sábado, 31 de outubro de 2009

Palestra de S.A.I.R. Dom Bertrand em Itu

Sua Alteza Imperial e Real o Senhor Dom Bertrand de Orleans e Bragança proferiu palestra, no dia 20 de outubro de 2009, em Itu, na abertura da Semana de Estudos do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio – CEUNSP, como já havíamos noticiado aqui.




Segundo o blog Ação Jovem Pela Terra de Santa Cruz, Dom Bertrand foi recebido com aplausos de pé, pelos participantes da palestra nesta terça-feira, no qual os encantou pela sua finura de trato e pela sua prodigiosa memória histórica por tratar com tanta minúcia e segurança a história que marcou a Monarquia no Brasil. A repercussão da palestra “Brasil, uma nação predestinada a um futuro glorioso”, foi muito grande nos jornais locais, entre os quais a “TV TEM”, os Jornais: “Periscópio”, “Folha da Cidade”, “A Federação” e “O Cidadão”.



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Fonte: Ação Jovem Pela Terra de Santa Cruz

Fotos: Ação Jovem Pela Terra de Santa Cruz

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

BGB: Exemplos que ficam


Publicamos um artigo de Daniel Mouta, na Revista Brava Gente Brasileira (nº: 4), de 1º de abril de 2009:


EXEMPLOS QUE FICAM

Daniel Mouta



Dom Pedro II se recusou a aceitar a quantia de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas republicanos, quando do exílio, mostrando que o dinheiro não lhes pertencia, mas sim ao erário do país. (5 mil contos de réis era o equivalente a 4 toneladas e meia de ouro).

Quantia que o Imperador recusou deixando ao País um último benefício: o grande exemplo de seu desprendimento. Infelizmente esse exemplo não frutificou na República, como seria necessário.
Que grande exemplo para os políticos de hoje!

Definições De Povo e Massa

Existe diferença entre o Povo, e a Massa? Podemos igualar tudo isso? Veremos que não. Os monarquistas sabem que este engodo fora perpretado na cabeça das pessoas de tal forma, que este sen¬timento já não mais existe ou procura-se simplificar tais conceitos.

“Povo e multidão amorfa ou, como se costuma dizer, massa, são dois conceitos diversos.

O povo vive e move-se por vida própria; a massa é em si mesma inerte e não pode mover-se senão por um elemento extrínseco.

O povo vive da plenitude da vida dos homens que o compõem, cada um dos quais - na sua própria situação e do modo que lhe é próprio - é uma pessoa cônscia de suas próprias responsabilidades e de suas próprias convicções.

A massa, pelo contrário, espera o impulso que lhe vem de fora, fácil joguete nas mãos de quem quer que lhe explore os instintos e as impressões, pronta a seguir, sucessivamente, hoje esta, amanhã aquela bandeira” (Radiomensagem de Natal,1944 Pio XII)

O Dever dos Nobres de Sangue

O dever dos Nobres de Sangue é embora não exercendo mais a militância feudal, devem entretanto continuar combativos. Eles têm obrigação de fazer ouvir sua voz, pois sua palavra e seus atos repercutem intensamente. Servindo de molde onde possa se recortar os exemplos de uma Nação.

As novas condições não suprimem as obrigações da nobreza, mas lhe dão novos encargos, que são a adaptação dos deveres antigos para os dias atuais.

A nobreza deve lutar para permanecer de pé e continuar como um dos elementos dirigentes da nova ordem de coisas. As transformações sociais, sendo legítimas, podem entrar em harmonia com as tradições da nobreza.

Esta deve atuar em favor do país, embora sem ocupar cargos oficiais, colaborando com as outras categorias na direção dos acontecimentos.

(Nobreza e Elites Tradicionais Análogas – P.C de Oliveira. Ed.Civilização)

De onde sai o dinheiro?

A revista Dinheiro publica um texto intitulado Custo da Presidência (Julho 2004), onde informa:

“Em 2003, primeiro ano de Lula, as despesas alcançaram R$ 318,6 milhões. Para este ano, está previsto o desembolso de 372,8 milhões – ou R$ 1,5 milhão por dia útil de trabalho. Até o dia 2 de julho, o gabinete tinha gasto R$ 120,3 milhões.

Castelo Medieval do Dep. estadual Leonardo Moreira


A principal causa da evolução das despesas é o inchaço da máquina pública. Itamar Franco entregou o Palácio do Planalto com 1,8 mil funcionários. FHC, por sua vez, enxugou-o para 1,1 mil. No governo Lula, a administração cresceu – e muito. Há neste momento 3,3 mil funcionários trabalhando diretamente na Presidência. No Palácio da Alvorada, existem outros 75. Há um mês, Lula assinou um decreto, de número 5.087, aumentando de 27 para 55 seus assessores especiais diretos.

A ação mais cara é o chamado apoio administrativo. Trata-se da gestão direta do Palácio do Planalto, do Alvorada e da Granja do Torto. Para este ano, o Orçamento é de R$ 151,2 milhões. Do total, R$ 140,8 milhões estão sendo gastos na administração dos palácios. Também estão sendo gastos R$ 3,8 milhões para a remuneração de militares que fazem a segurança do presidente e de sua família.

“Caso as contas do Planalto sejam vistas sob a ótica do Tesouro Nacional, elas atingem R$ 2,6 bilhões. É a quantia consumida no período por todos os pro¬gramas sociais, como o Bolsa Família e o Fome Zero, lembra o economista Ricardo Bergamini, que realizou o levantamento no Tesouro”. “É mais do que os R$ 2,2 bilhões liberados para a reforma agrária.” “Isso mostra uma total inversão de prioridades”

E os espanhóis reclamam que a Casa Real gasta 9 milhões por ano!

O outro regime

O escritor francês, Stendhal, autor de “O Vermelho e o Negro”, numa das mais românticas comparações entre as duas formas políticas, sentencia: “Não se ama em República do mesmo modo que sob o Império”.

Observe a descrição do espanhol José Maria Permán sobre o que se passou em sua terra:

“Que voz oculta foi a que, na Espanha, em 14 de Abril de 1931, disse às prostitutas e aos maus estudantes que podiam sair para a rua, abraçados de modos provocantes e dando gritos de júbilo, como se a sua hora tivesse chegado? Que fino instinto secreto foi o que, naquele dia, deu a entender à turba que podia pisar os canteiros de flores da Moncloa e podia circular contra as luzes vermelhas e verdes que regulavam o trânsito? Porventura se tinha promulgado nova legislação que permitisse todas estas coisas? Não.

A razão era simples: o Rei tinha partido.”

Já dizia...

Já dizia Francisco José de Áustria : Minha função, como Rei, é de defender meu povo de seus governos!

Ninguém diz...mas tudo bem! (Ou não querem dizer!)

No Império o Brasil era um exemplo de democracia.

Votava no Brasil cerca de 13% da população. Na Inglaterra este percentual era de 7%; na Itália, 2%; em Portugal não ultrapassava os 9%.

O percentual mais alto, 18%, foi alcançado pelos Estados Unidos. Na primeira eleição após o golpe militar que implantou a república em nossa terra, apenas 2,2% da população votou.

Esta situação pouco mudou até 1930, quando o percentual não ultrapassava a insignificante casa dos 5,6%.


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A revista Brava Gente Brasileira (BGB) tem circulação mensal e é promovida pela Associação Causa Imperial. Envie sua contribuição e ajude a elaborar a BGB.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

História: (1645) O Brasil é elevado à situação de Principado



27 Out - O Brasil é elevado à situação de Principado - D. João IV (1645).



Durante o reinado de D. João IV, um de seus filhos, Teodósio, recebeu o título de "Príncipe do Brasil", sendo que a partir dessa data (1645).

Desta forma, o Brasil foi elevado à categoria de Principado e ganhamos nossa primeira bandeira particular.

Mesmo assim, não devemos ver essa bandeira como sendo a primeira bandeira de nossa nacionalidade, pois, não éramos uma nação soberana.


A Bandeira do Principado do Brasil tinha fundo branco com uma esfera armilar, encimada por um globo azul, com zona de ouro.

Sobre o globo aparecia a Cruz da Ordem de Cristo. A esfera armilar que apareceu pela primeira vez na Bandeira Pessoal do rei D. Manuel I.

A esfera, é composta de dez círculos ou armilas. O primeiro pavilhão elaborado especialmente para o Brasil.

