terça-feira, 27 de abril de 2010

Noivado de Marie-Adelaide de Nicolay e Charles-Antoine de Liedekerke

É com grande prazer que transmitimos a notícia do noivado de Marie-Adelaide de Nicolay com o Conde Charles-Antoine de Liedekerke. A notícia foi divulgada na Europa no dia 20 de abril de 2010. 


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A nota diz:

O Conde e a Condessa Louis-Jean de Nicolay
estão muito felizes em vos comunicar o noivado de sua filha
Marie-Adelaide
com o Conde Charles-Antoine de Liedekerke

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O Conde e a Condessa Charles-Antoine de Liedekerke,
O Barão e a Baronesa de Woot de Trixhe,
O Conde e a Condessa Charles de Liedekerke
estão muito felizes em vos comunicar o noivado de seu neto
e filho
Charles-Antoine
com a Senhorita Marie-Adelaide de Nicolay

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A noiva, Marie-Adelaide, é neta do Conde René de Nicolay e de Dona Pia Maria de Orleans e Bragança, condessa de Nicolay por casamento, nascida Princesa de Orleans e Bragança, (filha de Dom Luiz, o Príncipe Perfeito e irmã de Dom Pedro Henrique, sendo Dona Pia Maria, tia do atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, Dom Luiz). O casamento de Marie-Adelaide de Nicolay será o primeiro casamento de um dos sete netos de Dona Pia Maria. Lembremos, a propósito, que Dona Pia Maria nasceu em 1913 em Boulogne-sur-Seine, durante o exílio da Família Imperial. Ela casou com o Conde René de Nicolay em 1948, em cerimônia presidida pelo Cardeal Grente na Capela do Arcebispado de Paris. O casamento durou apenas seis anos, pois o Conde de Nicolay faleceu em 1954, tendo deixado dois filhos, Louis Jean e Robert (não são dinastas no  Brasil, eis que conservam a nacionalidade francesa). Dona Pia Maria  educou os filhos, tendo que se encarregar também dos negócios da família. Ela promoveu o Castelo du Lude, belíssimo castelo dos Nicolay, na região do Sarthe (herdado dos Marqueses de Thalouet-Roy, família materna do Conde René), sendo dela a iniciativa do primeiro espetáculo na França não só de “som e luz” mas com personagens usando vestes antigas em encenação teatral. Ela  ali morreu no ano 2000. Alguns anos antes escreveu um interessantíssimo livro de memórias “Le temps de ma mère”, recordando a vida da mãe, Dona Maria Pia. A obra circulou apenas no meio familiar e pelo que sabemos está traduzido em português, esperando ser editado.

Sobre a descendência do Conde Réne e da Condessa Dona Pia Maria de Nicolay: o filho, Conde Louis Jean de Nicolay, nascido em 1949, é  formado em Direito, diplomado pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris, conselheiro geral da região do Sarthe. Casou em 1980 com a condessa Bárbara de Ursel de Bousies, da Casa dos Duques de Ursel, uma das grandes famílias da Bélgica.  Ela é irmã do Conde  Hubert, que morou alguns anos no Rio de Janeiro com sua esposa, nascida Condessa Philippine de Liedekerke (parente do Conde Charles Antoine), aqui nascendo seus filhos, Loic (1979) e Laetitia (1981), sendo todos muito ligados aos Orleans e Bragança. Tiveram quatro filhos: além de Marie-Adelaide, a mais velha, Marguerite (1984), o Conde Antoine (1988) e o Conde Arnaud (1991).

Já, o secundogênito, o Conde Robert de Nicolay, nascido em 1952, é diplomado pela Escola de Minas de Paris e pela Escola Nacional de Administração. Casou em 1983 com a Princesa Nathalie Murat, filha do príncipe Napoléon Murat (cineasta) e de Inês d´Albert de Luynes, da Casa dos Duques de Luynes, tendo quatro filhos: Irene (falecida tragicamente em 2007, com 21 anos, em conseqüência de uma queda de um cavalo), Louise  (1987), Elvire (1988) e o Conde René (1991).

Aguardemos, pois, mais notícias do futuro enlace.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Falece o Príncipe João Henrique de Saxe-Coburgo-Gotha


Faleceu no último dia 14, em Innsbruck, o Príncipe João Henrique de Saxe-Coburgo-Gotha. O Príncipe, nascido na Áustria em 1931, era descendente de Dona Leopoldina de Bragança, filha do Imperador Dom Pedro II. Era filho do Príncipe Rainier (1900 - 1945), neto do Príncipe Augusto Leopoldo (1867 - 1922), bisneto da Princesa Dona Leopoldina (1847 - 1871) e trineto do Imperador Dom Pedro II.

