domingo, 15 de setembro de 2013

Noivado da Princesa Dona Amélia de Orleans e Bragança com Alexander James Spearman

Os Brasões da Família Imperial do Brasil e da Família dos Baronetes Spearman
 

No dia 25 de julho de 2013, o jornal britânico The Times anunciou o noivado da Princesa Dona Amélia de Orleans e Bragança, 5ª na linha de sucessão ao Trono do Brasil, com Alexander James Spearman, da Casa dos Baronetes Spearman, conforme nota abaixo:  
 
“James SPEARMAN & Amelia A. DE ORLEANS E BRAGANCA
 
The engagement is announced between James, son of Mr and Mrs Lochie Spearman of Perthshire, Scotland and Amélia, daughter of Their Royal Highnesses Prince Antonio de Orléans e Bragança and Princess Christine de Ligne of Rio de Janeiro, Brazil.
 
Published in The Times on July 25, 2013” 
 
No Brasil, a coluna de Marcia Peltier (irmã da Princesa Dona Maritza, esposa do Príncipe Dom Alberto) no “Jornal do Commercio”, do Rio de Janeiro, de 26 de agosto passado, também divulgou uma nota sobre o noivado:  
 
“Um por ano 
 
A família imperial brasileira, que festejou no início do mês, o casamento de dom João Philippe de Orleans e Bragança e Yasmine Paranaguá, já tem outra união para comemorar em 2014. A princesa Amélia Maria – filha de Dom Antônio e de dona Christine, princesa de Ligne – que ficou noiva, mês passado, do escocês Alexander James Spearman, planeja suas bodas para agosto do próximo ano no Rio. Os jovens têm, ambos, 29 anos e moram em Londres. A tetraneta de Dom Pedro II trabalha num escritório de arquitetura e Alexander, formado em História e Economia, em banco. 
 
‘Sir’ 
 
Alexander é descendente dos baronetes Spearman, de Perthshire. O título de baronete é uma distinção hereditária exclusiva da nobreza britânica, um grau acima de cavaleiro e inferior ao título de barão”. 
 
Para explicitar aos leitores, o Blog Monarquia Já, depois de breves considerações acerca dos antepassados da Princesa Dona Amélia, realizou também um estudo genealógico sobre a família do noivo:  
 
A Princesa Dona Amélia nasceu em Bruxelas a 15 de março de 1984, e foi batizada com o nome de Amélia Maria de Fátima Josefa Antônia Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga, sendo a segunda filha do Príncipe Dom Antonio (1950) e da Princesa Dona Christine de Orleans e Bragança (1955). Dom Antonio é o sétimo filho do Príncipe Dom Pedro Henrique (1909-1981), Chefe da Casa Imperial do Brasil de 1922 a 1981, e da Princesa Dona Maria (1914-2011), nascida Princesa da Baviera. De tal forma, Dona Amélia é bisneta do Príncipe Dom Luiz (1878-1920), o Príncipe Perfeito, trineta da Princesa Dona Isabel (1846-1921), a Redentora, tetraneta do Imperador Dom Pedro II (1825-1891), o Magnânimo, e pentaneta do Imperador Dom Pedro I (1798-1834), fundador do Império do Brasil e Rei de Portugal. É sobrinha do atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, S.A.I.R., o Príncipe Dom Luiz (1938), e do Príncipe Imperial, S.A.I.R., o Príncipe Dom Bertrand (1941), que sendo solteiros e sem descendentes, deixam a Dom Antonio, pai de Dona Amélia, a responsabilidade de ocupar a Chefia da Casa Imperial no futuro. A Família Imperial do Brasil descende das mais antigas Casas Reais europeias e Dona Amélia é, portanto, descendente, em linha direta, dos Grandes Reis e Construtores da Europa, tais como Carlos Magno (742 d.C.-814 d.C.), Hugo Capeto (940 d.C.- 996 d.C.), Fernando I de Leão e Castela (1016-1065), Guilherme I da Inglaterra (1028-1087) e Dom Afonso Henriques (1109-1185). 
 
