terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Cartão de Natal do Chefe da Casa Imperial do Brasil, o Príncipe Senhor Dom Luiz de Orleans e Bragança

Ao divulgar o cartão de Natal do Chefe da Casa Imperial do Brasil, o Príncipe Senhor Dom Luiz de Orleans e Bragança, o Blog Monarquia Já deseja a todos os leitores, colaboradores e amigos um Santo e Feliz Natal, bem como um abençoado Ano Novo, repleto de realizações.

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Excertos recomendados pelo Pró Monarquia sobre a Princesa Dona Maria Pia, exemplo de filha, esposa, nora e mãe, que com sua religiosidade e consciência histórica formou moral e intelectualmente os Príncipes da Casa Imperial do Brasil, e a quem estes e o Blog Monarquia Já, no transcurso do Advento, desejam homenagear: 
 

Princesa Maria Pia de Bourbon Sicílias
 
 
Neta do Rei Ferdinando II das Duas Sicílias, casada com o filho da Princesa Isabel com o Conde D’Eu, D. Luiz de Orleans e Bragança, o Príncipe Perfeito, a Princesa Maria Pia de Bourbon Sicílias foi avó do atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, D. Luiz de Orleans e Bragança. 

Sua filha, a Princesa Pia Maria, Condessa de Nicolay, irmã de D. Pedro Henrique de Orleans e Bragança, genitor de D. Luiz, traz em suas memórias (“Le Temps de Ma Mére – Souvenirs”) passagens muito expressivas que demonstram a influência da Família Imperial na história do Brasil, bem como a religiosidade e o apreço de sua mãe por nossa Nação, sentimentos que ela soube incutir em seus filhos e netos, nascidos no exílio: 

“A lei do exílio tinha sido abolida no Brasil naquele ano de 1922.” (fl. 71) “Me mostraram uma foto de Mamãe no Corcovado. Ela segura uma pá e põe uma pedra, lá onde será erigido o tão bonito Cristo que domina a cidade e a baia do Rio.” (fl.72) “Minha Mãe via ainda bastante naquela época para se dar conta dos locais onde nos encontrávamos. Quando nós começamos na manhã seguinte a subida do Corcovado, eu senti que a emoção a tomava...” (fls. 238/239) [Conta-se que a Princesa Izabel recusou que se fizesse um monumento em sua homenagem pela abolição da escravidão e sugeriu que no lugar disso se erigisse a estátua do Cristo Redentor. A Princesa Maria Pia veio ao Brasil em 1922, por ocasião do centenário da independência, e lançou a pedra fundamental deste monumento.] 

“Minha mãe nos levava muito frequentemente a jantares com brasileiros fiéis, que haviam seguido a família.” “Minha mãe tentava assim, apesar do desaparecimento de seu marido, depois de seu sogro e de sua sogra, manter o contato com todos os brasileiros presentes em Paris.” (fls. 78) “Quando de sua passagem por São Paulo, em 1922, minha Mãe tinha sido recebida por muito numerosos amigos de meu Pai. Eles lhe pediam para voltar.” (fls. 240) [Na França, onde residia, e no Brasil, a Princesa Maria Pia teve uma vida social muito ativa junto à comunidade brasileira.]  

[em 1945, conta a Condessa de Nicolay:] “Minha Mãe estava feliz de reencontrar seus amigos... Eu vi o monumento erigido no “Ipiranga”, onde D. Pedro Primeiro declarou a Independência do Brasil.” “Nós ficamos quatro dias em São Paulo, fazendo graças a outros amigos, maravilhosos passeios nos arredores, visitando serras cheias de orquídeas, que me deixam ainda uma recordação deslumbrante... atravessando paisagens desconhecidas e de uma beleza selvagem.” 

