sábado, 26 de março de 2011

A Biblioteca Nacional lança o site D. João VI: o papel de um legado.


Fonte: Biblioteca Nacional

A Coordenadoria de Pesquisa e a Coordenadoria de Informação Bibliográfica estão lançando o site D. João VI: o papel de um legado.

O projeto possibilita o acesso remoto dos visitantes à versão virtual da exposição homônima, que foi hospedada no Centro Cultural da Justiça Federal na época das comemorações dos 200 anos da chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro. Além da exposição virtual, guiada por módulos explicativos divididos por critérios temáticos e cronológicos, o site disponibiliza ao internauta uma vasta seleção de documentos relativos ao período joanino.

A estrutura do site, os textos e a seleção de documentos baseiam-se no guia de fontes D. João VI: um legado em papel, lançado pela coordenação Geral de Pesquisae Editoração. Esta publicação, que também está disponível para download no site, tem como objetivo auxiliar o pesquisador na busca de documentos relativos ao tema pertencentes ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional.

Para a construção do site, foram digitalizados cerca de 120 documentos na íntegra, totalizando mais de 1500 páginas, destacando-se livros raros, manuscritos, gravuras, desenhos, jornais, mapas, documentos legislativos e administrativos, entre outros.

O projeto tem como curadores os professores convidados Ismênia Martins e Vitor Fonseca, da Universidade Federal Fluminense, e conta com o apoio e a colaboração de todos os setores de acervo da FBN.

Para visitá-lo, é só acessar o endereço http://bndigital.bn.br/expo/djoaovi/



SOBRE O PROJETO:


O papel de um legado
 
Em novembro de 1807, a família real portuguesa embarcava para o Brasil como estratégia para escapar da invasão napoleônica e manter o governo do império colonial português. Na bagagem, constavam os bens considerados mais importantes para a monarquia: documentos relativos à administração real, equipamentos necessários para a mesma atividade e o que era considerado tesouro real ou do Estado – ouro, joias, tapeçarias, alfaias em geral e, também, a Biblioteca dos Reis.

A dramática e confusa saída da Corte fez com que a Biblioteca, já embalada para o transporte, fosse esquecida no cais. Somente em 1810, seus "caixões" começaram a chegar ao Rio de Janeiro, o que se estendeu em mais duas levas, até o ano seguinte.

Inicialmente, o acervo foi depositado no andar superior do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, mas sendo essas instalações consideradas inadequadas, foi transferido, atendendo ao disposto no decreto de 29 de outubro de 1810, para as catacumbas do Convento do Carmo. Essa data passou a ser considerada a de fundação da Biblioteca Nacional, que atendia pesquisadores devidamente autorizados pelo príncipe regente. Quatro anos mais tarde, ela seria franqueada ao público em geral.

A Biblioteca Real, ainda em Portugal, sempre foi vista como motivo de orgulho pela monarquia, sendo reconhecida pelos sábios como uma das mais preciosas da Europa. O terremoto de Lisboa, em 1755, destruiu seu acervo, cuja reunião fora começada por outro João, o I – o "da boa memória" (1385-1433). Entre as tarefas de reconstrução que então se impunham, a recomposição da Biblioteca foi prioritária.

A nova coleção foi montada com recurso a compras, doações e oportunas tomadias. No início do século XIX, aproximava-se, em termos quantitativos, dos 70.000 itens que possuía antes de 1755, entre manuscritos raros, incunábulos, livros, gravuras, mapas, moedas etc.

No Brasil, seu conjunto continuou crescendo, tanto por doações, como a da coleção de frei José Mariano da Conceição Veloso, especializado em Botânica (1811), quanto por compras, como a do acervo do jurista Manuel Inácio da Silva Alvarenga (1815), da coleção de papéis e gravuras do arquiteto José da Costa e Silva (1818), e da livraria de D. Antonio de Araújo e Azevedo, o conde da Barca (1819).

No retorno à Europa, em 1821, D. João levou apenas uma parte dos manuscritos referentes à história de Portugal. Assim, quando da negociação da independência do Brasil, a coleção foi arrolada e avaliada em termos da indenização devida à família real portuguesa pelos bens e valores deixados no Brasil, atingindo a soma de 800 contos de réis. Seu pagamento constituiu uma parcela do empréstimo de 2 milhões de libras esterlinas com que se inaugurou a dívida externa brasileira com a Inglaterra.

O núcleo inicial, em uma parte trazido e em outra parte adquirido por D. João em terras fluminenses, é apenas uma parcela pequena do total de 9 milhões de peças (entre livros, manuscritos, periódicos, estampas, mapas, partituras etc.) que compõem atualmente seu acervo e fazem da Biblioteca Nacional uma das mais importantes do mundo.