Primas: A Princesa Dona Amélia de Orleans e Bragança
e a Princesa Alix de Ligne, em 2012
Foto: Divulgação
 
Por sua mãe, a Princesa Dona Christine, Dona Amélia descende também das mais antigas e ilustres Casas Reais e Principescas europeias. A Princesa Dona Christine é filha de Antione (1925-2005), 13º Príncipe Titular de Ligne, de Épinoy, de Amblise, e da Princesa Alix (1929), nascida Princesa de Luxemburgo, Nassau e Parma, irmã do Grão-Duque Jean de Luxemburgo (1921) e tia do atual Soberano luxemburguês, o Grão-Duque Henri (1955). Os Príncipes de Ligne, da Bélgica, se destacaram como diplomatas, articuladores políticos e como importantes figuras da sociedade, recebendo a distinção do Sacro Império Romano Germânico, ainda no século XVI. O tio de Dona Amélia, o Príncipe Michel, é o atual Chefe da Casa Principesca de Ligne, sendo o 14º Príncipe titular do nome, Príncipe de Épinoy, de Amblise e Grande de Espanha, casado com a Princesa brasileira Dona Eleonora de Orleans e Bragança (tia de Dona Amélia, irmã de seu pai, Dom Antonio).  
 
A união de seus pais, que são primos (compartilhando o Rei Dom João VI como antepassado) fez com que Dona Amélia reforçasse seus laços de parentescos com todas as Famílias Reais da Europa. Dona Amélia tem três irmãos, Dom Pedro Luiz (1983-2009) - falecido no trágico acidente do voo 447 da Air France, que ligava o Rio de Janeiro a Paris, em 2009, o Príncipe Dom Rafael (1986) - que atualmente é a esperança da restauração da Monarquia no Brasil, e a Princesa Dona Maria Gabriela (1989).  
 
Dona Amélia iniciou seus estudos nos Colégios São José e Ipiranga, em Petrópolis, onde passou sua infância. Fala além do português, francês, inglês e espanhol e como hobby, toca piano. Formou-se em Arquitetura, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e mora na Europa – onde tem se aperfeiçoado e adquirido experiência em sua área de formação, fixando residência primeiramente em Madri e, atualmente, em Londres, aonde trabalha no conceituado escritório de Arquitetura e Design de Interiores Camu & Morrison.  

Alexander James Spearman
O noivo, Alexander James Spearman, nasceu em 27 de março de 1984, é filho de Lochain Alexander e de Pilin Spearman. Pelo pai descende de importantes Famílias, e por sua mãe, descende dos Garrigues, que também se destacaram na cena política, social e cultural da Europa. James, como é chamado pelos amigos e familiares, estudou no renomado Eton College (1997-2002), onde também estudaram os Príncipes Willian e Harry, e na Universidade de Edimburgo (2003-2007), onde se graduou em Línguas Europeias Modernas. Viveu certo tempo em Madri. Fala, além do inglês, francês e espanhol. Atualmente reside em Londres e trabalha na Stanhope Capital Investimentos. Ele tem dois irmãos: Jack e A dau. 
 
