sábado, 25 de fevereiro de 2012

Falece, aos 100 anos, a Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança


"A morte é uma transição, é como se fosse ao Brasil ou à Indonésia,
se eu fosse à Austrália durante
5 anos era muito mais longe.
A Minha fé facilita muito o fim da vida,
porque o caminho é claro.
Se morrer hoje eu sei

concretamente qual é o meu futuro.
A questão de se ter duvidas
é a dificuldade de não se saber bem o que é que vai acontecer.
Ter fé facilita muito o fim da vida"

Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança, 31 de Janeiro 2012



_____________
Mensagem do Instituto Pró Monarquia
Faleceu hoje, 24 de fevereiro de 2012, na Costa da Caparica, em Portugal, a Princesa D. Maria Adelaide de Bragança, última neta viva do Rei D. Miguel I e tia do atual Chefe da Casa Real portuguesa, D. Duarte de Bragança.
 
Havia chegado à bela idade de 100 anos no último dia 31 de janeiro, quando foi agraciada com a Medalha da Ordem do Mérito, em razão de seus muitos merecimentos. D. Maria Adelaide foi uma mulher de grande caráter, que deu sempre um extraordinário exemplo de Fé católica, coragem, determinação e dedicação ao próximo, ao longo de uma vida marcada por grandes dificuldades, perigos e perseguições.

Nascida no exílio na França, a Infanta D. Maria Adelaide viveu boa parte de sua vida na Áustria, onde a veio encontrar a II Guerra Mundial, durante a qual serviu como enfermeira e participou da resistência à Gestapo, tendo sido duas vezes condenada à morte, salvando-se por providenciais intervenções.

D. Maria Adelaide casou-se em 1945 com o médico holandês Dr. Nicolau van Uden, falecido em 1991, do qual teve seis filhos. Regressando a Portugal em 1949, criou e dirigiu por longos anos a Fundação D. Nuno Álvares Pereira, para ajuda aos necessitados.
Seu funeral realizar-se-á na intimidade familiar, e a Missa de 7º Dia será celebrada no Mosteiro dos Jerônimos na próxima quinta-feira, dia 1º de março, às 20 horas.

Pró Monarquia externa aqui à Família Real portuguesa e à ilustre descendência da extinta suas respeitosas e sentidas condolências, rogando a Deus Nosso Senhor pelo eterno repouso de sua bela alma. E a todos pede orações nessa intenção.
Requiem aeternam dona eis, Domine: et lux perpetua luceat eis.
___________________

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Nascimentos no mundo monárquico

Os últimos meses tem sido destacados pelos nascimentos em Famílias Reais e Imperais do mundo inteiro. Desta vez, o mundo monárquico foi agraciado com o nascimento da pequena Princesa Isabelle d’Orleans, filha do Duque d’Anjou, o Príncipe Charles Phillipe d’Orleans, e da Duquesa d’Anjou e de Cadaval, a Princesa Dona Diana, nascida Alvares Pereira de Melo. Ambos são aparentados com a Família Imperial do Brasil, pois o pai do Duque d’Anjou é o Príncipe Michel, Conde de Evreux, filho da Condessa de Paris, de jure Rainha da França, nascida Princesa de Orleans e Bragança e neta da Princesa Dona Isabel, a Redentora do Brasil. Já, Dona Diana, Duquesa do Cadaval por nascimento, tem parentesco com a Família Imperial, pois é descendente do Santo Condestável, São Nuno de Santa Maria.

A Princesa Dona Isabelle nasceu no dia 22 de fevereiro em Lisboa. Seu nome foi escolhido para homenagear suas ancestrais, entre elas Santas, Rainhas, Imperatrizes e Princesas, sendo sua trisavó e bisavó paternas batizadas com este nome.

Ainda no espírito de renovação monárquica, a Suécia ganhou mais uma Princesa e Sucessora direta ao Trono. A Princesa Herdeira Victória da Suécia e seu esposo, o Príncipe Daniel, Duque de Västergötland são os pais de uma pequena Princesa, cujo nome será divulgado pelo Rei Carl XVI Gustaf da Suécia.

A Princesa nasceu em 23 de fevereiro em Estolcomo.

É de se destacar que a Rainha Silvia, mãe da Princesa Victória e avó da récem-nascida é filha de uma brasileira, a Sra. Alice Soares Toledo. A Rainha Silvia passou a infância no Brasil e visita o país muitas vezes, pois mantém instituições que financia e presta auxílios de todo o tipo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dom Bertrand cumpre agenda em Minas Gerais

A população de Divinópolis receberá a visita de S.A.I.R., o Príncipe Senhor Dom Bertrand de Orleans e Bragança em 29 de fevereiro. Segundo Jessica Riegg, do site Sistema MPA, ele será recebido por protocolo que prevê uma recepção às 10h15min na Av. Juscelino Kubitschek pelo povo e por autoridades, no bairro Bom Pastor - logo após, o Príncipe se dirigirá a Catedral do Espírito Santo, onde Policiais Militares executarão o Hino Municipal. Às 13h30min, Dom Bertrand receberá homenagem da Confraria Brasil - Portugal e no auditório da FIEMG, o Príncipe irá conferir palestra para educadores e convidados sobre "Como avançar na educação segundo a ótica monárquica".