D. João IV conferiu a seu filho Teodósio o título de "Príncipe do Brasil", distinção transferida aos demais herdeiros presuntivos da Coroa Lusa.

A Esfera Armilar é muito mais antiga que o Astrolábio (precursor do sextante ), teve sua invenção atribuída a ANAXIMANDRO DE MILETO (611-547 .C.).


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Repercussão do Casamento de Dona Isabel e do Conde Alexander


Ressaltamos a grande repercussão do casamento de Dona Isabel com o Conde Alexander, as notícias percorreram o mundo todo, seja pela internet, através de sites especializados em assuntos sobre monarquia, realeza ou nobreza, ou através da mídia.

O site Noblesse et Royatés, um dos meios de informação eletrônica (relativas a nobreza e realeza) mais conceituados da França, divulgou conteúdos desde o noivado de Dona Isabel, em outubro de 2008, e agora com o casamento, noticiou todas as informações relativas ao evento. O site abre amplo espaço para comentários e discussões sobre as postagens, nas quais se pode ver as mais diversas opiniões sobre a monarquia brasileira. Reproduziremos a última postagem sobre o casamento e os links das demais:

Por Noblesse et Royautés:

Fotos de Luiz Mendes para o Instituto Dona Isabel I a Redentora


Aqui estão algumas fotos do casamento Princesa Isabel de Orleans e Bragança e Conde Alexander zu Stolberg-Stolberg Rio de Janeiro, sexta-feira passada [16 de outubro de 2009].




O casamento, no momento da comunhão. À esquerda, o Padre Alessandro de Bourbon-Duas Sicílias.




Padre Jorge Luis Pereira da Silva celebrou o casamento. No centro o Abade, que presidiu a cerimônia. À direita, os condes de Stolberg-Stolberg, os pais do noivo.



Princesa Amélia de Orleans e Bragança (filha de Dom António e irmã do falecido D. Pedro Luiz), Maria Thereza de Orleans e Bragança, a Princesa Alix de Ligne (no fundo) e a princesa Maria Gabriela (filha de Príncipe Antonio).





Outras notícias do site a respeito do casamento:

http://www.noblesseetroyautes.com/nr01/?p=21379
http://www.noblesseetroyautes.com/nr01/?p=21262
http://www.noblesseetroyautes.com/nr01/?p=21189
http://www.noblesseetroyautes.com/nr01/?p=20287
http://www.noblesseetroyautes.com/nr01/?p=3835#more-3835

O site inglês The Royal Fóruns, também noticia o casamento de Dona Isabel e do Conde Alexander e dispõe comentários sobre o evento:

“Amanhã [16 de outubro de 2009] o Conde Alexander de Stolberg-Stolberg vai casar com a princesa Isabel de Orleans e Bragança, no Rio de Janeiro.

A princesa é a filha de D. Fernando de Orleans e Bragança e sua esposa, Maria da Graça Baère de Araujo. O casal vai se casar às 19:30, na Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro.

Eles esperam a presença do Príncipe e Princesa de Ligne, vários membros da Família Imperial Brasileira, os membros da Casa de Stolberg-Stolberg, os Príncepes Jaime e Maria Carolina de Bourbon-Parma, o Duque e a Duquesa de Bragança, os Príncipe Leopoldo da Baviera, o Duque de Vendôme e os membros das Famílias Merode e Arenberg”.

O site europeu The Franco-Iberian Royals Message Board, também relata o casamento.

O site Monarquia Confidencial, da Espanha, também traz notícias:

"No dia 16 de outubro de 2009 vai se casar na Capela Imperial do Outeiro da Glória, Rio de Janeiro, a princesa Isabel de Orleans e Bragança com o conde Alexander zu Stolberg-Stolberg. O templo onde o casamento será realizado é especial para a Família Real Portuguesa, que veio para o Brasil em 1808, fugindo de Napoleão.

Em 1819, a princesa Maria da Glória, Rainha de Portugal, depois Maria II, filha do Imperador D. Pedro I (Pedro IV de Portugal) e da Imperatriz Leopoldina, foi dedicada à proteção da Virgem na Igreja, estando ela nos braços de seu avô, Dom João VI de Portugal. Desde então, todos os membros da Casa de Bragança, depois Orleans e Bragança que nasceram no Brasil se casam no mesmo templo.

Era 27 de dezembro de 1849, quando o Imperador Pedro II do Brasil concedeu o título de Imperial à Irmandade de Nossa Senhora da Glória, erigiu-se canonicamente a 10 de Outubro de 1739, data da conclusão do templo. Desde que recebeu o título, todos os descendentes do segundo e último imperador do Brasil são membros da Irmandade. Em 25 de abril de 1937, o governo Getúlio Vargas declarada a Igreja, monumento nacional e, Papa Pio XII deu-lhe o título de Basílica Nacional da Assunção, em 1º de novembro de 1950.

Isabel nasceu no Rio de Janeiro em 30 de Janeiro de 1978. Ela é filha de Dom Fernando de Orleans e Bragança e de Maria da Graça Baère de Araújo. É, portanto, neta de Dom Pedro de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, morreu em 1981 e este ano marcado pelo centenário do seu nascimento. Dom Fernando teve que desistir dos seus direitos ao trono do Brasil, quando contraiu o casamento, que aconteceu no Rio de Janeiro, em 19 de Março de 1975. Os príncipes da Casa Imperial do Brasil que se casam em desigualdade perdem seus direitos, mas mantém o tratamento de Alteza Real.

Isabel é psicóloga, mora e trabalha em Bruxelas, como seu marido, que é economista. Ele nasceu em Frankfurt em 26 de Fevereiro de 1974 e é filho do Conde Josef Emmanuel zu Stolberg-Stolberg e Jacqueline Florin Duikinberg, de Bruxelas. Sua Alteza Ilustríssima pertence a uma das Casas mais importantes do Sacro Império Romano. Stolberg-Stolberg foi forçado a reconhecer a soberania do Eleitorado da Saxônia, em 1738, sendo moderado a esse estado em 1803 e entregue ao Reino da Prússia, na seqüência do Congresso de Viena em 1815."
Amadeo, Martin Luther King e Cabieses

O fórum de discussões: Foros Realeza, também abriu tópico para o casamento.

Além da internet, a mídia brasileira também divulgou notas e reportagens sobre o casamento. Hildegard Angel, do Jornal do Brasil, em sua coluna do dia 9 de outubro de 2009, com o título: No Rio, a maior revoada de coroados de nossa história (que já transcrevemos aqui), fez menção aos convidados e a importância do casamento. Márcia Peltier, do Jornal do Commercio, também divulgou notícia sobre o matrimonio. Além disso, após o casamento, a Revista Caras trouxe em sua edição de número 833, notícias sobre o casamento com fotos exclusivas. Na segunda-feira (19/10/09) Hildegard Angel novamente relata sobre o evento sendo que na Revista de Domingo, do Jornal do Brasil (25/10/09) coloca a disposição grande quantidade de fotos, numa ilustração belíssima do casamento. Márcia Peltier faz o mesmo em sua coluna.

No dia 24 de outubro de 2009, o Jornal 24 Horas, de Portugal, também traz notícia do casamento, que pode ser acessado pelo blog Família Real Portuguesa.


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Os grifos ([]) são nossos.

sábado, 24 de outubro de 2009

Fotos do casamento de Dona Isabel de Orleans e Bragança com o Conde Alexander de Stolberg-Stolberg


Na saída da Igreja da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, a Princesa Dona Isabel e o Conde Alexander, já casados:



O Duque de Vendôme, na saída da cerimônia


Os noivos se encaminham para o Paço Imperial



O Brinde

A Valsa dos noivos

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Revista Caras: Enlace nobre de Isabel de Orleans Bragança


Cerimônia histórica sela romance de princesa brasileira
com o conde alemão Alexander


Um conto de fadas moderno, com nobres de verdade como protagonistas. Primogênita dos príncipes d. Maria da Graça (57) e d. Fernando de Orleans e Bragança (61), irmão do chefe da Casa Imperial do Brasil, d. Luiz de Orleans e Bragança, a psicóloga carioca d. Isabel (31), pós-graduada em Responsabilidade Social, viajou, há dois anos e meio, à Suíça. Lá, trabalhou em um colégio religioso, lecionando para crianças. Em uma folga, foi a Bruxelas assistir à exposição da amiga, a condessa Laetitia d' Ursel (27), Onde ela conheceu Alexander de Stolberg-Stolberg (35), conde principesco alemão, filho dos condes Franz Joseph (65) e Jacqueline de Stolberg-Stolberg (60). Desde então, não se separaram.