A criação do título de Baronete à Família Spearman, de Hanwell, no Condado de Middlesex, data de 28 de abril de 1840, em favor de Sir Alexander Young Spearman, nascido em 1793, em Pentridge, Dorset, na Inglaterra, filho do Major Alexander Young Spearman (1762-1808) e de Agnes Morton. Casou-se com Jane Campbell (m.1877), filha de Duncan Campbell. Sir Alexander foi Secretario Assistente do Tesouro, Controlador Geral e Secretario do Comissariado da Redução da Dívida Nacional. Em 1840, pelos relevantes serviços realizados em favor da pátria, foi agraciado com título de Baronete. Em 1869, passou a ser membro do Mui Honorável Conselho Privado de Sua Majestade a Rainha Victoria. Sir Alexander e Lady Jane tiveram seis filhos: Jane Alexandrina (m.1987), Augusta Herries (m.1907), Alexander Young (1832-1865), Edmund Robert (1832-1865 (casado com Lady Mary Louisa FitzMaurice (1837-1917), filha de Thomas John Hamilton FitzMaurice (1803-1877), 5º Conde de Orkney)), Horace Ralph (1840-1908) e Rudolph Herries (1845-1900). O noivo de Dona Amélia descende de Alexander Young, nascido em 1832, casado em 1855, com Mary Anne Bertha Bailey (m.1860), filha e Sir Joseph Bailey (1783-1858), primeiro Baronete do nome, e de Mary Anne Hopper (m.1874). Deste matrimonio nasceu Sir Joseph Layton Elmes Spearman (1857-1922), segundo Baronete do nome, de quem descende o atual titular. Em 1860, Mary Anne Bertha Bailey faleceu e Alexander Young se casou, em segundas núpcias (1861), com Louisa Anne Caroline Amelia Mainwaring (1842-1933), filha de Edward Pellew Mainwaring (m.1858) e Caroline Story. Do segundo casamento, teve dois filhos: o Comandante Alexander Young Crawshay Spearman e Charles Edward Spearman (1863-1945). Detendo-se na ascendência de James, o Comandante Alexander, nasceu em 20 de março e 1862, foi Comandante a Serviço da Marinha Real Britânica, sendo destacado com Comandante do Batalhão de Collingwood, lutando também na Primeira Guerra Mundial. Em 26 de maio de 1892, casou-se com Jese Aubrey Coker (1863-1933), filha do Reverendo Cadwallader Coker (1824-1894) e Emily Harriet Gould (1822-1894), com teve dois filhos, Marjorie Aubrey (1893-1951) e Alexander Cadwallader Mainwaring (1901-1982). O Comandante faleceu em 1915, em combate, durante a Batalha dos Dardanelos, na Turquia. Seu segundo filho, Alexander Cadwallader Mainwaring, nascido em 2 de março de 1901, recebeu o título de Sir, depois de ser educado nos famosos Colégios de Oxford, Repton e Hertforf. Foi Membro do Parlamento e recebeu o título de Cavalheiro Real. Casou-se em 11 de agosto de 1928, com Diana Violet Edith Constance Doyle (m.1991), filha de Sir Arthur Havelock James Doyle, com quem teve quatro filhos: Lochain Alexander (1952 (futuro sogro da Princesa Dona Amélia)), John Dominic (1954), Zara Ann Louise (1956), Andrew Mark (1960) e James (1964). Lochain, nascido a 09 de abril de 1952, foi educado no Abbey Miltom, casou-se em 25 de março de 1977, com Pilin de Garrigues, com quem tem três filhos, entre eles James, noivo da Princesa Dona Amélia. A família vive em Perthshire, na Escócia. 
 
O atual Chefe da Família, primo de James, e 5º Baronete Spearman, é Sir Alexander Young Richard Mainwaring Spearman, nascido em 03 de fevereiro de 1969, casado com Lady Theresa, nascida Jean Sutcliffe, com quem tem um filho: o herdeiro Alexander Axel Spearman, nascido em 1999. O 5º Baronete vive na África do Sul. 
 
Pelo pai, Alexander James descende diretamente dos Condes e Duques de Fife. Sua tetravó, Louisa Anne Caroline Mainwaring (1842-1933) é tetraneta de Willian Duff (1696–1763), primeiro Conde de Fife. A Família Duff foi agraciada, pelos relevantes serviços prestados à nação, com o título de Conde de Fife (em analogia a localidade na Escócia), porem em 1900, a Rainha Vitória do Reino Unido da Grã-Bretanha, em nova carta patente, atribuiu à família, o Ducado do mesmo nome no Pariato do Reino Unido. Em 1889, a Princesa Luisa de Gales (1867-1931), primogênita da Rainha Alexandra e do Rei Eduardo VII do Reino Unido, casou-se com Alexander Duff (1849-1912), Conde e 1º Duque de Fife. Deste casamento descende o atual Duque de Fife, também chamado Alexander (neto materno da Princesa Luisa de Gales). Os Duques de Fife também utilizam os títulos de Conde de Macduff, Conde de Southesk, Barão Balinhard e Lorde Carnegie de Kinnaird. 
 
Sir Francis Baring, seu irmão John e Charles Wall, por Sir Thomas Lawrence
Imagem: Reprodução
 
 
Ainda por parte da família de seu pai, o noivo de Dona Amélia descende de Sir Francis Baring, famoso banqueiro e investidor inglês. A família Baring, natural de Bremem, na Alemanha, tem como patriarca Johann Baring (1697-1748), pai de Francis e John Baring, irmãos que imigraram para Londres, onde fundaram uma companhia comercial, que deu origem a um dos maiores conglomerados da Europa. Francis Baring (1740-1810) foi membro do Parlamento por Grampound, Wycombe e Calne e Assessor para Assuntos Comerciais do Governo do Primeiro Ministro William Petty-FitzMaurice (1737-1805), segundo Conde de Shelburne, durante o Reinado do Rei George III do Reino Unido, período em que teve grande influência política e social. Em 1767, Francis Baring se casou com Harriet Herring (1750-1804), filha de Willian Herring, prima do prestigiado Arcebispo de Catembury, Thomas Herring (1693-1757). Francis e Harriet tiveram dez filhos, dentre os quais se destacam membros da aristocracia, da nobreza e da realeza britânica. Em 1793 recebeu o título de Baronete. Sir Francis Baring era o pai de Alexander Baring (1774-1848), primeiro Barão Ashburton e de Sir Thomas Baring (1772-1848), segundo Baronete Baring, que era pai de Francis Thornhill Baring (1796-1866), primeiro Barão de Northbrook. Sir Francis Baring também era o pai de Henry Baring (1776-1848) e o avô de Edward Baring (1828-1897), primeiro Barão Revelstoke de Membland, e Evelyn Baring (1841-1917), primeiro Conde de Cromer. Edward Baring (1828-1897) era pai de Margaret Baring (1868-1906) casada com Charles Robert Spencer (1857-1922), 6º Conde Spencer, bisavôs da Princesa Diana de Gales (1961-1997) e tataravó do Príncipe Willian (1982), Duque de Cambridge e futuro Rei do Reino Unido da Grã-Bretanha. Outros descendentes de Sir Francis Baring, além dos Baronetes Spearman, os Barões Ashburton, Barões e Conde de Northbrook e Condes de Cromer, foram agraciados com títulos nobiliárquicos, tais como os Viscondes Baring e os Barões Howick de Glendale.  
  
A Família Garrigues, da qual James descende por sua mãe, é um antigo clã da Europa. O sobrenome tem sua origem na região de Les Garrigues, no centro-sul da França. O primeiro registro feito neste sobrenome apareceu no século XII, com Jean Garrigues. Da França, muitos membros da família imigraram para Alemanha, Espanha e Estados Unidos. Neste último país, estabeleceu-se o famoso Matthieu Garrigues (1679-1726), que, perseguido na França, depois da revogação do Édito de Nantes, pelo Rei Luiz XIV, encontrou asilo nos EUA, deixando numerosa descendência nas Américas. Os antepassados maternos de James se estabeleceram na Espanha, onde foram elevados a nobreza na pessoa de Don Antonio Garrigues Díaz-Cañabate (1904 - 2004), tio-avô de James, renomado advogado e habilidoso diplomata que foi agraciado com título de Marquês de Garrigues. 

Don Mariano Garrigues Diaz-Cañabate
A Família Garrigues goza de muito prestígio na Espanha. Durante todo o século XX, os irmãos Garrigues, como eram conhecidos o avô e os tios avôs de James, foram símbolos de sucesso financeiro, político e social. Seu avô, Don Mariano Garrigues Diaz-Cañabate (1902-1994) foi um conceituado arquiteto, responsável pela construção e reconstrução de importantes prédios na Cidade Universitária de Madri (Faculdades de Medicina, de Farmácia, de Veterinária e o Hospital Anglo-Americano). Projetou a Casa da Suécia, dirigiu a Embaixada dos Estados Unidos, foi arquiteto do Banco Exterior da Espanha e realizou notáveis promoções de conjuntos urbanos em algumas regiões do país. Era casado com Dona Catalina Carnicer Guerra (m.1987). São tias de James, irmãs de sua mãe, portanto: Dona Belén, casada com Don Gonzalo de Armas y Serra, 5º Marquês de la Granja de San Saturnino, e de Dona Catalina, casada com o político inglês William Armand Thomas Tristan Garel-Jones, Barão Garel-Jones (par vitalício - 1997), membro do Partido Conservador, deputado de 1979 a 1997 e Ministro para a Europa (1990-1993). 
 
