quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O exemplo de Liechtenstein

Sua Alteza Sereníssima, o Príncipe Alois de Liechtenstein

 
Príncipe de Liechtenstein não assinará nenhuma lei abortista, ainda que o povo aprove


O príncipe herdeiro de Liechtenstein, Alois, se opôs claramente no domingo em Vaduz, capital deste principado, à despenalização do aborto, como pede uma iniciativa popular. Durante um discurso pronunciado com ocasião da festa nacional do principado, celebrada em 15 de agosto, o príncipe indicou que se esta iniciativa é aprovada pelo povo, durante um referendo previsto para 18 de setembro, ele "se oporá" à que essa reforma entre em vigor, segundo indicou a agência de notícias ATS na segunda-feira.

O Parlamento de Liechtenstein, que foi consultado sobre essa iniciativa destinada a autorizar o aborto até às 12 semanas de gravidez, também declarou que se opõe à mesma. Sem a assinatura do príncipe, de 43 anos, nenhuma lei ou modificação pode entrar em vigor em Liechtenstein.

Atualmente o aborto é penalizado com um ano de cadeia em Liechtenstein, embora haja sido realizado no estrangeiro.

Liechtenstein é um dos países mais pequenos do mundo, que faz fronteira com Suíça e Áustria. Conta com cerca de 35 mil habitantes, dos quais 76% são católicos e 7% de protestantes.

Alois de Liechtenstein anuncia que vetará a lei do aborto mesmo que seja aprovada em referendo


O príncipe o anunciou solenemente no dia da Assunção, e alega sobretudo o extermínio de crianças com deficiências.

Em 15 de agosto se celebra em Liechtenstein, país majoritariamente católico, não somente a Assunção da Virgem mas também a festa nacional.

E foi o momento eleito pelo príncipe herdeiro Alois para anunciar, na capital Vaduz, que se em 18 de setembro se aprova em referendo a legalização do aborto, ele se oporá à isso e não assinará a lei, impedindo sua entrada em vigor.

Embora formalmente não é chefe de Estado, cargo que desempenha seu pai Hans Adam II, este repassou à Alois em 2004 as competências correspondentes, entre elas a sanção de leis.

Alois, de 43 anos e católico praticante, destacou entre as razões de sua oposição "a problemática dos abortos de crianças descapacitadas", um autêntico extermínio nos países onde o aborto é legal. Em Liechtenstein não é em nenhum caso, e está penado com um ano de prisão, inclusive se se realiza no estrangeiro.
 
Em junho o Parlamento foi consultado à respeito, mas só 7 dos 25 deputados votaram à favor. A consulta se realiza, no entanto, por iniciativa popular, e prevê uma despenalização até a décima segunda semana.
 
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