domingo, 6 de setembro de 2009

Semana da Pátria VI




A Imperatriz Dona Leopoldina



GRANDE RESPONSÁVEL PELA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL




Nascida em Viena, no dia 22 de janeiro de 1797, Dona [Maria] Leopoldina Josefa Carolina Francisca Fernanda de Habsburgo [Lorena] e Bragança, era filha do Sacro Imperador Romano-Germânico Francisco II e da Imperatriz Maria Tereza, nascida Princesa das Duas-Sicílias. Dona Leopoldina perdeu muito cedo sua mãe, sendo criada pela terceira esposa de seu pai, a Princesa Maria Ludovica d’Este.

Acostuma a vida na corte da Áustria, vivia no Castelo de Schönbrunn, em meio aos painéis de artes, que tanto lhe agradavam. Dona Leopoldina era dada a cultura, lia muitas obras, apreciava as pinturas das mais diversas escolas, tendo apreço demasiado pelo barroco. Além de todo o interesse pela cultura geral, adorava a mineralogia e a botânica (atribui-se a isso a grande estima da Imperatriz por José Bonifácio), Dona Leopoldina trouxe consigo para o Brasil uma grande missão científica e cultural.

A pedido de Dom João VI, o Marquês de Marialva procurou esposa para Dom Pedro, achou por bem buscar na Casa de Habsburgo, na Áustria. Os negócios tiveram êxito e formalizaram-se a 29 de novembro de 1816. Em 13 de maio de 1817 celebrava-se o casamento por procuração na figura do Arquiduque Carlos Luiz, na Igreja de Santo Agostinho, em Viena, em cerimônia presidida pelo Arcebispo daquela capital. Partiu da Áustria em 15 de agosto daquele ano, acompanhada de uma comitiva de mais de 20 pessoas, entre eles o embaixador austríaco Conde de Elz.



A futura Imperatriz chegou ao Rio de Janeiro em 5 de novembro e foi recebida com grande jubilo, numa festa que poucas vezes o Rio de Janeiro viu. Sobre este evento o famosíssimo pintor Debret pintou e comentou. Grandes dias de festas foram seguidos, pois teve lugar na cidade o consórcio religioso, em 6 de novembro daquele ano. O casal residiu primeiramente na Quinta da Boa Vista. Onde tiveram númerosa prole: Dona Maria da Glória, Dom Miguel; morto recém nascido, Dom João Carlos; morto com menos de 1 ano, Dona Januária Maria, Dona Paula Mariana; morta com 10 anos, Dona Francisca Carolina e Dom Pedro II, além de dois abortos espontâneos.


Quando da partida de Dom João VI e a Família Real para Portugal, os ensejos da Independência haviam sido claramente iniciados, Dona Leopoldina advogou a causa do povo brasileiro. No famoso dia do Fico, as assinaturas pedindo que o Príncipe ficasse no Brasil, entregues a Dom Pedro por Bonifácio, dizem ter o auxílio de Dona Leopoldina, que apesar da época, rígida e austera quanto ao papel da mulher, foi uma franca defensora da Independência do Brasil. Como já sabemos, Dona Leopoldina foi regente do Império em nome do Príncipe Dom Pedro, algumas vezes. Como também já sabemos, em agosto de 1822, Dom Pedro necessitou ir a São Paulo para apaziguar a política local, onde deveria garantir que o Brasil não mais voltaria à condição de reles colônia e garantir também que São Paulo não se proclamasse separado do Brasil, e Dona Leopoldina assumiu a regência, assim se tornou por nomeação: Chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente Interina do Brasil. Numa verdadeira epopéia, Dona Leopoldina obteve informações de que Portugal havia preparado uma ação contra o Brasil e rapidamente reuniu o Conselho de Estado a 2 de setembro de 1822 e propôs intervenção, no que teve apoio de Bonifácio, então enviou carta a Dom Pedro com informação e pareceres dela e de José Bonifácio, o conselho era claro: a Independência do Brasil . Este fato poderia ter mudado a história que hoje nos é “conhecida”, pois se Dona Leopoldina não possuísse tal astúcia estaria o Brasil mais uma vez nas mãos das Cortes Portuguesas.


E em 7 de setembro de 1822 , chegou o oficial, responsável pela entrega das cartas à pessoa de Dom Pedro, para efetivar a ação. Assim como já sabemos procedeu-se o ato da INDEPENDÊNCIA BRASILEIRA.

A grande Imperatriz do Brasil, nascida na Áustria, deu prova de seu amor pela terra que representava.

Dona Leopoldina em 11 de dezembro de 1826, morreu, deixando a Pátria que tanto a amou como mártir, por sua história e vida na Corte, e seus filhos órfãos. Entre eles, Dom Pedro II, ainda criança de colo, com pouco mais de 1 ano. Levou consigo um filho que carregava no ventre, mais deixou o Segundo Imperador, cópia [fiel] sua, herdou dela o gosto pelos livros, toda erudição possível em um ser humano, além do semblante, que muito lembrava nossa grande Defensora.



Após grande peregrinação nos Conventos do Rio de Janeiro, Dona Leopoldina descansa em paz, ao lado de seu marido e de sua sucessora como esposa e Imperatriz, Dona Amélia.



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Imagem 1: Independência ou Morte, de Pedro Américo

Imagem 2: Monumento à Dona Leopoldina, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Imagem 3: Desembarque de Dona Leopoldina, por Debret.

Imagem 4: Monumento à Dona Leopoldina, Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro.

Imagem 5: Dona Leopoldina em reunião com o Conselho de Estado.

Imagem 6: Monumento à Independência, onde jaz Dona Leopoldina, Dom Pedro I e Dona Amélia.

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