[Ainda em 1945, a Condessa de Nicolay conta que os brasileiros receberam sua mãe como um membro de sua família, quando desembarcou de seu navio ao chegar ao Brasil:] “Um grande porteiro negro desceu até nós na cabine para pegar nossas malas. Vendo a etiqueta trazendo nosso nome, ele se voltou para minha Mãe e com um grande sorriso lhe disse: ‘Então a Senhora é da nossa Família?’ Ele não poderia melhor aquecer nosso coração.” (fls. 236) 

[Sobre a relação da Princesa Maria Pia com seus netos, aí incluídos os atuais Príncipes dinastas:] “A presença de Mamãe foi uma bênção para as crianças que desde que ela aparecesse se precipitavam em sua direção para que ela continuasse sua história apaixonante. Não se os via mexer, tomados pelas aventuras que minha Mãe descrevia com uma tal precisão de detalhes, que eles pareciam reais.” (fls. 239/240) 

[Sobre a religiosidade da Princesa Maria Pia, há, também, inúmeras passagens:]

“Minha Mãe tinha requerido ser, se possível, recebida em audiência pelo Papa Pio XI. Era o costume. Os Príncipes indo a Roma iam pedir uma bênção especial ao Santo Padre.” [...] “Na época, era ainda o grande cerimonial: a guarda suíça batia os calcanhares e apresentava armas, quer dizer a alabarda, depois o mestre de cerimônias nos conduziu através de várias salas, a primeira com uma fila de oficiais em traje de gala, depois a da guarda nobre, enfim a dos camareiros secretos em traje da Renascença negro, sobreposto com uma gola de renda ao redor do pescoço. Enfim, nós chegamos em um pequeno salão, onde nos pediram para esperar. ‘Tudo depende de que o Santo Padre tenha vontade de saber de seu visitante’, nos disse o camareiro que nos acompanhava. Depois de uns vinte minutos, a porta se abre. É nossa vez de entrar junto ao representante de Jesus Cristo sobre a Terra. Foi um momento de emoção. Nós fizemos uma primeira genuflexão com os dois joelhos, e ainda uma outra a dois passos. Na terceira, nos encontrávamos aos pés do Papa, e se lhe beijava as sandálias. O Santo Padre nos ergueu e fez sentar nas poltronas em seu redor. Ele questionou o tio Ranieri e Mamãe sobre a família, depois distribuiu medalhas a cada um de nós. A saída se efetuou como a entrada, com genuflexões e recuos.” (fl. 82) 

“1925 foi um ano memorável no verdadeiro sentido da palavra. O Papa Pio XI anunciou a canonização da Pequena Irmã Teresa de Lisieux, nomeando-a ‘apóstolo das Missões’. Minha Mãe propôs que fossemos a Roma para assistir este importante acontecimento. [...] Um guarda suíço em traje de gala nos aguardava, e nos precedeu até a tribuna dos príncipes, à esquerda do trono de São Pedro, e na frente da tribuna do Corpo Diplomático. Nós encontramos já numerosos parentes instalados, outros chegando ainda, e logo a tribuna estava cheia. Como eu era pequena, me colocaram na primeira fila, o que me permitiu não perder um instante dessa soberba cerimônia que não durou menos de cinco horas. A entrada do Papa, levado sobre a ‘sedia gestatoria’, o trovão dos aplausos que acompanharam sua aproximação, mais tarde as trombetas de prata tocando no momento da Elevação, a missa tão imponente e apesar de tudo tão recolhida, na suntuosidade da decoração não podem ser esquecidas. O contraste entre a munificência da cerimônia e vida tão simples da ‘Pequena Irmã Teresa’ foi profundamente comovedor. Eu os revivi escrevendo, e eles me proporcionam um sentimento de reconhecimento face a minha Mãe que me permitiu viver tais momentos.” (fls. 81/82) 

“O mês de agosto termina. ‘E sim nós íamos a Roma’, disse um dia Mamãe que, segundo suas palavras tinha ‘a Romite aguda’. Entusiasmo geral dos tios Nino.” [...] “Certamente Mamãe e o tio Nino requereram audiência junto ao Santo Padre. Era tradição e praticamente obrigatório, naquela época, ir se ajoelhar diante do chefe da cristandade. Tio Nino e sua família enquanto Infantes de Espanha foram recebidos primeiro.” (fls. 102/103) 

“... minha Mãe não resistiu de realizar o projeto de assistir à canonização de Dom Bosco que todo a família reverenciava, na medida que meus avós o tinham conhecido.”  (fl. 106) 

“Quando nós nos instalamos em Mandelieu, o primeiro dever de minha Mãe foi de fazer uma visita ao cura. [...] Ele nos recebeu com muita gentileza e nos fez saber que se chamava Abbé Penon. Tínhamos acabado de construir a capela das Mimosas, para que o culto fosse levado a toda aquela nova região...” (fl. 87) 

[Na casa de Mandelieu, denominada “Mas Saint-Louis”, onde a Princesa Maria Pia residia e onde o atual Chefe da Casa Imperial, D. Luiz de Orleans e Bragança residiu em sua infância, se fez uma capela onde era celebrada missa diariamente:]  “A capela do Mas Saint-Louis foi terminada. Havia ao fim do terraço ao longo da sala de jantar uma espécie de claustro aberto para o jardim. Foi somente envidraçar as abertura (no alto em arco) e por uma porta de madeira envernizada abrindo para o terraço. O carpinteiro M.Fazio fez um muito bonito altar de madeira sobreposto pelo tabernáculo, nove filas de três genuflexórios permitindo uma grande assistência. Não havia necessidade de procurar quadros e objetos pios. A casa estava cheia deles.” (fl. 107) 

[Em 1953, a Princesa Maria Pia condescende com o traslado dos restos mortais do Conde D’Eu ao Brasil:] “Tinha ela o direito de aceitar a exumação daquele que lhe tinha feito prometer que se ele morresse fora da França de o levar ao lado de sua esposa? De um outro lado, minha Avó [a Princesa Izabel], tendo sido uma heroína nacional, no Brasil, era difícil de recusar as honras que seu país desejava lhe render. Não se podia imaginar que este casal feliz na vida, pudesse ser separado na morte. Minha Mãe se resignou e deu seu consentimento...” (fl. 251) 

[A Princesa Maria Pia demonstrou mais uma vez sua fé quando um incêndio na região onde vivia ameaçou queimar a residência dos Bourbon Parma:] “[...] um dos mais importantes incêndios no Esterel irrompeu. O fogo, impulsionado por um violento ‘mistral’, subiu na direção da propriedade dos Bourbon Parma, devastando tudo em sua passagem. As pinhas inflamadas estouravam e voavam a toda velocidade na direção do Mas Saint-Louis. Minha Mãe estava só. Madame Roustan a tinha instalado no salão, pronta para levá-la à La Napoule, se o calor do fogo se tornasse muito ameaçador. Enquanto isso, com Léon, munidos de uma mangueira d’água, eles vigiavam o progresso do incêndio. Num certo momento, ela deixou seu posto, para se preocupar com o que se passava no interior da casa. Abrindo a porta do salão, ela viu ‘Sua Alteza’ de joelhos tateando. “Alteza, lhe disse ela, o que está procurando?’ ‘Eu não encontro mais a relíquia da Santa Cruz, que eu tinha comigo’ disse minha Mãe. Madame Roustan viu a relíquia por terra, e a entregou a ela. E toda segura, ela saiu dizendo: ‘Sua Alteza reza à Santa Cruz, o fogo vai parar’... e o fogo parou no limite da propriedade!” (fls. 262/263)

[Se aproximando o momento da morte, a Princesa Maria Pia recebe os últimos sacramentos:] “Vendo que ela baixava, fui procurar o Sr. Cura, lhe pedindo para levar a Extrema Unção. Como minha mãe sempre manifestou um grande medo da morte, ele me disse: ‘Prepare-a docemente, lhe dizendo que amanhã eu virei lhe trazer a Santa Comunhão’, o que ele fez. Pouco depois, simplesmente, ele lhe disse: ‘Alteza, eu vos trouxe o sacramento da Extrema Unção’. Mamãe abriu tranquilamente as mãos, e recebeu os últimos sacramentos em toda paz. Depois de ter acompanhado nosso bom Cura, eu subi novamente junto a ela e ela me disse: ‘Você vê, não é difícil que se creia na morte...’ Graças ao sacramento!” (fls. 263/264)

Outros textos sugeridos: 

Texto do Cardeal Pio, fl. 205: 

[A Princesa Maria Pia, com sua vida mostrou entender bem o significado que se chama ‘O Reino Social de Nosso Senhor Jesus Cristo’ que, nas palavras do Eminente Cardeal Pio, assim se traduz:] “As matérias mais graves da legislação, do comércio, das finanças, da administração, da diplomacia se tratam e se resolvem quase sempre sem que a Igreja articule a menor observação... Mas querer que a Igreja de Jesus Cristo renuncie ao direito e ao dever de julgar em última instância sobre a moralidade dos atos de um agente moral qualquer, particular ou coletivo, pai, mãe, magistrado, legislador, inclusive rei ou imperador, é querer que se negue a si mesma, que abdique de sua essência, que se separe de sua certidão de nascimento e dos títulos de sua história, enfim, que ultraje e mutile Aquele cujo lugar ocupa sobre a Terra [...] 

Pensamos no que significa o Estado sem controle, os atos do príncipe ou do povo soberano erigidos em atos-princípios que escapam da própria autoridade da religião?  É a força em lugar do Direito, a vontade identificada com a razão, a política que retorna ao paganismo e a infidelidade, o Cristo excomungado da sociedade humana, ou melhor dizendo, o Estado feito Deus. Pois bem, para um ser criado, a deificação é infalivelmente a ruína e a morte[...] 

Finalmente, não é necessário refletir muito para se dar conta de que esta pretendida independência dos soberanos, mortal a seu poder e às vezes a sua pessoas, não é menos fatal para os povos que governam. Os povos aprendem a rebelar-se contra esses guias independentes a quem estão confiados; e que os príncipes diagam o que é melhor para eles: o controle da Igreja, poder sobrenatural, ou o controle da força cega, apaixonada, inconsistente, que se chama a opinião e a força popular [...]. Se o despotismo leva à rebelião, a rebelião leva à corrupção, dos costumes e do espírito. E as nações, sacudidas por revoluções sem fim, oscilam entre a anarquia com suas ruínas, e a ditadura com seus rigores e suas vergonhas. Tais são os infalíveis frutos que recolhem os príncipes e os povos de sua independência absoluta em relação à Igreja.” (T.IV, PP. 244-252) 

A concepção da Princesa Maria Pia contraria o laicismo quando reconhece que os Direitos de Deus não estão a serviço das ideologias do momento: 

Texto do Conselho Pontifício da Cultura (Assembléia Plenária, Palácio S. Calisto, Roma, 11-13 março de 2004 (Documento Final): 

“A práxis política do voto nas democracias conduz à concepção de que não existiria uma verdade objetiva” 

Onde está teu Deus? 

A fé cristã ante a descrença religiosa 

(...) 2.2. A exaltação do homem como centro do Universo

Mesmo quando não o mencionam explicitamente, os Padres do Concílio tinham em mente os regimes marxistas-leninistas ateus e seu intento era construir uma sociedade sem Deus. Hoje em dia tais regimes caíram na Europa, mas o modelo antropológico subjacente não desapareceu. De fato observamos que se fortaleceu na Europa, - o que pode perfeitamente estender-se a todo o mundo ocidental – o Papa constata ‘... a intenção de fazer prevalecer uma antropologia sem Deus e sem Cristo. Esta forma de pensar levou a considerar o homem como o centro absoluto da realidade, fazendo-o ocupar assim falsamente o lugar de Deus e esquecendo que não é o homem que faz a Deus, mas é Deus quem faz o homem. O esquecimento de Deus conduziu ao abandono do homem, pelo que, não é estranho que neste contexto se tenha aberto um amplíssimo campo para o livre desenvolvimento do niilismo, na filosofia; do relativismo na gnoseologia e na moral; e do pragmatismo e até do hedonismo cínico na configuração da existência diária’ (Ecclesia in Europa, n. 9). 

O elemento mais característico da cultura dominante do Ocidente secularizado, é, sem dúvida, a difusão do subjetivismo, uma espécie de ‘profissão de fé’ na subjetividade absoluta do indivíduo que, apresentando-se como humanismo, faz do ‘eu’ a única referência, egoísta e narcisista, e faz do indivíduo único centro de tudo. 

Esta exaltação do indivíduo tomado como única referência, e a crise concomitante da autoridade, fazem com que a Igreja não seja aceita como autoridade doutrinal e moral. Em especial, se rechaça sua pretensão de orientar a vida das pessoas em função da doutrina moral, pois ela é percebida domo negação das pessoas em função de uma doutrina moral, pois ela é percebida como negação da liberdade pessoal. Trata-se, ademais, de um debilitamento geral que não afeta só a Igreja, mas também a Magistratura, o Governo, o Legislativo, o Exército e, em geral, as organizações hierarquicamente estruturadas. 

A exaltação do ‘eu’ conduz a um relativismo que se estende por tudo: a práxis política do voto nas democracias, por exemplo, conduz amiúdo à concepção segundo a qual uma opinião individual vale o mesmo que outra, de modo que não haveria uma verdade objetiva, nem valores melhores ou piores que outros, nem, muito menos, valores e verdades universalmente válidos para todo homem, em razão de sua natureza, seja qual for sua cultura. (...)”

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