Lembrando que está previsto também para o dia 29 (até o dia 01 de março) a visita de Dom Bertrand à Bom Despacho, para a comemoração do centenário do município.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Cavalgada resgata memória do Brasil Imperial

Príncipe Dom Gabriel de Orleans e Bragança participará do evento


Por: Folha PE
 
Com o objetivo de resgatar a memória da vinda do Imperador Dom Pedro II ao Estado, será realizada a 3ª Cavalgada do Imperador, em Goiana, no próximo domingo (12). No evento, será refeita a trilha que o rei percorreu a cavalo, do Engenho Itapirema do Meio ao centro da cidade, em 1859.

Desta vez, quem vai participar do evento é o Príncipe Dom Gabriel de Orleans e Bragança. Com a visita do príncipe, será a terceira vez que algum membro da família real visita Goiana. A primeira aconteceu no século XIX, a segunda no século XX e a terceira será agora, no século XXI.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Portugal: Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança completa 100 anos




O mesmo pedaço de papel que a levou aos calabouços da Gestapo salvou-a da deportação para a Sibéria. Em 1945, Dona Maria Adelaide, neta do rei Dom Miguel I, foi presa pela segunda vez pela polícia política do III Reich em Viena, na Áustria ocupada pelos nazis. Tinha 33 anos. Acusaram-na, e com razão, de pertencer a uma célula da resistência.

De facto, Dona Maria Adelaide pertencia ao 05, um grupo que fazia sabotagens e acções subversivas contra a ocupação alemã. A Infanta de Portugal foi detida devido ao descuido de um militante comunista – que se deixou prender na posse de um papel com o seu número de telefone.

Desta vez, Salazar não a podia salvar. No ano anterior, Dona Adelaide e a irmã Benedita tinham sido presas pela Gestapo – que as prendeu por estas escutarem as emissões de rádio da BBC, proibidas na Áustria.

O presidente do Conselho conseguiu que as duas fossem libertadas, mas o cárcere de um mês deu ainda mais razões a Dona Maria Adelaide para lutar. "Nesse momento ainda não trabalhava na resistência. Quando saí da prisão, porém, decidi ser um membro activo. O que ali vi retirou-me qualquer dúvida que resistisse", contou Dona Maria Adelaide na biografia ‘A Infanta Rebelde", de Raquel Ochoa.

A Infanta de Portugal passou a acolher resistentes judeus e ingleses na quinta da família, em Seebenstein, a 70 quilómetros de Viena, e ingressou no grupo de resistência 05. Meses depois, a filha mais nova de Dom Miguel II, filho do Rei expulso de Portugal após a guerra civil no século XIX, estava detida pelos nazis num antigo hotel de Viena e fez chegar ao exterior informações de que estavam guardadas no edifício listas de alvos a abater pela Gestapo.

Católica convicta, rezou por uma bomba que destruísse o edifício, mesmo sabendo que podia morrer. As bombas britânicas não tardaram. Dona Adelaide sobreviveu às explosões, mas a sua ficha desapareceu nas ruínas do hotel onde estava presa.

Ao fim de um mês de cativeiro – em que passou fome e sede, e foi interrogada horas a fio – Viena caiu nas mãos dos comunistas russos. Quando tomaram o local onde Dona Adelaide estava detida, os prisioneiros não tinham quaisquer documentos e os russos não sabiam quem eram os ‘bons’ e os ‘maus’. Por um feliz acaso, a ficha de Dona Maria Adelaide apareceu no chão. Estava lá escrito que fora presa por apoiar um comunista. E assim se livrou da deportação para a Sibéria, destino trágico de vários dos seus companheiros.

NASCIDA NO EXÍLIO
Dona Maria Adelaide é a oitava filha do segundo casamento de Dom Miguel II. Este teve mais três filhos de uma primeira união, tendo ficado viúvo muito cedo. Nascida na Áustria, onde o avô e depois o pai estavam exilados, Dona Maria Adelaide era cúmplice de brincadeiras e tropelias do irmão Duarte Nuno, cinco anos mais novo, que se tornou Herdeiro da Coroa Portuguesa após a morte do pai, em 1927. Nessa altura, é já ponto assente que a sucessão do trono português passaria para os descendentes do Rei Dom Miguel I.

Em 1912, Dom Manuel II, o último Rei de Portugal, e Dom Miguel II, Pai de Dom Duarte Nuno e Dona Adelaide, acordaram em Dover, Inglaterra, que caso Dom Manuel II não tivesse filhos, a sucessão passaria para os descendentes do Rei Dom Miguel I. Foi o que aconteceu, mas Dom Duarte Nuno só foi autorizado pelo regime de Salazar a viver em Portugal em 1951. Dona Adelaide é tia direita de Dom Duarte Pio, filho de Dom Duarte Nuno, o actual Herdeiro ao Trono Português, abolido na revolução de 1910.

