domingo, 4 de outubro de 2009

Dom Pedro II: Um Exemplo

Postamos um artigo da revista Brava Gente Brasileira (1.º Mar. 2009 – Ano I, N.º 3), editada pela Associação Causa Imperial. Sobre Dom Pedro II:



Um Brasileiro, com“B” maiúscu­lo


Felipe Leite Acciaris Ribeiro Dias*

Descrito por Monteiro Lobato como sósia moral de um sábio imperador ro­mano, Marco Aurélio, as­sim era o nosso D. Pedro II, nascido em 1825. Um dos maiores homens da história brasileira, ocupou o cargo de chefe de Esta­do durante quase 50 anos de paz, prosperidade e avanços importantes.


O menino que viria a ser imperador tornou-se órfão muito cedo, com a morte de sua mãe, a Imperatriz Leopoldina, quando mal contava um ano de idade. Aos seis anos, seu pai, D. Pedro I, foi deposto, fale­cendo em Portugal poucos anos depois. Sua infância foi bastante solitária, só lhe restando a companhia de suas irmãs, dos filhos dos empregados e dos meninos escravos do paço, isso nas horas em que podia brincar, pois, como fu­turo imperador, o governo da regência lhe impunha uma intensa rotina de es­tudos.

Ao assumir o trono em 1840, com apenas 15 anos de idade, libertou todos os escravos do pa­lácio e outros mais que herdara do pai, passan­do a pagar-lhes salários e custear a educação de seus filhos.


D. Pedro II foi ensina­do a amar o Brasil acima de tudo. Punia exem­plarmente os políticos e funcionários corruptos, usando dos poderes que a Constituição lhe garan­tia para removê-los de seus cargos. Venceu impor­tantes disputas diplomáticas, inclusive chegando a desafiar a toda poderosa Grã-Bretanha. Zeloso que era com as verbas públicas, recusou sucessivas propostas de aumento de seu salário, trabalhando durante meio século com o mesmo pagamento, ain­da que, durante seu reinado, a economia brasileira tenha crescido dez vezes. Quanto às suas poucas viagens, custeava-as com seu próprio dinheiro. Du­rante uma de suas via­gens, sua filha, a Prin­cesa Isabel, conseguiu a abolição da escravi­dão em 13 de Maio de 1888, passando à histó­ria como redentora dos cativos.

A causa da aboli­ção era outra luta do monarca brasileiro. O Paraguai invadiu o Bra­sil em 1865, iniciando a Guerra da Tríplice Aliança, vencida a guer­ra pelo Brasil em 1870, o imperador determinou que seu genro, o Con­de d’Eu, requisitasse ao governo do Para­guai que abolisse a es­cravatura, pedido que foi atendido. Não pode existir prova mais evidente de que D. Pedro II não tolerava a escravidão.

As preocupações imperiais, porém, não se re­sumiam à solução de problemas característicos do Brasil do Século XIX. Sua visão era muito mais avançada, estenden­do-se a preocupações que ainda hoje afligem os brasileiros. Valori­zava, acima de tudo, a importância da educa­ção para o progresso do Brasil. O Imperador escreveu: “Se eu não fosse imperador, dese­jaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro”. In­felizmente, tal lucidez raramente foi demons­trada por nossos esta­distas nos últimos 119 anos da república...

O patriotismo do imperador era tamanho que, em suas anotações, escrevia sempre “imperador” e “Brasileiro”, sempre com ênfase à sua qualidade de cidadão do Brasil e não na sua posição como mo­narca.


Magoado com o modo como fora expulso do país que tanto amara pelos gol­pistas em 15 de novembro de 1889, o Imperador, ar­doroso patriota e amante de todas as coisas do Bra­sil, faleceu em um simples e discreto hotel parisien­se em 5 de dezembro de 1891. Consta que seu úni­co pedido ao deixar o país foi levar um travesseiro cheio da terra brasileira, para repousar sua cabe­ça na hora da morte. Não aceitou a indenização de cinco mil contos de réis, equivalente a 4.500kg de ouro, que lhe foi oferecida pelos insurgentes. “Não sei com que autoridade esses senhores dispõem dos dinheiros públicos” – disse o monarca, segundo informações colhidas junto à Associação Causa Impe­rial.


Tal era seu prestígio in­ternacional que o governo francês deu-lhe honras de chefe de Estado e mem­bros da realeza européia e do corpo diplomático das mais diversas nações compareceram ao cor­tejo fúnebre. Somente o embaixador do Brasil, por despeito do governo repu­blicano diante de tantas homenagens ao monarca, não compareceu. Não é de hoje que nossas autori­dades ignoram e desprezam as grandes figuras de nossa História.




*o autor é Secertário Institucional da Associação Causa Imperial.

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