formou-se em Ciências Políticas e Sociais na Sorbonne. Em 1925, numa tentativa de prestar serviços a sua Pátria, o Príncipe pediu ao governo do Brasil, para servir nas forças Armadas, e imediatamente teve seu pedido indeferido. Também na Europa Dom Pedro Henrique casou-se.




Em 19 de agosto de 1937, no Castelo de Nymphenbourg, em Munique, Dom Pedro Henrique casou-se com Dona Marie Elisabeth Françoise Josèphe Thérèse de Wittelsbach und Croÿ-Solre (a quem o blog já, singelamente, homenageou), nascida em Nymphenbourg em 9 de setembro de 1914, Princesa da Baviera, sendo filha primogênita de Francisco de Wittelsbach, Príncipe Real da Baviera e de Isabel de Croÿ, Princesa de Croÿ. Um belíssimo casamento que contou com a presença da realeza, bem como da alta nobreza européia. O sogro de Dom Pedro Henrique aproveitou a celebração para confrontar o regime nazista que vigorava na Alemanha de então. No casamento estavam presentes muitos chefes de Casas Reinantes e diversos Chefes de Estados e os comandantes nazistas não foram convidados.


Casados, Dom Pedro Henrique e Dona Maria viveram inicialmente na França, onde nasceram seus primeiros 5 filhos, e tentaram inutilmente residir no Brasil, porem foram impedidos pelos confrontos da II Guerra Mundial.

A Família só pôde fixar residência no Brasil em 1945. Aqui chegando, Dom Pedro Henrique constatou que não dispunha mais do Laudêmio Imobiliário de Petrópolis, que o ajudaria na fase inicial no Brasil. Sua parte foi “vendida misteriosamente” a Dom Pedro Gastão. De tal forma, Dom Pedro Henrique teve de contar com apoio de monarquistas estabelecidos e que poderiam ajudá-lo no momento. Em sua chegada, primeiramente residiu um curto período no Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, logo passou a residir no Bairro do Retiro, Rio de Janeiro. No ano de 1951, o Príncipe adquiriu uma propriedade rural, a Fazenda Santa Maria, em Jacarezinho no interior do Paraná, lá, Dom Pedro Henrique dedicou-se a atividades rurais. Em 1965 a Família volta ao Rio de Janeiro, passando a residir em Vassouras, no Sítio Santa Maria. Aqui, no Brasil, nasceram os outros 7 filhos do casal, que no total são 12: Dom Luiz; atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, Dom Eudes, Dom Bertrand; Príncipe Imperial do Brasil, Dona Isabel, Dom Pedro, Dom Fernando, Dom Antonio, Dona Eleonora, Dom Francisco, Dom Alberto, Dona Maria Teresa e Dona Maria Gabriela.


Uma de suas atuações mais memoráveis foi o Partianovismo, uma organização que lutava pela monarquia, nas virtudes morais e éticas.

Em 5 de julho 1981, Dom Pedro Henrique faleceu em Vassouras, lá também está enterrado, no Mausoléu da Família Imperial, o mesmo que recebeu recentemente o corpo do jovem Príncipe Dom Pedro Luiz, seu neto.


Neste centenário, temos à memória, Dom Pedro Henrique que emanava a mais clara manifestação dos valores cristãos. Um homem que lutou por uma Pátria digna e que desde o momento de sua chegada à nação que deveria servir, encarou seu papel como uma missão. Dom Pedro Henrique descendia dos maiores vultos de nossa história, da história do Brasil. Honrados são seus descendentes, que um dia subirão ao Trono do Brasil.



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2009: ANO DO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE DOM PEDRO HENRIQUE, CONDESTÁVEL DAS SAUDADES E DA ESPERANÇA.




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Imagem 1: Dom Pedro Henrique, na infância.

Imagem 2: Batizado de Dom Pedro Henrique.

Imagem 3: Dona Pia Maria, Dom Pedro Henrique e Dom Luiz.

Imagem 4: Dom Pedro Henrique, em foto oficial.

Imagem 5 e 6: Casamento de Dom Pedro Henrique e Dona Maria (Alemanha)

Imagem 7: Dom Pedro Henrique e a Família reunida (Brasil).

Imagem 8: Dom Pedro Henrique com a Rosa de Ouro que foi dada a sua Vó, Dona Isabel.

Imagem 9: Sua Alteza Imperial e Real o Senhor Dom Pedro Henrique, Condestável das Saudades e da Esperança.

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