Na sexta-feira, 16, o casal de nobres oficializou a união em cerimônia na Igreja Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no Rio. Com vestido do estilista Guilherme Guimarães (66), a princesa subiu ao altar ao som do coro Calíope, sob a regência do maestro Julio Moretzsohn. "Ela estava tão leve e plena, que parecia flutuar", contou d. Maria da Graça, mãe ainda de Maria da Gloria (26) e Luiza Carolina (24). "Isabel é a primeira que caso. Por isso, foi uma emoção única. Tudo parecia um sonho", disse, comovida, d. Maria.


Após a celebração e a bênção, dada pelo padre Jorjão (47), os noivos recepcionaram 300 convidados no Paço Imperial, construção histórica onde a princesa Isabel (1846-1921), bisavó de d. Fernando, assinou a Lei Áurea, em 1888. No local, decorado por Antônio Neves da Rocha (49), quadros do Rio antigo remetiam à época da monarquia brasileira. Em cada mesa, toalhas verdes de richelieu e arranjos de rosas brancas. Enfeites de pássaros de porcelana, como tucanos e papagaios, valorizavam a fauna do país.

O menu do Demar Buffet deliciou os amigos da família com pratos como pato ao molho de figo e cuscuz marroquino e capelete de mussarela de búfala. Na pista, o DJ Alexandre Kahl tocou um repertório eclético, incluindo valsa e rock. Animados, os noivos, que vão morar na Bélgica, deixaram a festa às cinco horas da manhã. No domingo, eles embarcaram para lua-de-mel em Trancoso. Depois, os recém-casados seguirão para a Itália, onde Alexander preparou um roteiro surpresa à amada.

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Fonte: Revista Caras

Fotos: Jorge Ribas, para Revista Caras

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Missa em São Paulo pelo Beato Carlos da Áustria


Dia 21 de outubro de 2009 celebra-se a festa litúrgica do Beato Carlos da Áustria, o Carmelo de Cotia em São Paulo fará missa em sua honra, às 6 horas e 30 minutos. Nesta ocasião, a única relíquia do Beato Carlos existente no Brasil, será apresentada à veneração dos fiéis.


O Imperador Carlos I da Áustria, IV da Hungria e III da Boêmia nasceu no dia 17 de agosto de 1887, na Áustria e foi batizado com o nome de Karl Franz Josef Ludwig Hubert Georg Maria von Habsburg-Lothringen (em português: Carlos Francisco José Luiz Humberto Maria de Hasburgo-Lorena), foi o último Imperador da Áustria, Rei da Hungria e Boêmia, entre 1916 e 1918. Casado com Zita de Bourbon-Parma, pai do Arquiduque Otto de Habsburgo-Lorena, atual Chefe da Casa Imperial da Áustria. O Beato Carlos faleceu em Funchal em 1922. Era um descendente do Imperador Dom Pedro I do Brasil.


"Todo o meu empenho é sempre, em todas as coisas, conhecer o mais claramente possível e seguir a vontade de Deus, e isto da forma perfeita".

Beato Carlos da Áustria

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Missa na Antiga Sé Catedral, 17 de outubro



Gravura alusiva à Carta Constitucional de Portugal. Convite CMRJ. Imagem dispónivel no blog Diretório Monárquico do Brasil




No sábado, 17 de outubro de 2009, celebrou-se na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Rio de Janeiro, a missa encomendada pelo Círculo Monárquico do Rio de Janeiro em comemoração aos 180 anos do casamento do Imperador Dom Pedro I com a Imperatriz Dona Amélia, e pela passagem dos 180 anos de nascimento da Rainha Dona Maria II de Portugal. A missa solene foi celebrada pelo Abade Emérito do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, Sua Excelência Reverendíssima Dom José Palmeiro Mendes, OSB, co-celebrada pelo Pároco Padre Roque Costa Souza, Padre Eugênio de Sena Monteiro, SJC, e Padre Anderson Baptista da Silva.

Dispomos a homilia proferida por Sua Excelência Reverendíssima Dom José Palmeiro Mendes, OSB:



MISSA POR OCASIÃO DOS 180 ANOS DO CASAMENTODE D. PEDRO I E D. AMÉLIA DE LEUCHTEMBERG E 190 ANOS DO NASCIMENTO DA RAINHA D. MARIA II



Estamos aqui rezando uma missa em ação de graças. Porque motivo dar graças a Deus? Ouvimos, já na antífona de entrada desta missa, São Paulo exortar aos efésios e a nós: “Cantai e salmodiai ao Senhor em vossos corações, daí sempre graças a Deus Pai por todas as coisas”. Sim, sempre temos motivos de agradecimentos a Deus, sendo inúmeros seus benefícios. Infelizmente muitas pessoas se dirigem ao Senhor apenas para pedir favores e reclamar da vida e esquecem de agradecer tantas coisas que receberam.É o que vimos inclusive no episódio dos leprosos no evangelho recém proclamado (Lc 7, 11-19). Ora, se agradecemos a Deus o que aconteceu (mesmo as cruzes de nossa existência, que sempre tem um sentido providencial, quanto mais as coisas boas!) – tudo é graça - estamos reconhecendo, ao menos implicitamente, que ele é a fonte de todas as coisas fque recebemos, que somos fracos, que dependemos dele, que ele é bom e misericordioso. E este reconhecimento humilde atrai novos favores sobre nós.

Por outro lado, a algumas pessoas pode talvez parecer estranho que estejamos aqui expressando a Deus nosso louvor e ação de graças pelos 180 anos do casamento do nosso primeiro imperador, Dom Pedro I, com Dona Amélia de Leuchtenberg e pelos 190 anos do nascimento da princesa Dona Maria da Glória, depois D. Maria II, Rainha de Portugal. Ora, a Família Imperial Brasileira, como toda família soberana, representa, encarna, a História do país, o seu passado de lutas e glórias, as suas tradições; representa também o seu futuro, as esperanças, no caso, de um Brasil melhor. Uma família real, se diz com razão, chega a ser um pouco a nossa família, a família de cada cidadão do país, tais os laços, inclusive afetivos, que se criam entre o povo e a família real, mesmo não reinante. Isto pode estar esquecido de muita gente, no mundo secularizado em que vivemos, em que não se cultua mais a tradição, a história do país, mas é isso mesmo. Graças a Deus ainda há um ‘pequeno rebanho’ no Brasil que cultiva a História e as tradições imperiais. Há um mês atrás assistimos aqui no Rio de Janeiro uma palestra comemorando o centenário de nascimento do saudoso Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, descendente de Dom Pedro I e Dom Pedro II e representante dos princípios monárquicos no Brasil por 60 anos. O conferencista, dr. Adolpho Lindenberg, recordou o que representava este Príncipe e salientou, com razão, ter sido ele Imperador do Brasil, sendo apenas um detalhe não muito importante o fato de nunca ter reinado efetivamente. Enfim, “é bom e justo, é nosso dever e salvação” recordar os eventos importantes da História do nosso país e da história daqueles grandes vultos que amamos e respeitamos. Daí ter sido bela a iniciativa do Circulo Monárquico do Rio de Janeiro, tendo à frente dona Leda Machado, de promover esta celebração.

