quarta-feira, 7 de setembro de 2011

7 de setembro: a data máxima do Brasil

A data de 7 de setembro é a data que deve ser mais exaltada pelos brasileiros. Comemoração de uma data genuinamente nacional.

S.M.I., o Imperador Dom Pedro I | Museu Histórico Nacional | Foto: Dionatan da Silveira Cunha

Sob o aspecto histórico do 7 de setembro, pode-se dizer que com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil em 1808, a transformação da então colônia em Reino Unido à Portugal e Algarves, bem como a criação de instituições que transformaram o Brasil num potencial país, culminaram na Independência do dia 7 de setembro de 1822.

Em 1821, a mando do parlamento português, a Família Real foi obrigada a voltar a Portugal. O Rei Dom João VI deixa como regente no Brasil, o herdeiro da Coroa, o Príncipe Dom Pedro, seu filho. Em janeiro de 1822, também a mando do parlamento português, Dom Pedro recebeu uma carta instruindo-lhe o seu regresso e o retorno do Brasil à qualidade de colônia, ele recusou dizendo que não iria voltar. O parlamento português manifestava grande preocupação, pois temia a iniciativa de Dom Pedro em proclamar a Independência do Brasil.

Em setembro de 1822, deixando como regente a Princesa Dona Leopoldina, Dom Pedro partiu para São Paulo, numa expedição de alguns dias. Sob lombo de mulas, iam, o Príncipe e sua comitiva, tratar de assuntos importantes naquela província. Neste dias, Dona Leopoldina recebeu, no Rio de Janeiro, uma extensa carta do parlamento português ordenando a volta imediata do Príncipe Dom Pedro. Dona Leopoldina, artífice da Independência, através de um emissário, manda as últimas notícias ao marido, acompanhado de um parecer seu, sobre o que achava que o Príncipe deveria fazer diante da situação. O bilhete dizia, entre outras coisas, que o marido deveria, a qualquer custo, desobedecer ao parlamento português, dando ao Brasil a Independência. Assim fez Dom Pedro. 

No dia 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, Dom Pedro acatou os conselhos da esposa, resolveu então ceder as suas próprias vontades e criou a nacionalidade brasileira. Queria a Independência ou a Morte! Era um brado de homens como poucos, um daqueles que mais amou o Brasil e os brasileiros. O brado daquele homem já esquecido e, por vezes, ridicularizado, além de difamado nos livros escolares. Aquele homem que teve a Constituição como livro mestre de sua vida e por ela enfrentou batalhas, abdicou de tronos e concedeu a liberdade ao povo irmão. Aquele homem cujo brado transformou a colônia em nação e os colonos em brasileiros. Era o mesmo homem que não custou em se indispor com o pai, Rei de Portugal, para defender o país que adotou como sendo seu.

Depois do dia 7 de setembro, teve-se muito o que fazer para pavimentar o caminho do Brasil como país independente. O Brasil ainda era visto como colônia pelos países da Europa. Como mudar tal realidade?

Aclamado Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, na janela do Paço Imperial, quando a América espanhola se fragmentava em pequenos pedaços, sendo invadida pelos ideais do caudilhismo criminoso dos ditadores que surgiam como pragas assoladoras, criando miséria e divisão territorial, o Imperador foi a essência do Brasil pós Independência. Enquanto o Brasil surgia como país independente, fratricídios ocorriam em países vizinhos. A Monarquia para o Brasil surgiu como tábua de salvação, capaz de resolver os problemas e manter um país continental, não fosse Dom Pedro I, estaríamos hoje numa América portuguesa impregnada de revanchismos ocasionados pela divisão em micro países. Mas não se constrói uma nação da noite para o dia... Haveria-se de constituir organismos, criar estruturas de Governo e de Estado, articular como se dariam as transformações, era necessário arregimentar pessoas – braços fortes – para a construção do país. Tudo estava por fazer. Como mudar esta realidade?

Para o Imperador Dom Pedro I tudo era muito fácil. Jovem, animado, firme em suas convicções, não lhe era difícil esta empresa. Para tanto, o Imperador inaugurou um modelar esquema de negociações, diplomacia primitiva do Brasil, em situações que muito teve que dar para poder obter o reconhecimento desejado. Na estrutura interna, visou fortalecer, através da Carta Magna de 1824, as instituições criadas por Dom João VI, quando este esteve no Brasil.

O Brasil honrou dívidas e protocolos internacionais. Indenizou quem precisava e foi reconhecido como nação forte e soberana. Situação que mais tarde, outro Pedro, o segundo Imperador, fez perpetuar até 1889.

Os que renegam esta parte da história, preferindo crer nas invenções pós Deodoro da Fonseca, devem crer em nossa “Independência atual”, onde se preza estrutura diversa daquela de 1822, cuja preferência não é a Independência de nosso país e de seus cidadãos, mas a Independência particular, onde políticos – aqueles arrivistas sociais – procuram lograr êxito a qualquer custo, roubando do Estado em beneficio próprio, sendo esta a única independência por eles conhecida – a financeira pessoal. Mas é exatamente como escreveu Maria Cornelsen em seu brilhante artigo, “Independência ou...” para o jornal “Paraná Online” no ano passado: “Hoje dá vontade de ressuscitar aquele homem valente e pedir socorro. Pedir para que novamente decretasse a independência deste Brasil, resgatando valores como a honestidade, a preocupação com o todo e o respeito pelo próximo. Quem sabe ele pudesse nos dar uma aula de moral, civismo e lealdade, bastante propícia para este período eleitoral [2010 foi ano eleitoral]”. E completa, “Pensando bem, é melhor que Dom Pedro descanse em paz em seu túmulo. Afinal ele já fez o que tinha que fazer. A responsabilidade agora é de outros para por este ‘tremzão’ na linha e fazê-lo não perder o rumo. E também nossa, que devemos continuar ensinando às criancinhas que Sete de Setembro não é feriado só para emendar com o Dia da Padroeira de Curitiba e todo mundo sair para um mega congestionamento na BR-277 e chegar nas praias que estão sem estrutura, sem segurança e sem perspectiva de melhoras”. 
  
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Nota: o texto foi utilizado como réplica para mensagens e eletrônicas e postagens em veículos da internet sobre a Independência do Brasil.

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