A exposição D. João VI: o papel de um legado, inaugurada em novembro de 2008 no Centro Cultural da Justiça Federal, é agora disponibilizada ao internauta em sua versão virtual. Apresenta peças de variadas naturezas, como documentos administrativos, mapas, livros, manuscritos e gravuras referentes ao Período Joanino que pertencem ao acervo da Biblioteca Nacional. Nosso passeio se inicia com um panorama da Colônia às vésperas da transferência da Corte, passa pelos momentos cruciais da transmigração da Corte Portuguesa em 1807-1808, retrata a sua estadia no Brasil entre 1808 e 1821 – mostrando as transformações na Cidade do Rio de Janeiro para receber os novos moradores, a fundação da imprensa e diversos órgãos administrativos, a redescoberta do Brasil por exploradores europeus das mais variadas nacionalidades – e termina novamente no cais de Belém quando, por exigência daqueles que lá ficaram, El-Rey D. João VI é obrigado a retornar. Com esta decisão, assegurou sua permanência no trono, mas não conseguiu manter a unidade do Império. Essa constatação, no entanto, não invalida sua obra. Ao contrário, fica claro que, se a origem da Biblioteca Nacional se prende à ideia de um legado de D. João, a Casa se assume e é vista, como comprovam suas coleções, o grande número de usuários que as manuseiam e o próprio crescimento constante de seu acervo, como um legado que o Brasil de hoje deixará para o mundo de amanhã – um patrimônio que o presente preserva para o futuro.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Museu Imperial comemora aniversário com reinauguração do pórtico e lançamento de guia

No site do Museu Imperial

"Nesta quarta-feira, dia 16, o Museu Imperial comemorou os 68 anos de sua inauguração e os 168 de fundação da cidade de Petrópolis com uma cerimônia que reuniu autoridades e visitantes. Na ocasião, foi reinaugurado o pórtico de pedra do palácio, que passou por uma restauração de três meses, e lançado o Guia de Visitação do Museu, que passará a ser distribuído gratuitamente a todo o público.

O diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Júnior, ressaltou a importância do restauro para a instituição, a cidade e o país, por se tratar de um bem arquitetônico de grande relevância histórica. “O pórtico é um dos poucos representantes no Brasil do estilo paladiano, inaugurado pelo arquiteto italiano Andre Palladio no século XVI. Foi construído pelo também arquiteto italiano Cristóforo Bonini”, explicou.

Em seguida, o prefeito Paulo Mustrangi saudou a todos os presentes e lembrou o aniversário da cidade. O bispo de Petrópolis, d. Fellipo Santoro, realizou, então, uma benção a todos os presentes, ao Museu Imperial e à cidade.

Também estiveram presentes na cerimônia os príncipes d. Francisco, d. Manoel e d. Gabriel de Orleans e Bragança. A família imperial foi a patrocinadora do Guia de Visitação do Museu Imperial, também lançado na ocasião. “Esse guia é um presente ao Museu e aos nossos visitantes, gentilmente concedido pela família imperial brasileira”, ressaltou Maurício Vicente."

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Visite o Museu Imperial

quinta-feira, 3 de março de 2011

Rio de Janeiro: Ruínas nos subterrâneos do Porto Maravilha

Por Rogério Daflon em 01/03/2011 às 23h35m

O GLOBO

"Escavações de obra de drenagem da Zona Portuária encontram restos dos cais da Imperatriz e do Valongo



RIO - Das escavações do Projeto Porto Maravilha na Avenida Barão de Tefé, na Região Portuária, surgiu um tesouro arqueológico. Trata-se do Cais da Imperatriz e do Cais do Valongo, ambos do século XIX. A descoberta empolgou o prefeito Eduardo Paes, que, no último sábado, foi acompanhar as obras de drenagem e se deparou com a novidade.

- Fui lá no sábado vistoriar as obras e, quando vi aquilo, fiquei absolutamente chocado. Vou fazer uma praça como em Roma. Ali estão as nossas ruínas romanas.

A praça a que se refere Paes deverá ser feita entre o Hotel Barão de Tefé e o Hospital dos Servidores do Estado, ao longo e no entorno da Avenida Barão de Tefé.

O Cais da Imperatriz data da década de 1840. Foi feito sobre o Cais do Valongo, numa grande reforma com o intuito de receber a futura imperatriz Teresa Cristina, que se casaria com Dom Pedro II. O projeto foi realizado à época pelo paisagista Grandjean de Montigny.

Ponto de chegada de escravos ao Brasil

O Cais do Valongo, também do século XIX, foi o lugar onde aportaram mais um milhão de escravos. O prefeito afirmou que, além da praça, haverá um centro de referência.
- Vou fazer um concurso público para isso. Será algo mais bonito e simbólico do que a estátua de Zumbi na Avenida Presidente Vargas - ressaltou Paes, afirmando que fará também um museu para os objetos encontrados nos dois antigos ancoradouros.

O museu, informou o prefeito, será na Casa da Guarda e no Jardim do Valongo, no Morro da Conceição, na Zona Portuária. O prefeito, contudo, terá de contar com a aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Rio, cujo superintendente, Carlos Fernando Andrade, se reunirá com Paes na próxima sexta-feira para acertar detalhes.

- Se houver mais descobertas, pode haver modificações do desenho urbano naquela área - disse Carlos Fernando, que é simpático à ideia da praça à moda Roma.

Com a empreiteira que toca a obra, arqueólogos do Museu Nacional acompanhavam cada escavação, a fim de encontrar os dois portos do século XIX.

Tanto o Cais da Imperatriz como o Cais do Valongo deram lugar ao aterro feito pelo prefeito Pereira Passos na primeira década do Século XX."

ATENÇÃO


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