Recordamos em primeiro lugar o segundo casamento de Dom Pedro I. Viúvo desde dezembro de 1826 de Dona Leopoldina, a nossa grande primeira imperatriz, quis casar uma segunda vez. Contava apenas 28 anos e ficara com 5 filhos pequenos. Não foi fácil, suas pretensões sendo repelidas por vários monarcas europeus, à vista da péssima reputação que tinha como marido. Havia também razões políticas para isso, o nosso soberano não tendo a simpatia do poderoso chanceler austríaco, príncipe de Metternich. Recebeu enfim oito recusas das côrtes da Baviera e do Wurtemberg, do Piemonte e das Duas Sicílias.Tinha que ser uma princesa e além do mais bonita, virtuosa e culta... Graças aos esforços do visconde de Pedra Branca (o pai da célebre e tão simpática, embora caluniada, condessa de Barral), diplomata residente em Paris, e com o auxílio do coronel Antonio Fortunato de Brack, da antiga guarda imperial napoleônica, surgiu em 1828 o nome da jovem princesa Amélia de Leuchtenberg. Era filha de Eugenio de Beauharnais (na época já falecido), filho por sua vez de um primeiro casamento da imperatriz Josefina, esposa de Napoleão Bonaparte, que por isso perfilhara Eugenio de Beauharnais, dando-lhe o título de príncipe francês. Foi depois vice-rei da Itália e príncipe de Veneza e enfim, concluída a aventura napoleônica, foi criado duque de Leuchtenberg e príncipe de Eichstädt, na Baviera. Ele tinha casado com a princesa Augusta Amélia da Baviera, filha do rei Maximiliano I (e irmã do rei Luis I, que vai ser o trisavô de nossa princesa Dona Maria da Baviera, viúva de D. Pedro Henrique e mãe de D. Luiz). As negociações visando o casamento se prolongaram. Amélia consultada, depois de quatro dias de reflexão, concordou em casar com o imperador do Brasil. Dom Pedro, sabendo por todos os testemunhos que recebeu, da beleza da jovem, a pede oficialmente em casamento e a 30 de maio de 1829 é assinado o contrato nupcial. Dia 2 de agosto (dois dias depois da princesa ter completado 17 anos) é celebrado por procuração, o casamento na Capela do Palácio da Duquesa de Leuchtenberg, em Munique, oficiando o Núncio Apostólico na Baviera, Mons. Charles Mercy d´Argenteau. O noivo é representado pelo tio da princesa Amélia, o príncipe Carlos Teodoro da Baviera. Estão presentes o marquês de Barbacena, a quem será confiada a imperatriz recém casada, e o marquês de Resende, ministro do Brasil junto a Corte de Viena. Interessante, D. Pedro dera ordens que nada se poupasse para o brilho dos esponsais em Munique. Amélia, porém, preferiu um casamento com simplicidade e pediu que aquilo que se iria gastar em festas e luxo efêmero fosse distribuído entre noivas pobres. Enfim, parte poucos dias depois para a Inglaterra, onde é aguardada por três fragatas brasileiras e encontra sua enteada, a rainha de Portugal, D. Maria II (que estava com dez anos). Viajam juntas ao Brasil. Dia 16 de outubro chegam ao Rio de Janeiro. Imediatamente Dom Pedro I vai a bordo do navio. Fica deslumbrado com a esposa. E ela por ele. No dia seguinte, ou seja, exatamente hoje a 180 anos atrás, a esta hora,10h, o Imperador vai a bordo da fragata “Imperatriz” e conduz Dona Amélia ao cais, onde é aguardada por grande massa de povo, apesar da chuva torrencial que caia sobre o Rio de Janeiro. Agrupavam-se também no Arsenal de Marinha os elementos mais representativos da Corte, ministros de Estado, corpo diplomático, altos funcionários do paço, todos em uniforme de gala. Toma Dona Amélia um coche puxado por oito cavalos brancos, dirigindo-se à Capela Imperial, ou seja, o local em que estamos. Pelas ruas é aplaudida com entusiasmo pelo povo. Pelas 2 horas da tarde aqui chega, sendo recebida pelo bispo do Rio de Janeiro, D. José Caetano da Silva Coutinho, e o seu cabido. Encaminha-se com o Imperador até os tronos colocados junto ao altar-mor. Ajoelhados, recebem a bênção nupcial, seguindo-se a santa missa e concluindo com um Te Deum, com música do próprio Dom Pedro. Finda a cerimônia religiosa, banda militar executa o Hino Nacional e as fortalezas saúdam com 101 tiros. Em cortejo vão os imperadores até a Quinta da Boa Vista. Ali Dona Amélia tem um primeiro contato com os demais filhos de Dom Pedro I. Abraça ternamente a cada um. Será na verdade mãe de todos eles e mais tarde, já na Europa, também da pequena duquesa de Goiás, a filha de D. Pedro com a marquesa de Santos. Todos a chamam de mãe e seus filhos – como a nossa Princesa Isabel – a chamam de avó.

Não é caso de deter-nos mais na vida que levam a seguir os dois esposos. D. Amélia terá um benéfico influxo na vida de seu impulsivo marido. De fato, o imperador vai viver só cinco anos. Os acontecimentos se precipitam: impopular no Brasil, no meio de dificuldades de ordem política e pensando nos direitos portugueses de sua filha D. Maria II, ele abdica a 7 de abril de 1831 e parte com sua esposa e a rainha menina para a Europa uma semana depois, dia 14. Dona Amélia, portanto, viveu no Brasil apenas um ano e meio. Como duque de Bragança D. Pedro entra na política portuguesa, pondo-se à frente da causa liberal. D. Amélia e D. Maria II ficam no exílio, sobretudo na França. Ali, em dezembro de 1831, nasce sua filha, a princesa Dona Maria Amélia. Com a entrada em Lisboa das tropas liberais, D. Pedro chama sua esposa e ela chega na capital portuguesa a 22 de setembro de 1833. Só um ano tinha ainda D. Pedro de vida, eis que morre no Palácio de Queluz a 24 de setembro de 1834.

Sobre Dona Amélia, tem que se reconhecer que humanamente ela levou uma vida de muitos sofrimentos.Com 11 anos perdeu o pai; imperatriz do Brasil por ocasião do casamento, perde este título com a abdicação do marido três anos depois; passa um largo tempo exilada e longe do marido, só indo com ele encontrar-se em 1833. No ano seguinte perde o esposo amado (viúva com apenas 22 anos) e poucos meses depois o irmão, o príncipe Augusto, que tinha casado com D. Maria II. Verifica-se um estremecimento de relações com a enteada rainha. Vive para a filha Maria Amélia, princesa belíssima e prendada, mas de 1850 a 1853 acompanha a lenta e implacável doença da filha, que morre com edificante piedade cristã na ilha da Madeira com apenas 21 anos. No mesmo ano morre D. Maria II. Fica Dona Amélia muito ligada ao neto, o rei D. Pedro V e sua esposa D. Estefânia, mas ambos tem morte prematura. Sua profunda fé cristã porém sempre a acompanhou. Dedicava-se muito a obras de caridade. Viveu retirada no chamado Paço das Janelas Verdes, em Lisboa, que tinha mais de convento religioso do que de palácio real. Ali vai receber a visita do conde d´Eu a caminho do Brasil, onde casará com a Princesa Imperial; ali depois recebeu a neta Dona Isabel em viagem de núpcias e enfim, em 1871 o filho Dom Pedro II, com quem sempre se correspondia. Cercada de meia dúzia de incansáveis amigos, ali morre no início de 1873. Será sepultada no Panteon da Casa de Bragança na Igreja de São Vicente de Fora, ao lado de D. Pedro I. Desde 1982 seus restos repousam no Brasil, no Monumento do Ipiranga, em S. Paulo, junto aos de D. Pedro I e de D. Leopoldina. Será um sonho, imaginar a construção de uma grande Necrópole Imperial, talvez aqui no Rio de Janeiro ou em Petrópolis, onde repousariam mais dignamente do que hoje (em S. Paulo, Petrópolis, aqui no Convento de Santo Antonio e em Vassouras, em Dreux na França e em Coburgo na Alemanha) nossos Imperadores e todos os demais membros da Família Imperial Brasileira? A lembrança de D. Amélia permanece viva na Família Imperial, tanto que o príncipe Dom Antonio deu o nome da imperatriz a uma de suas filhas. O príncipe Dom Luiz escreveu também um belo texto sobre D. Amélia numa de suas mensagens de Natal, texto que foi reproduzido agora pelo Círculo Monárquico no convite para esta missa.

No decorrer destas palavras, já foi mencionada a rainha D. Maria II de Portugal. Uma referência final ainda a esta soberana, de que se comemoram os 190 anos de nascimento. Nascida princesa Dona Maria da Glória, foi a primogênita do então Príncipe Real Dom Pedro de Alcântara e de Dona Leopoldina. Nasceu no Palácio de São Cristóvão a 4 de abril de 1819,um Domingo de Ramos, ou seja, quando estava ainda no Brasil seu avô Dom João VI. Nesta igreja em que estamos, então Capela Real, foi batizada dia 3 de maio, seguindo-se missa solene encomendada pelo Senado da Câmara na Igreja de S. Francisco de Paula. D. João VI, muito devoto de Nossa Senhora, levou a netinha dia 21 de junho ao Outeiro da Glória, colocando-a sob a maternal proteção da Virgem Santíssima. Muitas vezes depois D. Pedro levou D. Maria da Glória em visita ao Outeiro, Em março de 1826 morreu o avô em Lisboa e no dia 2 de maio o pai abdicou ao trono português em seu favor. Dona Maria II, rainha menina de 7 anos. Ela, a 5 de julho de 1828 viaja, menina de 9 anos, mas muito desembaraçada, para a Europa, acompanhada pelo já mencionado marquês de Barbacena, que vai também com a missão de obter uma segunda esposa para o Imperador. Não dando certo os planos iniciais, ela vai para a Inglaterra e depois, como dissemos, volta ao Brasil com D. Amélia, sua madrasta, a quem de fato nunca considerará mãe, mas companheira e amiga. Deixará em definitivo o Brasil na companhia do pai a 14 de abril de 1831. Não vamos traçar aqui sua biografia. É caso de lembrar apenas que foi declarada maior com apenas 15 anos, a 19 de abril de 1834. Uma lei de 30 de outubro do ano seguinte vai tirar-lhe qualquer direito ao trono do Brasil. Seu governo em Portugal foi polêmico e tumultuado. Tinha o autoritarismo do pai, muito ciosa de suas prerrogativas. Morre contando apenas 34 anos, pouco menos que o pai na data de seu falecimento. Mas envelhecera muito. Interessante, morreu num 15 de novembro, data fatídica pois para a Casa de Bragança, do ano de 1853. Casou em segundas núpcias com o príncipe Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, Dom Fernando II, rei honorário de Portugal, príncipe caseiro, sensível e delicado.Assimilou bem os costumes portugueses, identificando-se muito com o povo. Será o padrinho de batismo de nossa Princesa Isabel. Dom Pedro II será muito afeiçoado a ele.

Prezados amigos, por aqui paro. Penso ter avivado em todos a recordação de D. Pedro I, D. Amélia, Dona Maria II. Isto permitirá a todos unir-se mais intimamente às intenções desta santa missa, cuja celebração vamos agora prosseguir.


Homilia de Dom José Palmeiro Mendes, OSB, Abade emérito do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, na Antiga Sé, 17 de outubro de 2009.



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A missa também marcou os 20 anos do Círculo Monárquico do Rio de Janeiro.

Dom Bertrand em Itu


Dom Bertrand profere palestra em Itu, veja a propaganda:


http://www.youtube.com/watch?v=GHOLQwNE3wk


Depois de
visitar a cidade de Itu em março deste ano, o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança retorna à cidade para proferir uma palestra na Solenidade de Abertura da Semana de Estudos do CEUNSP - Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio em Itu, no dia 20 de outubro, às 19 horas.

A palestra, intitulada "Brasil, uma nação predestinada á um futuro glorioso" será ministrada no Salão Nobre "Imaculada Conceição" e abordará o passado do Brasil e sua potencialidade para o futuro, mostrando um panorama histórico e político-social brasileiro.

O evento é aberto ao público que estiver interessado e é realizado através de uma parceria entre a Ação Jovem e o CEUNSP.



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Fonte: Itu.com.br

domingo, 18 de outubro de 2009

Celebrado o Casamento de Dona Isabel com o Conde Alexander de Stolberg-Stolberg


Celebrou-se no Rio de Janeiro, no dia 16 de outubro de 2009, o tão esperado casamento da Princesa Dona Isabel, nascida Princesa de Orleans e Bragança, com o Conde Alexander de Stolberg-Stolberg.


A cerimônia, marcada para as 19 horas e 30 minutos, na Igreja da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, foi presidida por Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Dom José Palmeiro Mendes, OSB, Abade Emérito do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, Sua Reverendíssima o Senhor Padre Jorge Luís Pereira da Silva, Sua Reverendíssima Monsenhor Sérgio Costa Couto e Sua Alteza Real o Reverendíssimo Senhor Padre Alessandro de Bourbon, Legionário de Cristo. A saudação inicial foi proferida em francês, a celebração foi feita em português e latim, as leituras em alemão e inglês.

Presentes à celebração do matrimônio, o Chefe da Casa Real de Portugal, o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, acompanhado de sua esposa, a Senhora Dona Isabel; Duquesa de Bragança, o Príncipe Jean de França; Duque de Vendôme, o Príncipe Ludwig da Baviera, os Príncipes de Ligne, os Condes de Stolberg e inúmeros membros da nobreza européia. A Igreja ficou completamente lotada de convidados vindos de diversos países da Europa, além dos brasileiros, amigos da Família Imperial.

A Senhora Dona Isabel, vestida impecavelmente, chegou ao Outeiro, juntamente com seu pai, o Príncipe Senhor Dom Fernando.


A celebração ocupou cerca de duas horas, quando final-mente os noivos confirmaram a união através do famoso “Sim”. Naquele momento a Princesa Dona Isabel passou a ser oficialmente, Condessa de Stolberg-Stolberg.




Após a marcante celebração, seguiu-se festa no Paço Imperial, no centro do Rio.




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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Site francês noticia a missa do dia 17/10, no Rio



Por Noblesse et Royautés:



No 17 de outubro de 2009, o Círculo Monárquico do Rio de Janeiro organizará uma missa solene pelos 180 anos de casamento de D. Pedro I do Brasil com a princesa Amélia de Leutchtenberg. A cerimônia será presidida pelo Abade Emérito do Mosteiro de São Bento, Dom José Palmeiro Mendes, terá a participação de vários membros da Família Imperial do Brasil e do Duque e Duquesa de Bragança, a missa será celebrada na primeira catedral do Rio, onde o casamento foi celebrado em 1829.





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Visite o site Noblesse et Royautés

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Hoje no Brasil


Dia 12 de outubro


Dia de Nossa Senhora da Conceição Aperecida, e de todas as crianças.

211 anos do nascimento do Imperador Dom Pedro I, Por Graça de Deus, e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil. (1798)

187 anos de Aclamação do Imperador Dom Pedro I, Rio de Janeiro. (1822)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

No Rio, Missa Solene na Antiga Sé Catedral


No dia 17 de outubro de 2009, um dia após o casamento de Dona Isabel e do Conde Alexander, celebrar-se-á no Rio de Janeiro, às 10 horas, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, missa solene em homenagem aos 180 anos do matrimônio do Imperador Dom Pedro I com a Imperatriz Dona Amélia, bem como, em intenção dos 190 anos do nascimento da Rainha Dona Maria II. A missa foi encomendada pelo Círculo Monárquico do Rio de Janeiro, será celebrada por Sua Excelência Reverendíssima Dom José Palmeiro Mendes OSB, Abade Emérito do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, juntamente com vários sacerdotes.

Sobre a missa, Márcia Peltier, em sua coluna (9/10), no
Jornal do Commercio, escreveu:

Os monarquistas do Rio, felicíssimos com a vinda tão rara de nobres europeus para o casamento, dia 16, da princesa Isabel Eleonora de Orléans e Bragança com o conde Alexandre von Stolberg und Stolberg, promovem no dia seguinte um evento de confraternização. Na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé mandam rezar missa pelos 180 anos do casamento de Dom Pedro I com a imperatriz dona Amélia de Leuchtenberg e pela passagem dos 190 anos do nascimento da rainha dona Maria II. O Duque de Bragança dom Duarte, herdeiro do trono de Portugal, confirmou presença.


"No Rio, a maior revoada de coroados de nossa História!"


Na coluna de Hildegard Angel, uma das maiores colunistas sociais do país, que escreve no Jornal do Brasil (caderno B - 9/10), também referência no jornalismo brasileiro, lê-se sobre o casamento de Dona Isabel de Orleans e Bragança com o Conde Alexander de Stolberg-Stolberg. O blog Monarquia Já transcreve (integralmente) a reportagem:


No Rio, a maior revoada de coroados de nossa História!


Vai ser espetacular, com pompas e elegâncias das famílias reais, o casamento no Rio de dona Isabel de Orléans e Bragança e o conde Alexander de Stolberg-Stolberg. Marcado para às 19h30, o Sim acontece dia 16, no Outeiro da Glória, seguindo a tradição dos Orléans e Bragança que só casam lá...

Será a união de duas Casas Reais e por isso mesmo é esperado no Rio um número inédito de membros da realeza e da nobreza européia. Certamente a maior revoada de coroados da História do Brasil! Entre os que já confirmaram a presença, dom Duarte de Bragança, o duque de Bragança, chefe da Casa Real de Portugal; o príncipe Jean d’Orléans, duque de Vêndome e herdeiro do trono francês; os príncipes de Merode, Aremberg, Stolberg, Baviera, Bourbon Parma (entre eles, a sobrinha da rainha Beatrix, da Holanda), boa parte da aristocracia da Bélgica, da Alemanha e de outros países, uauau!...

Agora vou falar um pouco sobre os noivos. A princesa dona Isabel é filha de dona Maria da Graça de Siqueira Carvalho Baère de Araújo e Orléans e Bragança e de dom Fernando Diniz, o sexto filho e o quinto varão de dom Pedro Henrique, de jure(‘pelo direito’, como dizem os nobres) dom Pedro III do Brasil. Isto é: ela é sobrinha de dom Luiz, de jure dom Luiz I do Brasil, atual chefe da Casa Imperial do Brasil...

Dona Isabel formou-se em psicologia na PUC do Rio e é pós-graduada. Hoje trabalha num banco belga, em Bruxelas. E o vestido dela terá grife de Guilherme Guimarães, o estilista de nossas princesas imperiais reais...

Já o conde principesco de Stolberg-Stolberg, Alexander Stolberg, nasceu em Frankfurt e se graduou em economia na Universidade Sueca de São Galo. É mestre em Gestão de Bancos e hoje dirige uma empresa de investimentos. Recebeu educação de um verdadeiro filho de uma alteza ilustríssima, o conde Josef Emanuel Franz de Stolberg-Stolberg, e de sua alteza ilustríssima a condessa Franz, nascida Jacqueline de Florin de Duikinberg, da não titulada nobreza belga. O primeiro ancestral do noivo de que se saiba data de 1200, Heinrich de Stolberg, conde de Voigtstedt...

Atualmente, os condes Stolberg-Stolberg pertencem ao Reino da Saxônia. O chefe da Casa de Stolberg é sua alteza sereníssima o conde Jost-Christian, casado com sua alteza sereníssima a condessa Sylvianne Janssens van der Maelen. E quem vos conta isso tudo, meus amores, é Hildezinha sereníssima, especialista em reis, rainhas, duques, condes, príncipes e correlatos...



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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, homenagem aos Padroeiros, à Dona Isabel e ao Conde Alexander de Stolberg



INSTITUTO CULTURAL D. ISABEL I A REDENTORA
CNPJ: 05.874.977/0001-51
Rua dos Andradas, 29 / 701
Centro do Rio Antigo
20.051-001 RIO DE JANEIRO – RJ


Celebra-se na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, às 11 horas do dia 11 de outubro de 2009, a Festa de seus Padroeiros, Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Na ocasião os Irmãos do Rosário, o Presidente do IDII, Dr. Laerte Lucas Zanneti, acompanhado dos Conselheiros, Sócios e Amigos do Instituto Cultural Dona Isabel I a Redentora cumprimentarão Sua Alteza Real a Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança e Sua Alteza Ilustríssima o Conde Alexander de Stolberg-Stolberg, que se unirão em matrimônio no dia 16 de outubro.

A missa de Ação de Graças e encerramento do Tríduo e demais práticas devocionais da Festa dos Padroeiros, será seguida por almoço comemorativo.


Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos
Rua Uruguaiana, 77 – Centro
Rio de Janeiro
Tel.: (21) 2224-2900



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Informações baseadas no convite do Instituto Cultural Dona Isabel I a Redentora.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O Casamento de Dona Isabel e do Conde Alexander de Stolberg


Nas proximidades do Casamento de Sua Alteza Real a Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança com Sua Alteza Ilustríssima o Conde Alexander de Stolberg-Stolberg, divulgamos um artigo de Dom José Palmeiro Mendes OSB, que trata da história da família do noivo. Ressaltamos que o consórcio marcado para o próximo dia 16 de outubro, é um evento de grande valor, trazendo ao Brasil e a cidade do Rio de Janeiro, a bela cerimônia de união entre a realeza.


CASAMENTO DE DONA ISABEL DE ORLEANS E BRAGANÇA COM O CONDE ALEXANDER DE STOLBERG-STOLBERG



Está marcado para o próximo dia 16 de outubro o casamento da princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança com o conde Alexander de Stolberg-Stolberg. O casamento será celebrado às 19h30 na Igreja da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no Rio de Janeiro. Esta pequena igreja do século XVIII, uma das jóias da arte colonial brasileira, é muito ligada à Família Imperial Brasileira desde D. João VI. Nela eram consagrados à Nossa Senhora todos os príncipes e princesas brasileiros. A maior parte dos filhos e netos do príncipe Dom Pedro Henrique tem casado no Outeiro da Glória. Para o casamento do dia 16 são esperados vários membros da realeza européia e integrantes da nobreza de vários países. Podem ser citados entre os que já confirmaram a presença: o duque e a duquesa de Bragança, herdeiros do trono de Portugal (e também os irmãos dela, Dom Afonso e Dom Manuel de Herédia, da Família dos Viscondes de Ribeira Brava), o príncipe Jean de Orléans, duque de Vendôme, príncipe herdeiro de França, o príncipe Luitpold da Baviera (possivelmente com algum filho), os principes Jaime e Carolina de Bourbon de Parma, filhos do duque de Parma e sobrinhos da rainha Beatriz da Holanda, Jost Christian, 4º Príncipe e Conde de Stolberg, chefe da Casa de Stolberg-Stolberg, com sua esposa e possivelmente algum filho, enfim vários Stolberg, Merode, Ligne, Arenberg, Looz-Corwaren, Erbach-Fürstenau, ou seja, grandes famílias da aristocracia da Bélgica e da Alemanha


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A princesa Dona Isabel, de 31 anos e formada em Psicologia, é a mais velha das três filhas dos príncipes Dom Fernando e Dona Maria da Graça de Orleans e Bragança. Como vários de seus irmãos, D. Fernando renunciou a seus direitos ao trono brasileiro, por si e seus descendentes, por ocasião de seu casamento em 1975.

O conde Alexander, de 35 anos, economista, é filho dos condes Franz Joseph e Jacqueline de Stolberg-Stolberg. Reside habitualmente na Bélgica, seus pais morando na Itália, perto de Turim.

A Casa de Stolberg é uma familia mediatizada alemã, ou seja, uma daquelas famílias que um dia estiveram à frente de um dos numerosos pequenos Estados da Alemanha e que são consideradas iguais de nascença às atuais famílias soberanas da Europa. Faziam parte da II parte do famoso Almanaque de Gotha. A genealogia da família Stolberg pode ser traçada desde 1200. Foi gradualmente, por compra ou herança, adquirindo uma série de senhorios e condados. Houve uma partilha das possessões da família em 1645, entre os filhos do conde Cristóvão II (+ 1638), de que descendem as duas linhas atuais: Stolberg-Wernigerode e Stolberg-Stolberg.

A Linha de Stolberg-Wernigerode foi fundada pelo conde Henrique Ernesto (+ 1672). Foram os chefes da família feitos membros hereditários da antiga Primeira Câmara do Grão-Ducado de Hesse (1820), membros hereditários da antiga Câmara Prussiana dos Senhores (1854). O chefe da família recebeu em 1890 a concessão prussiana de príncipe. Está dividida esta linha em vários ramos: Wernigerode, Peterswalden, Jannovitz, Kreppelhof. A maior parte de seus membros são luteranos ou evangélicos, havendo alguns católicos apenas no ramo de Peterswalden. O atual chefe da família é Filipe Constantino, 5º Príncipe de Stolberg-Wernigerode, nascido em 1967. É de lembrar o casamento em 1922 da princesa Bárbara de Bourbon das Duas Sicílias (1902-1947), filha de Fernando de Bourbon das Duas Sicílias, duque de Calábria (irmão da princesa Dona Maria Pia de Orleans e Bragança, esposa do príncipe Dom Luiz), com o conde Francisco Xavier de Stolberg-Wernigerode, senhor de Peterswalden (1894-1927).