Don Joaquin Garrigues Díaz-Cañabate (1899-1983), tio-avô de James, era um prestigiado jurista, conhecido como pai do Direito Comercial espanhol, por vezes mencionado como fundador da moderna Escola espanhola de Direito Comercial. Foi catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Complutense de Madri, ganhou o Prêmio Mundial do Ensino de Direito em 1975 e foi autor de várias obras conceituadas, como um “Tratado de Direito Mercantil” em 3 volumes. Foi Grão-Cruz da Ordem de Carlos III, que lhe foi imposta pessoalmente pelo Rei Don Juan Carlos I, sendo também patrono da Fundação dos Amigos do Museu do Prado. 
 
Também eram tios-avôs de James Spearman, Don José Luis Garrigues Díaz-Cañatabe, próspero empresário e homem de negócios (falecido em 2008 com 96 anos) e Don Emilio Garriges Diaz-Cañatabe (1911-2006), diplomata e escritor, Embaixador na Guatemala, junto a UNESCO, na Turquia e na Alemanha, autor de várias obras, entre as quais “Un desliz diplomático”, “Los tiempos en lucha”, “The oneness of the Americas” e “Segundo viaje a Turquía”. Emilio era casado com Paz Flórez, mencionada no famoso jornal espanhol “El País” como uma das mulheres mais fascinantes de sua geração, de beleza cinematográfica, de grande sensibilidade e finura (falecida em 2005), sendo pais de Javier Garrigues (1949), Embaixador da Espanha na Suécia.  
 
O 1º Marquês de Garrigues, Don Antonio Garrigues Díaz-Cañabate (1904-2004), tio-avô de James, foi Diretor Geral de Registros e do Notariado do Ministério da Justiça, foi Embaixador da Espanha nos EUA e junto à Santa Sé, mantendo ótimas relações com a família Kennedy e com a Cúria Romana e o Papa. Em 1975 foi nomeado Ministro da Justiça no primeiro ministério do governo do Rei Juan Carlos I. Era membro da Real Academia de Ciências Morais e Politicas e foi presidente da Citroën Hispania S.A., Eurofinsa e da Sociedade Espanhola de Radiodifusão, foi também o fundador, juntamente com seu irmão – Dom Joaquim, do escritório de advocacia Garrigues, um dos maiores do mundo em atuação e presença internacional, contando com sedes de trabalho e profissionais em mais de 15 países, incluindo-se o Brasil. De marcante fé católica, Don Antonio participou da criação da revista Cruz e Raya e dedicou sua juventude à Igreja. Casou-se com Helen Anne Walker (m.1944), americana, filha do antigo engenheiro chefe da ITT em Madri, com quem teve nove filhos, sendo os mais conhecidos Joaquin e Antonio.   
 
Joaquim Garrigues Walker (1933-1980), primo-irmão da mãe de James, foi advogado, empresário e político. Deputado em 1977 (reeleito em 1979), Ministro das Obras Públicas e Urbanismo (1977-1979), e Ministro adjunto no Governo de Adolfo Suárez.  Como empresário foi presidente da Liga Financeira, uma empresa dedicada à construção de autopistas. Casou com uma filha de José Maria de Areilza y Martinez de Rodes, 3º Conde de Rodes, Marquês de Santa Rosa del Rio, Conde consorte de Motrico (1909-1998), importante político e um dos artífices da transição espanhola, membro da Falange e líder monárquico, foi Embaixador na Argentina, Estados Unidos e França. Foi secretário do Conselho Privado do Conde de Barcelona, Ministro do Exterior no primeiro governo da monarquia (1975-1976), fundador do Partido Popular, integrado depois na UCD. Membro da Real Academia de Ciências Morais e Políticas e da Real Academia Espanhola da Língua. É seu filho Don Joaquin Garrigues Areilza, 2º e atual Marquês de Garrigues. 
 
Antonio Garrigues Walker (1934), outro primo-irmão da mãe de James, é financista, advogado e politico que criou em 1982, o Partido Democrata Liberal, do qual foi presidente. Foi professor da Universidade de Navarra e é um dos responsáveis pela direção do famoso Escritório da Família, fundado pelo pai e pelo tio em 1941, que conta hoje com cerca de 2.000 profissionais em várias partes do mundo. 
 
