segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Faleceu a Rainha Fabíola da Bélgica

Faleceu no Palácio Real de Laeken, no dia 5 de dezembro de 2014, aos 86 anos de idade, a Rainha Fabíola da Bélgica.




Nascida Doña Fabiola Fernanda María de las Victorias Antonia Adelaida de Mora y Aragón, em 11 de junho de 1928, no Palácio Zurbano, próximo a Madri, era a sexta dos sete filhos de Don Gonzalo de Mora y Fernández y Riera y Del Olmo (1887-1957), 4º Marquês de Casa Riera, 2º Conde Pontíficio de Mora, Grande de Espanha, e de Doña Blanca de Aragón y Carrilho de Albornoz y Barroeta-Aldamar y Elío (1892-1981), Marquesa de Casa Torres, Viscondessa de Baiguer. Sua madrinha era a Rainha Victória Eugenia da Espanha, pertencia, portanto, a uma família da alta nobreza da Espanha, fiel ao Papado e reconhecida pela prestígio social, intelectual e político. 

A Rainha Fabíola
Imagem: reprodução

Foi educada privativamente e desde a infância teve como base os valores morais e religiosos que nortearam sua vida. Muito inteligente e intelectualizada, na juventude publicou um pequeno livro de "contos de fadas" - Los doce cuentos maravillosos, com que ganhou um prêmio, sendo reconhecido na exposição do pavilhão da Holanda, em 1966. Muito caridosa e justa, diplomou-se enfermeira, ajudando as forças militares e os desvalidos de sua pátria. 

Em 1960, Dona Fabíola se casou com o Rei Balduíno da Bélgica, aclamado em 1951, pela morte do pai, o Rei Leopoldo III.  Foi, por 30 anos e até a renúncia do marido, em 1990, a Rainha dos Belgas. O Rei Balduíno exerceu governo exemplar e apesar de ter passado por vários percalços, conseguiu unir os cidadãos belgas, divididos cultural e linguisticamente. Depois de garantir a estabilidade econômica e a Soberania da Bélgica pós II Guera Mundial, em 1990, renunciou ao Trono por se recusar a assinar a lei que legalizava a prática do aborto. Os Reis não tiveram filhos e a sucessão foi garantida pelo Rei Alberto II, irmão do Rei Balduíno.


O Rei Balduíno e a Rainha Fabíola 
Imagem: reprodução


Depois da morte do marido, em 1993, a Rainha Fabíola, passou a ser titulada como Rainha da Bélgica e passou a residir no Castelo de Stuyvenberg, próximo ao Palácio Real de Laeken, vivendo exclusivamente para a caridade e para o serviço da Bélgica quando representava seus cunhados em eventos ou ocasiões oficais. Era benemérita de diversas associações e  idealizadora de Fundações que garantem o sustento de milhares de crianças e jovens, além do fomento da cultura, das artes e da fé católica. 

Por suas atitudes - sempre exemplares, sua força - sempre característica, e sua convicção católica - sempre inspiradora, foi muito querida pelo povo da Bélgica. Foi celebrizada através de monumentos, nomes de ruas, plantas. As Montanhas Rainha Fabíola, na Antártica, por exemplo, são uma homenagem a Soberana. 

Tantas virtudes favoreceram a aproximação da Família Imperial do Brasil, tanto pelo parentesco, quanto pelas atividades sociais. A Princesa Dona Maria, de jure Imperatriz Mãe do Brasil, mãe do atual Chefe da Casa Imperial, o Príncipe Dom Luiz, em visita a Europa, costumava passar agradáveis tardes no Palácio Real de Bruxelas ou de Laeken, com a Rainha. Em 1965, quando a Rainha Fabíola e o Rei Balduíno visitaram o Brasil, num memorável jantar oferecido no Itamaraty, os jornais da época elogiavam a elegância do jovem Príncipe Dom Pedro de Alcântara - filho de Dom Pedro Henrique e Dona Maria, que havia vestido uma bela casaca para a ocasião. A proximidade da Família Real Belga com a Família Imperial do Brasil é marcante também pelos laços que os Príncipes brasileiros construíram na Bélgica: Dona Eleonora se casou com o Príncipe Michel, 14º Príncipe Titular de Ligne e Dom Antonio com Dona Christine. A Casa de Ligne constitui uma das famílias mais respeitas da Europa e na Bélgica fica abaixo apenas da Família Soberana.

Membros da Família Imperial do Brasil estiveram nos funerais da Rainha Fabíola. A Princesa Dona Maria da Graça, esposa do Príncipe Dom Fernando de Orleans e Bragança, acompanhada da filha, Dona Isabel, e do genro, o Conde Alexander de Stolberg-Stolberg estiveram presentes a Missa solene de Requiem.  


S.A., a Princesa Dona Maria da Graça de Orleans e Bragança e S.A.I., o Conde Alexander de Stolberg-Stolberg 
Imagem: exclusividade do Blog Monarquia Já

S.S.A.A.I.I., o Conde e a Condessa de Stolberg-Stolberg
Imagem: exclusividade do Blog Monarquia Já


Representando a Família Principesca de Ligne, a Princesa Dona Eleonora, nascida Princesa de Orleans e Bragança, e o Príncipe Michel também estiveram presentes nas exéquias da Rainha.


O Príncipe e a Princesa de Ligne recebem a comunhão
Imagem: RTB


O Cardeal Godfried Danneels, Arcebispo Emérito de Mechelen-Bruxelas e Primaz da Bélgica, celebrou Santa Missa na Catedral de São Miguel e Santa Gúdula, o féretro foi levado à Igreja de Nossa Senhora de Laeken, onde celebrou-se outra Missa em sufrágio da alma da Rainha, sendo sepultada na Capela Real do Palácio.  Além dos membros da Família Imperial do Brasil e da Família Principesca de Ligne, assistiram o funeral os atuais Reis dos belgas, da Holanda, da Dinamarca, da Noruega, da Holanda e da Tailândia, a Imperatriz do Japão, os Grãos-Duques Hereditários de Luxemburgo, os Reis Alberto e Sofia da Bélgica, a Princesa Beatriz da Holanda, O Rei Dom Juan Carlos e Dona Sofia da Espanha, representantes da Rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha, dos Reis da Suécia, dos Príncipes de Liechtenstein, além do corpo diplomático, de representantes da Igreja e do povo, que numa incansável demostração de afeto, lotou a frente da residência real e encheu as ruas durante o cortejo fúnebre.  


Reis e Rainha de todo o mundo chegam para os funerais da Rainha Fabíola
Imagem: reprodução 


A Imperatriz do Japão
Imagem: reprodução

A Rainha Matilde, comovida, é amparada pelo marido, o Rei dos Belgas
Imagem: reprodução

A Rainha ampara os filhos. O Príncipe Emanuel chora a perda da tia querida
Imagem: reprodução


A saída da Igreja de São Miguel e Santa Gúdula
Imagem: reprodução

As demonstrações populares de afeto e admiração
Imagens: reprodução



           

1 comentários :

Anônimo 16 de dezembro de 2014 17:02  

País onde se vive e tem tradição é outra coisa.

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