terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dom Pedro II, o Magnânimo


Dom Pedro II

S.M.I, o Senhor Dom Pedro II

No dia 2 de dezembro do ano de 1825 no Palácio da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro nasceu o segundo Imperador do Brasil. Sétimo filho e terceiro varão de D. Pedro I e da Imperatriz D. Maria Leopoldina, que morreu quando D. Pedro II tinha apenas um ano de idade. Herdou o direito ao trono com a morte de seus irmãos mais velhos Miguel e João Carlos.

Como seus outros dois irmãos homens tinham morrido ele era o herdeiro do trono brasileiro.Tinha 5 anos quando o pai abdicou e ficou no Brasil sob a tutela de José Bonifácio de Andrade e Silva e, depois (1833-1840) Manuel Inácio de Andrade Souto Maior, marquês de Itanhaémem.

Durante sua menoridade o Brasil foi dirigido por uma Regência. Começou a estudar sob a orientação da camareira-mor D. Mariana Carlota de Verna Magalhães Coutinho, mais tarde condessa de Belmonte. Foi aclamado segundo imperador do Brasil, aos seis anos de idade e assumiu o trono aos 15 anos (18/06/1841), um ano depois de ser declarado maior e começar a reinar.

Com diversos mestres ilustres de seu tempo, o jovem imperador instruiu-se em português e literatura, francês, inglês, alemão, geografia, ciências naturais, música, dança, pintura, esgrima e equitação. A um de seus preceptores, o de português e literatura, Cândido José de Araújo Viana, futuro marquês de Sapucaí, atribui-se influência não pequena nas atitudes resolutas do jovem de apenas 15 anos.

Quando da revolução da Maioridade, por exemplo, ao receber a delegação parlamentar que lhe fora indagar se desejava esperar mais três anos ou assumir desde logo o poder, respondeu: "Quero já!". No dia 30 de maio do ano de 1843, D. Pedro II casou-se com a princesa napolitana Teresa Cristina Maria de Bourbon, filha de Francisco I, do Reino das Duas Sicílias. Foi pai de quatro filhos, mas só dois sobreviveram: as princesas Isabel e Leopoldina. No seu reinado o Brasil teve um grande desenvolvimento, progrediu grandemente no campo social. No início de seu governo fez viagens diplomáticas às províncias mais conflituadas.

Interessado pelas letras e pelas artes, manteve correspondência com cientistas europeus, entre eles Pasteur e Gobineau, sempre protegendo os intelectuais e escritores. Durante seu reinado, percorreu quase todo o Brasil, viajou para várias partes do mundo, visitando a América do Norte, a Rússia, a Grécia e vários outros países da Europa e o Oriente Médio (1871-1887), procurando trazer para o Brasil várias inovações tecnológicas.

Apoiado pelo partido Conservador, criou o Conselho de Estado e a reforma do código de processo criminal, o que provocou a revolta dos Liberais (1842), em Minas Gerais e São Paulo, contornada só após o final da guerra dos Farrapos (1845). Em conseqüência desse feito, surgiu a Insurreição Praieira (1848), em Pernambuco. Em virtude destas revoltas iniciou um amplo trabalho de conciliação política apartidária, nas nomeações dos integrantes do Conselho de Estado e dos presidentes de província, sob a coordenação do marquês de Paraná, Honório Hermeto Carneiro Leão, que dobrou a resistência do Partido Conservador, que culminou com a criação da Liga Progressista (1860), que, reduzindo os membros conservadores, permitiu a Zacarias de Góis e Vasconcelos, à frente do Conselho de Ministros, realizar importantes reformas no final do período.

Neste período, importantes acontecimentos sociais e econômicos ocorreram, como o declínio do escravismo, sobretudo a partir de 1850, com a extinção do tráfico negreiro e a contratação dos ingleses (1850), para elaborarem e implantarem sistemas de esgotamento para o Rio de Janeiro e São Paulo, a época, as principais cidades brasileiras. Com o final da guerra do Paraguai (1870), os conservadores estavam novamente fortalecidos e as divergências políticas mais agudas, o que fez surgir o Partido Republicano (1870), dando início a decadência política do Império. Na questão religiosa (1872), prendeu os bispos D. Vital e D. Macedo Costa, por desafiarem o poder real.

Julgados e condenados pelo Supremo Tribunal (1875), foi-lhes concedida a anistia. Na sua última viagem ao exterior como imperador (1887), com muitos problemas de saúde, visitou a França, Alemanha e Itália (1887) e, em Milão, foi acometido de uma pleurisia e levado para Aix-les-Bains, ondepermaneceu em tratamento, antes de poder voltar ao Brasil (1888).

Na sua ausência, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, sancionada a 13 de maio de 1888, determinando o encerramento de mais um ciclo econômico e acelerando também o fim do regime político. Já enfraquecido, o império foi proclamado a Repúblicano dia 15 de Novembro de 1889 e com isso o império sofreu grande abalo. Foi prisioneiro do paço da Cidade, para onde viera, descendo de Petrópolis.


O governo provisório deu-lhe 24 horas para deixar o país, e assim, deixou o país e foi com a família para Portugal (17/11/1889), dois dias após a proclamação da República, chegando a Lisboa em 7 dedezembro e seguindo para o Porto, onde a imperatriz morreu no dia 28. Viveu então entre Cannes, Versalhes e Paris, onde assiste a espetáculos de arte e participa de palestras e conferências. Viveu até 66 anos, morrendo de pneumonia, no modesto hotel Bedford, em Paris, no dia 5 de dezembro do ano de 1891.

Seus restos, transladados para Lisboa, foram colocados no convento de São Vicente de Fora, junto aos da esposa. Revogada a lei do banimento (1920), foram os despojos dos imperadores trazidos para o Brasil. Depositados de início na catedral do Rio de Janeiro (1921), foram transferidos para a de Petrópolis (1925) e definitivamente enterrados (1939). O ilustre governante passou à história como um intelectual, apreciador da ciência, das artes e da liberdade de informação e como homem tolerante, aberto ao diálogo e às transformações da vida social.


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2 comentários :

Rubens Janes 7 de junho de 2011 14:39  

Quanto mais leio sobre a família imperial brasileira, mais fico encantado com tanta humildade, sinceridade e amor ao Brasil. É preciso que se funde no Brasil um partido para defender a volta da monarquia brasileira. É preciso que a família imperial apareça mais nos meios jornalisticos e televisivos para que a população tenha oportunidade de saber que no Brasil temos principes e que todos se portam com dignidade, sobriedade e com verdadeira devoção pela coisas do Brasil. É preciso que o povo tanha conhecimento de fatos históricos para melhor avaliar qual dos regimes é melhor para o Brasil. Tenho certeza que ficará muito mais barato para os cofres públicos manter a monarquia do que manter esse povo republicano que está no poder.
Na Inglaterra,dizem alguns, que a rainha goza de muitos privilégios, e agora no casamento do príncipe com a Kate, deu para saber que o principe trabalha, e mais, procurando salvar vidas. E aqui no Brasil? Já viram se filho de político trabalha? Tenho certeza que ninguém até hoje viu.

Carlos Eduardo 3 de agosto de 2011 21:45  

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga. Sua Majestade Imperial Dom Pedro II por unânime aclamação dos povos Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, um título aparentemente grande, mas pequeno comparado ao amor deste homem ao seu povo e ao seu país, motivo pelo qual a história o codeminou: O Magnâmico. Em meus 15 curtos anos de vida, quase que 12 deles estudando, sem dúvida este foi o maior estadista e Chefe de Estado que a minha pátria amada já teve. Uma reportagem perfeita! Um depoimento digno de nosso saudoso Imperador. Que Deus e a Virgem Santíssima proteja e guarde S.A.I.R. Dom Luiz seu augusto sucessor de direito e a quem é reservado (de jure) o Trono de seu trisavô.
"Queremos Pedro II
Embora não tenha idade.
A Nação dispensa a lei
E viva a Maioridade!"
Era este o brado do povo do lado de fora do Palácio Imperial que queria ver novamente no trono o Imperador, algo que infelizmente muitos professores tem usado contra o Império, como se fosse uma vergonha que se tivesse no poder um rapaz de 14 anos simplismente pela idade. Sim ele era muito jovem, mas jovem ele começaria um governo de meio século que ficou na história do Brasil. VIVA DOM PEDRO II! VIVA NOSSO SAUDOSO IMPERADOR! VIVA DOM LUIZ SEU SUCESSOR! VIVA O BRASIL!
Abraços cordiais,
Carlos Eduardo Sindona de Oliveira

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