Em 15 de dezembro de 1864 a Princesa Dona Leopoldina casou-se com o Príncipe Luis Augusto de Saxe-Coburgo-Gotha, filho de Augusto, Duque de Saxe e da Princesa Marie-Clementine d’Orleans, sendo o Príncipe Luis Augusto, neto do Rei Luis Filipe I de França. Com este enlace formou-se o Ramo Dinástico de Saxe-Coburgo e Bragança, da Família Imperial do Brasil. Dos 4 filhos de Dona Leopoldina e do Príncipe Luis Augusto apenas 2,  Dom Pedro Augusto e Dom Augusto Leopoldo, mantiveram as prerrogativas necessárias para serem dinastas no Brasil, sendo que apenas uma descendente deste último manteve os direitos à linha de sucessão ao Trono do Brasil, a Princesa Dona Teresa (1902 – 1990), (casada com Lamoral (1900 – 1966), Barão de Bordogna e Valnigra), irmã do Príncipe Rainier (este por ter contraído matrimonio em desigualdade, não se manteve na linha de sucessão ao Trono). De tal forma o Príncipe João Henrique de Saxe-Coburgo-Gotha não era dinasta no Brasil, mas era um descendente de nossos Imperadores.

O Príncipe João Henrique foi casado com a Baronesa Gabriela de Furstemberg (1921 -), com teve uma filha, a Princesa Felicitas  (1958-). Foi casado também com a Princesa Matilde da Saxônia (1936 -), com quem teve um filho, o Príncipe João Alberto (1969 -).
   
Desejamos nossas mais sinceras condolências a Família enlutada.


DESCANSE EM PAZ.

sábado, 24 de abril de 2010

Aniversário de Dom Rafael

Sua Alteza, o Príncipe Dom Rafael de Orleans e Bragança

Transcorre no dia 24 de abril o aniversário natalício de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Rafael de Orleans e Bragança, filho do Príncipe Dom Antonio e da Princesa Dona Christine (nascida Princesa de Ligne) e sobrinho do Príncipe Dom Luiz, Herdeiro do Trono do Brasil. Dom Rafael festejará 24 anos de idade. Ocupa ele, desde a morte de seu irmão Dom Pedro Luiz, no trágico acidente de aviação no ano passado, o 4º lugar na linha da sucessão ao Trono do Brasil, esperara-se, portanto, que um dia seja ele o Herdeiro do Trono e Chefe da Família Imperial, eis que seus tios Dom Luiz e Dom Bertrand não terão descendência.

Dom Rafael Antonio Maria José Francisco Miguel Gabriel Gonzaga, Príncipe de Orleans e Bragança, nasceu no Rio de Janeiro a 24 de abril de 1986. Estudou em escolas de Petrópolis (no Instituto Social São José e Colégio Ipiranga). Atualmente reside no Rio, com sua avó Dona Maria e a tia Dona Isabel, e está para concluir o Curso de Engenharia de Produção na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Três anos mais moço que Dom Pedro Luiz, tem ainda uma irmã mais velha, Dona Amélia, 26 anos, arquiteta, trabalhando num grande escritório de arquitetura em Madri, e uma irmã mais moça, Dona Maria Gabriela, que está para completar 21 anos, estudante de Comunicação Social, também na PUC/RJ.

Dom Rafael tem se feito presente, desde menino, em companhia dos pais ou dos tios, de eventos monarquistas. Como futuro herdeiro da Coroa imperial deve agora preparar-se de forma especial para assumir tal responsabilidade, sendo ele o último Orleans e Bragança dinasta.

De fato, não é fácil ser Príncipe na república e no ambiente de grande relaxamento em várias áreas em que se vive hoje. A condição de Príncipe tem certamente algum prestígio social em muitos ambientes, mas na verdade não dá nenhum direito, somente deveres. Os monarquistas brasileiros esperam que Dom Rafael tenha consciência da missão histórica da Família Imperial Brasileira e saiba manter as tradições de seus antepassados. Um ponto particularmente significativo é o do casamento, que no seu caso de Príncipe Herdeiro, não é uma questão particular sua, mas uma questão de interesse de toda a causa monárquica, pode-se dizer mesmo uma questão de Estado (haja vista os planos de Restauração da Monarquia, ideal que o Príncipe busca). Os monarquistas em geral esperam que ele mantenha o costume de um matrimônio com uma princesa. Alguns especulam um enlace com uma aristocrata européia, podendo talvez ser admitida por estes, nos dias atuais, uma aliança matrimonial com uma jovem brasileira descendente de alguma família tradicional, de alguma figura importante da História do Brasil, talvez de algum Titular do Império, além de ser católica praticante e monarquista convicta, podendo assim melhor coadjuvar a atividade do Príncipe. Na realidade, cabe a Dom Rafael, que fará 24 anos, decidir este importante passo de sua vida, desde que mantenha a consciência histórica de seu dever e leve em consideração o que sua condição representa a todos os que defendem a volta da Monarquia como forma de governo.  
       
Destaquemos, a propósito disto tudo que dissemos, o que escreveu Dom Luiz, chefe da Família Imperial, na nota que publicou a 5 de junho do ano passado, por ocasião da morte de Dom Pedro Luiz: “Se o momento é de apreensão e de tristeza, não pode ele ser desprovido de esperança. Esperança que se volta, de modo particular, para D. Rafael - irmão do desaparecido - a quem auguro ânimo e determinação diante do infortúnio, e exorto a que seja, na sua geração, um exemplo de verdadeiro Príncipe, voltado para o bem do Brasil e exemplo de virtudes cristãs.”

