sábado, 20 de junho de 2015

Dom José Palmeiro Mendes visita Dreux e Eu

Na França, Dom José Palmeiro Mendes é recebido pelo Herdeiro do Trono, celebra Missa em sufrágio da alma dos Príncipes Brasileiros sepultados em Dreux e visita o Castelo d’Eu, último abrigo da Princesa Dona Isabel, a Redentora. 


O Brasão do Império Brasileiro entrelaçado com o brasão da França, encimado pela Coroa Imperial do Brasil, pelo casamento da Princesa Dona Isabel com o o Príncipe Gaston d'Orléans, Conde d'Eu 


Existem dois locais na França particularmente ligados ao Brasil Imperial, que bem merecem ser descobertos e valorizados pelos brasileiros que visitam aquele país. São eles a Capela Real de Dreux e o Castelo d´Eu. Dreux é uma localidade bem próxima a Paris, havendo trens em vários horários, enquanto Eu, na Normandia, é um pouco mais distante, mas mesmo assim, se o visitante usa um automóvel ou ônibus de turismo especial, pode ir e voltar a Paris no mesmo dia.

Em Dreux está localizada a Capela Real, onde está sepultado Luis Filipe I, Rei dos Franceses, e muitos de seus descendentes. Ali, também foram sepultados a Princesa Dona Isabel, a Redentora, em 1921, o seu marido, o Conde d´Eu, no ano seguinte, permanecendo em simples, mas expressivos jazigos, até 1953, quando seus corpos foram trasladados para o Brasil. Mas na Capela Real de Dreux estão sepultados até hoje, outros membros da Família Imperial Brasileira: dois filhos de Dona Isabel, o Príncipe Imperial Dom Luiz (+ 1920), com sua esposa Dona Maria Pia (+ 1973) e o Príncipe Dom Antonio (+ 1918). Ali repousa igualmente, o jovem Príncipe Dom Luiz Gastão (+ 1931), filho mais moço de D. Luiz e irmão do Príncipe Dom Pedro Henrique, Chefe da Família Imperial Brasileira, de 1921 a 1981. Devem, enfim, ser mencionadas duas princesas brasileiras, que casaram com príncipes de Orléans: Dona Francisca (+ 1898), casada com o Príncipe Francisco de Orléans, Príncipe de Joinville e filho do Rei Luiz Filipe I, e Dona Isabel (+ 2003), esposa do Conde de Paris, Henrique VI de Orléans, Chefe da Família Real da França.


A Capela Real de Dreux

O interior da capela

A claraboia da cúpula central 

O Rei Luiz Filipe e a Rainha Maria Amélia 

O túmulo do Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, cognominado Príncipe Perfeito, em Dreux

O túmulo do Príncipe Dom Antonio, filho da Princesa Dona Isabel, falecido durante combate da I Guerra Mundial 

Túmulo do Príncipe Dom Luiz Gastão, filho do Príncipe Perfeito e da Princesa Dona Maria Pia

A bela arte tumular representa o pequeno Duque de Chartres em sua sepultura 

Os vários túmulos de Dreux


Dom José Palmeiro Mendes, Abade emérito do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro e muito ligado à Família Imperial, passando recentemente por Paris, foi até Dreux na manhã do dia 20 de maio passado. Foi recebido muito cordialmente, em sua residência  junto à Capela Real, pelos Duques de Vendôme, Príncipe Jean de França e por sua esposa, a Princesa Philomena, que são os Delfins de França, sendo o Príncipe Jean Herdeiro do Trono e  futuro sucessor do atual Conde de Paris. Recepcionou também o abade beneditino brasileiro, a irmã da Princesa Philomena, Margarita de Tornos y Steinhart.

Tendo, ao meio-dia, terminado a visitação pública da Capela, Dom Abade José celebrou missa na Capela Real na intenção dos Príncipes e Princesas brasileiros ali sepultados. Participaram da celebração o Príncipe Jean, a Princesa e sua irmã. Estiveram também presentes na Capela os três pequenos Príncipes, filhos do Príncipe Jean: Gaston (5 anos), Antoinette (3 anos) e Louise Marguerite (9 meses). Após a missa, Dom José almoçou com os Príncipes em sua residência. Durante a visita, foi lembrada a presença do Duque de Vendôme no Rio de Janeiro, em outubro de 2009, para o casamento da Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança com o Conde Alexander de Stolberg-Stolberg. Conversaram também a respeito de um eventual processo de beatificação da Princesa Isabel, que é trisavó do Duque de Vendôme, Dom Abade José manifestou seu o interessado em descobrir documentos – sobretudo cartas da Princesa ou sobre ela – nos Arquivos da Família Real Francesa.