A II Linha, de Stolberg-Stolberg, é a que pertence o noivo de Dona Isabel - tem por fundador o conde João Martinho (+ 1669). Houve partilha das posses, em 1706, entre os dois filhos do conde Cristóvão Luis I (+ 1704), que fundaram os ramos de Stolberg-Stolberg e de Stolberg-Rosla, estando este último presentemente extinto. O ramo de Stolberg-Stolberg tem como fundador o conde Cristóvão Frederico (+ 1738). Houve também para o chefe da família a concessão prussiana do título principesco em 1893 com direito ao tratamento de Alteza Sereníssima (Durchlaut).O atual chefe da família é Jost Cristiano, 4º príncipe e conde de Stolberg, nascido em 1940, tendo residências na Alemanha e na Bélgica. A linha está dividida em dois grandes ramos: o mais velho é justamente o que tem a frente o príncipe; seus membros são luteranos. O segundo ramo subdivide-se em várias casas: Brauna, Paskau, Westheim, sendo seus membros luteranos ou católicos. Todos tem o título de condes de Stolberg-Stolberg e o tratamento de Altezas Ilustríssimas (Erlaucht). A família é numerosa, tendo uns 50 condes e 50 condessas por nascimento. É de lembrar o casamento da arquiduquesa Hedwig da Áustria (1896-1970), filha do arquiduque Francisco Salvador, com o conde Bernhard de Stolberg-Stolberg (+ 1952).

A 3ª casa, de Westheim (católicos desde 1800), tem por fundador o conde José Teodoro (+ 1859) e dividiu-se em dois sub-ramos, o 2º tendo por origem o conde Francisco (+ 1912). A ele pertence o noivo da princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança, conde Alexander Heinrich Martin Christoph Antonius Franzisjus Xaverius Benedictus Hubertus Maria, nascido em Frankfurt a 26 de fevereiro de 1974. É filho do conde Josef Emanuel Johannes Albertus Franziskus (Franz) Antonius Hubertus Maria, 72 anos, doutor em Direito, representante bancário, comendador da Ordem Teutônica e cavaleiro da Ordem Constantiniana de São Jorge. Casou ele em Montreal, no Canadá, em 1968, com Jacqueline Florin de Duikingberg, de uma família da nobreza (não titulada) belga, filha de um diretor de banco. O conde Alexander tem dois irmãos mais moços, o conde Maximilian, 32 anos, casado em 2003 com uma aristocrata italiana, Cecília Floridi, filha de Vincenzo Romano, conde Floridi e de Maria Paola nobile Cadorna, da casa dos condes Cadorna, e o conde Cristiano Henrique, 26 anos. Tem ainda uma irmã, a condessa Isabella, que casou recentemente com Boris Kisselevsky, filho de Cyrille Kisselevsky e de sua esposa, nascida Luise Elsner von der Malsburg.O conde Alexander tem uma tia paterna, a condessa Maria Elisabeth, doutora em filosofia, casada com um tenente-coronel do exército italiano.É ele neto do conde Martin, que morreu na guerra, em 1940, casado Ada von Spirlet, filha de Egon, cavaleiro von Spirlet e da baronesa Paula von Ketteler. A notar que esta família dos barões von Ketteler é das mais antigas familias da Westphalia e a ela pertenceu o famoso bispo de Mogúncia, Mons. Wilhelm Emmanuel von Ketteler (1811-1877), um dos pioneiros da doutrina social da Igreja e que influenciou o Papa Leão XIII para a Encíclica "Rerum novarum".

São tios avós do conde Alexander: a condessa Maria Elisabeth, falecida num bombardeiro durante a Guerra em 1944; a condessa Eugênia (1914-....) casada com Hanno von Halem; a condessa Wika, 93 anos, viúva de Endre, barão Bánffy de Losoncz (reside em Buenos Aires); o conde Guilherme Emanuel (1917-2002), cavaleiro da Ordem de Malta, que casou 1º com Elisabeth, condessa von Plessen (o casamento foi declarado nulo pela Igreja), e depois com Christiane senhora von Braunmühl, tendo quatro filhas; a condessa Ludmilla, falecida solteira em 2005; e o conde Guilherme José, 81 anos, tendo feito três casamentos (o primeiro com uma princesa de Isenburg), tendo três filhos (o conde Francisco José, mora em Berlim com a esposa e um filho), a condessa Isabel Juliana, casada com o príncipe e duque Leopoldo de Arenberg, e a condessa Irina, casada com o conde belga Michel de Liedekerke.


Fonte principal: Genealogisches Handbuch der Fürstlichen Häuser, Starke Verlag, Limburg an der Lahnvol. XVIII (2007).



DOM JOSÉ PALMEIRO MENDES



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Foto: Dona Isabel de Orleans e Bragança com o Conde Alexander Stolberg-Stolberg, natal de 2008. Instituto Cultural Dona Isabel I a Redentora.

domingo, 4 de outubro de 2009

Dom Pedro II: Um Exemplo

Postamos um artigo da revista Brava Gente Brasileira (1.º Mar. 2009 – Ano I, N.º 3), editada pela Associação Causa Imperial. Sobre Dom Pedro II:



Um Brasileiro, com“B” maiúscu­lo


Felipe Leite Acciaris Ribeiro Dias*

Descrito por Monteiro Lobato como sósia moral de um sábio imperador ro­mano, Marco Aurélio, as­sim era o nosso D. Pedro II, nascido em 1825. Um dos maiores homens da história brasileira, ocupou o cargo de chefe de Esta­do durante quase 50 anos de paz, prosperidade e avanços importantes.


O menino que viria a ser imperador tornou-se órfão muito cedo, com a morte de sua mãe, a Imperatriz Leopoldina, quando mal contava um ano de idade. Aos seis anos, seu pai, D. Pedro I, foi deposto, fale­cendo em Portugal poucos anos depois. Sua infância foi bastante solitária, só lhe restando a companhia de suas irmãs, dos filhos dos empregados e dos meninos escravos do paço, isso nas horas em que podia brincar, pois, como fu­turo imperador, o governo da regência lhe impunha uma intensa rotina de es­tudos.

Ao assumir o trono em 1840, com apenas 15 anos de idade, libertou todos os escravos do pa­lácio e outros mais que herdara do pai, passan­do a pagar-lhes salários e custear a educação de seus filhos.


D. Pedro II foi ensina­do a amar o Brasil acima de tudo. Punia exem­plarmente os políticos e funcionários corruptos, usando dos poderes que a Constituição lhe garan­tia para removê-los de seus cargos. Venceu impor­tantes disputas diplomáticas, inclusive chegando a desafiar a toda poderosa Grã-Bretanha. Zeloso que era com as verbas públicas, recusou sucessivas propostas de aumento de seu salário, trabalhando durante meio século com o mesmo pagamento, ain­da que, durante seu reinado, a economia brasileira tenha crescido dez vezes. Quanto às suas poucas viagens, custeava-as com seu próprio dinheiro. Du­rante uma de suas via­gens, sua filha, a Prin­cesa Isabel, conseguiu a abolição da escravi­dão em 13 de Maio de 1888, passando à histó­ria como redentora dos cativos.

A causa da aboli­ção era outra luta do monarca brasileiro. O Paraguai invadiu o Bra­sil em 1865, iniciando a Guerra da Tríplice Aliança, vencida a guer­ra pelo Brasil em 1870, o imperador determinou que seu genro, o Con­de d’Eu, requisitasse ao governo do Para­guai que abolisse a es­cravatura, pedido que foi atendido. Não pode existir prova mais evidente de que D. Pedro II não tolerava a escravidão.

As preocupações imperiais, porém, não se re­sumiam à solução de problemas característicos do Brasil do Século XIX. Sua visão era muito mais avançada, estenden­do-se a preocupações que ainda hoje afligem os brasileiros. Valori­zava, acima de tudo, a importância da educa­ção para o progresso do Brasil. O Imperador escreveu: “Se eu não fosse imperador, dese­jaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro”. In­felizmente, tal lucidez raramente foi demons­trada por nossos esta­distas nos últimos 119 anos da república...

O patriotismo do imperador era tamanho que, em suas anotações, escrevia sempre “imperador” e “Brasileiro”, sempre com ênfase à sua qualidade de cidadão do Brasil e não na sua posição como mo­narca.


Magoado com o modo como fora expulso do país que tanto amara pelos gol­pistas em 15 de novembro de 1889, o Imperador, ar­doroso patriota e amante de todas as coisas do Bra­sil, faleceu em um simples e discreto hotel parisien­se em 5 de dezembro de 1891. Consta que seu úni­co pedido ao deixar o país foi levar um travesseiro cheio da terra brasileira, para repousar sua cabe­ça na hora da morte. Não aceitou a indenização de cinco mil contos de réis, equivalente a 4.500kg de ouro, que lhe foi oferecida pelos insurgentes. “Não sei com que autoridade esses senhores dispõem dos dinheiros públicos” – disse o monarca, segundo informações colhidas junto à Associação Causa Impe­rial.


