quarta-feira, 4 de junho de 2014

"Jornal da Cultura" fala sobre a abdicação do Rei Juan Carlos I da Espanha



Sobre a abdicação do Rei Juan Carlos I a Coroa da Espanha, o tendencioso “Jornal da Cultura”, financiado pelo governo federal, fez curiosa reportagem sensacionalista como tentativa de desqualificar o sistema monárquico de governo. Na abertura da matéria, a jornalista Luiza Moraes afirma que grande número da população espanhola é a favor de um referendo sobre a forma de governo, esquecendo-se de que mais de 85% da população daquele país se demostrou a favor do regime Monárquico recentemente. A repórter evidencia ao máximo a crise econômica na Espanha, atribuindo a abdicação de Sua Majestade a este fator, esquecendo-se mais uma vez de que toda a Europa e, inclusive o republicano Estados Unidos, emergiram numa crise ainda mais grave. Pior ainda, ignora o caso do Brasil, como se somente as Monarquias estivessem suscetíveis a crises. Apresenta a monarquia como se fosse algo distante da realidade e acrescenta que apenas 23% dos países do mundo são monarquias e que, nos países onde este sistema vigora, os “Príncipes e Princesas ditam moda e comportamento”, completando mesquinhamente que a “Casa Real Inglesa fecha todos os anos no vermelho”. A desinformação é tamanha, que a jornalista também esquece que o Reino Unido é uma potência econômica e referência no IDH justamente por ser uma Monarquia forte e estável, tentando, de má fé, associar supostos gastos e futilidades ao sistema. Erroneamente coloca o déficit nas contas públicas, quando se sabe que a Rainha Elisabeth II cobre, com sua renda pessoal, muitos dos gastos públicos, como viagens de Estado e até mesmo o prestigioso jubileu de diamante. 

A matéria refere que a monarquia mais antiga do mundo e mantida em Mônaco (com 800 anos de História), quando na verdade o sistema monárquico no Japão, na Dinamarca e na Inglaterra já ultrapassam 1.000 anos. 

Mesmo com a explicação da professora Ana Paula Torres Megiani, da Universidade de São Paulo, a jornalista ignora a fundamental separação entre a Chefia de Estado e de Governo.  

Entrevistado Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, S.A.I.R., afirmou que "o único regime de garante a unidade, a estabilidade e a continuidade de uma nação. Ninguém sabe o que será o Brasil em 2015!" Cortando, maliciosamente, na edição final, a parte em que o Príncipe conclui sua fala sobre a superioridade da Monarquia.  

O Historiador Marco Antonio Villa, cometendo alguns erros, refere qua a Monarquia na Espanha é recente, esquecendo-se também que a tradição da Espanha é monarquista, visto que desde a união por casamento dos Reis Católicos (ainda no século XV), o Reino da Espanha assumiu esta forma de governo, sendo exceção apenas o período de 1873/74 e de 1932 a 1975, com repúblicas e ditaduras fracassadas, as quais os espanhóis rejeitaram de forma veemente, restituindo a Monarquia.           

Para chocar ainda mais o telespectador, o politico Airton Soares, ex-deputado federal – líder da bancada do PT, numa demonstração clara de sua ignorância e despreparo, repete desesperadamente que é necessário “destacar este movimento que surgiu lá [Espanha] por um plebiscito pra discutir se o regime continua sendo uma monarquia constitucional ou se volta a ser, como foi por um período, república. Acho que este é um movimento que nós devemos prestar bastante atenção”. Ora, o ex-deputado deve achar importante este movimento que quer referendar a monarquia constitucional e parlamentar, pois deve achar muito mais interessante um governo republicano, como o brasileiro, onde o presidente é chefe de Estado e de Governo, tendo poderes absolutos, governando com medidas provisórias, na pseudodemocracia do Brasil. Sem nenhum argumento, tenta também desqualificar a Monarquia, ignorando o terrível histórico das repúblicas na Espanha. O desinformado ex-deputado petista, Airton Soares, por sua desinformação, é vítima do sistema de governo que defende: a república. 

Numa tentativa de prejudicar a imagem da Monarquia espanhola, outra matéria traz um perfil detalhado da Princesa Dona Letícia da Espanha, expondo sua vida pregressa, acusando-a de conferir hábitos de vida de classe média ao marido e filhos, e mais uma vez o ex-deputado Alceu Soares, muito entusiasmado, demostrando sua veia de revoltoso/comunista, afirma: “taí uma Rainha diferente, [riso], vale 'a pena' observá-la. E o que ela já fez é muito importante pra essa questão de realeza”. 

O Jornal da Cultura demostrou que não é capaz de fazer um jornalismo isento, imparcial. Que jornalismo é esse que impede que o expectador faça seu juízo a respeito da notícia que ouve? Que jornalismo é esse que serve a interesses escusos? Que conduta ética é esta? É a mesma dos políticos descomprometidos, desinformados e ignorantes.       

3 comentários :

Anônimo 4 de junho de 2014 16:59  

Longe de mim querer defender o
Jornal da Cultura, mas muito piores
foram os jornais da Globo, TV BRASIL,
canal este já famoso por suas matérias
tendenciosas e etc. Pelo menos eles ouviram Sua Alteza
Dom Bertrand, coisa que os outros
canais nem fizeram. No mais concordo
com tudo.
Um abraço.
Anderson Alexandre Neves da Silva

Anônimo 10 de junho de 2014 02:57  

Eu pretendo ser militar no Brasil, imploro... Por favor, monarquia volte. Pelo amor de nosso bom Deus.
Prefiro ser um sargento do exercito a serviço do Imperador, do que um milico a serviço de um bandido de terno.

Anônimo 2 de agosto de 2014 19:55  

Concordo totalmente com você.

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