quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Trechos do livro de Aristóteles Drummond: Um Conservador Integral



O jornalista Aristóteles Drummond é personalidade conhecida nos meios sociais,  culturais e empresariais do Rio de Janeiro.É bisneto de Augusto de Lima, presidente do Estado de Minas Gerais em 1891, poeta, membro da Academia Brasileira de Letras Interessado na política desde menino,  simpatizou inicialmente com o PSP de Adhemar de Barros. Universitário, participou do movimento Grupo de Ação Patriótica (GAP), que se opunha à esquerdista UNE. Anti-comunista, apoiou sempre a Revolução de 1964, que continua defendendo, embora critico do presidente Ernesto Geisel. Foi presidente da COHAB no governo Negrão de Lima, exerceu funções no Banco Nacional e na Associação Comercial do Rio, foi assessor do Ministro das Minas e Energia César Cals, diretor da Light no final do governo Figueiredo. Católico, tem um programa na Rede Vida de Televisão. Teve sempre simpatia pela monarquia.

Agora, chegando aos 65 anos, publicou uma interessante obra, “Um Conservador Integral - Relatos da Vida - Ensaios sobre economia, política e personalidades” (Armazém de Idéias, Belo Horizonte, 462 pp),  lançado há poucos meses. Aí faz algumas referências interessantes à Família Imperial.
 
“Meu respeito por Portugal pode ser facilmente comprovado. Na convicção da importância da CPLP, por exemplo, ou no culto aos Bragança. D. João VI , que fez o Brasil ser Reino Unido, em 1815, e praticamente criou o país; o legado de Pedro I e os 49 anos de Pedro II. Exemplos de gerações de Orleans e Bragança preparados para servir ao Brasil, desde D. Luis, o príncipe perfeito, filho da Princesa Isabel, passando por D. Pedro Henrique e agora D. Luis, D. Bertrand, D. Antonio, e demais irmãos e irmãs. Eleonora, nossa madrinha de casamento, inclusive. Todos impecáveis na disponibilidade para servir ao Brasil.” (pp 92-93).

Elogiando o livro de José Murilo de Carvalho sobre D. Pedro II (“livro que deveria ser distribuído e discutido nos colégios brasileiros”), diz: “Vale a pena conhecer a história. D. Pedro II foi um brasileiro exemplar e nossa Casa Imperial, na sua descendência, é admirável até os dias de hoje. Merece, portanto ser conhecida a vida de amor ao Brasil de seu neto D. Luiz, o Príncipe Perfeito, e seu bisneto D. Pedro Henrique, mostrando que a falta de perspectiva de poder nunca influiu na disposição de amar e de dedicar ao bem do Brasil, no mais absoluto desinteresse.” (pp 196-197).

Falando na presença militar na história do Brasil, nota: “A República, que não foi um movimento militar igual a todos os que tivemos na história, pois não estava afinado cm a vontade popular, que, de certa forma, foi surpreendida, revelou uma figura que impressiona pela capacidade de articular e usar de um imenso e justificado conceito entre seus pares: o general Benjamin Constant. Sem ele não teria havido República, pelo menos naquele momento, e dificilmente depois, dado o prestígio da Princesa Isabel e a personalidade daquele que seria seu sucessor, o segundo filho, D. Luis, cuja imagem que nos chega é de uma personalidade dotada de sabedoria, cultural e simplicidade” (pp 291-292). Enfim, uma revelação importante, no sentido que pensou-se em 1961 nos meios governamentais, numa restauração da monarquia.


Relata Aristóteles Drummond: “Quando quase tivemos um D. João I tive informações privilegiadas pelo mesmo deputado José Maria Alkmin, com quem muito privei em função de minha amizade com o filho Leonardo e por laços dos Augustos de Lima, já que éramos todos reconhecidos ao discurso que ele fizera, em 1934, no enterro de nosso antepassado ilustre, colega dele na bancada mineira. Fiquei sabendo, por exemplo, que, na crise da renúncia de Jânio e posse de Jango, antes do parlamentarismo que triunfou, pensou-se na restauração da monarquia. O que, diga-se de passagem, teria sido uma maravilha para o Brasil. Quando o tema foi lançado logo se colocou a barreira de que D. Pedro Henrique, o legítimo herdeiro do trono brasileiro, era contestado por seu primo Pedro Gastão. Este não aceitava a renúncia do pai, feita, antes de se casar, em documento manuscrito, de conhecimento público e aceita pela Princesa Isabel. Mas Pedro Gastão cultivava a imprensa, freqüentava a sociedade e desfilava montado em seus belos cavalos por Petrópolis. Tinha, portanto, menos ou nenhuma legitimidade, mas grande visibilidade. O brigadeiro Grüm Moss, Ministro da Aeronáutica, então, tomou a palavra e disse: ‘Não seja por isso, temos um terceiro, D. João, que é oficial da Aeronáutica e serviu na II Guerra Mundial, transportando aeronaves dos EUA para o Brasil’. Mas, infelizmente, a situação se precipitou e os políticos deram a solução que levou a uma crise, que dividiu e empobreceu o Brasil, até o 31 de março de 1964. Este fato eu contei a José Alberto Gueiros, e está em seu livro ‘História de um Príncipe’, sobre D. João, que teria sido um grande imperador” (pp 79-80).

Haverão outros testemunhos sobre este episódio?

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