No ano em que se celebram 90 anos da morte do Príncipe Imperial Dom Luiz, Herdeiro de Dona Isabel, recordemos também as palavras do seu Manifesto de 1913:
Quanto a mim, colocado por minha mãe à testa do nosso partido, representante, depois dela, do principio monárquico do Brasil, estarei à disposição de nossa Pátria para desempenhar o papel que, por aclamação do povo, nos foi outrora atribuído. Para cumprir a meu dever, dever que resulta da própria história brasileira, que justificou, justifica e justificará os nossos direitos dinásticos, estou pronto a todos os sacrifícios, inclusive ao da própria vida.” Que estas palavras norteiem a vida do Príncipe, colocando-o como nosso futuro Imperador.   
    
Parabéns a Dom Rafael, muitas felicidades.



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Tiradentes: Um herói inventado

Assim como, depois de 1889, Zumbi dos Palmares foi elevado a herói, Tiradentes teve sua façanha inventada e logo, reconhecida, sendo transformada em dia de feriado nacional.

Todos os anos, dia 21 de abril, escolas, repartições públicas, empresas privadas, indústrias de todo tipo, comércios e outros serviços, fecham as portas para mais um feriado instituído pelo governo federal. Mas alguém lembra que feriado é este? Alguns diriam: “Ora, é o ‘dia’ de Tiradentes”. Dentre estes alguns, poucos diriam ao acrescentar que é feriado comemorativo a Tiradentes: “é feriado de Tiradentes, aquele herói que lutou pela independência do Brasil e foi morto e esquartejado”. A realidade mostra que ninguém sabe quem realmente foi Tiradentes e que a população pouco sabe a respeito, pois o feriado contenta a quase todos. Mas será que Tiradentes foi esse herói que os livros escolares apresentam aos alunos? Será que o objetivo de Tiradentes e dos outros inconfidentes era realmente a independência do Brasil? Será que este “herói” morreu em 21 de abril de 1792? Será que Tiradentes foi um herói nacional? A historiografia recente mostra que este homem não foi nada do que dizem ser.

Tiradentes: pintaram-no como Cristo, mas não há nem mesmo a certeza de que
tenha morrido em 21 de abril de 1792. Uma farsa pintada pela república


Uso, pois, excertos de uma entrevista na TV Capixaba, do Espírito Santo do historiador Clério José Borges de Sabt Anna, concedida a Marcelo Carlos em 21 de abril de 2008:

“Joaquim José da Silva Xavier, o nosso Tiradentes, herói nacional a partir da data da proclamação da República era considerado um vilão até 15 de Novembro de 1889. Tiradentes foi apenas um bode expiatório de uma revolução que estava mais preocupada com o quinto do ouro das Minas Gerais que era enviado à Portugal. Tiradentes nasceu na Vila de São Jose Del Rei (atual cidade mineira de Tiradentes) em 1746, porém foi criado na cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto). Tiradentes era alferes, na hierarquia militar antiga, a patente de oficial abaixo de tenente. Participaram da tentativa de derrubar o governo português, por exemplo, dois coronéis, Domingos de Abreu Vieira e Francisco Antônio de Oliveira Lopes, e dois poetas famosos até hoje, Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga.

A clássica imagem de Tiradentes (de barba e cabelo comprido) é fictícia. Ele nunca possuiu cabelos compridos, nem barba. Seja em sua época de militar (posto em que os membros do exército devem moderar sua quantidade de pelugem pelo rosto), seja em seu período na prisão (os pelos eram cortados a fim de evitar piolhos), ou mesmo no momento de sua execução (todos os condenados à forca deveriam ter a cabeça e a barba raspadas). A lembrança de Tiradentes e de seu movimento se tornaram importantes, a ponto de receberem interesse nacional, a partir da Proclamação da República (15/11/1889). Nesse momento, os novos governantes (Marechal Deodoro e Marechal Floriano) necessitavam criar um novo país, com novos valores, novas idéias e, especialmente, uma nova história e novos heróis, dos quais todas as pessoas deveriam se orgulhar e se submeter. A imagem cabeluda se construiu, para se assemelhar a figura do condenado à de Jesus Cristo, aumentando seu tom de mártir, vítima e herói bondoso. Para fazer com que as pessoas tivessem o seguinte pensamento: "da mesma forma que Cristo morreu pela humanidade, Tiradentes morreu para salvar o Brasil" E todos se orgulhariam do sujeito, da terra que ele supostamente defendeu, e procurariam espelhar-se em seu caráter heróico.”

Tiradentes é um herói inventado.

A partir de 15 de novembro de 1889, houve um trabalho significativo por parte do governo republicano nacional para transformar Tiradentes em herói nacional, precursor da Independência do Brasil, caracterizando-o como Cristo, sendo Tiradentes um ser quase sobrenatural, que apesar de todas as imperfeições, deveria inspirar as virtudes do homem, sendo um verdadeiro mártir, símbolo da resistência, da divisão, da independência do Brasil. Tudo isso para substituir a figura de Dom Pedro I, que a 7 de setembro de 1822 proclamou a independência, indispondo-se com o pai, Dom João VI e com a terra em que havia nascido, Portugal. Queriam os republicanos, substituir todas as figuras nacionais de relevo, obviamente monárquicas (sistema de governo, até 1889, utilizado pelo Brasil), por criaturas inventadas, revolucionários anarquistas, homem fictícios, verdadeiros semideuses inexistentes.
Conforme Thais Nívea de Lima Fonseca, da Universidade Federal de Minas Gerais, dissertou na Revista Brasileira de História, “há muito tempo os jornais têm dado espaço ao tema da Inconfidência Mineira, quase sempre para a exaltação de Tiradentes como herói e mártir, usando-o como modelo em discursos em geral de natureza nacionalista e/ou moralista. A história de Tiradentes passou a ocupar espaço na imprensa com o crescimento do movimento republicano na segunda metade do século XIX e, mais ainda, com a instalação da própria República. Desde então, artigos, poemas, reportagens, ensaios e outras modalidades de textos têm sido publicados prodigamente, sobretudo no momento da celebração da morte do herói, a 21 de abril”. Relata ainda “Se a Inconfidência Mineira tem sido elemento de suporte a uma determinada construção historiográfica e a projetos e posicionamentos políticos desde as últimas décadas do século XIX, Tiradentes desponta como seu símbolo, síntese das idéias das quais o movimento seria o precursor, no Brasil. Ele se tornou, talvez, o personagem mais popular da história nacional, adquirindo contornos heróicos e status de mito político. Apesar de muito marcada pela ação dos republicanos e de seus interesses, a construção desse perfil de Tiradentes não se deveu apenas a eles. Da popularidade presumida à transformação em herói e mito político, Tiradentes percorreu um caminho sulcado pela ambiência cultural de seu próprio tempo e pela herança deixada por ela em tempos posteriores. Muitas de suas representações foram, sem dúvida, construídas e manipuladas”... “Alguns poucos trabalhos têm buscado esse manancial e têm aberto as fronteiras para os avanços neste campo. José Murilo de Carvalho já havia indicado alguns caminhos para a pesquisa dessa problemática, discutindo, em ‘A formação das almas’, a construção do mito de Tiradentes pelos republicanos no final do século XIX. Seguindo a trilha traçada por Maurice Agulhon para a França, Carvalho tratou da apropriação, no Brasil, de um conjunto de símbolos e mitos republicanos de matriz francesa, no processo de estruturação da República brasileira. Inspirados por esse trabalho, temos, já na década de 90, as análises de Eliana Dutra e de Sérgio Vaz Alkmin, que se preocuparam, especialmente, com o processo de formulação de uma imagem sacralizada e cristianizada da Inconfidência Mineira e de Tiradentes, tomando como base os relatos dos frades que assistiram os inconfidentes em seu período de prisão no Rio de Janeiro. Esse tipo de abordagem representa, de fato, um retorno aos documentos, a valorização de uma pesquisa empírica mais apurada, a busca de uma nova leitura, de aspectos ainda não tratados nestas fontes que, apesar de já muito utilizadas, ainda têm muito a revelar”. Diz ainda: “ficam claros alguns aspectos importantes na construção do perfil heróico de Tiradentes, que acaba por utilizar suas fraquezas, sua situação social inferior, e até mesmo seus supostos erros, como elementos de valorização de sua pessoa e de sua atuação. No fim, todos acabam por concordar que, pela morte, ele superou todas as restrições, qualquer que fosse sua natureza, e fez despontar, postumamente, todas as suas "verdadeiras" qualidades. Não é difícil perceber as possibilidades de aceitação dessa representação — e, também, de sua manipulação — junto ao público em geral, a partir de uma percepção deste Tiradentes que, apesar de pobre e fraco, poderia simbolizar as conquistas de toda uma nação.” Thais Fonseca ainda crítica os que tentam inutilmente alimentar a estória de que Tiradentes foi realmente um herói: “Especialmente em Minas Gerais, os jornais acabaram por tornar-se porta-vozes de uma versão oficial da história, e de uma posição francamente favorável à exaltação patriótica de Tiradentes. Entre os que foram pesquisados, o único ainda remanescente, o Estado de Minas, mantém essa postura, não obstante publique entrevistas com historiadores da vertente revisionista, em matérias nas quais procura polemizar as divergências historiográficas. Mas a "voz" do jornal se faz ouvir, por meio de editoriais e de algumas colunas assinadas, dos seus quadros fixos. E nelas, não raro, apela-se ainda para os clássicos defensores de uma história da nação: ‘O Brasil é o único país da América em que existe, há mais de um século, uma campanha sistemática de desmoralização do precursor da independência.’ Essa frase de Waldemar de Almeida Barbosa resume um dos paradoxos da historiografia brasileira. Paradoxo que não chega a ser espantoso porque volta a comprovar o complexo de inferioridade e síndrome de catástrofe que envolvem a cultura nacional. Esse é o pretexto para o jornalista, ferrenho defensor de uma representação heróica de Tiradentes, retomar sua série de investidas contra o que ele considera paradoxos da historiografia brasileira, ou seja, o revisionismo”.  
Os que ficaram pasmos com a desconstrução feita em relação a figura mítica de Tiradentes, espantar-se-ão ainda mais com o estudo de Laura Pinca, no artigo “Tiradentes, o bode expiatório” para a Associação Cultural Montfort, o qual transcrevemos integralmente abaixo:
 Novos estudos históricos apresentam uma inconfidência mineira diferente daquela que nos narram os livros didáticos.

