segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Semana da Pátria VII



A Independência do Brasil


Passados 187 anos de Independência e 119 de república: conseguimos, hoje, ser independentes?

Após o grito do Ipiranga, muito teve que se consolidar para a aceitação do Brasil como nação independente. Um trabalho minucioso, todo ele acompanhado por Dom Pedro I. A nação recém criada necessitava de cultura, sociedade e política próprias. Na verdade, o Brasil necessitava de um sentimento de nacionalidade. Era Dom Pedro, que quando afirmava ser brasileiro, fortalecia este sentimento.


O trabalho de reconhecimento no exterior do Brasil como país, foi recheado de acordos. Assim iniciava-se, mesmo que discretamente, a diplomacia de nosso país. Na política, destacaram-se aqueles que valorosamente souberam lutar pela continuação da nova fase do Brasil e aceitar a Constituição, que serviria de exemplo até mesmo para os Brasileiros de agora. Na cultura nacional desenvolveram-se grandes nomes, como Gonçalves Dias e Castro Alves. Até a abdicação de Dom Pedro I em nome de seu filho, o Imperador trabalhou incansavelmente para tornar o Brasil, não só soberano, mas referência mundial.

Foi no reinado de seu filho, Dom Pedro II, que o Brasil alcançou seus mais prósperos anos. Nesta época desenvolveram-se centros de educação, cultura e de caridade. Dom Pedro II transformou o Brasil num Estado sólido economicamente. Com o único governo estável da América do Sul, o monarca manteve a unidade nacional e fortaleceu a nacionalidade. A imprensa se manifestava de forma livre, mesmo aos republicanos, com velado ódio do Imperador e dos áureos anos do Brasil, era garantida a liberdade de expressão. Alem da Independência, buscada por seu pai e sua mãe, Dom Pedro II, garantiu a Independência pessoal de cada indivíduo, sendo sua filha Dona Isabel, quando governava em seu nome, que deu a Independência aos negros. Criado e educado para ocupar o título que ostentava, Dom Pedro II era o símbolo do Brasil no exterior. “A Soberania ao Soberano”.


No fatídico dia 15 de novembro de 1889, foi proclamada a república no Brasil. Aí, verificou-se o resquício de se tornar o Brasil, outra vez dependente. Um golpe que privou violentamente a população brasileira de escolher entre o regime que lhe era mais favorável. Um golpe que não permitiu a continuação da boa governança Imperial. Um golpe que pela Abolição da Escravatura, assinada pela Princesa Dona Isabel, fez brotar a fúria dos que queriam a injustiça com o negro e buscavam a dependência do cidadão ao Estado e aos políticos. Um golpe sujo, que nos colocou [cidadãos] dependentes do Estado e do governo, sem liberdade alguma!

Os primeiros anos da república foram um caos, praticamente uma ditadura, onde a alta cúpula do governo se digladiava, pois seus apoiadores se “arrependeram” do golpe. Rui Barbosa foi um deles, que depois escreveu poemas sobre o assunto, onde dizia ter vergonha de si próprio. No governo da república tiveram as preferências por grupos sociais, como exemplo a política “café com leite”. Ao invés da dita democracia, que pregavam, instauraram a oligarquia, e suprimiram de todo o país, o direito de eleger seu candidato, como ainda é comum. Logo, vieram as ditaduras, que calaram o Brasil com mordaça e chicote, além das seguidas mortes. Famílias inteiras desgraçadas, num episódio sombrio de nossa história, que ainda não foi desvendado. Quantos morreram por contrariar o governo da república? Quantos não puderam enterrar seu ente querido? Numa censura sem precedentes, que abalou toda estrutura do país. Continuávamos a ser dependentes da república.

Depois, com o retorno da “democracia”, ficamos dependentes do governo novamente, através de uma Constituição assistencialista e controladora, com características “soviéticas em tempos de Guerra Fria”, que desde sua adoção foi capenga, tornando o Estado hipertrofiado.

Hoje, somos dependentes de um governo corrupto e demagogo. Que não cansa de apunhalar a população com golpes de baixo nível. Dependentes de uma política devassa e subversiva, onde freqüentemente há acordos e conluios de origem duvidosa. Ficamos a mercê de um grupo de interesses, seja ele de banqueiros/empresários ou de sindicalistas, representados pelo Presidente de república. Ficamos dependentes de um dirigente sem qualificação para exercer seu trabalho. Ficamos dependentes na segurança, no desemprego, na educação, na qualidade de vida. Ficamos dependentes de um Congresso Federal [em sua grande maioria] despreparado. Ficamos dependentes de tudo novamente, numa dependência interna e não externa.


O valoroso trabalho de Dom Pedro I e mais tarde, de Dom Pedro II e de Dona Isabel, não morreu. Por eles, graças a Deus, podemos ser chamados de Brasileiros.

Chegaremos neste 7 de Setembro e Proclamaremos a Monarquia, e restauremos nossa Independência.




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Imagem 1: A Imperatriz Dona Leopoldina.

Imagem 2: O Imperador Dom Pedro I.

Imagem 3: José Bonifácio.

Imagem 4: Vergonha da política nacional.

2 comentários :

Sara Rozante 8 de setembro de 2009 21:31  

Belíssimo artigo, caro Dionatan.
Dom Pedro I precisa ser resgatado por nós, monarquistas.
Hoje vemos presidentes desfilando em carro aberto e acenando, com ar superior, como se tivessem sido eles os proclamadores de nossa Independência. Uma tremenda falta de reconhecimento e desprezo por nosso Imperador.
Fique com Deus!

Sara Rozante

Dionatan da Silveira Cunha 8 de setembro de 2009 23:52  

Não, e pra piorar Lula diz que o pré-sal é a nova independência do Brasil. o pré-sal vai ser a independência dos políticos...

Viva Dom Pedro I

Dionatan da Silveira Cunha.

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