quinta-feira, 29 de outubro de 2009

BGB: Exemplos que ficam


Publicamos um artigo de Daniel Mouta, na Revista Brava Gente Brasileira (nº: 4), de 1º de abril de 2009:


EXEMPLOS QUE FICAM

Daniel Mouta



Dom Pedro II se recusou a aceitar a quantia de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas republicanos, quando do exílio, mostrando que o dinheiro não lhes pertencia, mas sim ao erário do país. (5 mil contos de réis era o equivalente a 4 toneladas e meia de ouro).

Quantia que o Imperador recusou deixando ao País um último benefício: o grande exemplo de seu desprendimento. Infelizmente esse exemplo não frutificou na República, como seria necessário.
Que grande exemplo para os políticos de hoje!

Definições De Povo e Massa

Existe diferença entre o Povo, e a Massa? Podemos igualar tudo isso? Veremos que não. Os monarquistas sabem que este engodo fora perpretado na cabeça das pessoas de tal forma, que este sen¬timento já não mais existe ou procura-se simplificar tais conceitos.

“Povo e multidão amorfa ou, como se costuma dizer, massa, são dois conceitos diversos.

O povo vive e move-se por vida própria; a massa é em si mesma inerte e não pode mover-se senão por um elemento extrínseco.

O povo vive da plenitude da vida dos homens que o compõem, cada um dos quais - na sua própria situação e do modo que lhe é próprio - é uma pessoa cônscia de suas próprias responsabilidades e de suas próprias convicções.

A massa, pelo contrário, espera o impulso que lhe vem de fora, fácil joguete nas mãos de quem quer que lhe explore os instintos e as impressões, pronta a seguir, sucessivamente, hoje esta, amanhã aquela bandeira” (Radiomensagem de Natal,1944 Pio XII)

O Dever dos Nobres de Sangue

O dever dos Nobres de Sangue é embora não exercendo mais a militância feudal, devem entretanto continuar combativos. Eles têm obrigação de fazer ouvir sua voz, pois sua palavra e seus atos repercutem intensamente. Servindo de molde onde possa se recortar os exemplos de uma Nação.

As novas condições não suprimem as obrigações da nobreza, mas lhe dão novos encargos, que são a adaptação dos deveres antigos para os dias atuais.

A nobreza deve lutar para permanecer de pé e continuar como um dos elementos dirigentes da nova ordem de coisas. As transformações sociais, sendo legítimas, podem entrar em harmonia com as tradições da nobreza.

Esta deve atuar em favor do país, embora sem ocupar cargos oficiais, colaborando com as outras categorias na direção dos acontecimentos.

(Nobreza e Elites Tradicionais Análogas – P.C de Oliveira. Ed.Civilização)

De onde sai o dinheiro?

A revista Dinheiro publica um texto intitulado Custo da Presidência (Julho 2004), onde informa:

“Em 2003, primeiro ano de Lula, as despesas alcançaram R$ 318,6 milhões. Para este ano, está previsto o desembolso de 372,8 milhões – ou R$ 1,5 milhão por dia útil de trabalho. Até o dia 2 de julho, o gabinete tinha gasto R$ 120,3 milhões.

Castelo Medieval do Dep. estadual Leonardo Moreira


A principal causa da evolução das despesas é o inchaço da máquina pública. Itamar Franco entregou o Palácio do Planalto com 1,8 mil funcionários. FHC, por sua vez, enxugou-o para 1,1 mil. No governo Lula, a administração cresceu – e muito. Há neste momento 3,3 mil funcionários trabalhando diretamente na Presidência. No Palácio da Alvorada, existem outros 75. Há um mês, Lula assinou um decreto, de número 5.087, aumentando de 27 para 55 seus assessores especiais diretos.

A ação mais cara é o chamado apoio administrativo. Trata-se da gestão direta do Palácio do Planalto, do Alvorada e da Granja do Torto. Para este ano, o Orçamento é de R$ 151,2 milhões. Do total, R$ 140,8 milhões estão sendo gastos na administração dos palácios. Também estão sendo gastos R$ 3,8 milhões para a remuneração de militares que fazem a segurança do presidente e de sua família.

“Caso as contas do Planalto sejam vistas sob a ótica do Tesouro Nacional, elas atingem R$ 2,6 bilhões. É a quantia consumida no período por todos os pro¬gramas sociais, como o Bolsa Família e o Fome Zero, lembra o economista Ricardo Bergamini, que realizou o levantamento no Tesouro”. “É mais do que os R$ 2,2 bilhões liberados para a reforma agrária.” “Isso mostra uma total inversão de prioridades”

E os espanhóis reclamam que a Casa Real gasta 9 milhões por ano!

O outro regime

O escritor francês, Stendhal, autor de “O Vermelho e o Negro”, numa das mais românticas comparações entre as duas formas políticas, sentencia: “Não se ama em República do mesmo modo que sob o Império”.

Observe a descrição do espanhol José Maria Permán sobre o que se passou em sua terra:

“Que voz oculta foi a que, na Espanha, em 14 de Abril de 1931, disse às prostitutas e aos maus estudantes que podiam sair para a rua, abraçados de modos provocantes e dando gritos de júbilo, como se a sua hora tivesse chegado? Que fino instinto secreto foi o que, naquele dia, deu a entender à turba que podia pisar os canteiros de flores da Moncloa e podia circular contra as luzes vermelhas e verdes que regulavam o trânsito? Porventura se tinha promulgado nova legislação que permitisse todas estas coisas? Não.

A razão era simples: o Rei tinha partido.”

Já dizia...

Já dizia Francisco José de Áustria : Minha função, como Rei, é de defender meu povo de seus governos!

Ninguém diz...mas tudo bem! (Ou não querem dizer!)

No Império o Brasil era um exemplo de democracia.

Votava no Brasil cerca de 13% da população. Na Inglaterra este percentual era de 7%; na Itália, 2%; em Portugal não ultrapassava os 9%.

O percentual mais alto, 18%, foi alcançado pelos Estados Unidos. Na primeira eleição após o golpe militar que implantou a república em nossa terra, apenas 2,2% da população votou.

Esta situação pouco mudou até 1930, quando o percentual não ultrapassava a insignificante casa dos 5,6%.


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1 comentários :

Sara Rozante 31 de outubro de 2009 01:07  

"Já dizia Francisco José de Áustria : Minha função, como Rei, é de defender meu povo de seus governos!"

Adorei essa frase!
Muito expressiva e verdadeira.
Aliás, o artigo todo é excelente.

Sara Rozante

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