quinta-feira, 13 de maio de 2010

13 de maio: Dia da Redenção Negra

Dona Isabel é admirada pela raça que ela libertou

O Decreto de Extinção da Escravidão no Brasil, assinado por Dona Isabel de Bragança, numerado como lei 3353 de 13 de maio de 1888, foi recebido com festa e alegria pela multidão negra que se aglomerava nas senzalas e nos infectos cubículos dos senhores escravocratas da cidade ou do campo.


Lei Áurea


Pena que assinou a Lei que libertou a Raça Negra no Brasil

Por certo a alegria dos africanos explorados no Brasil não refletia o sentimento de seus “donos”. Logicamente, as elites brasileiras do ouro, da cana-de-açúcar ou do café, eram beneficiadas pela mão de obra ancila. Porem, na contramão de tais especulações, Dona Isabel sancionou a Lei Áurea, dissolvendo o Gabinete do Barão de Cotegipe, um escravocrata convicto. A dita Lei deveria passar pelo Congresso, que pode ser dito a época como conservador, pois se o Imperador era o Defensor Perpétuo do Brasil, o Congresso era o Defensor Perpétuo das Elites e por tal motivo estranhou-se a aprovação da redenção negra, a abolição da escravatura.

O regozijo popular chegou ao ápice quando de uma gratidão sem fim, resolveram intitular Dona Isabel, a criadora da Lei, como a Redentora. E de fato o era. Os únicos a receberem negros nos salões de seus palacetes foram os Imperadores do Brasil, ninguém da aristocracia ou de classes ainda inferiores aceitava um africano em suas casas. Mas Dona Isabel desde sempre os recebera. Desde o apoio ao Quilombo do Leblon até a dança com José Pedro Américo de Matos no grandioso baile de Baependy, teve-se tal prova. Nos palácios do Império, a serviço da Família Imperial do Brasil não havia escravo algum, foram eles os primeiros a alforriá-los. Seu amor aos súditos e sobre tudo aos negros, tão humilhados, era visto por todos, e quando da assinatura da Lei, lhe disse o Barão de Cotegipe, já dissolvido, agora em ódio: “Vossa Alteza libertou uma raça, mas perdeu o trono”, o qual obteve a resposta imediata da Princesa Imperial: “Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu perderia para libertar os escravos do Brasil”.


1888, no Rio, em frente ao Paço Imperial, a multidão se reúne para celebrar a Abolição e homenagear Dona Isabel


Verdade de Dona Isabel. Verdade do Barão. Não tardou muito. Na volta do Baile da Ilha Fiscal, foram todos surpreendidos a 15 de novembro de 1889, pouco mais de um ano depois, quando pôde evoluir as conspirações e os conluios daqueles que tipificavam a negritude e condenavam aquela raça à prisão dos cativeiros ensangüentados pelo passado dos açoites do feitor maldoso, importado apenas em punir a “coisa” que foi comprada e que deveria trabalhar como um condenado, que de fato também o eram, perdendo a Redentora e seu pai, o orgulhoso Imperador, o Trono do Brasil. E perderam juntamente como trono, o cetro, mais nunca o respeito e o amor do povo brasileiro.

Dona Isabel, a Redentora

Por fim, nos 120 anos de república, auto-intitulada mãe do povo, vê-se o que plantaram seus incentivadores do passado, tendo o povo à certeza derradeira da falta do respeitoso tratar com as coisas do erário público e o sentimento de aniquilação da defesa de seus reais interesses por parte dos republicanos no poder da República Federativa do Brasil, que desde o começo constitui-se de mentiras e trapaças, que jamais representarão os interesses do povo e sim o de classes que como as oligarquias do passado, ainda dominam.

1 comentários :

Evandro Monteiro 13 de maio de 2010 11:07  

E o que os "abolicionistas" da República fizeram pelos escravos?
Nada! Numa política racista, acabaram trazendo imigrantes europeus para "branquearem" o Brasil, sob o pretexto de que eles eram mais bem preparados do que os negros...

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