O enlace entre a Princesa Dona Amélia e Alexander James tomou as páginas das publicações monarquistas e especializadas em Famílias Imperiais e Reais e na Nobreza, na Europa. O famoso site Noblesse et Royautés, da Bélgica, alcançou mais de 70 comentários na notícia publicada em 27 de julho. Em quase todos os comentários, são notadas muitas dúvidas com relação ao futuro matrimônio. Uma das constatações dos leitores é o fato de que “embora o noivo possua ascendência aristocrática e até mesmo nobre, pertencendo a uma família de Baronetes, nem seus pais, nem ele, possuem título”, afirma um dos comentários em francês. A Casa Imperial do Brasil já se deparou com situações similares durante a segunda metade do século XX, com os casamentos dos filhos do Príncipe Dom Pedro Henrique. Naquela época o Príncipe, na qualidade de Chefe da Casa Imperial, institui que seus filhos, nas mesmas condições, deveriam renunciar a seus eventuais direitos ao Trono Imperial, permanecendo com o título de Príncipe de Orleans e Bragança, sendo suas esposas também tituladas, o que era extensivo à descendência legítima daqueles Príncipes. Naturalmente, o Chefe da Casa Imperial, Imperador de jure, de acordo com o direito atribuído a ele pela herança, apesar de se orientar pela constituição de 1824, dispõe também de regimento interno e tem os poderes necessários para anuir ou não as decisões dos Príncipes de sua Casa, sobretudo os Dinastas, cabendo a ele, portanto, a importante decisão de retificar ou ratificar os regimentos. 
 
A Casa Imperial do Brasil, através de seu site oficial (www.monarquia.org.br), noticiou, em nome de SS.AA.RR., o Príncipe Dom Antonio e a Princesa Dona Christine, o noivado. A nota revela que o casamento deve ocorrer em agosto de 2014, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé Catedral, no Rio de Janeiro, tradicional templo que já serviu como Capela Real e, depois, Imperial, onde foram Coroados o Rei Dom João VI de Portugal e os Imperadores do Brasil e onde foram batizados e casados a maior parte dos membros da Família Imperial durante o período monárquico no Brasil. 
  
____________________________
 
Referências bibliográficas:  
 
Clarke, John (1993) [1975]. Fraser, Antonia, ed. A VIDA DOS REIS E RAINHAS DA INGLATERRA. London: Weidenfeld and Nicolson.  
 
Charles Mosley, editor, BURKE'S PEERAGE, BARONETAGE & KNIGHTAGE, 107th edition, 3 volumes. 
 

4 comentários :

Gutemberg Castro 15 de setembro de 2013 09:59  

Ótimo artigo. Franco, elucidativo e altamente claro. Muito bom mesmo. Abraços amigo!

Anônimo 15 de setembro de 2013 20:03  

Ficará S.A.I.R, portanto, excluída -- bem como sua eventual descendência -- da sucessão imperial

Plínio Augusto 16 de setembro de 2013 16:35  

Os direitos à sucessão, naturalmente, serão perdidos nela e em sua eventual descendência.

Blog Monarquia Já 20 de setembro de 2013 22:14  

Agradecemos os comentários. Antes de mais nada é necessário relembrar a parte do artigo que diz "Naturalmente, o Chefe da Casa Imperial, Imperador de jure, de acordo com o direito atribuído a ele pela herança, apesar de se orientar pela constituição de 1824, dispõe também de regimento interno e tem os poderes necessários para anuir ou não as decisões dos Príncipes de sua Casa, sobretudo os Dinastas, cabendo a ele, portanto, a importante decisão de retificar ou ratificar os regimentos". Então, tem Dom Luiz os poderes necessários para tanto. Lembremos que há poucos anos, o Chefe da Casa da Áustria, mudou os regimentos internos conforme seu entendimento.

ATENÇÃO


Em caso de cópia do material exposto: considerando a lei 9610/98, o plágio é crime. As obras literárias e fotográficas existentes neste espaço são de uso exclusivo do Blog Monarquia Já. Ao copiar qualquer artigo, texto, fotografia ou assemelhado, o Blog Monarquia Já deve, obrigatoriamente, ser citado.

Contador de visitas mundial


contador gratis

Contador de visitas diárias


contador gratis

  © Blogger template 'Isfahan' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP