quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A república achincalha a memória brasileira, esmagando a história do Brasil.


Aos 120 anos de mazelas republicanas, acumula-se também um histórico de desapego, de desvalorização da cultura e da história brasileira. O caso do antigo Palácio da Quinta da Boa Vista é um típico caso. Após a vinda da república, os sucessivos governos tentaram apagar o passado da antiga residência, transformando-a em prédios públicos, descaracterizando os espaços nobres e degradando, quase totalmente, o prédio. Como se não bastasse, toda a rica área do entorno da Quinta da Boa Vista foi esquecida totalmente. Hoje, a história não é diferente. Apesar de permanecer anos em reforma, o Palácio, que hoje é uma Universidade pública, está em franca degradação, sua reforma depende da aprovação de leis secundárias, é o que atesta o Portal de Notícias R7 
    

"Museu tenta recuperar história da família real no palácio
da Quinta da Boa Vista

República Velha modificou tanto o prédio a ponto de não haver mais informações
Carolina Farias, do R7, no Rio

                                                         Foto por Carolina Farias/R7
Dom Pedro II ficou "esquecido" em um canto do museu; busto do imperador está atrás de uma escada, quase imperceptível em lugar onde foi sua casa.
 

Apesar de ter sido a residência da família real e imperial do Brasil, o palácio da Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio de Janeiro, quase não tem referências sobre seus ilustres habitantes. Para lá, Dom João VI, em 1808, levou a Rainha Carlota Joaquina, os filhos Dom Pedro I e Dom Manuel, além de sua mãe Maria. No imóvel, nasceu Dom Pedro I e suas filhas, entre elas, a Princesa Isabel. Mas não há como saber onde dormiam, comiam, faziam festas ou onde os imperadores trabalharam, tomaram suas mais importantes decisões. A Velha República, na ânsia de acabar com os vestígios da monarquia no Brasil, esquartejou o palácio. O imóvel abriga o Museu Nacional, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e ainda exibe sinais de degradação, mesmo depois de anos de reformas.

De acordo com o diretor-administrativo do Museu Nacional, Wagner William Martins, há um projeto de historiadores e de uma arquiteta para fazer a ambientação de partes do palácio. Mas, para isso, é necessário um enorme trabalho de pesquisa, o que depende de dinheiro:

- Tem muito pouca informação sobre as acomodações. Muita coisa foi apagada, perdida. A República Velha acabou com quase tudo. Esse é um projeto paralelo que está concorrendo a alguns editais [para obter patrocínio por meio de leis de incentivo]. 
O objetivo, segundo Martins, é fazer dois circuitos. Um de ciência e educação pela história da humanidade e outro por salas que constituam informações sobre o período que a família viveu ali:

- O visitante quer conhecer as duas partes do museu.

Além do palácio, o parque da Quinta da Boa Vista abriga um jardim zoológico, onde está o portal original da propriedade nos tempos da família real e imperial, uma gruta artificial e um lago onde há uma ilha.

Outras informações sobre o museu e o parque podem ser obtidos nos sites http://www.museunacional.ufrj.br/ e http://www.rio.rj.gov.br/fpj/."

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