Embora a historiografia oficial considere a inconfidência mineira (1789) como uma grande luta para a libertação do Brasil, o historiador inglês Kenneth Maxwell, autor de "A devassa da devassa" (Rio de Janeiro, Terra e Paz, 2ª ed. 1978.) que esteve recentemente no Brasil, diz que "a conspiração dos mineiros era, basicamente, um movimento de oligarquias, no interesse da oligarquia, sendo o nome do povo invocado apenas como justificativa", e que objetivava, não a independência do Brasil, mas a de Minas Gerais.

Esses novos estudos apresentam um Tiradentes bem mudado: sem barba, sem liderança e sem glória. Segundo Maxwell, Joaquim José da Silva Xavier não foi senão o "bode expiatório" da conspiração. (op.cit., p. 222) "Na verdade, o alferes provavelmente nunca esteve plenamente a par dos planos e objetivos mais amplos do movimento." (p.216) O que é natural acreditar. Como um simples alferes (o equivalente a tenente, hoje) lideraria coronéis, brigadeiros, padres e desembargadores?

A Folha de S. Paulo publicou um artigo (21-04-98) no qual se comentam os estudos do historiador carioca Marcos Antônio Correa. Correa defende que Tiradentes não morreu enforcado em 21 de abril de 1792. Ele começou a suspeitar disso quando viu uma lista de presença da Assembléia Nacional francesa de 1793, onde constava a assinatura de um tal Joaquim José da Silva Xavier, cujo estudo grafotécnico permitiu concluir que se tratava da assinatura de Tiradentes. Segundo Correa, um ladrão condenado morreu no lugar de Tiradentes, em troca de ajuda financeira à sua família, oferecida pela maçonaria. Testemunhas da morte de Tiradentes se diziam surpresas, porque o executado aparentava ter menos de 45 anos. Sustenta Correa que Tiradentes teria sido salvo pelo poeta Cruz e Silva (maçom, amigo dos inconfidentes e um dos juízes da Devassa) e embarcado incógnito para Lisboa em agosto de 1792.

Isso confirma o que havia dito Martim Francisco (irmão de José Bonifácio de Andrada e Silva): que não fora Tiradentes quem morrera enforcado, mas outra pessoa, e que, após o esquartejamento do cadáver, desapareceram com a cabeça, para que não se pudesse identificar o corpo.

"Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria pelo Brasil". Como só tinha uma, talvez Tiradentes tenha preferido ficar com ela.”

Bandeira da "Inconfidência" Mineira: símbolos maçônicos influenciaram o suposto movimento. 
A maçonaria estava presente na "Inconfidência", planejou a fuga de Tiradentes para a Europa.
Um herói falso


A proclamação da república, em 1889, iniciou a desvalorização da história nacional, tentando seus precursores, inventar personagens e dignificá-los para assim poderem justificar em seus atos, a grandeza de feitos inexistentes. Mentiras que documentos contrariam. Atribui-se a Tiradentes um falso perfil, falsos atos, quando na verdade não existe nem mesmo a certeza de que ele tenha sido morto na data em que se celebra o feriado nacional. 120 anos de mentira. A ele Floriano Peixoto atribui igualmente uma célebre frase, mas que ele nunca disse (ao menos não deixou comprovação alguma disso), mas que foi copiada tal qual a Redentora, a Princesa Dona Isabel, disse em 1888, quando assinou a lei Áurea: “mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar uma raça”, adulterando-se e copiando-se a frase como sendo proferida por Tiradentes, que teria dito: “Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria pelo Brasil”.

Diante de tantos argumentos, estudos históricos de relevância, complicações, revisões dos textos e artigos escritos, torna-se ridículo alimentar uma farsa que ainda se mantém pela ignorância popular e pelas mentiras republicanas. Seria 21 de abril o dia da Mentira?    

domingo, 11 de abril de 2010

Rainha Giovanna da Bulgária: início do processo de beatificação

      
    
Os súditos búlgaros, durante o mês de fevereiro e março relembraram a Rainha Giovanna, cujo histórico evoca Santidade.

A Rainha Giovanna da Bulgária, nascida Princesa da Itália em 1907 e falecida em 2000, foi destacada lutadora das causas sociais, chegando, na II Grande Guerra, a financiar um hospital infantil, participando ativamente das ações de caridade, protegendo judeus das hostilidades nazistas, ajudando-os a se refugiar em territórios favoráveis.