Tal era seu prestígio in­ternacional que o governo francês deu-lhe honras de chefe de Estado e mem­bros da realeza européia e do corpo diplomático das mais diversas nações compareceram ao cor­tejo fúnebre. Somente o embaixador do Brasil, por despeito do governo repu­blicano diante de tantas homenagens ao monarca, não compareceu. Não é de hoje que nossas autori­dades ignoram e desprezam as grandes figuras de nossa História.




*o autor é Secertário Institucional da Associação Causa Imperial.

Nova página da ACI

Com muito prazer a ACI apresenta sua página de PUBLICAÇÕES, onde estarão artigos não apenas monarquistas, como também políticos, sociais, internacionais, entre outros assuntos de interesse da Associação. Os que desejarem contribuir com notícias e artigos, enviem-nos suas contribuições por e-mail. Pedimos a colaboração de todos, filiados ou não à ACI. Desde já agradecemos aos que contribuirem com nossa página.
Associação Causa Imperial - Brasil

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A última Fala do Trono


Dispomos aqui a última Fala do Trono, discurso proferido por Dom Pedro II, no dia 3 de maio de 1889, na abertura dos trabalhos do Parlamento brasileiro. Uma compilação própria do Soberano, com reflexões sobre os aspectos políticos, sociais e econômicos do país. As minúcias de um bom governo:


Augustos e Digníssimos Srs. Represeniantes da Nação


Animam-me esperanças, que a pátria deposita em seus eleitos, todas as vezes que. a eles reunido, venho abrir os trabalhos legislativos.


As relações do Império com as potências estrangeiras continuam, feliz­mente, a ser da mais cordial amizade.

A convite das repúblicas Argentina e Oriental do Uruguai, tomou o Brasil parte no Congresso de Estados da América do Sul, que recentemen­te celebrou suas sessões em Montevidéu para formular, sobre matérias do direito internacional privado, diversos ajustes, a respeito dos quais o Governo resolverá oportunamente.


O Brasil concluiu com vários Estados duas convenções, já promulgadas para a troca de documentos oficiais e de publicações científicas literárias.

A situação interna é próspera em geral: gozamos de tranquilidade. O es­pirito de ordem da população brasileira prevaleceu nas poucas ocasiões em que fatos isolados, de pequena gravidade, exigiram os conselhos da prudência ou a intervenção da autoridade pública.

O extraordinário rigor do verão, influindo sobre causas mórbidas, que a higiene ainda não removeu, determinou o aparecimento de epidemias nesta cidade, e nas de Santos e Campinas, na província de S. Paulo.

A prontidão dos socorros e de providências adequadas atenuou os es­tragos do mal, que está extinto na capital do Império, e tende desaparecer nas outras cidades.

Esta calamidade acresceu ã seca, que infelizmente ainda aflige algumas províncias do norte, onde parece inutilÍ7ado o trabalho agrícola, pois que deixaram de realizar-se as esperanças renascidas com as primeiras chuvas.


No empenho de debelar as causas evitáveis de enfermidades, e de sua­vizar os eleitos das condições climatéricas das províncias assoladas pela seca, o Governo tem tomado providências que o vosso patriotismo e sa­bedoria completarão.

Entre as exigências da instrução pública, sobressai a criação de escolas técnicas adaptadas às condições e conveniências locais; a de duas universi­dades, uma ao sul e outra ao norte do Império, para centros de organismo científico e proveitosa emulação, donde partirá o impulso vigoroso e har­mónico de que tanto carece o ensino; assim como a de faculdades de ciências e letras, que, apropriadas às províncias, se vinculariam ao siste­ma universitário, assentando tudo livre e firmemente na instrução primá­ria e secundária.


Também vos recomendo a necessidade de atender ao desenvolvimento do culto e ensino religioso, pela criação de um bispado em cada uma das nossas províncias, em geral tão extensas, que não podem estar reunidas em poucas dioceses, sem prejuízo da ação e doutrina pastoral.

Confio que realizareis na presente sessão a reforma da administração local, no sentido de desenvolver praticamente o espírito liberal de nossas instituições.

A administração superior requer a divisão dos ministérios, de modo que negócios de interesse geral, como os da instrução pública, possam ter mais facilmente administradores de especiais habilitações.

Espero que vos ocupareis não só dos projetos para melhorar a organiza­ção judiciária e reprimir a ociosidade, mas também da criação de tribunais correcionais.


Ainda no interesse da administração da justiça, é tempo de satisfazer a uma dupla promessa da Constituição do Império: a criação, nas provín­cias, de novas Relações, necessárias para a comodidade dos povos; e a redação do código civil. A primeira ideia facilitará a interposição ou o provimento dos recursos, e os melhoramentos da organização judiciária dependentes deste fato; a segunda é reclamada pelas incertezas e imper­feições do nosso direito privado atual.

As rendas públicas continuaram a crescer o ano passado, além das pre­visões do orçamento, e o mesmo se dá no exercício corrente. O desenvol­vimento do comércio e das indústrias vai atraindo capitais estrangeiros, em moeda metálica, que circula com diferença, para menos em relação ao papel do Estado, agora acima do valor do nosso padrão monetário.


O Tesouro Nacional, livre da avultada dívida flutuante, que, veio de an­teriores exercícios, tem disposto de meios mais que suficientes para as des­pesas internas, sem necessidade de recorrer aos expedientes de antecipa­ção de receita, e conserva em Londres grande parte do último emprésti­mo, para as suas aplicações legais.

Em tais circunstâncias muito se recomendam ao vosso patriotismo instituições de crédito, que prestem recursos à maior atividade industrial, e operem a conversão do nosso meio circulante, colocando-o segura e definitivamente em bases normais.


Em virtude da emancipação civil, que decretastes na sessão transata, vai prosseguindo regularmente a substituição do trabalho, sem os abalos profundos que em toda a parte sucederam a crises desta natureza. A classe agrícola compreendeu que ficara inútil e sem valia uma propriedade, que nem era mais suscetível de posse, e inaugurou resolutamente o novo regi­me, do qual provirá a regeneração e o aumento das industrias.

O Governo tem auxiliado, com os meios que lhe concedestes, esse movi­mento da transformação económica e social.


Assim que tem posto o maior empenho em estender a rede de viação férrea, quer autorizando o prolongamento das estradas pertencentes ao Estado, quer concedendo garantia de juros para as que podem ser cons­truídas, em condições vantajosas, por empresas particulares.

Não têm sido menos solícitos os altos poderes do Estado em auxiliar a agricultura e outras indústrias, favorecendo a corrente imigratória, já avolumada, e em grande parte espontânea, pêlos exemplos de prospe­ridade dos estrangeiros que procuram a nossa pátria. Ascenderam as en­tradas, o ano passado, ao número de 131.000 imigrantes; as dos últimos meses anunciam resultado maior.


Para fortalecer a imigração e aumentar o trabalho agrícola, importa que seja convertida em lei, como julgar vossa sabedoria, a proposta para o fim de regularizar a propriedade territorial e facilitar a aquisição e cul­tura das terras devolutas. Nessa ocasião resolvereis sobre a conveniência de conceder ao Governo o direito de desapropriar, por utilidade pública, os terrenos marginais das estradas de ferro, que não são aproveitados pêlos proprietários e podem servir para núcleos coloniais.

Cumpre-me lembrar-vos a necessidade de adiantar a discussão do có­digo penal e do processo militar. A sub-rogação dos antigos regulamen­tos de guerra por uma lei mais de acordo com a moderna ciência penal, é aspiração constante e justíssima do exército e da armada.

Augustos e Digníssimos Srs. Representantes da Nação.


Muito haveis feito pelo progresso e felicidade de nossa Pátria, porém muito resta ainda por fazer em uma nação nova, de extenso território, cheio de riquezas naturais, e votada pela Providência aos mais esplêndidos destinos. Se é grande o encargo que assumis, não é menor o vosso pa­triotismo, e o Brasil o recorda com a mais segura confiança.

Está aberta a sessão.



D. Pedro II,

Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.

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