M. o Duque de Vendôme - Príncipe Jean d'Orléans, a Princesinha Antoinette, S.E.R., Dom José Palmeiro Mendes, o Príncipe Gaston, Mm. a Duquesa de Vendôme - Princesa Philomena, com a Princesinha Louise Marguerite e a Srta, Margarita de Tornos y Steinhart 
Imagem: Blog Monarquia Já


No dia seguinte, o abade brasileiro foi ao Castelo d’Eu, na Normandia, tão ligado à Princesa Isabel e ao Conde d´Eu. A Família Imperial Brasileira lá viveu boa parte dos anos do exílio. Nele a Redentora morreu. Trata-se de uma imponente construção, iniciada em 1578 e concluída em 1665 pela Grande Mademoiselle, prima do Rei Luis XIV. No século XIX, tornou-se residência do Rei Luis Filipe, que lá recebeu por duas vezes a Rainha Vitória da Inglaterra. Uma grande parte de suas salas permanece no estado de decoração deixado pelo célebre arquiteto Viollet le Duc, entre 1874 e 1879. Em 1902 sofreu um grande incêndio. Em 1905 foi comprado do primo, Duque de Orleans, pelo Conde d´Eu, instalando-se então ali a Família Imperial Brasileira, no exílio desde 1889. A Princesa Isabel e sua família passavam uma parte do ano ali, e a outra num palacete em Boulogne-sur-Seine, no arredores de Paris. Depois da morte dos Condes d´Eu em 1921 e 1922, instalou-se no Castelo o filho mais velho, Dom Pedro de Alcântara, com sua família. Após múltiplas peripécias, a cidadezinha de Eu comprou o Castelo em 1964 e ali instalou a sua Prefeitura e o Museu Luis Filipe. Em vários cômodos e ambientes, o Castelo conserva lembranças, como fotos, quadros e outros objetos, que pertenceram a Família Imperial Brasileira, Destaca-se uma berlinda, do Rei Dom João V de Portugal, levada para o Rio de Janeiro e depois transferida para o Castelo d´Eu com muitos objetos brasileiros de D. Pedro II e de D. Isabel. Na biblioteca há muitos livros, que merecem serem analisados para saber quais eram parte do acervo do tempo da Princesa e do Conde d´Eu.


O castelo d'Eu

o Conde d'Eu e a Princesa Isabel com os filhos, noras e netos no castelo d'Eu. entre os avôs, o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, pai do atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, o Príncipe Dom Luiz.
Imagem: Museu Luiz Filipe do castelo d'Eu

A primeira visita da Rainha Victória ao Rei Luiz Filipe I, no castelo d'Eu
Imagem: Museu Luiz Filipe do castelo d'Eu

A reconstrução do castelo executada pelos Orleans e Bragança em 1902
Imagem: acervo da Condessa de Paris 


A berlinda que pertenceu ao Rei Dom João V de Portugal e à Família Imperial Brasileira conservada no castelo d'Eu
Imagem: Blog Monarquia Já

O Salão Preto do castelo d'Eu em imagem da época em que a Família Imperial residia no castelo. Vê-se o quadro do Imperador Dom Pedro II no Rio Grande do Sul durante a Guerra do Paraguai
Imagem: Museu Luiz Filipe do castelo d'Eu


De carro, Dom Abade José foi gentilmente conduzido pelo ilustre cicerone Sr. François Terrade, administrador da Associação dos Amigos do Museu Luis Filipe do Castelo d´Eu. Já, no Castelo, foi recebido pela Sra. Marie-Christine Petit, adjunta do Prefeito da Cidade d´Eu para assuntos relativos ao patrimônio, a cultura e acontecimentos culturais (posteriormente o Prefeito apareceu exclusivamente para cumprimentar o visitante brasileiro), o Sr. Alban Duparc, encarregado da conservação e diretor do Museu Luis Filipe do Castelo d´Eu, a Sra. Yvonne de Vaucorbeil (amiga muito próxima da Condessa de Paris), administradora da Associação dos Amigos do Museu, e o Sr. e Sra. Demarquet, da paróquia de Saint-Michel sur Bresle et Yerre, onde Dom Abade celebrou Missa.


Jornal Courrier Picard
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Imagem: Blog Monarquia Já

Jornal Informateur
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Imagem: Blog Monarquia Já

Jornal Paris Normand
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Imagem: Blog Monarquia Já



A presença do monge brasileiro em Eu, interessado em informações sobre a Princesa Isabel, Condessa d´Eu, chamou a atenção da imprensa local e vários repórteres foram ao Castelo para entrevistá-lo, sendo necessário organizar uma coletiva de imprensa. Notícias destacadas sobre a possibilidade de um processo de beatificação da Princesa foram publicadas nos dias seguintes pelo “Courrier Picard”, “Paris Normand” e “Informateur”. Dom Abade José foi também entrevistado por um canal local de televisão.

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