Em 26 de fevereiro, data de morte da Rainha, missas foram realizadas na Bulgária em sufrágio a alma da última Rainha daquele país. As comemorações se estenderam até março, nas ruas, os seus antigos súditos cogitavam o pedido de sua beatificação, acompanhe o que diz o portal ZENIT.org sobre a vida da Rainha e as celebrações da data:


Pedido início do processo de beatificação

Por Carmen Elena Villa

ROMA, domingo, 14 de março de 2010 (ZENIT.org).- Tanto na Itália quanto na Bulgária, centenas de fiéis e amigos recordaram nesses dias a rainha Giovanna da Bulgária (nascida Joana de Savoia), nas celebrações da primeira década de sua morte, dia 26 de fevereiro.

Com uma missa solene no rito extraordinário na basílica Santa Maria ad Marthyres (Panteon de Roma), celebrada no dia 28 de fevereiro e organizada pela associação “Giovanna e Mafalda de Savoia”, centenas de fiéis recordaram a rainha. Entre os presentes estavam, o príncipe Mauricio de Hesse (Maurizio d’Assia), sobrinho de Giovanna e os príncipes Amedeu e Silvia de Savoia-Aosta, duques d´Aosta (reivindicando a chefia da casa real italiana ele passou a adotar o título de duque de Savoia).

Uma outra missa foi celebrada na Basílica de São Francisco, em Assis, na presença do rei Simeão e sua esposa a rainha Margarida da  Bulgária, e da princesa Maria Luisa da Bulgária, filhos da rainha Giovanna.

Após uma década de sua morte, a figura dessa rainha da dinastia dos Savoia “continua sendo muito querida no coração de muitos pelo testemunho de uma vida autenticamente cristã até o heroísmo, e rica das maiores virtudes”, segundo indicou a ZENIT o hagiógrafo, padre Riccardo Petroni. Ao celebrar a missa pela memória de Giovanna no Panteon, ele garantiu que são muitos os fiéis que pediram para iniciar o processo de beatificação.

A capacidade de perdoar os que se exilaram de seu país após queda da monarquia e a diligência com que agiu para impedir que os judeus da Bulgária fossem conduzidos ao campo de concentração, são alguns dos atos que mostraram a grandeza do coração da rainha Giovanna.

Tanto ela como seu marido, o rei Boris III, arriscaram suas vidas e sua segurança pessoal para proteger os judeus da deportação, e para dar passagem segura até lugares que não estavam ocupados pelos nazistas. “Graças a isso, nenhum judeu na Bulgária foi deportado”, recorda o padre Petroni.

A princesa Giovanna nasceu em 13 de novembro de 1907 em Roma, filha de Vittorio Emanuele III da Itália e de Elena Petrovich Niegotch, princesa de Montenegro. Ela cultivava um amor pela literatura, cultura, e se preocupava pela formação humana e cristã.

A educação que sua mãe lhe deu a levou a nunca se separar de sua formação intelectual da caridade, entendida como um sentimento de amor e partilha com o próximo. Viver o amor de Deus e envolver outras pessoas.

“A liberdade deriva da moral cristã, vive de generosidade e perdão”, dizia a rainha. 

Da mão de São Francisco

A rainha Giovanna tinha uma profunda devoção para São Francisco de Assis, tanto que se fez terciária franciscana, quis que seu casamento fosse realizado na terra natal do santo, e seu corpo está enterrado lá.

Por que a devoção de uma rainha ao simples santo de Assis? Porque quando tinha 16 anos, tanto ela como sua irmã Mafalda (que posteriormente foi assassinada no campo de concentração de Buchenwald), contraíram um grave tipo de tifo.

Dois frades da Ordem de São Francisco as assistiram, e ao ver sua reverência e cuidado, elas ficaram muito impressionadas com a espiritualidade franciscana. Os médicos disseram que não havia nada para fazer, e ela prometeu que se fosse curada seria devota de São Francisco e seu casamento seria celebrado em Assis.Tanto ela como sua irmã se recuperaram. No ano seguinte ambas peregrinaram até Assis para agradecer ao santo pela sua intercessão. 

Amiga do “Papa bom”

Giovanna e seu marido, o Rei Boris III da Bulgária, com quem se casou em 1930, tiveram uma grande amizade com Dom Angelo Giuseppe Roncalli, quando este era núncio apostólico na Bulgária, entre 1925 e 1934, e que logo passou a ser o Papa João XXIII.

A rainha da Bulgária lhe disse: “Meu marido e eu vamos ao Vaticano para prestar-lhe homenagem quando o senhor for Papa”. E  Dom Roncalli respondeu: “Pobres mulheres quanto se enganam”.

Dez dias depois da eleição do Papa João XXIII, Giovanna o visitou no Vaticano. “Aqui  o meu desejo se torna realidade, dia 3 de janeiro de 1935”, disse. “Desde então, junto com meu marido, como havia prometido, aqui estou, lamentavelmente sem meu Boris (que já havia morrido), mas com todos os meus votos e de meus filhos Maria Luisa e Simeão”.

Reconhecimento na vida

Além do amor do povo pela rainha Giovanna, tanto ela como seu marido receberam alguns reconhecimentos importantes em âmbito mundial. A Câmara de Representantes dos Estados Unidos lhes outorgou o título de “salvadores dos judeus búlgaros”. O prêmio foi recebido no dia 12 de maio de 1994, pelo seu filho Simeão II, ex-primeiro-ministro da Bulgária. O judaísmo mundial e a fundação nacional judia ainda lhes concederam a Legião de Honra, também recebida por Simeão II.

Em 1993, completaram 50 anos da morte do rei Boris, que faleceu em plena Segunda Guerra Mundial. Alguns historiadores afirmam que foi envenenado pelas forças soviéticas. Na celebração do cinquentenário da morte do marido, Giovanna visitou a Bulgária pela primeira vez desde o exílio. Sua filha Maria Luisa narrou depois essa viagem: “Temos uma cadeira de rodas mas não a utilizamos porque minha mãe encontrou uma incrível força. O povo foi tão acolhedor que nem mesmo ela poderia imaginar”.

“A nova ideologia imposta às novas gerações”, continua Maria Luisa, “falhou ao remover a antiga cultura, as aspirações nacionais sadias, os velhos sentimentos que despertaram os poetas e escritores da Bulgária livre. E para o povo, ela continuava sendo a mãe da Bulgária”. 

domingo, 4 de abril de 2010

Museu Imperial completa 70 anos



O Museu Imperial de Petrópolis foi criado em 1940, o objetivo inicial era acumular a História do Brasil Império. Passados 70 anos o Museu é o mais visitado do Brasil.

A bela residência de verão dos Imperadores, outrora chamada de Palácio Imperial de Petrópolis, situada na Serra Fluminense, tornou-se Museu Imperial pelo decreto de Getulio Vargas, conservando e recebendo objetos pessoais da Família Imperial e do áureo período monárquico brasileiro. O Palácio, que por mais de 50 anos (anteriores a fundação do Museu) ficou no ostracismo, foi reformado e teve seus ambientes recompostos tal qual o Imperador conservou por mais de 40 anos. Mais tarde o Museu pôde contar com peças que hoje são símbolos de nossa nacionalidade, representando personagens e épocas que demarcaram nossa identidade. A Coroa que pertenceu a Dom Pedro I e outra que pertenceu a Dom Pedro II são duas dessas peças de destaque absoluto. Completam o quadro, o Cetro e objetos pessoais de nossos Monarcas. A pena com que a Princesa Dona Isabel assinou a Lei Áurea está no Museu, foi adquirida há poucos anos e é uma das peças que mais chamam a atenção. Os visitantes, quase 350 mil por ano, além de se encantarem com as peças raríssimas, também podem desfrutar dos cômodos onde o Imperador Dom Pedro II viveu com a Imperatriz, as filhas e os netos. Cômodos onde Dom Pedro II despachou e recebeu várias autoridades. A sala do Trono, copiada conforme a sala de mesmo nome do Palácio de São Cristóvão, tem na majestade da cadeira do Imperador, seu maior charme, elegância e pompa. Em visita ao Museu, pode-se ver o violino StradiVarius de Dom Pedro II, além de seus objetos tecnológicos, incluindo o primeiro telefone do Brasil, e outros de pesquisa, como uma luneta.

A Coroa de Dom Pedro II


O Trono Imperial


O Cetro do Imperador


Pena usada pela Princesa Dona Isabel para assinar a Lei Áurea,
que deu a liberdade a raça negra

É de se destacar que além do acervo de quadros, tapetes, mobílias, objetos pessoais e do arquivo de imagens, o Museu Imperial conserva os jardins de Dona Teresa Cristina, este composto por árvores centenárias, flores belíssimas e peculiaridades da época Imperial, espaço que hoje é palco dos eventos de Som e Luz promovidos pelo Museu, além do Sarau Imperial, uma encenação relembrando a época em que o Museu era Palácio, trazendo aos espectadores a oportunidade de reviver o século XIX.

No dia 29 de março de 2010, numa cerimônia que contou com a presença de autoridades civis, militares e eclesiásticas, o Diretor do Museu, Senhor Maurício Vicente Ferreira Junior, fez discurso elogioso, citando os benfeitores, os que ajudaram o Museu desde seu início, reafirmando o compromisso da instituição e conclamando os brasileiros a irem visitar o Museu Imperial de Petrópolis. Destacamos parte do discurso, que pode ser acessado na integra através do site, o qual recomendamos, http://www.museuimperial.gov.br/portal/palavra-da-direcao.html:

“E todos que hoje comparecem a esta celebração o fazem, porque acreditam na importância do Museu Imperial no cenário nacional. É por isso que aqui estão. Desde a sua criação, o Museu Imperial tem como funções básicas a preservação, a pesquisa e a comunicação de peças relativas ao período imperial brasileiro e à formação histórica de Petrópolis. E as equipes do Museu têm sido fiéis ao compromisso, desenvolvendo suas atividades em consonância com essas duas dimensões: a nacional e a local. A nacional é a mais evidente, uma vez que o Museu preserva objetos-símbolo da monarquia e da fundação do Estado Nacional brasileiro que, como sabemos, foi criado sob a égide do regime monárquico. E a memória produzida sobre o eterno idealizador e proprietário desta casa muito contribui para que entendamos o Museu como um polo irradiador de princípios éticos e morais válidos para a nossa nação. Mas o palácio deu origem a uma cidade; Petrópolis nasceu como destino da vilegiatura do imperador, de sua corte e dos grupos médios urbanos beneficiados pelo advento das vias de penetração que transformaram a região em um ponto de conexão entre o centro (representado pela capital do Império) e o interior do país. São modelos de ocupação que produziram objetos, formas e práticas específicas que passaram a integrar o cotidiano de gerações de brasileiros e cuja preponderância superou até mesmo uma mudança de regime político. E esse caráter regional (e mesmo local) também está representado no acervo da instituição, fazendo dela um museu de pluralidades temáticas.

[...]

O Museu Imperial registra em sua trajetória incrível número de atendimentos e serviços prestados a grupos de estudantes durante as visitas monitoradas ou nos projetos educativos de média e longa duração; espetacular visitação, com média de 300.000 pessoas ao ano, que se deslocam para a cidade de Petrópolis a fim de conhecer o Museu e seus acervos histórico, artístico e paisagístico; cursos e seminários com conteúdo programático para a reciclagem de profissionais de áreas afins e temas de interesse para formação de estudantes de diversos segmentos; doações, com destaque para a Coleção Carlos Gomes, doada pela filha do compositor, Ítala Gomes Vaz de Carvalho em 1946, o Arquivo da Casa Imperial, doado pelo príncipe d. Pedro de Orleans e Bragança em 1948, o legado Cláudio de Sousa, entregue ao Museu Imperial pela viúva do ex-presidente da Academia Brasileira de Letras em 1956, a Coleção Maria Cecília e Paulo Fontainha Geyer, doada pelo casal em 1999; as conferências, como a ministrada pelo acadêmico francês André Maurois em 1950 e a do Secretário de Cultura Aloísio Magalhães sobre o decreto presidencial, concedendo a Petrópolis o título de “Cidade Imperial” em 1981; eventos, como as comemorações do Sesquicentenário da Independência em 1972; projetos culturais, como o espetáculo Som e Luz que se notabilizou como um instrumento de estímulo à economia local, especialmente os setores de serviços e o segmento do turismo; os catálogos de exposições, as publicações seriadas, os guias e instrumentos de pesquisa que consolidaram o Museu Imperial como uma marca editorial respeitável; o oferecimento do jardim do Museu como um espaço para atividades educativas e de recreação por parte de diversos segmentos da sociedade petropolitana; e a ação da Sociedade de Amigos do Museu Imperial, criada para auxiliar o Museu no desempenho de suas funções institucionais.

[...]

E para finalizar, gostaríamos de anunciar a disponibilização do acervo do Museu Imperial como parte do esforço representado pelo projeto DAMI – Digitalização do Acervo do Museu Imperial, patrocinado pela IBM Brasil. O projeto prevê a disponibilização, via portal do Museu na internet, de todo o acervo da instituição; ou seja, 250 mil documentos, 55 mil livros e folhetos e mais de 7 mil objetos de arte e história em um período de 10 anos. Os primeiros conjuntos de peças constituem coleções doadas ao Museu em diferentes momentos da história da instituição.  Com o projeto DAMI, o Museu Imperial consolida a sua posição como um museu do século XXI, na medida em que aprimora a preservação de seu acervo, cria novos instrumentos de gestão de suas coleções e oferece a totalidade das informações que produz, sobre os bens históricos e artísticos, para a população em um ambiente favorável à participação de todos os cidadãos.

Nós, do Museu Imperial, costumamos repetir a seguinte frase:

NOSSO MUSEU, NOSSA HISTÓRIA.

Muito obrigado!

Maurício Vicente Ferreira Júnior

29 de março de 2010”

Nas palavras do Diretor da instituição tem-se certeza da continuidade do serviço prestado a população, as mesmas ainda garantem o futuro acesso ao Museu, através da digitalização de todo o acervo, quando então todos os brasileiros terão a chance conhecer nosso passado.   

O jornal “O Estado de São Paulo”, em 4 de abril, traz a reportagem  “Símbolo nacional, Museu Imperial chega aos 70 anos”, onde transfere ao grande público a importância dos 70 anos do Museu.

Assim é este patrimônio nacional, criado para guardar as memórias de um país-continente, trazendo às novas gerações a História de um país rico, grande, monárquico. Em Petrópolis, na Rua da Imperatriz, podemos retornar aos tempos do Império, com NOSSO MUSEU, com NOSSA HISTÓRIA.


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Visite o Museu Imperial

Páscoa: votos do blog Monarquia Já

Desejamos aos leitores, colaboradores e amigos do blog Monarquia Já, uma feliz Santa Páscoa.


Que Cristo Ressuscitado derrame sobre nós suas bênçãos e nos encha de fé, saúde e paz.

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