AO SERVIÇO DOS OUTROS
Formada como assistente social, Dona Maria Adelaide trabalhou como enfermeira em Viena após o fim da II Guerra Mundial. Conheceu o estudante de medicina holandês Nicolaas van Uden, com quem casou em 1945 e de quem teve seis filhos. Três anos depois chegaram a Portugal, já após o nascimento dos primeiros dois filhos. Maria falava português, mas só conhecia o país das lições da sua preceptora de infância. Ficou chocada com a realidade social que encontrou.

No livro ‘A Infanta Rebelde’ conta porquê: "Chocou-me profundamente essa miséria e as injustiças sociais. Era convidada para as festas, mas não ia, no primeiro ano sim, mas achava as pessoas desinteressantes. Eu passei a ter outros interesses quando descobri como o povo vivia. E não se pode imaginar como o povo passava mal".

Combatente da ditadura de Hitler, Dona Maria Adelaide van Uden reprovava o regime do Estado Novo, mas sabia que devia a sua vida a António de Oliveira Salazar: "Eram tempos estranhos, lembro-me de uma mulherzinha apanhar um papel do chão de uma propaganda comunista e ser logo presa. Quando me apercebi dessas injustiças insurgi-me contra o regime. Apesar de eu admirar Salazar, juntei-me a outras pessoas para lutar contra ele. O problema é que à minha família impunha-se o inesquecível agradecimento ao presidente do Conselho, pois quando a Alemanha invadiu a Áustria ele concedeu-nos passaportes diplomáticos", contou na biografia.

MULHER DE CAUSAS
Dona Maria Adelaide instalou-se com a família num palácio na Trafaria e presidiu durante décadas à Fundação D. Nuno Álvares Pereira, em Porto Brandão, no apoio aos mais desprotegidos. A família vivia com dificuldades económicas, mas Dona Adelaide, que sobreviveu a duas guerras mundiais, sabia que havia gente a passar muito pior. O marido teve de repetir em Portugal o curso de Medicina – não lhe foram reconhecidas equivalências para exercer – e dedicou-se à investigação científica. Fundou o Instituto Gulbenkian de Ciência. Morreu em 1991.

Esta semana, os 100 anos de Dona Maria Adelaide juntaram família, amigos e partidários da Causa Monárquica num jantar em Lisboa. O Presidente da República quis associar-se à celebração atribuindo-lhe a Ordem de Mérito Civil. Uma vida única, que a própria descreveu numa frase: "Sei que a minha vida foi diferente do que poderia ter sido porque estive disposta a morrer por uma causa. Sei o que isso quer dizer. Sei que não há mal que resista a um grupo de pessoas com ideias".

Correio da Manhã de 05 de Fevereiro de 2012

---------------------



Correio da Manhã de 05 de Fevereiro de 2011
(Clique nas imagens para ampliar)

Rainha Elisabeth II: Pela Graça de Deus, Rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e dos Seus Outros Reinos e Territórios, Chefe da Comunidade de Nações e Defensora da Fé há 60 anos

Acompanhe as imagens que ajudam a contar esta História:





Com a irmã, a Princesa Margareth

Com sua avó, Maria de Teck, e sua irmã, a Princesa Margareth

Com a mãe, a Rainha Elisabeth

No casamento
 
Monograma pessoal da Rainha Elisabeth II

Na Coroação















Com o marido, Duque de Edimburgo, e os filhos, Príncipe Charles e Princesa Anne



Com o Príncipe Charles



Com os Príncipes Andrew e Edouard

A bela Coroa de diamantes, safiras e rubis







Em baile oferecido aos Monarcas da Europa pelo Jubileu de Ouro















 A Rainha Elisabeth II é a segunda soberana mais longeva na função, sendo superada apenas pela Rainha Vitória. Sua figura representa hoje a magnificência da monarquia no mundo moderno, é a sustentação de uma potência, a base de um Estado forte e grande. A Rainha Elisabeth II não representa apenas o poderio de uma grandiosa Dinastia, mas representa também mais de um bilhão de cidadãos, sua identidade, culturas, tradições e História. Prova irrefutável do sucesso da Monarquia.  

ATENÇÃO


Em caso de cópia do material exposto: considerando a lei 9610/98, o plágio é crime. As obras literárias e fotográficas existentes neste espaço são de uso exclusivo do Blog Monarquia Já. Ao copiar qualquer artigo, texto, fotografia ou assemelhado, o Blog Monarquia Já deve, obrigatoriamente, ser citado.

Contador de visitas mundial


contador gratis

Contador de visitas diárias


contador gratis

  © Blogger template 'Isfahan' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP